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Champions com os mesmos favoritos


Começa a Liga dos Campeões amanhã, o maior torneio de clubes do mundo, com os melhores jogadores, maior publicidade, organização, cifras e tudo o que envolve grandes eventos.

Favoritos? Os de sempre: Barcelona, Real Madrid e Bayern de Munique. Estes são os últimos quatro campeões, que ganharam seis das últimas 10 ligas.

Na Champions Legue você pensa que o campeão será o trio ou um inglês, porque a última vez que não foi assim foi em 2010 com a Internazionale de Mourinho.

Na Libertadores é mais difícil apontar os favoritos, uma final como Atlético Nacional e Independente dell Vale a poucos meses, não estava nos prognósticos da maioria das pessoas, o que é bom.

Os favoritos serem sempre os mesmos ocorre porque os principais clubes do mundo não alteram tantos os elencos de temporada a temporada - além claro do poder monetário dos três. O Barcelona é o mesmo campeão de 2015, o Bayern  ainda tem oito dos titulares de 2013 e o Real é o mesmo do ano passado.

Apesar de mundo gente dizer que antigamente os jogadores ficavam 10 anos no time e hoje não ficam nem um, as grandes potencias europeias não perdem jogadores toda hora. Isso só vale para o Brasil

Pois afinal, poque diabos Messi sairia do Barcelona para jogar em outro time, onde ganharia tanto quanto ganha? Teria de ser algo muito bom, uma mudança de ares para tentar ganhar títulos em outros campeonatos como gosta de fazer Ibrahimovic.

Se para Messi não é uma boa mudar, imagine para jogadores como Daniel Alves. Ele só saiu da Espanha porque não o queriam mais lá.

Um jogador nestas três potencias só sai se não se adaptar ao clube – aí entra a questão técnica, tática e de ambiente – , se arrumar confusão com alguém ou for aventureiro. Caso contrário fica lá mesmo.

Como um cara que trabalha em uma das principais multinacionais e se dá bem por lá. Ele fica.



No passado os craques brasileiros ficavam mais tempo nos clubes, não vou nem falar de Pelé e Garrincha, mas de Ademir da Guia e Rivellino, craques da década de 70.

Como Ademir não ia para um Real Madrid da vida ele ficava no Palmeiras mesmo. Nenhum outro clube do país poderia oferecer um salário muito melhor, então, como gostava do alviverde, ficava por lá mesmo. Riva só saiu do Corinthians porque não o queriam mais.



Portanto é assim, amanhã começa outra Champions League, os favoritos são os três, correm por fora: Atlético de Madrid por sua defesa, a Juventus pela consistência e investimento, e o Manchester City por Guardiola.

A Champions tem este ponto negativo, mas vale lembrar que os trio nunca se enfrentou na final, portanto a chance de outro clube poder ficar com a taça no último dia pode continuar existindo.

Jogos para sempre


Algumas partidas de tão ruins fazem a gente pensar: “por que ver isto?”. Jogos sem qualidade, emoção, nem graça. Esse ano os jogos do São Paulo tem sido assim e até a torcida tem abandonado o time. Às vezes vemos o jogos só para poder falar sobre eles.

Em alguns casos, precisamos de duelos como o de quarta-feira a tarde em Munique, pelas oitavas de final da Champions League. Bayern Munique 4x2 Juventus, daqueles jogos de guardar na memória, gravar na fita cassete em cima de alguma festa de família e ver quando cansar do futebol por algum motivo.

Depois de Turim quando os Bávaros fizeram 2x0 e levaram o empate, já mostrara que algo de especial poderia vir. Mas nunca sabemos quando Allegri dará um nó tático em Pep Guardiola. Sua equipe jogou no anti-Bayern, dominava o jogo, mesmo sem ter a posse, tinha a partida nas mãos mesmo ser ter a pelota. Agressividade e marcação altas, defesa intransponível. Assim o Bayern ficava sem saber o que fazer.

Os italianos fizeram 2x0, com um segundo gol maravilhoso, em corrida perfeita de Morata, passe para Cuadrado, que com toda tranquilidade do mundo tirou Lahm e mandou para o fundo da meta defendida por Neuer. Gol que alia técnica, velocidade, habilidade e inteligência.

A enorme partida da Juve surpreendia, os alemães não desistiram. Junto da torcida, até o alemão mais frio incentivou, imagino tenha gritado “eu acredito” e o “Bayern Doido” foi pra cima, sem tanto a cara de Pep, quase no “Muricybol”. Na base do “chuveirinho” diminuiu com Lewandowski e empatou com Müller no primeiro minuto de acréscimo.

Na prorrogação, o Bayern mais inteiro, física, mentalmente e ofensivamente, fez o terceiro com Thiago, depois de linda tabela, e matou a disputa em contra-ataque de Coman. As mudanças durante o duelo fizeram a diferença, Douglas Costa, jogando mais no meio, com Coman aberto na direita, Müller e Lewa na área foram determinantes para o resultado.

Em jogos assim os vencedores saem ainda mais felizes, os derrotados vão lembrar e lamentar a derrota pelo resto da vida. O quase dói mais.

Um embate como esse faz qualquer um se reapaixonar por futebol ou apaixonar um não apaixonado. Este verá outros jogos para poder voltar a sentir o prazer que sentiu, como um drogado e terá crises de abstinência na maioria das partidas nacionais.

Esta partida teve todos os bons ingredientes de um jogo de futebol, melhor que está, só duas destas, ou se fosse aqui no Brasil.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 19/03/2016



Bayern Doido quebra estratégia da Juve; Barça avança



Allegri armou estrategia, esquema e escalação quase perfeitos. O técnico no ano passado que bateu o Real Madrid fez o anti-Bayern/Guardiola com sua equipe. O time no 5-4-1 - Alex Sandro na esquerda, Cuadrado na direita - deixou apenas Morata na frente e usou toda primeira linha de quatro + o atacante, para pressionar o Bayern.

Pogba organizava a marcação e as jogadas quando o time tinha a bola, o extremos davam velocidade. O francês, por sinal, abriu o marcador. Logo no início a marcação alta funcionou, Neuer acabou se atrapalhando e a bola sobrou para o camisa 10 da Juve colocar nas redes.

Sem saber o que fazer, os alemães sofreram para abir espaços na defesa italiana. A frase de Pep antes do jogo " A Juventus é um ótimo time. Eles sabem se defender com dez jogadores na área, o que é algo que eu admiro. Não gosto, mas eu admiro isso" estava certa, só não esperava o poder do contra golpe.

Bola roubada incio do contra, Morata dispara, dribla meio time, com direito a drible da vaca e tudo. Passa para Cuadrado, que com toda tranquilidade do mundo tira Lahm e manda para o fundo do gol. Assim foi o gol maravilhoso da Juve, extraordinário, com técnica, velocidade, habilidade e inteligência.

A Juventus dominava o jogo, mesmo sem ter a posse, tinha a partida nas mãos mesmo ser ter a pelota.

Além de um gol mal anulado, Neuer salvou o 3x0 derradeiro em uma defesaça antes do apito final na primeira etapa.

Na ida o Bayern havia feito 2x0 e depois levou o empate em Turim, hoje teria de inverter o feito.

Guardiola foi logo mudando o time no intervalo em busca de alguma solução, mandou Bernat pro jogo, tirou Benatia.

No início o panorama era o mesmo, a muralha da Velha senhora continuara intransportável, impenetrável.

Pep mudou de vez, saiu Xabi Alonso, entrou Comam. Assim Müller ficou na área junto de Lewandowski. Douglas Costa veui pelo meio e o francês que entrou ficou no flanco direito. Concomitantemente Allegri tirou Morata, melhor juventino em campo, por Mandzukic.

A alteração já foi logo funcionando para o lado do Bayern, Coman com Douglas Costa, bola na cabeça de Lewandowski. Gol, 28 do 2° tempo. Temos um jogo!

Esta foi uma das poucas chegada do BM, depois do gol inflamou a equipe.

Então a torcida foi junto, o alemão mais frio incentivou, imagino tenha gritado "eu acredito" e o "Bayern Doido" foi pra cima, sem tanto a cara de Pep, quase no "Muricybol".

Sem Morata e depois sem Cuadrado Allegri limitou-se a defender, colocou os 10 da linha na frente do gol. Apenas Mandzukic tentava algo no ataque.

Desafiado Guardiola mudou bem, com 78,5% de posse de bola não deixava a defesa italiana por um segundo respirar, até que aos 90+1, Müller botou a cabeça na bola e empatou tudo em Munique. Jogada começou com roubada de bola no ataque de Vidal e cruzamento de Coman.

Jogo inacreditável, tático, técnico, fora de série, tudo e mais um pouco. Mais 30 minutos de futebol.



O técnico espanhol, tão elétrico quando criticou Kimmich após a partida contra o Borussia Dortmund, deu instruções aos jogadores. Sem zagueiros, apenas Mandzukic ameaçara a meta de Neuer. Com muitos atacantes e Thiago Alcântara no primeiro tempo do tempo extra era ataque contra defesa.

Com mais jogadores ofensivos a pressão alemã deu resultado no segundo tempo. Tabela de Müller com Thiago e caixa, outro belo gol.

Depois deste foi imediato, Coman contra-atacou e matou o jogo. O francês na lei do ex entrou e matou a peleja.

Bayern de Munique na quartas de final 4, Juventus eliminada 2.


Um jogo para não esquecer, teve tudo que uma boa partida de futebol pode ter.

O Bayern saí fortalecido de uma vitória dessa maneira, a Juve prova que o time alemão não é imbatível, mas lamentará a vitória por anos. O quase dói mais.

Um jogo fora de série.



Depois de encaminhar a vaga em Londres na partida de ida, ao vencer por 2x0 (gols de Messi) o Barcelona tinha apenas que não perder por mais de um gol de diferença.

Tranquilo dominava o jogo diante do Arsenal de Wenger diferente, com Elneny e Iwobi no time titular.


Com 17', erro na saída de bola inglesa, Suárez lançou Neymar rapidamente, que de frente para o gol abriu o placar.

Em casa com a vantagem ainda maior, o clube catalão relaxou e viu o Arsenal empatar no segundo tempo com a surpresa do dia. Elneny fez com um belo chute.


Não foi uma grande exibição do Barça, mas esse gol acordou, ele deu uma pressionada e acabou de vez com o confronto. Golaços de Suárez e Messi. 3x1 fecha a conta, nas quartas tem mais.


Este time do Barcelona é constantemente comparado com o de 2011 de Guardiola. Aquele tinha mais coletivo, esse mais talento. Aquele perdeu para o Arsenal e não foi campeão invicto. Este ainda está e pode ser bicampeão, coisa que não acontece desde o Milan de Arrigo Sachi  em 1988/89 e 1989/90.

Wenger viu sua equipe ser eliminada pelo 6° ano seguido nesta fase.


Valentia da Juve segura poder do Bayern


Para o confronto de ontem, desta oitavas de final da Liga dos campeões, na Itália diante da Juventus atual tetracampeão alemã e vice de Champions, o Bayern não tinha zagueiros. Com os beques fora de disputa estava aí mais um desafio para Guardiola.

O espanhol deve ter passado um bom tempo pensando e analisando a melhor opção. Torcida empurrando e boa bola parada da Juve, foram os dificultadores nesta escolha.

Pep escolheu atacar, colocou Kimmich (volante) e Alaba (lateral-esquerdo) na zaga, jogadores rápidos e com bom passe, e mandou o time pra frente. A ideia era ficar com a bola com todos no campo do time italiano, deixando os alvinegros longe de Neuer.


Neuer durante algumas jogadas do primeiro tempo
A ideia funcionara e a Juventus ficara pressionada em seu campo, apenas se defendendo. Lahm aparecia no meio e trocava passes com Vidal, Müller, Lewandowski e Douglas Costa e Robben abriam o jogo. Era um domínio absurdo, só dava o lado vermelho da força. As únicas jogadas do lado alvinegro eram quando o Bayern errava uma saída de bola.

Müller perdeu um gol e depois, ele mesmo marcou no final da primeira etapa aos receber passe de Douglas Costa e chapar para dentro da rede de Buffon.

O placar era justo, talvez o número de gols não.

Com um gol martelando na cabeça, Allegri botou seu time mais pra frente no segundo tempo, tentando atacar mais e com Hernanes no lugar de Marchisio.

Foi a Juve avançar para tomar um contra-ataque. Bola de Lewandowski pra Robben, jogada manjada, corta pro meio vindo da direita a bate de esquerda, pumba, gol. 2x0.

Então, como no Emirates, parecia que o confronto acabara na Juventus Arena, 2x0 fora de casa.

Aí que a força italiana despertou, avançou sobre um Bayern mais cansado relaxado e suscetível a erros. Kimmich errou no domínio, a bola sobrou para Mandzukic deixar Dybala na cara do gol e fazer o primeiro alvinegro.

O time valente da Juve, como já havia sido na temporada passada avançou ainda mais. Allegri colocou Morata e Sturaro, o primeiro assistiu o segundo que empatou o duelo em Turim.

O 2x2 é um resultado bom para o Bayern, que poderia matar o confronto, mas decidira-lo em Munique. Vitória italiana na Alemanha é improvável, mas possível.

Gol de Robben

Juventus x Napoli, de volta para o futuro


Pra quem lembra ou estuda futebol, sabe que na década de 1980 o calcio era uma potência em seleção e campeonato nacional.

Foi campeã da Copa da Espanha depois bater o Brasil naquele fatídico 3x2 em Sárria, dia 05 de julho de 1982. Time bem organizadoro, com Paolo Rossi como fator decisivo naquele mundial.

Os brasileiros de destaque iam pra lá, como Zico foi pra Udinese, Júnior para o Torino, Falcão pra Roma e Careca pro Napoli. O último fez dupla com Maradona no ataque do time de Nápoles e deu ao clube seu último título italiano na temporada 1989/90. Este Napoli disputava com a Juve de Platini e outros craques. 

O Milan no começo da década 1990, dirigido por Arrigo Sachi foi o último time bi-campeão da Champions com: Rijkaard, Ancelotti, Maldini, Baresi, Van Basten e Gullit. Em 2007 outro grande time milanês com Kaka, Seedorf, Pirlo, Inzaghi, Cafu, Dida, Nesta e Maldini. Dirigido por Ancelotti. Foi o último grande time italiano, um ano depois do tetra com a seleção.

De lá para cá as coisas começaram a ficar difíceis, tanto em 2010 como em 2014 a Seleção italiana foi eliminada na primeira fase. Apenas a Internazionale dirigida por Mourinho, foi campeã da Champions de 2010 com Zanetti, Sneijder, Eto'o, Milito. Um detalhe, o time titular tinham apenas Thiago Motta como brasileiro naturalizado italiano.

Hoje a crise do calcio é maior do que do nosso futebol, sem nenhum craque no cenário mundial.


Maradona x Platini
Na tarde deste sábado, um jogo chamou atenção mundial entre o primeiro e o segundo colocado. Napoli (líder - 56 pontos), Juventus (vice- 54) se enfrentaram na Juventus Arena. 

O time de Nápoles dirigido pelo técnico Maurizio Sarri, com seu jogo de um ataque potente, rápido e com bons contra-ataques, assumiu a liderança com grandes jogos. A equipe tem um jogo solto, com Hamsik trabalhando na criação, Insigne e Callejón dando velocidade e Higuían fazendo os gols.

O argentino é o artilheiro do campeonato chegou a esse jogo com o 24 gols em 24 jogos. Segundo o jornal Corriere dello sport é o melhor jogador do campeonato, o segundo é seu conterrâneo Dybala da Juve.

O jovem atacante argentino é o destaque de seu time no campeonato. Ele faz a dupla de ataque com Morata na frente do 4-4-2 de hoje. A defesa sem Chiellini joga com linha de quatro, no meio Pogba faz o lado esquerdo, Cuadrado o direito, com Marchisio e Khedira pelo centro. Nada de catenaccio, muitos dos jogadores atacam, mas a maior qualidade do time ainda é a defesa.

Com muita intensidade, marcação na posse de bola adversária e coletivo a Juve anulou Hamsik e Higuían. 

Na noite italiana, o que se viu foi um jogo equilibrado, bem coletivamente, as equipes fecharam os espaços e poucas jogadas levaram perigo durante os 90 minutos. O resultado foi nos detalhes.

Quem definiu o jogo foi o Careca. Ou melhor, um careca, Zaza, pela Juve. O atacante que entrou no segundo tempo, chutou forte de fora da área e o desvio na zaga acabou enganando Reina. Este foi o único gol do jogo.

Com a vitória, a  Juventus chegou a 15 jogos seguidos vencendo e o Napoli freou nas 8 vitórias seguidas. Agora a líder é a equipe de Turim, com 57 pontos, um na frente do ex-líder.

A Juve iniciou a temporada mal, Allegri precisou reorganizar o time depois da saídas de Pirlo, Vidal e Tévez. Então a equipe foi encaixando, os resultados vindo e agora é a líder.

O Napoli deixou chegar, mesmo fazendo bons jogos era a hora de mostrar que vem forte mesmo e o jejum de muitos anos acabaria. Não conseguiu.

A Juventus é o time mais organizado da Itália, com um estádio próprio e dinheiro bem administrado, é tetracampeão italiano e vice da Champions.

O futuro da Itália é a Juve, mas pode ser também o Napoli, depende de como o time será trabalhado nos próximos anos.

O futebol italiano precisa melhorar para poder brigar com as principais ligas e seleções do mundo.


Giro europeu: Barça, Ronaldo, Oscar e Napoli

JOGO DO FINAL DE SEMANA e Espanha

No melhor e mais esperado jogo do final de semana, o talento prevaleceu sobre a força. O Atlético Madrid "cascudo" de Simeone aplicou todo o seu jogo de intensidade na defesa e força para parar o melhor ataque do mundo: o do Barcelona em pleno Camp Nou para 94.990 - recorde na temporada.

Toda a intensidade e concentração foi diminuindo com o passar do tempo. Com 20 minutos de partida o Barcelona já começara a impor seu jogo de posição e abrir espaço na defesa colchonera. Por mais que o time com Luis Enrique seja mais vertical, a maioria dos jogadores ainda tem na veia o jogo de toque de bola e paciência.

No inicio a pressão funcionou, os catalães sentiram dificuldade, na confiança, na concentração, na ideia de parar o atual campeão de tudo na Espanha o Atlético abriu o placar. Em boa jogada depois de lateral no campo ofensivo, a bola cruzou a área e foi parar dentro do gol depois de chute de Koke.

Assim, aos 29', Neymar passou para Alba, que cruzou para o chute de Messi morrer dentro da rede. Uma jogada de linha de passes resultando em gol, qualidade aliada ao jogo coletivo.

O Barcelona recuperou a confiança o Atlético começou a ficar nervoso e o jogo de força virou um jogo de faltas. 

Se Neymar não estava 100%, com um problema no pé, coube ao outro integrante do MSN resolver o jogo. Daniel Alves deu um longo lançamento - lance parecido com o do clássico contra o Real Madrid no ano passado - Suárez dominou, pressionado por Giménez resistiu ao rival e arrematou entre as pernas de Oblak.

Logo depois Filipe Luis perdeu a cabeça e deu uma entrada criminosa em Messi. Levou o vermelho e deu adeus ao jogo e as chances do Atlético. 

Com um a menos o jogo foi equilibrado, o Barcelona seguiu ditando o ritmo do jogo, porém não apertou. Godín ainda foi expulso e o time de Madrid terminou o jogo com 9 jogadores em campo e o goleiro na área tentando o empate.

O Barça não matou o jogo, mesmo com dois mais, mas não deve ser tão criticado por isso. Na maratona de jogos o time segurou um pouco o ritmo e garantiu uma grande vitória. O coletivo e talento acabou com mais um adversário. O Atlético foi valente como sempre é com Simeone e parou no rival.



Com três pontos na frente do rival, o Barcelona (51 pontos) tem um jogo a menos que os colchoneros e tem caminho bem traçado para mais um campeonato espanhol.

O Real Madrid, rival dos dois primeiros vem em terceiro com Zidane no comando. Com ele o clima evidentemente melhorou e o time venceu bem o Espanyol por 6x0 no domingo.

C Ronaldo fez um golaço, driblando bem os adversários e dando um chutaço. Com direito a Penaldo marcou um hat-trick e chegou a 19 gols, empatando com Suárez na artilharia da La Liga.

Com 47 pontos o Real vem em 3°.

No Valência Gary Neville segue sem vencer. Com a derrota para o Sporting Gijón, o técnico soma cinco empates e três derrotas. Que fase !



NA INGLATERRA

Neste final de semana não teve Premier League, teve FA Cup, ou Copa da Inglaterra.

No domingo o Chelsea bate o fraco MK Dons por 5x1. Oscar anotou um hat-trick, primeira vez do brasileiro na Europa. 

Foi jogo também de Hazard encerrar o jejum de gols. Ele não marcava desde maio de 2015, vê se pode? O melhor jogador da temporada passada na Inglaterra marcou o primeiro desta temporada só ontem.

O Manchester United venceu por 3x1 o Derby County, o Arsenal fez 2x1 no Burley, o Manchester City fez 4x0 no Aston Villa e o Liverpool ficou no zero com o West Ham e fará replay.

Com o sorteio já definido o Chelsea enfrenta o Manchester City já nas oitavas.


NA ITÁLIA

O líder é o Napoli que não vence a Seria A desde a temporada 1989-90, quando tinha Careca e Maradona.

Hoje com Higuain e Insigne fez 5x1 no Empoli e comanda a Liga com 50 pontos. O argentino camisa 9 fez um dos gols da vitória e chegou a 22 gols em 22 jogos. Grande temporada do artilheiro, que está para os argentinos quase como o Fred para os brasileiros em questão de seleção.

Na cola e com 12 vitórias seguidas a Juve bateu mais um time no campeonato. Desta vez foi o Chievo por 4x0. Morata, cada vez mais artilheiro, fez dois. A Juventus soma 48 pontos.

A Internazionale iniciou bem o ano e chegou a ser líder, mesmo sem encantar. Ontem enfrentou o rival no derby della madonnina e levou 3x0 do Milan.

Agora com 40 pontos a Inter está na 4 colocação.


NA ALEMANHA

O Bayern segue firme e forte em semana que se foi especulado problemas de relacionamento com os jogadores e Pep Guardiola. Parece que ele pegou no pé de alguns jogadores que estariam fora de forma e deu algumas dicas de alimentação e descanso. 

Não vejo problema em se preocupar com a forma física dos jogadores, enfim...

Ontem foi um 2x0 sobre o Hoffenhein, ambos de Lewandoski que chegou a 19 gols em 19 jogos. Agora vice-artilheiro um atrás de Aubameyang com 20 após anotar dois na vitória por 2x0 do Borussia Dortmund sobre o Ingolstadt.

Com 52 pontos o Bayer e seguido pelo Dortmund com 44.

Palpites das oitavas de final da Champions


Gent (BEL) x Wolfsburg (ALE) - 17/02 e 08/03

O Gent é a surpresa da Bélgica, o Wofsburg primeiro do grupo do Manchester United.

O belgas tem jogado bem, os alemães são melhores, devem passar.


Roma (ITA) x Real Madrid (ESP) - 17/02 e 08/03


A Roma tem muita tradição, já foi a final da Champions, mas hoje não tem um time muito forte. O Real tem tradição (muito maior que os italianos) venceram 10 Champions além de terem um time melhor. 

Com C Ronaldo e Cia o Real deve avançar.


PSG (FRA) x Chelsea (ING) - 16/02 e 09/03


Novos ricos que se enfrentaram na temporada passada na mesma fase, naquela ocasião os franceses levaram a melhor. Hoje o Chelsea joga bem menos do que aquele time que foi eliminado na temporada passada, por outro lado tem o "tubarão" Mourinho no comando da equipe e os blues, diferentemente dos parisienses, já venceram sua Champions.

Acredito mais no PSG.


Arsenal (ING) x Barcelona (ESP) - 23/02 e 16/03


O Arsenal sempre pega um time difícil em seu grupo e nas oitavas. Esta vez não foi diferente: depois de passar em segundo no grupo do Bayern vai enfrentar o Barcelona.

O Barça é favorito contra quase todos os times, contra o Arsenal não é diferente. O time inglês deve morrer cedo mais uma vez.


Juventus (ITA) x Bayern de Munique (ALE) - 23/02 e 16/03

O maior jogo em questão de tradição e últimas apresentações. A Juventus perdeu vários dos bons jogadores que levaram o time ao vice campeonato desta competição na temporada passada, mesmo assim conta com um bom time. O problema é enfrentar o super Bayern de Guardiola, Müller, Robben, Lewandowski e Cia. 

Os alemães são favoritos.


PSV Eindhoven (HOL) x Atlético de Madri (ESP) - 24/02 e 15/03

O Atlético de Madrid de Simeone é um time muito consistente, confiante e forte desde que ele assumiu o clube. Os times passaram por várias mudanças de jogadores e mesmo assim seguiu forte.

O futebol holandês já não é o mesmo de há 20 anos, quando teve Ronaldo e Romário. O Atlético é amplo favorito.


Benfica (POR) x Zenit (RUS) - 16/02 e 09/03

O Zenit fez uma grande primeira fase, Hulk comandou o time que poderia chegar aos 100% se fosse com força máxima na partida final.

O Benfica tem sempre com sigo a tradição de campeão com Eusébio, mas o momento parece ser mais dos russos.


Dínamo de Kiev (UCR) x Manchester City (ING) - 24/02 e 15/03


O Manchester City conseguiu pela primeira vez passar de fase em 1° e pegou um time fraco nas oitavas. Desta vez contou com a sorte e fugiu de Barcelonas e outros que havia enfrentado em oitavas.

Deve passar sem maiores dificuldades.

Nota do blog: tudo o que você leu é palpite, não torcida e muito menos o que acontecerá. Só torço para um time e ele reside no Brasil, favoritos e azarões quase todo jogo tem, vencem os que jogam melhor, ou às vezes, nem isso. Então com é uma prévia, dois meses antes do jogos, pode dar tudo ao contrário, só não acredito, por isso que aposto no que escrevi, simples assim.

Do PSG ao Chelsea

Drops da Champions #7: Real vence PSG com gol estranho e times de Manchester vencem

Real Madrid 1x0 PSG - Santiago Bernabeu - Grupo A


Assim como na última rodada o "grande jogo"- não é um clássico - foi fraco. Poucas chances de gols e com os principais estrelas dos times discretas. C Ronaldo, assim como Ibrahimovic ficaram longe dos melhores dias.

O melhor hoje foi Di Maria na sua volta a Madri, chegou a acertar uma bola no travessão em cobrança de falta. O time dele também jogou melhor e acabou parando na defesa merengue.

Jogando no 4-2-3-1 o Real se defendia com duas linhas de quatro, deixava Jesé e Ronaldo livres na frente. Sem Bale, James e Benzema o time não tem a mesma pegada no ataque. Se não foi brilhante, pelo menos deu sangue pelo bola.



Com lesionados nos dois lados, o gol foi de um jogador que entrou para substituir um machucado. Nacho entrou no lugar de Marcelo - lesão pode tira-lo da seleção - acabou fazendo o  gol da vitória. O tento saiu em uma jogada entranha em que o goleiro Trapp saiu do gol e a bola cruzada pelo jogador espanhol acabou entrando. Foi meio sem querer, mas foi.

Com a vitória o Real Madrid garantiu a classificação no grupo A.


Shakhtar Donetsk 4x0 Malmö - Donbass Arena - Grupo A


Sem marcar pontos até então, o time ucraniano recheado de brasileiros, acordou. 

E acordou fazendo 4x0, com direto a gol de Eduardo da Silva ex-Flamengo. Alex Teixeira que tem sido o destaque do time também deixou o dele.

Sem bala para poder brigar com Real e PSG, a vaga na Liga Europa é o que busca o Shakhtar.

Manchester United 1x0 CSKA Moscou - Old Trafford - Grupo B


Eram 404 minutos sem marcar para os Red Devils, até que Rooney cabeceou a bola nas redes de Old Trafford e deu a vitória aos ingleses.

Essa seca de gols vinha incomodando o time que vai bem na Champions apesar de sofrer em todos os jogos.

Com 7 pontos é o líder do grupo B, a vitória foi sofrida e fundamental para o clube de Van Gaal.


PSV 2x0 Wolfsburg - Philips Stadion - Grupo B


O Wolfsburg vem de uma boa temporada com vice campeonato da Bundesliga e recentemente venceu a Supercopa da Alemanha do Bayern de Munique. Mas sucumbiu para o PSV na Holanda.

Os holandeses tem mostrado muito poder dentro de casa onde também venceram Manchester United. Fora o desempenho é o oposto com duas derrotas 

O grupo B está bem embolado, todos ainda tem chances. O United vem em primeiro com 7 pontos, seguido do PSV com 6, do Wolfsburg com 6 e do CSKA com 4.


Astana 0x0 Atlético de Madrid - Astana Arena - Grupo C


Jogando no Cazaquistão, na grama sintética e no frio o Atlético não conseguiu passar pelo Astana.

Por mais valente que o time cazaque possa ser, era um jogo para os espanhóis vencerem. 

Com o resultado perderam a primeira posição do grupo para o Benfica. Com 7 pontos, o jogo de Simeone ainda falha na hora de furar uma retranca.


Benfica 2x1 Galatasaray - Estádio da Luz - Grupo C


Os times portugueses seguem tendo muito brasileiros, por causa deles hoje o Benfica saiu de campo vitorioso.

Jonas abriu o placar, o campeão do mundo Podolski empatou e Luisão deu números finais ao duelo.

Agora em primeiro no grupo com 9 pontos os portugueses têm boas chances de passar de fase. 


Borussia Mönchengladbach 1x1 Juventus - Borussia-Park - Grupo C


A atual vice-campeão Juve não tem mais a mesma qualidade do ano passado, perdeu três pilares fortes do seu time - Tevez, Pirlo e Vidal-  e claro, não saiu ilesa disso.

Hoje fez um jogo pragmático na Alemanha e saiu com o empate.

Sofreu o gol primeiro, depois em linda jogada de Pogba - como joga este francês - Lichtsteiner pegou de primeira o lançamento de primeiríssima qualidade do camisa 10 e empatou.

Depois com Hernanes expulso, sorte e correria os italianos conseguiram segurar o empate.

Com 7 pontos está praticamente classificada. Já os alemães estão eliminados.

Sevilla 1x3 Manchester City - Ramón Sánchez Pizjuán


O Manchester City estreou a Liga perdendo para a Juventus em casa, depois venceu três seguidas e está classificado. O time reagiu rápido depois da primeira derrota, venceu hoje sem Agüero e fora de casa.

Fernandinho apareceu no placar mais uma vez, ele que com Dunga só bate, fez o 2° gol e participou do primeiro de Sterling. Bony que substitui o argentino lesionado fechou a conta.

O time inglês dirigido por Pellegrini ainda sofre da falta de "casca" na competição, mas dá pra dizer que pelo menos potencial de ser um dos favoritos tem.


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