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A fila anda, Chile campeão


Você sabe, final é diferente, mais nervosa, muito mais coisa em jogo. Ainda mais em uma final como esta, em que Argentina não vence uma competição, de gente grande, há 23 anos.

A fila estava na cabeça de cada jogador argentino, e pesou.

No início a Argentina, adiantada, conseguia ficar com a bola e assustou com 30 segundos, em chute de Banega.

Não foi assim o tempo todo, a seleção argentina, com muita cautela, tinha dificuldade para chegar. A cautela era reciproca, o Chile também jogava assim.

Messi descolava da ponta para o meio e parava na faltas quando dava arrancadas.

Aos 20 minutos, Medel deu uma bola de presente para Higuaín. Pipita ficou na cara do gol, como ficara na final da Copa do Mundo de 2014, na Copa América passada e o resultado foi o mesmo: para fora. 

Ele conseguiu perder um gol em cada final, como pode?

Então Leo avançou arrancou mais uma vez e foi parado por Díaz. Heber Roberto Lopez nem pensou muito, deu o segundo amarelo e o expulsou.

A expulsão foi de maneira exagerada e deixou o jogo ainda mais nervoso. 

Um pouco depois, Heber expulsou Rojo da Argentina, deixando ambas com 10.

A arbitragem brasileira deixava o jogo à brasileira, não era um bom jogo.



No segundo tempo o Chile começou dominando a partida, com o coletivo funcionando bem e com a posse de bola constante, no pé. Porém sem finalizar, sem levar perigo, a Argentina mais cercava do que adiantava a marcação como fazia no começo do jogo, o fato de Mascherano ir para a zaga contribuía.

Tatá foi logo colocando Kranevitter na equipe e tirando Dí Maria, o azarado argentino, não jogava bem e não estava 100% fisicamente.

O jogo era de muita concentração e de poucas jogadas, que aos poucos foram aparecendo.

Agüero entrou e finalizou depois de receber passe de Messi, Vargas chutava para boa defesa de Romero.

O peleja pedia para que alguém a resolvesse, Messi tentava, chamava o jogo e a cada minuto recebia mais a bola e não conseguia, nada dava certo.

Nos dois últimos minutos um chute de Lionel e uma bola vadia na área argentina quase acabaram em gol. 

Não teve jeito, prorrogação.


Na prorrogação Vargas teve boa chance e Romero agarrou. 

Messi deu outra arrancada e parou no zagueiros chilenos e em Heber Roberto Lopes., todos cairam no chão, falta. Na cobrança desta falta o próprio Leo mandou na cabeça de Agüero e Bravo fez uma defesaça. 

A partida era melhor, as jogadas aconteciam, mas o jogo seguia tenso.

Sánchez não se aguentava em campo e deu lugar a Silva.

Veio o segundo tempo.

Aí saiu Vargas e entrou Castillo, na Argentina, Lamela no lugar de Banega.

Quase sem atacantes, o Chile se fechou, a Argentina tentou, Messi teve uma falta para cobrar e parou na barreira.

A bola não entraria nesta noite em Nova Jersey.

Pênaltis, como no ano passado, a revanche da Copa América seria decidida igual.



A pressão seguia sobre todos, mais nos argentinos precisando encerrar a fila, menos nos chilenos recém campeões.

Vidal começou cobrando pelo Chile, cobrou fraco e Romero pegou.

Então foi a vez de Messi, abrindo pela Argentina. Ele pegou a bola, colocou à na marca da cal, olhou para o gol e tomou distancia. Ele correu, bateu e isolou. Como Baggio, Lionel mandou para longe, desperdiçando sua cobrança.

O craque desperdiçara no momento decisivo. Irritado, desconsolado agarrou a camisa e puxou com força, não acreditava no que acontecera.



Tinha mais pênaltis, Castillo e Mascherano acertaram. 1x1.

Aránguiz e Agüero também. 2x2.

Beausejour fez e Biglia, o pior argentino em campo, perdeu.

Estava nos pés de Silva, que bateu e deu o bicampeonato ao Chile, ganhado em dois anos seguidos.

Chile campeão.



O futebol têm dessas coisas, a fila, o craque em branco pela seleção.

Messi estava na melhor fase dele pela seleção, que bem coletivamente, vinha sendo o melhor escrete pelo mundo, seja na Copa América ou Euro.

Só que na hora da final o filme se repetiu, Higuaín teve a chance dele o no final a Argentina fica com o vice.

A fila durará até 2018, Messi ainda deve isso, o pênalti perdido de hoje não sumira da sua história, mas pegar no pé dele por isso é covardia.

O Chile, mesmo com Pizzi ainda é forte e consegue bater as grandes seleções. Respeite os chilenos.

O futebol é assim, hoje escreveu mais uma parte na história de cada um que esteve em campo. 

Para o bem e para o mal.

Chile pode conseguir algo que não acontece desde 1947


O Chile seguiu o ritmo da partida contra o México, inciou fazendo 2x0 em apenas 10 minutos na Colômbia.

Depois de fazer os gols (Aránguiz e Fuenzalida), o Chile diminuiu o ritmo e passou a segurar mais a Colômbia do que atacar.

Com muita coletividade, volume de jogo forte, muito jogadores disputando a bola no ataque, velocidade, intensidade, o Chile parece um furacão. 

Falando em furacão, uma tempestade de verdade atrasou o inicio do segundo tempo, o estádio foi evacuado e após muito tempo de paralisação a partida voltou.



No segundo tempo, Sánchez foi expulso na Colômbia e Pekerman encheu o time de jogadores de área. Chances cristalinas pouquíssimas, tantas quantas chilenas, que esteve tão perto do terceiro gol quanto os colombianos do primeiro.

A etapa final também foi atrapalhada pelo campo encharcado pela chuva, mesmo depois da "turma do rodo" secar a grama.

No fim o 2x0 do Chile esteve de bom tamanho e levou a atual campeã da competição à final.

O Chile de Pizzi começou mal, agora esta jogando mais do que o de Sampaolli na última Copa América. Pode ser campeão, mas tem pela frente a seleção que tem jogado o melhor futebol no momento: a Argentina.

Reedição da final do ano passado, caso vença fará algo histórico.



Está Copa América Centenário é a exceção da exceção, e dá a chance para o Chile campeão de 2015, repetir a Argentina de 1946 e 1947, conquistado a América por dois anos seguidos.

A Copa América começou como Campeonato Sul-Americano em 1916 - por isso está e a do Centenário -, então era disputado todos os anos.

Depois parou por causa da Guerra em 1929 e voltou em 1935, passou a ser feita quando era possível. As vezes em anos seguidos, as vezes de dois em dois anos, as vezes de três, quatro...

Só virou um torneio de fato organizado em 1975, mas sem sede fixa, e pela primeira vez com nome de Copa América. Então realizado de quatro em quatro anos, sempre depois da Copa do Mundo.

Em 1987 voltou a ter pais sede, virou de dois em dois anos e voltou para de quatro em quatro anos, como é hoje.

Palpites da semifinal da Copa América



A Copa América Centenário volta hoje com Argentina x EUA pela semifinal da competição.

A seleção argentina tem de confirmar o favoritismo e pode contar com Di Maria novamente, mas deve começar no banco.

Klinsmann tem a missão de parar Messi e seus companheiros, os EUA só ganha este jogo se conseguir ir bem na defesa.

A disputa fora de campo também deverá ser interessante, os americanos jogam em casa, mas com presença grande de latinos nos jogos, e o "fato Messi", é possível haver mais pessoas gritando pelos Hermanos.



A bola rola às 22h.

Palpite: Argentina



Amanhã o Chile enfrenta a Colômbia em Chicago, às 21h.

Embalado com os 7x0 sobre os mexicanos, os chilenos chegam como favoritos, em busca do bi campeonato.

Palpite: Chile

Argentina contra Venezuela e Chile contra o México


Argentina anuncia que será campeã da Copa América, mesmo iniciando a partida com os reservas bateu fácil a Bolívia e passou em 1° no grupo.

Messi entrou, mas desta vez sem gol.

Os argentinos anunciam vencer a taça e acabar com toda a fila hermana, tem os melhores resultados da primeira fase além de contar com o craque. 

O momento para o final da fila parece esse.


O Chile não inciou bem a Copa América, sentiu o jogo contra a Argentina e parece ter perdido a força contra os grandes.

De qualquer maneira ainda tem  bons jogadores e um jeito de jogar.

Bravo foi muito mal contra o Panamá, falhou em dois lances, mas foi salvo pelos atacantes: Vargas e Sánchez com dois gols cada.

Assim o Chile passou em segundo no grupo e enfrentará o México, a Argentina pegará a Venezuela.


O quanto a história do bobo é verdade?

Brasil 1985
Há um bom tempo já, tempo de Brasil tricampeão, Galvão Bueno soltou a frase “É amigo, não tem mais bobo no futebol”. Ela ganhou força com o passar dos anos e qualquer um que acompanhe um pouco futebol já deve ter ouvido falar. Hoje é ultrapassada e usada muitas vezes com um tom jocoso. Mas o quanto isso é real hoje?
Quando vemos o Brasil perder pela primeira vez uma partida de estreia de eliminatórias para o Chile, a Argentina perder em seu país para o Equador e a Alemanha para a Irlanda no mesmo dia—coisa que nunca antes na história do futebol havia acontecido— lembramos disso. Com a Copa do Mundo ainda recente, vem na cabeça a Costa Rica que desbancou Itália, Uruguai e Inglaterra e classificou-se em primeiro de seu grupo, só parando para a Holanda nos pênaltis já nas quartas de final. A mesma seleção laranja que agora está fora da Eurocopa com 24 seleções. Você tem vários exemplos de times menores avançando no lugar dela e de outras.
Hoje com Chile, Colômbia e Peru com técnicos argentinos, aliados a bom jogadores que surgiram por lá, você tem um time que consegue fazer frente com as potências mundiais, principalmente quando são mal treinadas como é o caso do Brasil. Mas isso não é só na América do Sul, os EUA tem um técnico alemão (Klinsmann), o México tem um colombiano (Osorio) e por ai vai.
Atualmente com um mundo mais “próximo”, o intercambio fez seleções menores crescerem. Na semana passada citei o “Know-how” dos europeus que fez criar jogadores “sul-americanos” e esse processo foi feito em todo o mundo, em quesitos táticos, técnicos e físicos também.
O mundo foi aprendendo a jogar futebol, os jogadores do mundo todo indo para os principais centros e trocando conhecimentos com os outros bons jogadores, técnicos, fisiologistas e tudo mais. O intercambio que faz crescer e colocar a Bélgica como primeiro no maluco ranking da Fifa, que é muito inadequado, mas que evidencia o crescimento de uma seleção mediana. As pessoas conhecem futebol, o lance bizarro do jogo entre Brasil x Zaire na Copa de 1974, em que um jogador africano sai da barreira e chuta a bola que seria chutada por um brasileiro não acontece mais.
Só que temos de lembrar que o futebol nunca foi só de protagonistas. Essa não é a primeira vez que o Brasil está ameaçado em uma eliminatória, nas de 1986 o medo era tão grande que Evaristo de Macedo caiu antes do fim da eliminatória. Na última Copa a Alemanha só anunciou que seria campeã depois do 7x1, a semifinal só tinha seleções de nome e em outras já tivemos Coreia do Sul e Turquia. A Hungria já foi forte um dia, a Espanha que já foi fraca, foi campeã em 2010, a Colômbia em 1994 já foi a favorita de Pelé depois de boa eliminatória e o Chile foi de último da eliminatória de 2002 ao título da América neste ano.
O futebol vive de ciclos assim como a vida, Roma teve sua ascensão e queda, a zebra sempre fez parte do futebol também. Essa não é a eliminatórias mais difícil de todos os tempos, ela se tornou complicada porque as seleções evoluirão e o Brasil não. A Seleção irá para Copa, assim como a Argentina, mas para ganhar uma Copa do Mundo, não vai adiantará ter só os talentos individuais. Os únicos bobos eram aqueles que não sabiam o que era o futebol, hoje com mais de um século de futebol e dos clubes mais tradicionais, todo mundo descobriu o esporte. Então só jogá-lo não garante vencer, precisa mais que isso.
Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 17/10/2015

Análise tática: Brasil não sabe o que tem de fazer, então não faz


O Brasil não perdia para o Chile há 15 anos e nunca havia perdido na estreia da eliminatórias. A boa atuação do Chile e má brasileira explicam isso.

Sampaoli é um técnico que tem um time que gosta muito de ter a bola e trocar passes, mas ontem isso nem foi seu ponto de desequilíbrio no jogo. A posse de praticamente de 50% x 50% e passes de 384 chilenos e 339 brasileiros, não forma os fatores determinantes em campo.

Mas nas finalizações o Chile acertou 7 no gol brasileiro e teve duas delas na trave. Enquanto o time de Dunga deu apenas um arremate no gol de Bravo.

Só que o diferencial mesmo foi a atitude das equipes, o Brasil que tem como tradição ser o time a tomar a iniciativa do jogo, atacar trocar passes, hoje está do outro lado. No primeiro tempo gostava do jogo de pouco ataque do Chile e também atacava pouco.

Sampaoli admitiu em entrevista depois do jogo que errou na escalação inicial, mudou, colocou um meia tirando um zagueiro, González no lugar de Silva. O time melhorou e passou a dominar o jogo, foi assim até o fim da peleja.

O Brasil se defende compacto e o Chile abre os jogadores para ter opções de passe, faz triangulações pelas laterais, como muitos times fazem hoje.


Lance 2° gol do Chile
Lance 2° gol do Chile


O Brasil foi muito inofensivo, sem Neymar é um time broxa, chega no ataque e não sabe como definir a jogada. Douglas Costa tenta driblar, Hulk achar seu espaço ou chutar, Oscar nem sei o que.

Oscar hoje jogou em uma posição estanha, quase que companheiro de Hulk no ataque. Como sempre ele foi o jogador que nem fede nem cheira, o que em tese deveria ser o cara do time sem Neymar e não é. Hoje Douglas Costa parece mais apto a isso.



Ricardo Oliveira entrou bem no jogo e não fugiu da bola. Só que foi meio fominha, o que é compreensível, além de ser novo no time, deveria estar insatisfeito com que o time estava fazendo, como quase todo mundo. Então deve ter pensado em resolver por si próprio.



No Chile Vidal corre e cria as principais jogadas e Sánchez esta sempre a disposição para defini-las lá na frente. Sabem o que devem fazer em campo e são as duas principais peças do time.



Dunga disse depois que faltou a bola entrar, quando na verdade o Brasil em momento algum mostrou que poderia vencer o bom time do Chile jogando em casa, é bom ressaltar isso também.

Mas ainda era um jogo que dava para ganhar com o que tinha, com o time que no amistoso vai e na hora que vale não. Chega no jogo e falta tudo, principalmente convicção e confiança. O time não sabe o que tem de fazer, então não faz.O chilenos sabem, por isso vencem.

Quando o Brasil não tem Neymar não vai, ainda mais com Dunga.

Fonte: Footstats

Chile faz por merecer e vence o Brasil por 2x0

Chile-x-Brasil

Por mais que o Brasil esteja mal e sem Neymar o Chile começou respeitando demais a nossa seleção.

Com Sánchez tímido, Vidal e outros também. O time de Dunga estava pronto para empatar e também não vinha para cima.

Os primeiros 30 minutos, não tivemos uma boa partida, não que tivéssemos muitos passes errados, faltas, mas ninguém se arriscava.

Única coisa de credito até aí foi a substituição de David Luiz por Marquinhos.

O Brasil jogara ora no 4-4-2 ora 4-2-3-1. Oscar fazia uma função entranha, atacante com Hulk e às vezes armando pelo centro.

Sampaoli trocou no final do primeiro tempo e colocou González trazendo o time mais à frente, pelo que via da seleção brazuca.

Antes do apito do primeiro tempo, o Chile chegou com Alexis Sánchez mandando na trave direita de Jefferson. O Brasil respondeu rápido com Hulk, mas o lance anterior assustou os brasileiros e deu confiança ao Chile.

Para o segundo tempo os donos da casa em Santiago foram com mais confiança ao gol. Sampaoli corrigiu erros do time e atacou.

De cara Isla acertou a bola na trave em chute cruzado da direita.

O Brasil chegou a ter duas, três chances de contra-ataque, que foram mortas por Oscar e a falta de opção.

Valdivia, agora no mundo árabe, foi uma preguiça, saiu para a entrada de Matías Fernández no inicio do segundo tempo.

E foi exatamente dos pés dele, que os chilenos puderam comemoram o primeiro gol no jogo. Fernández mandou a pelota na área e Vargas chegou de primeira botando o pé na bola fazendo ela passar entre as mãos de Jefferson.

Então Dunga mudou, Hulk saiu para a entrada de Ricardo Oliveira, que acho, deveria ter começado o jogo.

O centroavante do Santos até apareceu para o jogo, mas sem opção/entrosamento arriscou vários chutes e não deu em nada.

Então que aos 37', só aí, que Dunga teve a ideia de colocar Lucas Lima no time. Entrando no lugar de Luiz Gustavo.

Então, com o Brasil avançado em campo o Chile tinha os contra-ataques, e diferente dos brasileiros acertou o seu que matou o jogo. Sánchez tabelou com Vidal, depois de ter um chute travado por Miranda, empurrou para o gol e fechou o placar para os chilenos.

Foi um grande jogo de um Chile muito bem treinado e postado em campo. Capaz de entender, evoluir durante o jogo, sabendo a hora de atacar e de contra-atacar. Sánchez foi o melhor em campo, sempre aparecendo para receber a bola e não fugindo a luta.
O Brasil foi muito inofensivo, sem Neymar é um time broxa, chega no ataque e não sabe como definir a jogada. Douglas Costa tenta driblar, Hulk achar seu espaço ou chutar, Oscar nem sei o que.
  
É difícil, mas Dunga está pior, parece que está tentando mudar seu estilo e está perdendo o que tinha de bom, ou melhor, de aceitável. Pode ser que a saída de Jorginho também tenha atrapalhado.

De qualquer maneira, os amistosos ainda não são de nada. O time segue perdido e os jogadores, que tem sua qualidade, não dão liga junto. Tem muito a melhorar no time brasileiro.

Se vale de consolo, hoje a Alemanha perdeu por 1x0 para a Irlanda e a Argentina tomou 2x0 do Equador na sua casa.

É amigo, não tem mais bobo no futebol... 

David- Luiz-Santiago

A fila argentina


O Chile enfim foi campeão, o jogo coletivo da melhor geração chilena comandado pelo argentino Jorge Sampoli, bateu a Argentina que segue na fila.

Enquanto os chilenos vão às ruas de Santiago e de todo o Chile comemorar, os argentinos amarguram mais um pesadelo, mais um título perdido.

Mas afinal, qual o problema da Argentina?

A geração não é capaz de ser campeã?

Messi não resolve?

Isso é sempre complicado. Corinthians e Palmeiras passaram por isso e sabem que é difícil sair da fila.

Às vezes parece que esta fazendo tudo certo, que será campeão, então vem uma Inter de Limeira, até então nunca campeã, e te derruba.

A Argentina não vence um título desde a Copa América de 1993.

A geração de Messi, Agüero, Di María, Tevez, Mascherano, que tem também Zabaleta, Garay... Não ganhou nada até agora. Mas a geração de Bielsa e de Pekerman, que se junta a atual, tinha Sórin, Samuel, Zanetti, Aimar, Riquelme, Crespo e Verón. E também não ganhou nada.

A atual ainda pode vencer. A Alemanha mesmo ganhou a última Copa, mas antes fracassou na Eurocopa de 2012, Copa do Mundo de 2010, Eurocopa de 2008, Copa de 2006 na Alemanha...

Nessas derrotas o time foi ganhando casca, que foi importante, e fez o time campeão da última Copa.

A geração da Argentina tem bons jogadores, mas não é um supertime, na origem da palavra mesmo. Não é uma equipe que funciona em todos os quesitos, defesa, meio e ataque. Têm suas falhas, técnicas e de conjunto.

Se Tatá Martino arrumar o conjunto da seleção, ela pode render mais. E essa seleção pode muito bem vencer a Copa da Rússia em 2018, tendo muitos dos jogadores que foram vice dessa Copa América e da Copa do Mundo.

Ela não vai enfrentar o de Brasil 82, nem a Holanda 74 (não foram campeões também, apesar de terem sido supertimes) vai enfrentar as seleções de hoje. E enfrentando as seleções atuais quase foi campeã do mundo no ano passado.

Messi poderia resolver aquela final e essa. Mas continua devendo.

Ontem, novamente tentou organizar, criar e isso é pouco para o gênio que é. Não teve a capacidade de chamar o jogo pra ele e em uma jogada marcar o gol do título. Como Maradona fez pela Argentina - Desculpa, mas não dava para não falar do Dieguito.

O Messi é um jogador sul-americano, com escola europeia. Na base do Barcelona aprendeu a jogar coletivamente, a tabelar a buscar o gol com o seus companheiros de time. Ele ainda tem a ginga tradicionalmente sul-americana de tirar um ou outro da jogada, mas tem muito pouco a de chamar o jogo para si e decidir.

Neymar tem mais isso, e mesmo jogando em uma seleção brasileira, que é mais fraca que a Argentina, consegue fazer mais a diferença que Messi pela Argentina. Basta ver o número de gols de cada pela seleção. Neymar começou a jogar pelo Brasil em 2010 depois da Copa e está com 44 gols, Messi está desde 2005, tem 46 gols em 98 jogos. Só dois a mais que Neymar.

Contra o Paraguai, no segundo tempo a Argentina teve espaço, o time tocou a bola e Messi conseguiu dar três assistências. Fazendo uma ótima jogada para o gol de Di María.

A Argentina tem muitos problemas fora de campo e no seu futebol de clubes. Problemas que nos conhecemos bem aqui no Brasil, com a CBF. A AFA não é muito diferente, isso atrapalha a seleção que assim como o Brasil vê seus melhores jogadores serem de clubes de fora.

Hoje a Argentina está melhor que o Brasil porque tem mais jogadores “muito bons” e técnicos melhores. Só por isso.

E também não adianta sacanear os argentinos por continuar na fila para tentar afogar as magoas do 7x1. Isso até faz parte do futebol, mas não irá fazer o Brasil ser melhor.

Enfim, a fila Argentina um dia irá acabar, como a chilena acabou, pode ser com essa ou com outra geração.  Pode ser que falte uma conquista pela seleção para Messi, o que não fará dele menos craque como não fez a Zico. Ao mesmo tempo não deixará de ser algo que ele irá lamentar pelo resto da vida.

Jornal Olé lamenta a tortura e o pesadelo de seguir na fila 

O Mundo Deportivo de Barcelona lamenta por Messi
Enquanto isso, os chilenos comemoram nas ruas

Cam-Cam-Cam-peão-peão-peão! Viva Chile!


Como dizem: a primeira vez a gente nunca esquece. A primeira vez fica pra sempre.
Para todos os chilenos vai ficar mesmo.

A geração de Vidal, Sánchez, Vargas, Valdívia, Aránguiz... Comandada por Jorge Sampaoli sempre teve um time muito corajoso, que arriscou muito com seu jeito de jogar.

Detalhe: Sampaoli é argentino.

Hoje venceram a sua primeira Copa América, primeiro título na história do Chile.

A final contra os argentinos, que continuam na fila, foi complicada.

Em muitas finais, como está, tem várias questões em jogo e uma pressão grande sobre os jogadores, o que faz às vezes com que o jogo fique medroso, com times muitos nervosos e tendo mais medo de perder do que vontade de ganhar.

Hoje foi assim. Pelo menos não o tempo todo.

Desde o primeiro minutos os times jogaram. Cada um ao seu jeito.

Enquanto os chilenos tinham mais a bola e procuravam o espaço trocando passes, usando bastante seu lado direito, que é o mais forte. A Argentina fazia pressão nos chilenos e buscavam roubar a bola para criar sua jogada, seja onde fosse. Com muita velocidade e sempre procurando o trio de ataque, comandado por Messi e seguido de Agüero, Di Maria e depois Lavezzi.

Di María estava bem no jogo e sentiu uma lesão muscular. Entrou Lavezzi.
O nervosismo, claro, existia e uma bola mal afastada por Demichelis quase resulta em gol de Vidal.

A argentina teve duas boas chances com Agüero e Lavezzi no finalzinho do primeiro tempo.

No segundo tempo o Chile foi bem melhor. Conseguiu ter a bola como teve no primeiro tempo, mas desta vez deu menos chances para os argentinos.

Foi chegando ao ataque, mas não conseguia colocar alguém na cara do gol.

Hoje Valdivia, foi mais o do Palmeiras e acabou sendo substituído.

Aos 36, o Chile chegou perto com Sánchez. Depois, aos 39, Lavezzi pela Argentina.

O tempo ia passando, o jogo já não conseguia mais ter os jogadores com a cabeça fresca, tudo estava em jogo e vários erros erram cometidos, mas nenhum resultava em gol.

Na Argentina já jogavam Banega e Higuaín no final da partida. E nada de gol.

No final do jogo, com toda a pressão, não havia jogador que pensasse duas vezes em cada lance, seja na hora de atacar ou na hora de defender.

Na última jogada da partida, a Argentina puxou contra-ataque. Messi lançou Lavezzi na esquerda, que passou para o lado para Higuaín chegar definindo. Só que o argentino com pouco ângulo mandou pra fora, desperdiçando o que seria o gol do título.

Não foi um gol perdido por Higuían, Mas que ele poderia ter feito poderia. Muita gente vai pegar no pé dele por isso, mas espera, ele aprontou mais.

Na prorrogação a partida seguiu como foi o 2º tempo. Muita pressão nervosismo, com um Chile melhor, uma Argentina que não deixava de ser perigosa e de jogar bem.

Messi não resolvia, nem Lavezzi, Higuaín ou qualquer outro da Argentina.

Tiveram alguns lances que poderiam ser gols na prorrogação, mas foi aos pênaltis.

Os pênaltis que tiraram a fila do Brasil em 1994, não fizeram o mesmo para os argentinos.

Nos pênaltis, Higuaín que já havia feito o que fez no último minuto do jogo, chutou para longe a chance da Argentina mandando a bola pra fora do estádio.  Banega também errou e os chilenos acertaram todos.

Sánchez cobrou o último com direito a cavadinha.

O Chile é campeão, agora faz parte do clube dos países campeões, o fato de nunca ter ganhado nada incomodava e muito os chilenos.

Basta perguntar a qualquer torcedor da Ponte se isso não incomoda.

A Argentina de Messi ainda não foi dessa vez que conseguiu ser campeã. Talvez nunca seja, o futebol tem dessas coisas grandes jogadores e grandes times nunca foram campeões. A seleção de 1982, Holanda de 1974 e por aí vai.

Essa Argentina não é espetacular, tem um jogador espetacular, mas não é um supertime.

A Copa da Rússia pode ser a última chance de Messi.Que continua sendo um gênio, mas ainda lhe falta o título para os argentinos.

Já os chilenos mudaram de posição no mundo da bola. Essa geração já entrou para a história e partir de agora vão olhar o Chile de outra maneira no mundo do futebol.



Argentina na final; Brasil pode ter escapado de outro 7x1

 

Se na Copa do Mundo, o Brasil passou pelo Chile nos pênaltis e na sequencia levou os 7x1.

Nesta Copa América parou nos pênaltis contra o Paraguai e pode ter evitado outro 7x1.

Se os comandados por Dunga tiveram uma enorme dificuldade contra os paraguaios. Os argentinos fizeram 6x1.

Imagine quanto seria Brasil x Argentina.

O jogo em Concepción, classificou os argentinos para o final contra os chilenos.
Messi, mesmo sem marcar um gol, fez uma partida incrível. Dando suas arrancadas, com vários dribles, criando várias chances, só faltou o gol.

O futebol tem dessas coisas, nem sempre é preciso marcar um gol para ser o jogador da partida e resolver um jogo. Messi fez isso hoje.

A Argentina mostrou muito bem, que os paraguaios não passam de um time medíocre que é valente, nada mais.

Com uma atuação tranquila, garantiu uma vaga na final.

O jogo no primeiro tempo teve a Argentina abrindo 2x0, com Rojo e Pastore.

Depois bobeou no final do primeiro tempo e deixou Lucas Barrios na cara do gol. O novo palmeirense não perdoou e diminuiu.

Com esse gol, pareceu até que o Paraguai voltava para o jogo e complicaria a partida no segundo tempo.

Mas pelos argentinos já terem aberto 2x0 na estreia, contra o mesmo Paraguai, e levarem o empate, voltaram ligados.

Com pouco tempo fez mais dois gols, ambos de Di Maria, e matou a partida com o 4x1.No restante do jogo ainda fez mais dois com Agüero e Higuaín , fechando com 6x1.

O jogo da argentina funcionou muito bem hoje, só que desta vez foi mais competente na hora de finalizar as jogadas.

Os chilenos que viram o jogo devem ter ficado preocupados.

Eles jogam essa Copa América como se fosse uma Copa do Mundo e tem uma pressão por ganhar.

Essa final da Copa América lembra a final do paulista de 1977 entre Ponte Preta x Corinthians. De um lado um time que nunca foi campeão, do outro, um multicampeão na fila de títulos.

O Chile pode tremer, a Argentina tem um time melhor, com mais peso no futebol e conta com Messi.

Mesmo assim, qualquer campeão é perfeitamente possível.


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