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BR-16 #21: campeonato dinâmico


A cada rodada que passa, e ninguém desgarra na ponta, a impressão é de que desta vez, diferente dos anos anteriores, o campeonato será decidido nas duas últimas rodadas. Atlético-MG, Corinthians e Flamengo venceram na rodada, mas o Palmeiras empatou, Santos e Grêmio perderam.

Em todos estes seis primeiros há motivos para o torcedor acreditar na conquista do campeonato, no contrário também.


Palmeiras continua líder, mas viu a Ponte Preta empatar duas vezes no 2x2 no Allianz Parque. O time que só vencia em casa, agora vem de maus resultados em casa e melhores fora. O equilíbrio para manter a média de dois pontos por rodada significa título - ainda mais neste campeonato-, não importa se empate em casa e vença fora, como nas duas últimas partidas. Porém o contrário é mais natural, e mais, o Fluminense longe do Allianz Parque não é mais fácil do que a Ponte em casa. O Palmeiras tem 40 pontos.


O Corinthians, movido a trancos e barrancos, a criticas e sem atacantes continua na ponta. Venceu o Vitória em Itaquera - jogo para vencer - e ocupa a terceira posição. Marlone resolveu o jogo de ontem fazendo o primeiro e participando do segundo gol. O sentimento da falta do bom atacante - goleador serve, não precisa ser centroavante - é gritante. Gustavo do Criciúma vem aí. O Timão soma 37 pontos.


O Atlético-MG é o clube mais próximo do líder, 38, vem fazendo bons jogos, sobretudo em casa e o trabalho ruim de Marcelo Oliveira nos primeiros jogos já mostra bons resultados. Robinho joga cada dia melhor e o ataque dos quatro atacantes é o maior dilema do time. Com eles o time ganha qualidade e Marcelo não arruma problema com nenhum medalhão, porém perde em poder defensivo. O ideal seria mesclar entre os dois.


O Flamengo foi um time que aos poucos foi chegando e agora está na quarta colocação com o mesmo número de pontos do Corinthians Os flamenguistas que foram ao Mané Garrincha no jogo contra o Grêmio queria ver a estreia de Diego. Viram e ele jogou bem, fez até o segundo gol na vitória por 2x1. Mas não viram só ele, viram Pará (quem diria?) e Leandro Damião (quem diria? Parte dois) saírem como os principais em campo. O rubro-negro tem mostrado força.


Na próxima rodada os olímpicos jogam, bom para o Palmeiras com Jesus diante do Fluminense, do Santos com Zeca, Thiago Maia e Gabigol contra o Figueira e do Grêmio com Wallace e Luan diante do Galo. Alviverde joga fora, Peixe e Tricolor em casa.

*****

Na parte de baixo da tabela o Cruzeiro venceu e fugiu do Z-4, agora com 23 pontos está na beira do descenso, junto com o Internacional - 23 também - há 13 jogos sem vencer. O Figueirense em 17° demitiu Argel Fucks.

Olimpíadas passou rápido


A Olimpíadas Rio 2016 teve uma organização parecida com a da Copa do Mundo, poucos problemas e nenhum deles que tenha sido importante ao ponto de atrapalhar os jogos. O pior talvez tenha sido a queda da câmera.

Nas medalhas os norte-americanos ficaram muito a frente, com 121 medalhas 46 medalhas de ouro. 



A competição foi de Phelps, chegando ao número mágico de 23 medalhas de ouro, de Bolt, chegando ao 3-3-3 em três olimpíadas perfeitas nas pistas. Foi também de Simone Biles, nova, mas já encantando.

Houve a torcida brasileira, questionada, que ao mesmo tempo que foi bem, errou. Tiveram os americanos mentirosos que viram que mentira tem braçada curta. Além de muitas outras coisas fora dos campos, pistas, quadras e piscinas.



O Brasil sonhava com o 10° lugar no quadro de medalhas, não deu, mesmo com a melhor participação de todos os tempos com 19 medalhas e 7 de ouro.



A primeira do futebol, a terceira do vólei, a surpresa de Thiago Braz no salto com vara, a nova geração da vela com Martine Grael e Kahena Kunze, o vólei de praia com Alisson Cerruti e Bruno Schimidt, no judo com Rafaela Silva e no boxe com Robson Conceição. Todos ouro. Ainda houve Isaquias Queiroz com três medalhas, tudo começou com Felipe Wu.


Espero que nós, filhos do futebol, não esqueçamos dos outros esportes, nem de quem fez história nesse tempo dos jogos.

A fase Copa do Mundo e Olimpíadas do Rio acabou. Foi bom, talvez fosse melhor que não existisse por uma série de fatores, mas isso nunca saberemos.

Agora vai ser longe, Copa do Mundo na Rússia em 2018 e Olimpíadas no Japão em 2020.

O legado talvez não seja o esperado, o imaginado, o devido, mas haverá. Tomara que a valorização de uma cultura de esporte seja um deles.

Tivemos muitas histórias e emoções, valeu a pena.

Zerou os títulos, ouro do Brasil!


O primeiro tempo mostrou bem como atuam as equipes. A posse de bola era bem dividida, os alemães quando tinham a bola trocavam mais passes e usavam a velocidade dos atacantes. É um time mais coletivo, com um posicionamento melhor que o brasileiro, usava bem isso e o Brasil corria para fechar os espaços. Conseguia por ter uma defesa rápida.

O Brasil, mais técnico, quando tinha a bola partia pra cima, por vezes muito individualista tinha dificuldade para chutar em gol.

Os esquemas das equipes era o mesmo de jogos passados, desta vez com Gabriel Jesus trocando de lado com Gabigol em alguns momentos, e precisando marcar mais. Micale apostava no que funcionou.




O Maracanã lotado para ver a decisão da medalha de ouro estava confiante no inédito ouro. Porém com medo do fantasma alemão do 7x1 e do ineditismo.

O jogo era equilibrado e a trave mudou a partida. Com 10 minutos, Brandt acertou o travessão brasileiro e assustou todo mundo. A partir deste lance o nervosismo brasileiro passou e a seleção brasileira cresceu. A Alemanha parava as jogadas de habilidade com falta.

Com 26 minutos, baixou um Zico no camisa 10 da seleção brasileira em pleno Maracanã, Neymar bateu uma falta pela esquerda no ângulo direito do gol de Horn. A bola bateu caprichosamente no travessão antes de entrar. Golaço!



Depois deste lance o jogo voltou a ficar equilibrado e os alemães foram mais perigosos. Aos 30 e aos 34 a bola bateu outras duas vezes no travessão brasileiro e foi para fora.

O jogo era difícil, mas era do Brasil, as traves do Maraca também.

Neymar mandava no jogo, dava carretilha/lambreta e chamava o jogo.



Veio o segundo tempo, o jogo tinha um ritmo mais lento e a Alemanha iniciou melhor.

Com a bola os alemães procuravam espaço, que havia na costas de Douglas Santos e de Wallace. Aos 58 minutos, Toljan apareceu nas costas do Douglas e cruzou para Meyer chegar finalizando e empatando a partida.



O capitão da Alemanha era o melhor alemão em campo, o 4-2-4 do Brasil tinha dificuldade em marca-lo, principalmente Wallace, não encaixava a marcação.

Renato Augusto começou a aparecer no meio de campo do Brasil e deu um bom passe para Jesus finalizar. Passou perto.

Na frente, Gabigol destoava, previsível cortava sempre para a esquerda e acabava perdendo a bola, a jogada estava manjada e Süle sabia bem.

Com 25 minutos, Felipe Anderson entrou no lugar de Gabriel.

O Brasil buscava o gol, a Alemanha trabalhava mais a bola, apostava em contra ataques.

O jogo ficava tenso, Anderson entrou bem, Jesus virou centroavante e o Brasil tinha as chances de gol.

Aos 40 minutos, Alemanha deu contra-ataque e Meyer chutou fraco.

O jogo já era mais coração que cabeça, era mais de Brasil, mas sem a menor facilidade. 

Não teve gol, teve prorrogação, a Alemanha não ia entregar o ouro.



No tempo extra, Luan chegou perto, no contra-ataque a Alemanha também. Petersen na seleção alemã ganhava os chutões no ataque, era importante no jogo alemão de segurar o Brasil.

No segundo tempo da prorrogação, um Neymar cansado e mancando deu ótimo passe, Felipe Anderson parou em Horn.

A peleja ficava cada vez mais e mais tensa, o gol não saiu, quem fizesse fatalmente levaria o ouro, seria o gol de ouro.

O futebol jogado no Marara era bom.

O Brasil parava pelo ouro, era uma mini Copa do Mundo na Rio 2016.

Pênaltis...



Ah, o Prass... 

Na meta brasileira Wéverton (28), goleiro do Atlético-PR, pouco conhecido dos brasileiro. 

Na cobrança a pressão estava maior sobre os brasileiros, com o peso do inédito. Os alemães estavam mais tranquilos.

Ginter abriu com gol pela Alemanha, Renato Augusto empatou pelo Brasil, 1x1;

Gnabry e Marquinhos também acertaram, 2x2;

Brandt e Rafinha seguiram marcando,3x3;

Süle e Luan não fizeram diferente, 4x4.

Petersen, o maior velho da Alemanha, 27, ficou para fechar a primeira sequência. E foi justo ele que bateu para a defesa de Wéverton.

O Brasil estava a um pênalti da medalha dourada, estava nos pés de Neymar. O camisa 10, o capitão, o mais famoso, o melhor jogador, o centralizador, coube por fechar. Se Marta e Messi perderam, ele não, correu bateu e fez o gol de ouro.




O dia especial chegou, o dia dourado da medalha de ouro, a obsessão acabou. Agora não falta mais nada ao futebol brasileiro, tudo que é possível se vencer o Brasil venceu, zerou os títulos.

Este foi o 6° ouro brasileiro na Rio 2016,  já é a maior Olimpíada da história do Brasil em medalhas.

O maior evento desta Olimpíadas, mais lembrado, será o ouro do futebol masculino, porque nos somos filhos do futebol, não há jeito.

Brasil x Alemanha: quem eu sou x quem eu quero (preciso) ser


"Sinto muito pelo resto do mundo, mas seremos imbatíveis por muito e muitos anos." Está frase é de Franz Beckenbauer, mas não foi dita depois do tetra em 2014, foi depois do tri em 1990, quando Franz era técnico.

Nos anos seguintes o mundo viu o contrário, uma Alemanha com futebol feio e com fracassos em Euros e Copas do Mundo. Em 1996 ganhou a Euro, por puro acaso do futebol, em 2002, quando disputou a final no Japão contra o Brasil, já se tinha a convicção de que era hora de mudar.

A Federação alemã e a Bundesliga investiram na base, nos estádios, atraíram os torcedores e mudaram os conceitos na seleção nacional. 

Jovens jogadores surgiram - com características nunca antes vista entre os alemães, como Müller, Reus, Götze e Özil por exemplo -, a Bundesliga cresceu, o campeonato virou o de maior média de público no mundo e a seleção voltou a ser campeã. Jürgen Klinsmann abriu o pensamento e inciou a mudança, Löw, auxiliar de Jürgen, deu continuidade e o time bateu campeão do mundo em 2014.

Todo o processo de crescimento está detalhado no livro "Gol da Alemanha".



Um pouco antes da Copa de 2014 Parreira disse que o Brasil estava com "a mão na taça" e antes havia dito que a "CBF era o Brasil que dava certo". Menos de um mês depois os próprios alemães escancaram o equivoco do técnico campeão de 1994.

Os 7x1 mostraram que era hora de mudar, com Dunga não mudou e talvez agora, depois de outros dois resultados ruins em Copas Américas, a coisa mude.

Amanhã o Brasil enfrenta os alemães, no jogo entre quem eu sou (Brasil) contra quem eu quero ser (Alemanha).

A seleção brasileira, junto do futebol brasileiro, precisam passar pelo processo alemão de evolução. Não é questão de copiar, mas evoluir, modernizar.

Micale/Tite podem ser o Klinsmann da seleção brasileira, o Brasil olímpico pode ser a base de uma nova visão de futebol de olho no futuro. Só isso não vai resolver, a CBF e os clubes brasileiros - não temos uma liga no Brasil, o surgimento dela pode ser um começo - também precisam trabalhar para isso.

Amanhã, no Maracanã, o Brasil é favorito para o inédito ouro, a seleção C da Alemanha é inferior e eles vão trabalhar com isso - afirmaram em entrevista. O melhor da Alemanha sempre foi o time e não o craque, além de se preparar para anular cada adversário. Em 1974 foi assim contra a Holanda, em 1990 contra Maradona e agora na Euro contra a Itália atuando com três zagueiros.

Isso sempre foi característico alemão, como o talento e a habilidade foram da seleção brasileira. O ataque brasileiro ainda é bom neste quesito, Neymar, os Gabriés e Luan tem provado isso. Por outro lado, Bernard ter jogado no Mineirão é a prova de que analisar o adversário nunca foi prioridade por aqui. Mas pode ser.



A partida, mesmo não sendo uma revanche, tem um gosto diferente, os 7x1 ainda machucam. Zeca, em entrevista à Folha de SP, disse que após ver o avô dele chorando no 8 de julho disse que chegaria a seleção e daria o troco. Bem ao estilo Pelé, prometendo ao avô em 1950 que seria campeão do mundo.

O ouro recupera a auto estima dos brasileiros, mas só isso não colocará o Brasil de volta ao patamar de outros tempos. A evolução do futebol pede mais.


Brasil x Alemanha  

Final Olimpíadas 

Maracanã, Rio de Janeiro, 20/08/2016 às 17:30h




Nem mesmo o bronze para as meninas


A queda é proporcional a espectava criada, os dois primeiros jogos fizeram acreditar no ouro inédito da seleção feminina.  

Acabou sem medalha.

Agora pouco perdeu para o Canadá por 2x1 e perdeu a chance de ficar com o bronze.


As canadenses ficaram com o bronze por serem melhores em campo, mais organizadas, com repertório maior de jogadas e fazendo valer a estrategia criada. 

Como aconteceu nas outras partidas, diante da Austrália e da Suécia, o Brasil foi dominado na estratégia. A defesa brasileira sofreu muito para furar defesas mais acirradas, hoje, decepcionada e sem tanta confiança, a seleção foi ainda pior. Atrás deu espaços e a derrota foi natural.

No primeiro gol, após bola parada no ataque brasileiro, contra-ataque para Rose abrir o placar. Sinclar fez o segundo. Houve outras chances para as canadenses que pararam uma vez na trave.

Pelo menos o gol saiu e a seleção não ficou quatro partidas sem marcar. Bia fez o gol em confusão na área, a seleção precisou arremessar o lateral na área para encerrar o jejum de 412 minutos sem bola na rede.

Nos minutos finais da partida, o sol da 13h até quase 15h da tarde de sexta-feira em Itaquera, acabou com o fôlego das jogadoras e não contribuiu com o jogo - não entendo o porquê do horário.


É uma pena sair de mãos abanando das Olimpíadas, mas é o que é.

Olhando para o futuro, Formiga se aposentando da seleção, Marta com 34 anos e Cristiane com 35 em 2020, não há muita esperança na renovação.

O futebol feminino precisa evoluir em todos os sentidos, taticamente também. Vadão nunca foi um grande técnico no futebol masculino, continua não sendo no feminino.

Alemanha na final: não é revanche, mas não é mais como antes


A Alemanha fez um jogo duro com a Nigéria, ao mesmo tempo, tranquilo.

Venceu por 2x0 e com o time C alemão - o time A é o da Euro, o B seria com todos os possíveis na olimpíada -  vai disputar a medalha de ouro contra o Brasil.

O cenário é muito diferente do de 2014. Agora, na final, o Brasil é o favorito, dos jogadores não há um repetido, o mais próximo é Ginter banco da campeã do mundo em 2014, e Neymar machucado no Brasil. Copa do Mundo também tem um envolvimento muito maior do que o futebol olímpico.

De qualquer maneira, nunca mais o Brasil enfrentará a Alemanha do mesmo jeito, o fantasma do 7x1 vai permanecer no contexto de cada jogo.

Sábado o Brasil enfrenta a Alemanha, com a faca nos dentes em busca da inédita medalha de ouro - é a primeira final dos alemães unificados, a Alemanha Oriental já venceu a medalha dourada.

É um jogo difícil para os brasileiros, Ginter, Gnabry, Brandt e os irmãos Bender são jogadores para ficar de olho.


Vindo ou não o ouro, vai ser uma partida muito interessante por tudo que envolve a peleja final no Maracanã.

Seis viram só!


Em 14 segundos a ideia de jogo proposta por Jorge Luis Pinto, foi pelos ares. Neste tempo, Neymar pressionou a saída de bola hondurenha e abriu o placar dividindo com o goleiro.

Em menos de um minuto, o esquema de 5-4-1, era pouco significativo para os próximos 89 minutos, o Brasil não precisava mais pressionar os hondurenhos e dar espaços para o jogo reativo, estava vencendo.

No mesmo Bat-horário, no mesmo Bat-local de ontem na eliminação da seleção brasileira feminina, a masculina vencia com facilidade. O local é o Maracanã, a casa da seleção brasileira, onde o Brasil não jogava desde o 3x0 diante da Espanha na final da Copa das Confederações.

Em pouco tempo virou 2x0 e 3x0, ambos de Gabriel Jesus.
Em amarelo o segundo gol, em verde o terceiro. Linha pontilhada caminho da bola,
 linha normal do jogador, bolinhas coloridas na área são de onde saíram os gols
O time de Honduras, inspirado no da Costa Rica de 2014, dirigido pelo mesmo Jorge Luis Pinto era só porrada, mal via a cor da bola e criava poucas jogadas. Não podia ficar com nove atrás, tomou bola nas costas da última linha nos dois gols de Jesus, passe de Luan e Neymar.

O Gabriel palmeirense sofria muito o peso do gol, agora não sofre mais, fez dois gols na duas chances que teve.

Antes da partida até parecia um jogo difícil, contra um adversário que avançou no grupo com Portugal e Argentina. Em campo era fácil, simples.



Novamente com o esquema de Micale na primeira vitória da seleção, o 4-2-3-1, com cara de 4-2-4, que no momento defensivo vira 4-4-2, com os Gabriés marcando nas pontas. Neymar, livre para se movimentar no ataque sem ter de voltar para marcar, funciona muito melhor, parecido com o que fazia na Copa do Mundo de 2014.

O camisa 10 era o cara no ataque, participava da maioria das jogadas e sofria uma falta atrás do outra.

Depois das duas primeiras rodadas e as criticas, o Brasil ganhou casca, virou uma equipe mais competitiva e confiante.



O segundo tempo foi para cumprir tabela, descansar alguns jogadores e ampliar a vantagem.

Rodrigo Caio, Renato Augusto e Gabriel Jesus saíram; Luan (zagueiro), Felipe Anderson e Rafinha Alcântara entraram.

Wéverton fez umas defesas e ficou mais um jogo sem tomar gol.  O Brasil aina não foi vazado.

Marquinhos fez o quarto, em escanteio, Luan, de contra-ataque, o quinto e Neymar o sexto, de pênalti. 6x0.


A exibição brasileira foi empolgante, esperada antes da competição, e não depois das duas primeiras partidas.

Sábado é a quarta final de olimpíadas do Brasil, agora é a seleção que mais vezes subiu no pódio olímpico - seis .

Tanto Alemanha quanto Nigéria vai ser difícil, ambos tem cara de revanche.

Mas em quase todos os sentido é mais complicado pegar a Alemanha, e ,por tudo o que envolve, será mais interessante.

Logo logo saberemos.

O sonho do ouro acabou para as meninas


O futebol é maluco, onde as coisas mudam muito rápido e fazem as certezas da semana passada acabarem na seguinte.

A seleção brasileira feminina comandada por Marta fez 3x0 nas chinesas e 5x1 na suecas com um futebol vistoso. Enquanto isso a masculina era criticada pelos dois empates em 0x0 com África do Sul e Iraque e um pocou menos depois de conseguir a classificação diante da Dinamarca por 4x0.

O que se via na redes sociais era, uma seleção feminina amada e um masculina provocada- Marta>Neymar.



Hoje pela semifinal do futebol feminino, o Brasil, comandado por Vadão, tina pela frente a Suécia no Maracanã.

Desta vez, a Suécia não foi a seleção da primeira fase, foi a Suécia que eliminou os EUA, parecida com a Austrália que o Brasil passou no pênaltis.

Dava a bola para as brasileiras, ficava no 4-1-4-1, marcando pressão na saída de bola brasileira e fechando os espaços, isso sem fazer faltas - a primeira falta sueca só saiu aos 72 minutos de jogo.



A seleção brasileira era a mesma que pegou as australianos, repetiu o desempenho também, na verdade, fez até menos, nas oitavas houveram mais chances cristalinas. Hoje foram muitos cruzamentos.

Formiga se desdobrou em campo, roubou várias bolas, esforçou-se como é característica da jogadora. Debinha, ainda na vaga de Cristiane, pouco fez, nem chegou a desperdiçar uma chance como na rodada passada. Marta, apesar de dribles e jogadas bonitas não resolvia.

Os 120 minutos contra a Austrália não ensinaram as brasileiras a furar um ferrolho. Novamente tivemos 120 minutos, e sem gols - mesmo com Cristiane atuando toda a prorrogação - no total foram 335 minutos sem fazer gol.

No tempo extra até vimos uma Suécia mais ofensiva e tendo chances de vencer e o Brasil quasse vence no minutos final.

Pênaltis. 



Os torcedores no Maracanã estavam com o coração apertado, mas com a seleção nele. Não vaiaram a equipe em nenhum momento e ainda cantaram "eu acredito".

A simpatia pelas meninas do Brasil é muito grande inacreditável, impossível imaginar o mesmo apoio ao meninos em situação semelhante.

Nas cobranças, Marta, desta vez a primeira, fez para o Brasil. Schelin empatou. 1x1

Cristiane perdeu, Asllani também, boa defesa de Bárbara. 1x1

Andressa fez, Seger também. 2x2

Rafaelle e gol, Fischer e gol. 3x3

Andressinha perdeu e Dahlkvist eliminou as brasileiras.




Quem diria, a seleção brasileira não chegou á final e ainda por cima parou na seleção que já havia feito 5x1.

Perdeu para uma seleção que desenvolveu melhor o seu estilo de jogo, no campo da rival e no sol das 13h do Rio de Janeiro. Merece respeito, assim como as brasileiras.

Futebol é assim, as meninas fizeram uma boa competição e por tudo que envolve o futebol feminino merece crédito.

Disputa o bronze em Itaquera.

Uma pena, mas é o que é.

Amanhã tem os meninos, contra Honduras...

Jogo correto coloca Brasil na semi


Do primeiro tempo entre Brasil x Colômbia em Itaquera, pelas quartas de final da Olimpíadas do Rio, duas coisas a se destacar:

O gol de Neymar marcado aos 12 do primeiro tempo. O jogador do Barcelona pegou bem na bola, e mesmo longe, mandou a no gol - aproveitando também a falha na barreira com a pelota passando sobre ela;

A segunda foi o excesso de faltas, catimba colombiana e discussão entre os jogadores. Pouco se viu de bola rolando e muito xingos, porradas e jogadores no chão. 

Neymar por um momento perdeu a cabeça e levou amarelo. Estas atitudes dele sempre preocupam e cada vez mais a braçadeira de capitão para ele faz menos sentido.

Depois se equilibrou na partida e jogou bola.



O Brasil que jogava em São Paulo era o mesmo da última partida, Wallace ganhou o lugar de Thiago Maia.

No segundo tempo, os jogadores colocaram mais a bola no chão e teve futebol, o Brasil teve uma boa chance e a Colômbia duas no início. Borja e Pérez do Atlético Nacional entraram e levavam perigo.

O time de Micale não conseguia manter muita a bola no pé - a falta de um meio campista para organizar o jogo faz falta ao futebol brasileiro - mas matinha a vitória pois a defesa ia bem, principalmente a dupla de zaga.



O trio da frente brasileiro não funcionou hoje, Neymar foi o melhor, chamou jogo, fez gol e sofreu faltas, os Gabriés fizeram pouco, Gabigol até deu lugar a Thiago Maia.

Antes de a partida chegar na reta final e a Colômbia pressionar com tudo nos minutos finais, Luan matou o jogo com um belo gol de fora da área.

Não foi um grande jogo, uma grande partida da seleção brasileira, mas parece que o time ganhou uma casca depois da primeira fase e têm jogado o suficiente para avançar nesta competição olímpica com futebol mediano.

O Brasil ainda não sofreu gol.



O Brasil encara a Honduras na semifinal, um adversário que corre e bate bastante, não muito mais do que isso - partida no Maracanã.

Do outro lado o negócio fica mais complicado. Nigéria é sempre difícil, os africanos são uma pedra no sapato do Brasil e a Alemanha depois do 8 de julho de 2014, vai ser sempre um adversário visto de outra maneira.

Mesmo com o time C fez 4x0 em Portugal, Gnabry é o destaque alemão.

Imagine o Brasil ganhando o ouro no Maracanã sobre os germânicos.

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