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De sexto a primeiro em quatro jogos


De sexto para primeiro lugar na eliminatórias, em pouco tempo a crise brasileira virou boa fase - sem apagar os últimos vexames, apenas boa fase.

Pensando no time titular o Brasil estava com três desfalques: Marcelo, Casemiro e Neymar. Mesmo assim manteve o nível de atuação e tático, para poder bater os venezuelanos com facilidade, 2x0 em Mérida.

Tite optou por escolher uma maneira de jogar e ir encaixando as peças nas posições, cada um faz a função de seu time e assim o jogo flui, parece, em alguns momentos, que a equipe joga junto a bastante tempo.

Dani Hernández, goleirão venezuelano, ajudou o escrete brasileiro, entregou a paçoca nos pés de Gabriel Jesus e viu o camisa nove colocar a bola na rede com muita categoria, de cobertura sobre o arqueiro venezuelano. O toque na bola tornou o gol um golaço.

Em apenas 7 minutos o Brasil estava na frente e teve a tranquilidade para atuar como quis.

Sem Neymar Willian entrou no time titular, jogando pela direita com Coutinho na esquerda. Sem o camisa 10 o Brasil perdeu um pouco da agressividade e poder ofensivo.


Com 64%  e 7 chutes no gol venezuelano a seleção não sufocou o adversário, deixou o jogo correr e assustou esporadicamente.

Voltou mais ativo na segunda etapa e no mesmo minuto, sete, fez o segundo gol com Willian. Triangulação pela esquerda com participação na lateral e cruzamento rasteiro para o ponta direita chegar chutando na segunda trave.

O Brasil cresceu após o segundo gol, aumentou o ritmo e foi ficando próximo do gol - Gabriel Jesus perdeu a chance do segundo. Nesta altura Guerra chegou perto do gol, na melhor chance venezuelana na partida.

Então acabou a luz.

Depois de uns 15 minutos a luz voltou, mas o ritmo da partida caiu, sobe forte chuva o jogo se arrastou para o fim.

Giuliano no lugar de Coutinho e Taison no de Willian, atuaram pouco para ter nota.

De mais importante após o apagão foi um pênalti não marcado para a Venezuela. 

Ficou no 2x0.


A atuação não foi tão boa como de outros jogos, natural, Neymar faz falta, porém o nível foi bom.

Com o empate do Uruguai com a Colômbia o Brasil assumiu a ponta com 21 pontos, na próxima rodada encara a Argentina, que perdeu hoje para o Paraguai.

Em quatro jogo Tite tem 100% de aproveitamento, a mudança de desempenho é óbvia.

México em primeiro e Uruguai se despede com vitória


O México jogava pelo empate contra a Venezuela, para ficar em primeiro no grupo, e fugir da Argentina nas quartas.

Jogando em "casa", os mexicanos foram supreendidos pelo volume venezuelano que abriu o placar com 9 minutos. Depois o dominio verde foi amplo, mas sem grandes chances. O empate saiu em um golaço de Corona em arrancada sem freio até o gol.

Ficou assim, 1x1 e México em primeiro, a Venezuela devera ter Lionel Messi pela frente. O Chile ou o Panamá enfrentaram os mexicanos.



Em 10 jogos Osorio venceu os nove primeiros e empatou este último. Muito bom. Agora está na hora de ver onde pode chegar.


O Uruguai encerrou a competição com uma vitória por 3x0 sobre a Jamaica. Já eliminada teve como imagem do jogo, e da competição, Suárez outra vez no banco de reservas, uma pena não ter jogado.

Uruguai eliminado; México e Venezuela classificados


O Uruguai está eliminado da Copa América Centenário. Depois de ter perdido na estreia - jogando bem diga-se - para o México por 3x1, perdeu, pela primeira vez na história da competição, para a Venezuela e deu adeus ao campeonato.

A Celeste Olímpica não fez um grande jogo, sem conseguir ser eficiente na bola parada e furar a defesa venezuelana, sofreu. O gol da Venezuela foi marcado por Rondón, após rebote no chute de Alejandro Guerra do meio de campo ao ver Muslera adiantado. 

Alias, como joga bola esse Guerra, ótimo meio campista, criativo, pensador, no estilo Iniesta, joga no Atlético Nacional, adversário do São Paulo na Libertadores. Olho nele.

O Uruguai pressionou no fim e ficou faltando o gol, furar a defesa vinho tinto. Suárez não entrou em campo, Oscar Tábarez optou por outro jogadores e o deixou irritadíssimo. É sempre difícil entender de fora como é a situação do atacante, mas - fora uma lesão muito grave - não vi motivo ele ficar os 90' no banco.



Surpresa grande a eliminação do líder das eliminatórias sul-americanas. Com seis pontos  a Venezuela - quem diria? - está classificada no grupo.



O México de Osorio é bom, envolvente, com boa posse de bola, troca de passes movimentação e até meio maluco. A Seleção mexicana é o que ele tentou fazer no São Paulo.

Mas deixa espaços.

Contra a Jamaica levou um calorão, correu atrás todas as vezes que ele usaram a velocidade pelos espaços mexicanos. Só não fizeram o gol porque erraram muito nas finalizações.

Isso aconteceu mais no primeiro tempo, quando Chicharito abriu o placar. No segundo os erros da Seleção mexicana diminuíram - mesmo assim ainda existiram - e o time comandou melhor o jogo. Peralta, que entrara no lugar de Chicarito, matou o jogo fazendo 2x0.

Festa enorme no Rose Bowl lotadíssimo - 83 mil. A competição pode ser nos EUA, mas o mandante é o México. 

Classificado o México joga pela liderança do grupo contra a Venezuela na próxima rodada.


Nota do blog: disse que não via motivo para ele ficar no banco. Errei, existe sim. A questão é que o atacante não estava apto para jogar por ter sido declarado com "lesionado" na relação oficial. Portanto houve também falta de comunicação e talvez - caso a lesão não fosse tão grande - falha ao não deixa-lo entre os reservas.

Atualizado na manhã seguinte.

O jogo mais fácil


Amanhã o Brasil tem o jogo mais fácil das eliminatórias. Joga em casa e contra a Venezuela, pior que ela não há, talvez a Bolívia seja do mesmo nível e só. Por mais que a vinho tinto tenha melhorado seu futebol, ainda é uma baba, não mais "super-baba".

Mesmo o Brasil jogando em Fortaleza, no Nordeste onde ainda é bem recebida, pode levar uma vaia se ao final do primeiro tempo não tiver vencendo o jogo, ou ao menos se "arriscando" a vencer. 

Como se vencer fosse um risco, mas que parece ao ver os jogos da seleção principalmente os que velem pontos com Dunga. Ele sempre pensa em sofrer e xingar na vitória, está xingando o mundial de 1994 até hoje.

A seleção (tomara) deve jogar mais ofensiva. Por mim, jogaria no 4-1-4-1 com: Jefferson, Dani Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Luiz Gustavo; Willian, Renato Augusto, Lucas Lima e Douglas Costa; Ricardo Oliveira. 

Eu sei que neste meu time, muita gente não gostaria da escalação de Luiz Gustavo e de Renato Augusto, mas com os jogadores que lá estão e contra quem o Brasil jogará, esses seriam meus 11 inicias.

Mas os de Dunga devem ser: (4-2-3-1) Jefferson, Dani Alves, Marquinhos, Miranda, Filipe Luis; Luiz Gustavo e Elias; Willian (Lucas), Lucas Lima e Douglas Costa; Ricardo Oliveira.

Neymar ainda fará falta, o time com ele tem 72,9% de aproveitamento em jogos oficiais com apenas uma derrota desde 2010, quando passou a figurar na Seleção. Nos jogos valendo que não jogou, o Brasil tem 26,67% de aproveitamento e só venceu uma vez.

Números impressionantes, para fazer uma comparação peguei os números de Zico. Com ele o Brasil tinha 79,81% de aproveitamento, sem ele eram 56,74%.

Dani Alves disse hoje que a Seleção paga pelo mau momento do Brasil. Acho que uma coisa não está ligada a outra. Em 1970 não estávamos em um momento lindo no Brasil e a Seleção era o contraponto disso, trazendo alegria e orgulho de ser brasileiro. Assim como na época de Senna.

A Seleção tem proporcionado jogos horrorosos e vem de um 7x1 que não sera esquecido é por isso que pegamos no pé. Se jogassem bem estaríamos aplaudindo, sem mais...


Brasil vence sofrendo mais do que deveria



O Brasil foi enfrentar a Venezuela em Santiago no último jogo da fase de grupos da Copa América.

O Brasil precisava apenas de um empate para passar de fase, mas depois da última partida deixou muita gente apreensiva. Ainda mais sem Neymar.

Dunga armou o time com Robinho e Coutinho, capitão foi Miranda, e não Thiago Silva. Esquema 4-4-2. Com Robinho e Firmino na frente.

Com poucos minutos de jogo, Thiago Silva abriu o placar. Esse gol no inicio foi muito bom para o Brasil. Não deu tempo para desesperar-se, ganhou tranquilidade e confiança.

Na bola parada o Brasil foi muito melhor, ganhou quase todas tanto que abriu o placar assim. Thiago Silva pegou o cruzamento, em cobrança de escanteio, com um belo chute de primeira no gol.

Durante todo o restante do primeiro tempo, o ataque da Venezuela foi quase nulo. Uma bola cruzada na área, que passou perto da trave de Jefferson foi o lance mais perigoso do primeiro tempo.

Era o Brasil com a bola tentando chegar e a Venezuela defendendo.

Sem Neymar o ataque não ficava viciado em jogar a bola no camisa 10 , circulava mais pelo ataque.

O segundo gol a bola ficou rodando o ataque até Willian correr pela linha de fundo na esquerda e cruzar para Firmino completar no gol.

Era o 2º gol com 6 minutos do 2º tempo, estes minutos foram quase que com 100% de posse de bola brasileira.

Daí em diante foi o Brasil meio se poupando, meio tentando segurar o placar.

Dunga colocou David Luiz no lugar de Firmino e Tardelli no lugar de Coutinho, com 21 minutos já fechando o time. Depois entrou Marquinhos no lugar de Robinho.

Pragmatismo total de Dunga, uma espécie de 4-4-2: com Marquinhos na lateral direita, Dani Alves meia pela direita, David Luiz de volante e Willian e Tardelli na frente.

Eram 4 zagueiros de oficio, mas não 4 zagueiros propriamente dito em função no campo.

De qualquer maneira, um exagero.

O jogo corria tranquilo para o Brasil, quase aumentou aos 35 com David Luiz.

O time tava tão na defesa, mas tão na defesa que...

Com 38 minutos, Arango fez ótima cobrança de falta, Jefferson defendeu, a bola bateu na trave e Miku marcou.

Sendo eliminado com a derrota, os venezuelanos foram no embalo para empatar.

Aos 47 a Venezuela ficou perto do empate.

O jogo era para acabar tranquilamente, deu mais um pouco de dor de cabeça em Dunga, por erros cometidos por ele mesmo.

Vitória brasileira com outra atuação fraca, time sente a falta de Neymar, só que sem ele teve uma movimentação um pouco melhor.

Agora o Brasil enfrenta o Paraguai no próximo sábado.

O adversário do próximo jogo é um pouco melhor, gosta de se defender e tem alguns atacantes perigosos.

O Brasil, apesar de tudo (amanhã há de ser outro dia) chega como favorito ao confronto contra o Paraguai.

Daí deve pegar Argentina ou Colômbia, aí eu quero ver.

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