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Jesus brasileiro, Dios argentino


Quem madrugou e viu a partida entre Brasil x Peru (início às 00:15) não se arrependeu. Viu outra vitória brasileira e um bom jogo de futebol.

O jogo não foi fácil, a seleção peruana começou bem a partida, é um time bem montado organizado que sabe criar jogadas ofensivas. Cueva tabelou com Carrillo para bater na trave de Alisson.

Com sete minutos o cartão de visitas peruano mostrava uma partida difícil.


Tite mudou, trouxe Renato Augusto para jogar na direita com Courinho e assim exigiu mais de Carrillo na marcação. O Brasil chegou pela primeira vez com Neymar em contra-ataque, Paulinho apareceu como elemento surpresa e parou no goleiro peruano.

Aos poucos o Brasil entendeu o jogo, passou a ficar mais com a bola e mesmo sem criar tantas oportunidades sofria menos na defesa. Marquinhos, jogando muito, tomava conta do setor direito, bem na cobertura e com muita velocidade.

Gabriel Jesus movimentava-se muito bem e, além de dar opção, abria espaços pela defesa. No início do segundo tempo, aproveitou uma sobra de bola na área e abriu o placar.

Foi erro da defesa peruana, mas haviam muitos brasileiros no ataque, Jesus estava no lugar certo. Mesmo sem ser centroavante é artilheiro.

O Peru abriu o jogo de vez, Gareca colocou mais atacantes e assustou duas vezes em bolas paradas. 

O Brasil aproveitava os espaço peruano e ainda tinha mais posse de bola. Neymar acertou o travessão antes da seleção chegar ao segundo gol. Jesus foi consciente e deu a bola para Renato Augusto arrematar em gol.


Gabriel Borel foi o melhor em campo. Em seis jogos pela seleção principal marcou cinco gols e deu três assistências, participou de oito gols (foram 17 gols brasileiros nestes jogos).

Depois do segundo gol o time diminuiu o ritmo, Tite colocou Willian no lugar de Gabriel Jesus.

Paulinho perdeu o gol e o placar foi o de 2x0. Com o resultado o Peru fica distante da Rússia.


Sexta vitória seguida do Brasil nas eliminatórias, Tite tem 100% de aproveitamento, a seleção está de fato jogando muito bem, fez um jogo, atravessando a madrugada pós feriado, valer a pena.

Está até ficando óbvio e redundante falar das qualidades do Brasil, mas fazer o que? 

Melhor do que ser obvio e redundante quando o time vai mal.

A seleção brasileira volta a jogar em março, nas eliminatórias, encara o Uruguai.


Mais cedo, ainda teve a Argentina voltando a jogar. Depois de dos 3x0 para o Brasil foi a vez deles, 3x0 na Colômbia, e tranquilidade aos hermanos e para Bauza no comando.

A Argentina venceu porque Patón mudou a equipe, Mercado jogou mais do que Zabaleta na lateral-direita, Banega deu mais força ao meio de campo e Pratto, mais participativo, marcou até gol.



Mas ninguém foi mais importante do que Lionel Messi. O jogador do Barcelona fez um gol e deu duas assistências. Com espaço, que não teve diante do Brasil, correu entre as linhas partindo da direita e participou bastante das jogadas ofensivas. No terceiro gol argentino deu passe de calcanhar, roubou a bola e tocou para Di Maria.

No gol dele, de falta, mandou a bola no canto esquerdo do goleiro, onde quase sempre bate faltas. Olhe nos vídeos, o lado da falta pouco importa, a bola quase sempre entra no canto esquerdo.






Messi tem cinco jogos, quatro vitórias e uma derrota (Brasil) nas Eliminatórias. Fez três gols, e deu duas assistências, participou de seis gols. Dios mesmo é Maradona, mas Lionel é quase isso. E melhor jogador.

Após o jogo, o capitão Messi oficializou que a seleção argentina não fala mais com a imprensa. Repete a Itália de 1982, o fato de acusar Lavezzi de usar maconha foi o motivo. Ele comanda também fora de campo.

A vitória da Argentina e a exibição de Messi fizeram com que a vitória brasileira sobre os argentinos pareça ainda mais relevante.



Brasil passa também pela Colômbia


Tite treinou bastante as jogadas de bola parada. Um minuto de jogo, Miranda sobe e abre o placar em jogada de escanteio. No primeiro ataque do jogo o Brasil já vencia a Col^mbia em Manaus pelas Eliminatórias da Copa 2018.

O esquema e jogadores da canarinho foram os mesmos, porém algumas funções em campo foram um pouco diferentes. Neymar caiu um pouco mais no meio, deixou o corredor para a subida de Marcelo muitas vezes. Jesus não trocou muito de posição com ele e hoje fez mais o pivô do que correu de encontro a bola.



A Colômbia foi praticamente a mesma que enfrentou a Venezuela na rodada passada. Só Barrios foi novidade. A ideia dos colombianos era dar a bola para o Brasil e usar as bolas paradas e contra-ataques. Cuadrado tivesse inteiro provavelmente seria titular - entrou durante o jogo.



Os brasileiros tinham a bola no pé, chegaram com dois gols bem anulados e um chute perigoso de Renato Augusto de fora da área. Em um destes lances, Paulinho foi o elemento surpresa, empurrou a bola no gol, só que com a mão - recebeu amarelo.

Os colombianos apareciam pouco em campo, mas em bola parada conseguiram empatar. Marquinhos desviou contra em cruzamento de James.



A seleção brasileira é nitidamente mais criativa com Tite, ainda mais quando entraram Coutinho e Giuliano, no lugar de Willian e Paulinho. A defesa colombiana tinha mais gente do que a equatoriana, propostas diferentes. 

Três minutos após a entrada dos jogadores do banco e em uma jogada com participação dos dois, Coutinho deu o passe para Neymar finalizar cruzado e recolocar o Brasil na frente, com um chute de esquerda perfeito.

A Colômbia avançou, deu mais espaço e cansou. Os minutos finais foram do Brasil segurando a bola é um adversário cansado, 2x1.



O Brasil completou a primeira sequência de Tite com 100% de aproveitamento. O espirito, treinamento e cara de equipe foram as principais diferenças com o novo treinador.

Além dos jogadores como Marcelo de volta, jogando muito, e Neymar participando bem do jogo coletivo e sendo decisivo. Gabriel Jesus foi melhor no primeiro jogo pelas características do adversário, Coutinho foi bem nos dois jogos que entrou. Willian parece a peça que se encaixa melhor na posição do extremo direito, mas o jogador do Liverpool rendeu melhor, ele tem mais habilidade e visão de jogo. Paulinho é um jogador a se pensar, não fez grandes coisas.

No geral o prólogo de Tite foi muito positivo, tanto Equador como Colômbia fizeram partidas abaixo do que normalmente rendem, não pode ser coincidência.

O caminho da seleção parece ser o certo, com o óbvio de Tite no comando.

Prancheta: a Colômbia de James


O Brasil é enorme, repleto de regiões e com estádios bonitos (alguns elefantes brancos por causa da Copa) em todos elas. Porém a CBF escolheu Manaus, o lugar do país onde os colombianos mais se sentem em casa. Proximidade e condições climáticas são muito parecidas, a Amazônia faz parte dos dois territórios.

A seleção brasileira vai enfrentar problemas bem maiores. Diante de uma seleção com um jogo definido a seis anos e técnico a quatro (Pekerman), o entrosamento e conceito de time é maior na Colômbia.

A geração colombiana é talentosa, puxada por James Rodrigues - joga bem mais na seleção do que no Real -, há também Cuadrado, Ospina, Sanchez e Bacca. Versátil, o elenco convocado dá diversas maneiras para Pekerman colocar o time em campo.



Este deve ser o time que joga hoje contra o Brasil, mas ninguém tem certeza, nem aqui nem na Colômbia.

Com 13 pontos os colombianos estão em terceiro na tabela das Eliminatórias - são 11 gols (todos dentro da área) e oito sofridos.

Apesar da fama de ser um time violento - e o fato de que deverá mesmo bater em Neymar, até por não gostarem do jogo dele - é o time que mais recebeu faltas na eliminatória, 131. É também o time que mais desarma.

Tecnicamente a Colômbia é melhor do que o Equador, é a terceira colocada do ranking da FIFA - mesmo ele sendo discutível é algo relevante.

O Brasil deverá ser o mesmo da vitória por 3x0 na última partida. Tite pediu paciência a torcida, para encontrar espaços na troca de passes o time vai diminuir o ritmo do jogo em alguns momentos. E pediu que a equipe mantenha o padrão de atuação.


O empate é bom resultado para os colombianos, afinal, o Brasil nunca perdeu em casa nas eliminatórias.



Estatisticas: Footstats

Jogo correto coloca Brasil na semi


Do primeiro tempo entre Brasil x Colômbia em Itaquera, pelas quartas de final da Olimpíadas do Rio, duas coisas a se destacar:

O gol de Neymar marcado aos 12 do primeiro tempo. O jogador do Barcelona pegou bem na bola, e mesmo longe, mandou a no gol - aproveitando também a falha na barreira com a pelota passando sobre ela;

A segunda foi o excesso de faltas, catimba colombiana e discussão entre os jogadores. Pouco se viu de bola rolando e muito xingos, porradas e jogadores no chão. 

Neymar por um momento perdeu a cabeça e levou amarelo. Estas atitudes dele sempre preocupam e cada vez mais a braçadeira de capitão para ele faz menos sentido.

Depois se equilibrou na partida e jogou bola.



O Brasil que jogava em São Paulo era o mesmo da última partida, Wallace ganhou o lugar de Thiago Maia.

No segundo tempo, os jogadores colocaram mais a bola no chão e teve futebol, o Brasil teve uma boa chance e a Colômbia duas no início. Borja e Pérez do Atlético Nacional entraram e levavam perigo.

O time de Micale não conseguia manter muita a bola no pé - a falta de um meio campista para organizar o jogo faz falta ao futebol brasileiro - mas matinha a vitória pois a defesa ia bem, principalmente a dupla de zaga.



O trio da frente brasileiro não funcionou hoje, Neymar foi o melhor, chamou jogo, fez gol e sofreu faltas, os Gabriés fizeram pouco, Gabigol até deu lugar a Thiago Maia.

Antes de a partida chegar na reta final e a Colômbia pressionar com tudo nos minutos finais, Luan matou o jogo com um belo gol de fora da área.

Não foi um grande jogo, uma grande partida da seleção brasileira, mas parece que o time ganhou uma casca depois da primeira fase e têm jogado o suficiente para avançar nesta competição olímpica com futebol mediano.

O Brasil ainda não sofreu gol.



O Brasil encara a Honduras na semifinal, um adversário que corre e bate bastante, não muito mais do que isso - partida no Maracanã.

Do outro lado o negócio fica mais complicado. Nigéria é sempre difícil, os africanos são uma pedra no sapato do Brasil e a Alemanha depois do 8 de julho de 2014, vai ser sempre um adversário visto de outra maneira.

Mesmo com o time C fez 4x0 em Portugal, Gnabry é o destaque alemão.

Imagine o Brasil ganhando o ouro no Maracanã sobre os germânicos.

Chile pode conseguir algo que não acontece desde 1947


O Chile seguiu o ritmo da partida contra o México, inciou fazendo 2x0 em apenas 10 minutos na Colômbia.

Depois de fazer os gols (Aránguiz e Fuenzalida), o Chile diminuiu o ritmo e passou a segurar mais a Colômbia do que atacar.

Com muita coletividade, volume de jogo forte, muito jogadores disputando a bola no ataque, velocidade, intensidade, o Chile parece um furacão. 

Falando em furacão, uma tempestade de verdade atrasou o inicio do segundo tempo, o estádio foi evacuado e após muito tempo de paralisação a partida voltou.



No segundo tempo, Sánchez foi expulso na Colômbia e Pekerman encheu o time de jogadores de área. Chances cristalinas pouquíssimas, tantas quantas chilenas, que esteve tão perto do terceiro gol quanto os colombianos do primeiro.

A etapa final também foi atrapalhada pelo campo encharcado pela chuva, mesmo depois da "turma do rodo" secar a grama.

No fim o 2x0 do Chile esteve de bom tamanho e levou a atual campeã da competição à final.

O Chile de Pizzi começou mal, agora esta jogando mais do que o de Sampaolli na última Copa América. Pode ser campeão, mas tem pela frente a seleção que tem jogado o melhor futebol no momento: a Argentina.

Reedição da final do ano passado, caso vença fará algo histórico.



Está Copa América Centenário é a exceção da exceção, e dá a chance para o Chile campeão de 2015, repetir a Argentina de 1946 e 1947, conquistado a América por dois anos seguidos.

A Copa América começou como Campeonato Sul-Americano em 1916 - por isso está e a do Centenário -, então era disputado todos os anos.

Depois parou por causa da Guerra em 1929 e voltou em 1935, passou a ser feita quando era possível. As vezes em anos seguidos, as vezes de dois em dois anos, as vezes de três, quatro...

Só virou um torneio de fato organizado em 1975, mas sem sede fixa, e pela primeira vez com nome de Copa América. Então realizado de quatro em quatro anos, sempre depois da Copa do Mundo.

Em 1987 voltou a ter pais sede, virou de dois em dois anos e voltou para de quatro em quatro anos, como é hoje.

Palpites da semifinal da Copa América



A Copa América Centenário volta hoje com Argentina x EUA pela semifinal da competição.

A seleção argentina tem de confirmar o favoritismo e pode contar com Di Maria novamente, mas deve começar no banco.

Klinsmann tem a missão de parar Messi e seus companheiros, os EUA só ganha este jogo se conseguir ir bem na defesa.

A disputa fora de campo também deverá ser interessante, os americanos jogam em casa, mas com presença grande de latinos nos jogos, e o "fato Messi", é possível haver mais pessoas gritando pelos Hermanos.



A bola rola às 22h.

Palpite: Argentina



Amanhã o Chile enfrenta a Colômbia em Chicago, às 21h.

Embalado com os 7x0 sobre os mexicanos, os chilenos chegam como favoritos, em busca do bi campeonato.

Palpite: Chile

Colômbia fica no possível caminho do Brasil


Na Copa América Centenário a Colômbia, já classificada, enfrentou a Costa Rica com os reservas.

Mais cedo os EUA venceu o Paraguai por 1x0, gol de Dempsey, e garantiu a vaga na próxima fase. Mesmo jogando com um a menos, boa parte da etapa final, foi a seis pontos e com um saldo de mais três.

Portanto o jogo entre Colômbia x Costa Rica só valia para saber quem seria o primeiro do grupo, um empate garantia os colombianos em primeiro.

Tomou 3x1 dos costa-riquenhos e passou a correr atrás do resultado. 

James entrou, Cuadrado também o jogou ficou quente, com os colombianos fazendo o segundo, mas não chegando ao empate.

Assim a Colômbia passou em 2° ( seis pontos e mais dois de saldo) e enfrentará o líder do grupo B, o do Brasil.

Amanhã os brasileiros enfrentam o Peru e com a classificação do time de Dunga em primeiro, as quartas de final da Copa de 2014 vai se repetir.


Na Copa América, EUA e Colômbia vencem


O resultado assusta, 4x0 para os americanos contra os costa-riquenhos, mas pelo desenrolar do jogo não é nem um pouco absurdo.

O jogo estava equilibrado até os donos da casa abrirem o placar em Chicago de pênalti - Dempsey. Depois fizeram dois gol seguidos, ainda no primeiro tempo, e mataram o jogo. No final Zusi fechou a conta.

Sem Navas no gol da Costa Rica o reserva dele é bem fraco. Aceitou o terceiro gol e não fez uma boa defesa, com um ataque inofensivo os EUA mandaram no jogo a maior parte dele. 

Bem organizado, mesmo sem ter craques ou ótimos jogadores, os americanos são bem treinados por Klinsmann.

A vitória serve para colocar o EUA bem para buscar uma vaga no último jogo contra o Paraguai. 

A Costa Rica não é a mesma da Copa do Mundo, aquilo também foi totalmente fora da curva.



Depois a Colômbia, comandada por James Rodríguez, bateu o Paraguai.

Um 2x1 com autoridade e bom futebol, mas com sufoco no fim. Abriu o placar com Bacca na bola parada e encaminhou a vitória a partir daí, contra um Paraguai frágil.

Na segunda etapa os paraguaios fortaleceram seu jogo e diminuíram com Ayala em belo chute de fora da área. Então levaram perigo ao gol de Ospina até o fim, mesmo com um a menos e perigando levar o terceiro.  A Colômbia não venceu tão fácil.

O destaque foi James, reserva no Real, fez uma partida muito boa, com caneta, assistência e gol. Ótimo jogador que é faz perfeitamente a função de meio campista na seleção.

O time de Pekerman segue batendo os times do seu nível, quero ver quando pegar as mais fortes se vai amarelar outra vez.

Nessa competição não usam o amarelo, usam branco e azul. Será que ajuda?


Os jogos começaram devagar, agora estão bons.

Colômbia passa fácil pelos EUA na estreia da Copa América

Começou a Copa América Centenário.

Na noite de ontem para hoje, dia na Califórnia, o donos da casa perderam para os colombianos por 2x0.




Com sol, aos de 32 graus em Santa Clara, estádio do São Francisco 49 da NFL a Colômbia dominou todo o jogo diante dos americanos.

Os EUA de Klinsmann até é organizado, mas falta qualidade técnica aos jogadores. A Colômbia além de ter muito mais talento - com dois ótimos jogadores: James e Cuadrado - também é bem organizada. Pekerman arma bem o time, o gol com 7' deixou isso bem claro.


Cardona cobrou escanteio baixo na altura da pequena área, Zapata correu por traz da defesa e chutou forte em gol. O zagueiro só conseguiu chutar livre porque um colombiano fez um corta-luz de basquete em Bradley, impedindo assim a marcação no autor do gol.


Durante todo o jogo os americanos foram dominados, o placar saiu tranquilamente. O segundo gol colombiano foi de pênalti, mas mal marcado diga-se.


A Colômbia joga correndo por fora, não apresentou nada de especial na estreia, deve ser eliminado por um Brasil, Argentina ou Uruguai.


Estranho a Copa América Centenário, organizada pela CONMEBOL ser realiza nos EUA e com a presença de times da América do Norte e Central. O torneio normalmente é realizado pelos times que disputam a eliminatórias sul-americanas.


Hoje (sábado) ainda teremos Costa Rica x Paraguai, Haiti x Peru e a estreia do Brasil diante do Equador às 11h.



O quanto a história do bobo é verdade?

Brasil 1985
Há um bom tempo já, tempo de Brasil tricampeão, Galvão Bueno soltou a frase “É amigo, não tem mais bobo no futebol”. Ela ganhou força com o passar dos anos e qualquer um que acompanhe um pouco futebol já deve ter ouvido falar. Hoje é ultrapassada e usada muitas vezes com um tom jocoso. Mas o quanto isso é real hoje?
Quando vemos o Brasil perder pela primeira vez uma partida de estreia de eliminatórias para o Chile, a Argentina perder em seu país para o Equador e a Alemanha para a Irlanda no mesmo dia—coisa que nunca antes na história do futebol havia acontecido— lembramos disso. Com a Copa do Mundo ainda recente, vem na cabeça a Costa Rica que desbancou Itália, Uruguai e Inglaterra e classificou-se em primeiro de seu grupo, só parando para a Holanda nos pênaltis já nas quartas de final. A mesma seleção laranja que agora está fora da Eurocopa com 24 seleções. Você tem vários exemplos de times menores avançando no lugar dela e de outras.
Hoje com Chile, Colômbia e Peru com técnicos argentinos, aliados a bom jogadores que surgiram por lá, você tem um time que consegue fazer frente com as potências mundiais, principalmente quando são mal treinadas como é o caso do Brasil. Mas isso não é só na América do Sul, os EUA tem um técnico alemão (Klinsmann), o México tem um colombiano (Osorio) e por ai vai.
Atualmente com um mundo mais “próximo”, o intercambio fez seleções menores crescerem. Na semana passada citei o “Know-how” dos europeus que fez criar jogadores “sul-americanos” e esse processo foi feito em todo o mundo, em quesitos táticos, técnicos e físicos também.
O mundo foi aprendendo a jogar futebol, os jogadores do mundo todo indo para os principais centros e trocando conhecimentos com os outros bons jogadores, técnicos, fisiologistas e tudo mais. O intercambio que faz crescer e colocar a Bélgica como primeiro no maluco ranking da Fifa, que é muito inadequado, mas que evidencia o crescimento de uma seleção mediana. As pessoas conhecem futebol, o lance bizarro do jogo entre Brasil x Zaire na Copa de 1974, em que um jogador africano sai da barreira e chuta a bola que seria chutada por um brasileiro não acontece mais.
Só que temos de lembrar que o futebol nunca foi só de protagonistas. Essa não é a primeira vez que o Brasil está ameaçado em uma eliminatória, nas de 1986 o medo era tão grande que Evaristo de Macedo caiu antes do fim da eliminatória. Na última Copa a Alemanha só anunciou que seria campeã depois do 7x1, a semifinal só tinha seleções de nome e em outras já tivemos Coreia do Sul e Turquia. A Hungria já foi forte um dia, a Espanha que já foi fraca, foi campeã em 2010, a Colômbia em 1994 já foi a favorita de Pelé depois de boa eliminatória e o Chile foi de último da eliminatória de 2002 ao título da América neste ano.
O futebol vive de ciclos assim como a vida, Roma teve sua ascensão e queda, a zebra sempre fez parte do futebol também. Essa não é a eliminatórias mais difícil de todos os tempos, ela se tornou complicada porque as seleções evoluirão e o Brasil não. A Seleção irá para Copa, assim como a Argentina, mas para ganhar uma Copa do Mundo, não vai adiantará ter só os talentos individuais. Os únicos bobos eram aqueles que não sabiam o que era o futebol, hoje com mais de um século de futebol e dos clubes mais tradicionais, todo mundo descobriu o esporte. Então só jogá-lo não garante vencer, precisa mais que isso.
Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 17/10/2015

Argentina mereceu passar




Futebol tem dessas coisas. Hoje a Argentina enfrentou a Colômbia em Viña del Mar pela quartas de final da Copa América no Chile.

O jogo todo só teve a Argentina atacando, do primeiro ao último minuto. Teve duas bolas na trave, bola tirada em cima da linha, além das defesas absurdas de Ospina, mas a decisão foi para os pênaltis.

Pekerman errou na escalação e na estratégia de jogo. Já tirou Téo no primeiro tempo, tentando arrumar o time, que só foi tentar alguma coisa nos últimos 20 minutos de jogo.

O juiz mexicano marcava poucas faltas no começa do jogo, deixava bater e ao mesmo tempo distribuía vários cartões.  Depois começou a marcar mais faltas e os cartões chegaram a oito no jogo.

A partida foi quente o tempo todo, com várias chegadas duras, o clima foi esquentando durante o jogo.

Messi fez sua melhor partida na Copa America. A fim de jogo, jogando mais a vontade, mais pelo centro, dando arrancadas e armando o jogo.

Foram 16 finalizações hermanas contra só duas colombianas. A bola teimou em não entrar.

Nos pênaltis James, Messi, Falcao, Garay, Cuadrado e Banega acertaram as primeiras cobranças.

Depois Murriel isolou pela Colômbia e Lavezzi colocou os argentinos em vantagem.

Cordona fez pela Colômbia e na hora de selar a classificação Biglia mandou pra fora.

Nas alternadas Zuñiga errou e Rojo também.

Depois Murillo errou e Tévez, que desperdiçou o pênalti decisivo na eliminação argentina na última Copa América, selou a classificação marcando o pênalti decisivo.

A Argentina merecidamente está na semifinal, passou por uma Colômbia, que quase nada fez hoje e que sai com apenas um gol na Copa América.

Os argentinos ainda não brilharam e estão no caminho do Brasil se passar pelo Paraguai amanhã.

O Brasil continua o mesmo.


Brasil x Colômbia, hoje em Santiago escancarou que o Brasil seque o mesmo.

Quase um ano depois do 7x1, veio “a mudança” comandada por Dunga.

Troca-se alguns jogadores, muda algumas coisas, vem o discurso de sargento e uma sequência de vitórias seguidas em amistosos, 10 em 10.

Será que o Brasil melhorou?

Hoje fica estampando que tudo está igual. Nos dois primeiros jogos da Copa América mostrou que tudo está igual.

Complicou-se para vencer o Peru e hoje perdeu da Colômbia.

Pekerman fechou o time, segurou Neymar com Sánchez, apostou em jogar com a habilidade de James, em bolas paradas e contra-ataques.

O Brasil mudou a defesa, com a volta de Thiago Silva e a saída de David Luiz. Mudou o ataque com Firmino no lugar de Tardelli.

Brasil mostrou problemas repetitivos: Na saída de bola, meio de campo espaçado, perdido e nervoso.

No meio de campo tinha o Elias tentando jogar e o Fernandinho buscando o 2º round com James. – O primeiro foi na quartas de final da Copa.

Neymar não jogava bem e aos 35 minutos, Murillo pegou rebote em bola parada cruzada na área. Gol da Colômbia.

O time ficava tentando no Neymar, que hoje não jogou bem, negou fogo e levou um cartão amarelo na melhor jogada da seleção hoje.

Em jogada de Barcelona, Dani Alves cruzando no Neymar, Ospina defendeu e no rebote a bola bateu na mão de Neymar.  O juiz achou que devia dar e deu cartão amarelo ao camisa 10. Cartão que o suspende da próxima partida.

Dunga tentou mudar o time colocando Coutinho. O time até melhorou um pouco e na grande chance da partida, Firmino a desperdiçou categoricamente, sem goleiro.

Depois disso o time, que já era apático não foi capaz de reagir. Sucumbiu na primeira derrota, que dá fim a invencibilidade de 11 vitórias seguidas de Dunga.

É o Sargento da seleção, depois do jogo diz que foi culpa da arbitragem.

Hoje foi um time sem pé nem cabeça, porque foi um time sem Neymar, que desequilibrado ainda foi expulso após o apito final. Assim o Neymar fica fora das duas próximas partidas.

A Colômbia, que não vencia o Brasil desde 1991, esperava que precisaria jogar mlehor do que jogou hoje. Nem James brilhou, jogou pouco para vencer o Brasil.

Os problemas do Brasil são os mesmos de Felipão e de Mano.

Hoje foi difícil, imagina os próximos jogos sem o Neymar.


Brasil 0x1 Colômbia
                   Murillo 35'

Local: Santiago

Finalizações: 8x14

No gol: 2x1

Posse: 60% x 40%

Escanteios: 3x5

Amarelos: 3x1

Faltas: 20x19

Nº
Jogadores
Notas
1
Jefferson
5.5
2
Dani Alves
5.5
3
Miranda
6.0
14
Thiago Silva
5.5
6
Filipe Luís
5.5
5
Fernandinho
4.5
8
Elias
5.0
19
Willian
5.0
17
Fred
4.5
10
Neymar
5.0
11
Firmino
4.5
7
Douglas Costa
4.5
21
Coutinho
5.0
9
Tradelli
-

Dunga
5.0

Média do time
5.0

Nº
Jogadores
Notas
1
Ospina
6.0
18
Zúñiga
6.5
2
Zapata
6.0
22
Murillo
7.0
7
Armero
5.5
6
Sánchez
7.5
5
Valencia
5.0
11
Cuadrado
5.5
10
James Rodríguez
6.0
19
Gutiérrez
5.5
9
Falcao
5.0
16
Ibarbo
6.0
17
Bacca
4.5
15
Mejía
-

José Pekerman
6.0

Média do time
5.8


Melhor jogador da partida: Sánchez

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