Mostrando postagens com marcador Itaquera. Mostrar todas as postagens

Nem mesmo o bronze para as meninas


A queda é proporcional a espectava criada, os dois primeiros jogos fizeram acreditar no ouro inédito da seleção feminina.  

Acabou sem medalha.

Agora pouco perdeu para o Canadá por 2x1 e perdeu a chance de ficar com o bronze.


As canadenses ficaram com o bronze por serem melhores em campo, mais organizadas, com repertório maior de jogadas e fazendo valer a estrategia criada. 

Como aconteceu nas outras partidas, diante da Austrália e da Suécia, o Brasil foi dominado na estratégia. A defesa brasileira sofreu muito para furar defesas mais acirradas, hoje, decepcionada e sem tanta confiança, a seleção foi ainda pior. Atrás deu espaços e a derrota foi natural.

No primeiro gol, após bola parada no ataque brasileiro, contra-ataque para Rose abrir o placar. Sinclar fez o segundo. Houve outras chances para as canadenses que pararam uma vez na trave.

Pelo menos o gol saiu e a seleção não ficou quatro partidas sem marcar. Bia fez o gol em confusão na área, a seleção precisou arremessar o lateral na área para encerrar o jejum de 412 minutos sem bola na rede.

Nos minutos finais da partida, o sol da 13h até quase 15h da tarde de sexta-feira em Itaquera, acabou com o fôlego das jogadoras e não contribuiu com o jogo - não entendo o porquê do horário.


É uma pena sair de mãos abanando das Olimpíadas, mas é o que é.

Olhando para o futuro, Formiga se aposentando da seleção, Marta com 34 anos e Cristiane com 35 em 2020, não há muita esperança na renovação.

O futebol feminino precisa evoluir em todos os sentidos, taticamente também. Vadão nunca foi um grande técnico no futebol masculino, continua não sendo no feminino.

Jogo correto coloca Brasil na semi


Do primeiro tempo entre Brasil x Colômbia em Itaquera, pelas quartas de final da Olimpíadas do Rio, duas coisas a se destacar:

O gol de Neymar marcado aos 12 do primeiro tempo. O jogador do Barcelona pegou bem na bola, e mesmo longe, mandou a no gol - aproveitando também a falha na barreira com a pelota passando sobre ela;

A segunda foi o excesso de faltas, catimba colombiana e discussão entre os jogadores. Pouco se viu de bola rolando e muito xingos, porradas e jogadores no chão. 

Neymar por um momento perdeu a cabeça e levou amarelo. Estas atitudes dele sempre preocupam e cada vez mais a braçadeira de capitão para ele faz menos sentido.

Depois se equilibrou na partida e jogou bola.



O Brasil que jogava em São Paulo era o mesmo da última partida, Wallace ganhou o lugar de Thiago Maia.

No segundo tempo, os jogadores colocaram mais a bola no chão e teve futebol, o Brasil teve uma boa chance e a Colômbia duas no início. Borja e Pérez do Atlético Nacional entraram e levavam perigo.

O time de Micale não conseguia manter muita a bola no pé - a falta de um meio campista para organizar o jogo faz falta ao futebol brasileiro - mas matinha a vitória pois a defesa ia bem, principalmente a dupla de zaga.



O trio da frente brasileiro não funcionou hoje, Neymar foi o melhor, chamou jogo, fez gol e sofreu faltas, os Gabriés fizeram pouco, Gabigol até deu lugar a Thiago Maia.

Antes de a partida chegar na reta final e a Colômbia pressionar com tudo nos minutos finais, Luan matou o jogo com um belo gol de fora da área.

Não foi um grande jogo, uma grande partida da seleção brasileira, mas parece que o time ganhou uma casca depois da primeira fase e têm jogado o suficiente para avançar nesta competição olímpica com futebol mediano.

O Brasil ainda não sofreu gol.



O Brasil encara a Honduras na semifinal, um adversário que corre e bate bastante, não muito mais do que isso - partida no Maracanã.

Do outro lado o negócio fica mais complicado. Nigéria é sempre difícil, os africanos são uma pedra no sapato do Brasil e a Alemanha depois do 8 de julho de 2014, vai ser sempre um adversário visto de outra maneira.

Mesmo com o time C fez 4x0 em Portugal, Gnabry é o destaque alemão.

Imagine o Brasil ganhando o ouro no Maracanã sobre os germânicos.

#BR-16: São Paulo cresce e segura o Timão; Palmeiras vence outra fora de casa


O Corinthians era favorito, tão favorito, que ficou perigoso.

Com 13 minutos, Cueva escapou pela esquerda e foi derrubado na área. Ele mesmo cobrou e colocou o São Paulo a frente no placar.

Choque de realidade nos corintianos, os fatores que colocavam o Timão como favorito em seu estádio, apenas com presença de torcedores alvinegros, não surtiam efeito e sentiram o gol com uma decepção.

Pouco depois Bruno Henrique conseguiu empatar após iniciar a jogada e no final pegar o rebote de Rodrigo Caio na defesa.

No restante do jogo o alvinegro teve chances, mas o placar ficou mesmo no 1x1.



O São Paulo, em momento de turbulência, foi escalado por Bauza para não ter jogo, parar as jogadas do Corinthians e fazer o gol do jeito que fez, em puxada de contra-ataque com peruano - melhor são-paulino em campo. Ele por sinal atuou pela esquerda aberto no 4-1-4-1.

Do outro lado o alvinegro era melhor e tentava tomar conta do jogo, mas nervoso e confuso no ataque não conseguiu. Danilo de centroavante móvel não funcionou, primeiro que na movimentação é lento e segundo que não tem tanta presença de área. Portanto, mesmo aparecendo na jogada do gol, não atuou bem.



O São Paulo se mostrou um time forte fisicamente e bem encaixado na defesa, o resultado foi justo. O Tricolor está se remontando e se não ir bem no Brasileiro, pode ir bem na Copa do Brasil, é um time por vezes bem difícil de ser batido.

O Corinthians dos bons resultados e partidas razoáveis, hoje foi de apenas razoável. Marcou um ponto e viu o Palmeiras abrir três de vantagem na sua frente com a vitória.

Primeira vez que o São Paulo não perdeu em Itaquera.



O Palmeiras tem ganhado uma nova cara nos jogos fora de casa. Já foi assim contra o Sport, hoje também contra o Internacional. Um inicio de jogo forte, com muita pressão em quem tinha a bola e buscando definir a jogada no espaço deixado pelo adversário, principalmente após retomar a bola no ataque.

Neste esquema Thiago Santos é importante, na frente da zaga é quem dá a segurança ao meio de campo e rouba várias bolas - oito desarmes nesta partida do Beira-Rio. 



Erik de titular pela esquerda, no lugar de Dudu, funcionou. Abriu o placar após insistir na jogada e aparecer sobre o descuido de Willian. Na jogada um cruzamento na área da direita para a esquerda, que resvalou em Gabriel Jesus antes de ir para Erik.

Jesus que vai para a Olimpíadas  assim como Prass, hoje jogou bem, driblou como sempre, movimentou, teve espaços, mas ficou impedido demais e perdeu um gol logo com quatro minutos. Este desperdício de gols é algo que ele precisa melhorar urgente.

Na estreia de Falcão o Internacional ainda foi um time como o de Argel. Claro, chegou agora e não teve tempo de mudar, no segundo tempo colocou o time mais no ataque e a equipe melhorou, mas por falta de criatividade, repertório de jogadas parou na defesa verde. Ariel - serve para Nico López também, se vier - é o centroavante que pode ser titular mais a frente com Sasha e Vitinho.



No segundo tempo o Palmeiras foi um time bem mais defensivo, sem Cleiton Xavier e com Dudu, o time ficou com uma defesa bem postada, buscando contra-ataques. 

O time mostrou sua nova faceta como visitante e conseguiu sua segunda vitória seguida fora de casa - onde não vencia desde 1997-, melhorou na tática e no sentimento de entender o momento de defender mais. O Palmeiras não quer a bola fora de casa, em casa, na maioria dos jogos, quer.

A vitória é importante e coloca o time próximo de ser campeão do turno - faltam 4 jogos.

No Internacional Falcão não pode ser só o ídolo que escala o time e traz torcida, precisa ser mais que isso. Sem pegar no pé dele agora, só mais para frente.



Números: Footstats.com

#BR-16: Corinthians vence primeiro grande jogo no ano por causa de Romero


Pode falar o que quiser do Romero, menos que ele não se doa e não é importante para o esquema corintiano. Mesmo sem ser um craque no trato com a bola, no ano em que o André e nenhum outro atacante conseguiu se firmar, é efetivo e o Timão só venceu hoje por causa dele.

No "clássico das multidões" o Flamengo fez um primeiro tempo muito melhor, com Willian Arão e Alan Patrick criando as jogadas e levando perigo ao gol de Cássio.

No segundo tempo, com um misto de sorte e oportunismo, Romero abriu o placar para o lado alvinegro e mudou o jogo.

O rubro-negro, já sem Zé Ricardo no banco, expulso ainda na etapa inicial, se perdeu em campo, ficou totalmente desnorteado. Romero ainda participou das jogadas do segundo e terceiro gols e fez o derradeiro.

4x0, uma vitória acachapante sobre o Flamengo. 

O Corinthians é uma equipe muita mais preparada. Ganhou seu primeiro grande jogo no ano, enfim venceu de uma equipe com forças semelhantes.

O Timão pode ir bem, porque é consistente neste nacional.



#BR-16: Inter na ponta; Timão vence clássico

Bem na tabela, com ótimos resultados, o Internacional achou que a vitória sairiam naturalmente contra o Furacão. Mas desconcentrado foi levando bolas nas costas e dando bobeira, uma bola na trave de Walter acordou o Colorado.

Não que tenha jogado muita bola, mas com Vitinho em jogada de escanteio fez o gol. Assim venceu, 1x0 magro, mais três pontos e líder até amanha. 


Depois o Santa Cruz, que vinha muito bem, pegou o rival na lanterna com apenas um ponto. Grafite não funcionou e o Sport ganhou o clássico no Arruda.

O Botafogo em Brasília recebeu o Cruzeiro na primeira vitória de Paulo Bento no novo clube. Gol de Élber. A vida do Fogão vai ser complicada no restante do BR.

Na Vila Capanema um jogo maluco de sete gols teve e vitória da Chapecoense por 4x3 sobre o Coritiba. Bruno Rangel fez três - novo artilheiro - e Gilson Kleina caiu com a derrota do Coxa.


No clássico Paulista em Itaquera, o Santos iniciou com Elano e sem atacantes de oficio. Segurou o Timão até o final da partida jogando na defesa. No fim Giovanni Augusto acabou decidindo a partida com o gol da vitória.

O Corinthians vai se acertando, o Santos se achar sem suas estrelas.

Já o São Paulo definiu que não jogaria com força máxima contra o Figueirense, que aproveitou e com gol de Rafael Moura venceu por 1x0.

Marcelo Oliveira ainda não venceu no Independência nem com o Galo. Saiu na frente e sofreu o empate do Fluminense.

#BR-16: atuação de gala do Grêmio e Timão mais tranquilo


O Corinthians venceu bem a Ponte Preta  nesta manhã de feriado. Com um placar de 3x0 despachou a Macaca como fazia no Paulista com os time de menor expressão neste início de ano. Depois de cinco jogos sem vencer o clube alvinegro respira mais aliviado.

Tite fez três alterações no time - além de usar o 4-2-3-1 - para buscar a vitória: Vilson na zaga, Cristian no meio e Luciano no ataque. Mas quem realmente fez a diferença foram os já titulares Guilherme, Giovanni Augusto e Bruno Henrique. 


Com movimentação semelhante a do primeiro tempo contra o Vitória o Timão venceu com tranquilidade. A Ponte não foi a equipe que bateu o Palmeiras, talvez tenha sentido o peso dos 35 mil corintianos em Itaquera.


Sem fazer uma partida estupenda, apesar de dois gols muito bonitos, um de Bruno Henrique e outro de Guilherme - o outro gol foi contra de Kadu - ambos de fora da área, o placar foi merecido. Bruno pedido para ser trocado pela torcida ganhou fôlego.



Em casa o Internacional pragmático fez o simples e bateu o Sport em casa. Tendo que propor o jogo o Colorado tem dificuldade e mesmo vencendo o São Paulo fora ganha por 1x0 do pernambucano. Ah, o gol da vitória foi contra de Renê.

O Internacional com 7 pontos é o terceiro colocado.



No ano passado uma das melhores exibições do Grêmio foi diante do Galo, um 2x0 muito bem jogado, com golaço de Douglas, na troca de passes da defesa ao ataque. Um dos gols mais bonitos do ano.

Hoje no Independência a atuação foi tão boa quanto, ou até melhor. Após os primeiros 45 minutos o placar estava 3x0 para os visitantes.

Aos 17' Marcelo Oliveira marcou um belo gol após linha de passe, depois em roubada de bola no ataque - com falta é verdade -  Luan fez o segundo e no último minuto o camisa sete fez o terceiro em contra-ataque.

Sem ver a cor da bola o Galo era engolido pelo Grêmio. Mesmo com 60% de posse de bola não conseguia criar e retomando a bola rápido e sendo mais efetivo nas jogadas, os sulistas eram melhores.

No segundo tempo o Tricolor entusiasmado com a própria atuação exagerou no preciosismo, deu passes a mais e jogou menos.

O Atlético-MG teve mais chances, mesmo assim a defesa até agora imbatível do outro lado não sofreu gol.

Com a grande vitória de 3x0 do Grêmio o clube chega ao vice-liderança. O futebol do primeiro tempo é de título, com a bola no chão, bom passes e boa defesa comandada por Geromel. O time é forte.

Ao Galo o futebol do clube ainda não encaixou, veremos se Marcelo Oliveira conseguirá colocar o time nos trilhos.

#Br-16: Alguns 0x0 e Tricolores

De amanhã os Tricolores levaram a melhor.



O São Paulo que assim como o Atlético-MG jogou com o time reserva e também venceu. Contra o Botafogo em Volta Redonda acabou saindo com os três pontos. Gol de Lucas Fernandes, falha de Helton Leite.

O Fogão até foi bem no estadual, mas ira sofrer no nacional. Mesmo com Ricardo Gomes e ainda mais sem um bom 9.



O Santa Cruz, pelo contrario, têm um ótimo 9, de Copa do Mundo de Campeonato Alemão, Mundial de Clubes e Brasileiro. 

Grafite fez os dois primeiros gols da vitória Tricolor sobre o também nordestino Vitória. Um dos gols foi um golaço, com direito a caneta e tudo. O placar final de 4x1 é de uma boa estreia do Santinha de volta a primeira divisão.  



Ano passado o Corinthians foi campeão Brasileiro bem, com muito pontos e vencendo 16 dos outros 19 times do campeonato. Um dos que não venceu foi o Grêmio, justamente o primeiro adversário em 2016.

Em Itaquera a vida corintiana segue igual, ainda sem vencer um grande time o Timão repete os mesmos erros jogo após jogo. É um time equilibrado, com boa defesa, mas sem brilho. Tite ainda não conseguiu reencaixar a equipe.

O Tricolor sabe que jogar em São Paulo contra o Corinthians não é fácil então conforme foi passando o tempo foi gostando do 0x0. No final a pressão alvinegra na base do abafa não resultou em nada e a partida ficou zerada. E sem graça.



No mesmo horário da partida em Itaquera Figueirense x Ponte Preta também ficaram sem gols.

Ainda concomitantemente em BH o Fluminense foi o único visitante a vencer na primeira rodada.

No Independência contra o América-MG, Fred marcou o gol da vitória contra o clube que o formou. Passe de Richarlison também ex-Coelho.


Para fechar a rodada um jogo único em Porto Alegre, Internacional x Chapecoense.

O Colorado teve tudo para ganhar, e mesmo assim ficou no 0x0. 

Paulão desperdiçou um pênalti e com um jogador a mais no minutos finais não marcou um gol.

Na última partida de Alisson o destaque do jogo foi outro goleiro: Danilo da Chap.

Era um jogo para o Inter ganhar.

Por que o Corinthians foi eliminado em Itaquera (de novo)?

Aos 50 minutos do segundo tempo, depois de uma partida super movimentada, acontecendo de tudo, o Corinthians perdeu por 2x2 e foi eliminado mais uma vez em Itaquera - com 43.098 corintianos, no recorde do estádio.

No ano passado foi eliminado em casa para o Palmeiras no Paulista, para o Guaraní do Paraguaí na Libertadores e na Copa do Brasil para o Santos. Este ano já havia sido desclassificado no Paulista em casa para o Audax.



Não dá para dizer que há uma maldição no novo estádio, mas que chama atenção chama, e muito. É uma dessas coisas difícil de explicar no futebol até porque até ser eliminado o Timão vence e bem seus adversários em casa.

Em cada queda corintiana o motivo não é o mesmo. 

Foi eliminado pelo Santos na Copa do Brasil porque o rival tinha (e ainda tem) um 11 inicial melhor e o Corinthians estava mais focado no Brasileiro. 

Para o Palmeiras no Paulista os times eram equivalentes naquela altura da temporada e o alviverde contava com um goleiro melhor em pênaltis - o jogo ficou 2x2 e o Verdão avançou na penalidades com duas defesas de Prass.

O Guaraní na temporada passada foi um misto de salto alto com erros na partida fora de casa que ocasionaram em nervosismo na volta - perdeu lá por 1x0 e aqui por 2x0.

Contra o Audax este ano foi um misto de qualidade e imposição de jogo da equipe de Fernando Díniz com um Timão verde ( não de cor, em amadurecimento) - eliminado no pênaltis após empate em 2x2.



A de agora é uma mistura com a eliminação para o Audax e a do Guaraní. O Corinthians de hoje não está maduro, tem vários defeitos e não venceu nenhum adversário difícil no ano. Por mais que tivesse vencido protocolarmente equipes mais frágeis, não conseguiu manter o ritmo na grandes partidas.

Nesta queda o alvinegro foi a campo com a base deste ano, que de quase nada tem a ver com a do ano passado. Tite até tenta implantar o mesmo jeito de jogar, só que além de levar tempo se precisa de jogadores competentes para isso e parece que não há.

Não apenas em qualidade de jogo, Elias é remanescente é joga na seleção, Giovanni Augusto é criativo, Lucca funciona bem taticamente, Bruno Henrique pode ser tão importante quanto Ralf e Fagner joga melhor agora que na temporada passada. Só que não todos juntos, são diferentes de Jadson, Renato Augusto, Love, Gil...

O time que foi eliminado para o Guaraní acabou batendo campeão brasileiro no final do ano. Porque virou uma boa equipe, se formou durante o ano e terminou a temporada jogando muito futebol, além de ser uma equipe madura - capaz de vencer o Galo em BH por 3x0.



Os corintianos que enfrentaram o cascudo, forte (nos dois sentidos), tático, organizado e bom de bola também (por que não?) Nacional, sofreu muito. Não dá para dizer que os uruguaios são apenas brigadores, Nico López é ótimo centroavante, Conde goleiro, além de outros jogadores que cumpre bem suas funções sem sentir a pressão.

Quando André cobrou o pênalti que cobrou para a defesa de Conde ficou claro qual era o espirito da equipe. De falta de experiencia e casca para decisões. Diga-se André sempre foi assim em sua carreira, nesta partida o time inteiro foi parecido com ele. Era bola para Danilo cobrar.

Quem sabe no final do ano o Corinthians seja um dos melhores? Pode acontecer, Tite é competente e pode achar um grande grupo. Por ora não é, e muito por isso está fora da Libertadores, mais uma vez.

Não é por causa do estádio, o que não invalida a sequência. 

Nada de Itaquerazo.



Verdes e maduros


O Audax tem chamado atenção do estado de São Paulo com seu “futebol total” implantado por Fernando Diniz. Gosta de ter a bola e trocar passes, um atrás do outro, para criar uma chance e fazer o gol. É quase a filosofia do “jogo de posição” de Guardiola, porém passa do ponto às vezes.

Contra o São Paulo deu um baile no Tricolor, mas acabou sofrendo o gol em erro na saída de bola. O time perde muitas vezes a bola em seu campo e o goleiro abusa muito da paciência do torcedor - se é que existe torcedor neste clube/empresa. Neuer não faz, nem Valdes vazia no Barcelona de Pep o que faz o goleiro do Audax. Na hora do aperto dava chutão, além do alemão jogar bem fora da área na cobertura dos defensores.

Dizem as más-línguas que Fernando Diniz trata mal seus jogadores, fora isso, precisa provar que pode fazer seu jogo valer contra o Corinthians, o time com que se saí melhor contra este estilo de jogo. Se o São Paulo marcou a saída de bola do Osasco e teve pouco sucesso, difícil dizer que o Timão não terá. Em Itaquera basta uma roubada de bola no campo adversário para o alvinegro avançar rápido e botar a bola na rede. Diniz terá de mostrar repertório, com um time bem inferior ao adversário, que assim como ele tem uma ideia de jogo definida.

Este Corinthians capaz despachar de forma protocolar os rivais inferiores, mas de se complicar com times do mesmo tamanho. Passar pelo Audax no domingo ainda não será a prova dos nove para o Timão, a final do Paulista pode ser. Em caso de título pode-se dizer que a equipe amadureceu e está pronta para voltar a ser campeão. Não porque de fato será, mas porque terá derrotado uma equipe de nível forte.

Do outro lado a grande e crescente rivalidade entre Palmeiras e Santos. Enorme na década de 60 e 70 - Santos de Pelé contra as Academias do Palmeiras - talvez seja o auge entre ambos desde lá.

No primeiro clássico com torcida única em São Paulo, o Santos joga com a força da Vila e de seu elenco. Sem perder a 25 jogos em casa, tendo vencido todas do Verdão lá no ano passado é favorito, também por ter um time mais pronto, com uma proposta de passes rápidos e poder ofensivo.

Do outro lado um alviverde verde, mas cada vez mais maduro com Cuca que pode estar trabalhando um time só para este jogo, como fez contra o Corinthians anulando as principais jogadas do rival e vencendo o jogo. Ricardo Oliveira normalmente mete gol no Palmeiras e Dudu no Santos é bom ficar de olho neles.

Os mandantes de Itaquera no sábado e da Vila Belmiro no domingo são favoritos, mas sempre em um jogo muita coisa pode acontecer, como nada e a decisão ser definida nos pênaltis. É a vida e emoção do Paulista, pena que dura pouco.


Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 23/04/2016

Audax, mais que um estilo


Não, o Audax não teve mais posse de bola que o Corinthians - 51% para os donos da casa-, nem mais passes certos (358 x 331), conseguiu avançar, nos pênaltis.

Contra o Timão em Itaquera ,100%  em casa no ano, o time de Fernando Diniz mostrou repertório, não foi apenas o time de troca de passes e posse de bola. Claro errou na saída de bola com o goleiro e por pouco não sofreu gol de Alan Mineiro, o primeiro gol de André foi assim.

Em tese o alvinegro seria o melhor time para segurar a equipe de Osasco, porém os golaços de Bruno Paulo - em cima de Fagner o tempo todo, anulando uma das principais jogadas corintianas- e Tchê Tchê levaram a decisão para as penalidades (2x2).

Nos pênaltis, Cássio não conseguiu pegar nenhum - coisa que corintianos pegam no pé do goleiro - Fagner e Rodriguinho perderam. 

Assim como no ano passado o Corinthians empatou na semifinal por 2x2 e caiu no pênaltis.

E o Nacional fará como o Guarani na Libertadores?


Tite fez o que aparentou que faria, marcação alta, pressão total, mas não funcionou o jogo todo. Diniz tem um time, que joga não só com um estilo, mas também com confiança.

O time, o técnico, os jogadores tem provado que são capazes de ganharem o Paulistinha, seja contra Santos ou Palmeiras.

Corinthians pronto?

O Corinthians fez o que tem feito no ano quando pega times menores, sobretudo em casa. Mandou no jogo e despachou o adversário como deveria ser, um, dois, três, quatro, cinco e seis a zero.



O Cobresal mal viu a cor da bola, com gols de tudo quanto é tipo, Romero, Marlone e Arana fizeram a festa. Muitos golaços, quase todos, pelo menos quatro.

A torcida que lotou Itaquera viu o time reserva - fora Cassio - vencer com total naturalidade, de forma protocolar até, como havia sido contra o Red Bull no sábado e em outros jogos deste ano. Não falha em casa e contra times menores.

Com o placar de 6x0 ( 3° melhor 1°) o alvinegro enfrentará o Nacional do Uruguai, que estava no grupo do Palmeiras. Menos se o Trujillanos vencer o River Plate na Argentina. 

Alguém acredita nessa possibilidade?



Isso pode passar a impressão de um time pronto depois do desmanche. Não está. A prova disto são os confrontos difíceis do ano: venceu apenas o São Paulo em clássicos, perdeu os outros para Palmeiras e Santos, além de derrota para o Cerro e empate com Santa Fé fora.

Passar pelo Audax no domingo ainda não será a prova dos nove para o Timão, a final do Paulista pode ser. Em caso de título pode-se dizer que a equipe amadureceu e está pronta para voltar a ser campeão. Não porque de fato será, mas porque terá derrotado uma equipe de nível forte.

Porém as vitórias mostram um padrão da equipe, próprio de Tite, tão importante em campeonatos de pontos corridos. Assim como uma boa campanha de mandante em mata-mata.



O Timão inicia bem o ano, mas basta lembrar o ano passado até está altura. Bem na Libertadores e invicto no Paulista até a semifinal. Caiu em ambos em menos de uma semana.

Corinthians passa fácil pelo Red Bull e vai à semi

Todo mundo sabe que este elenco do Corinthians está longe de ser o melhor do Brasil, remontado este ano ainda está em fase de construção da equipe e na maneira de jogar.

Mesmo assim não é desorganizado e consegue impor seu jogo, principalmente em Itaquera, onde tem 100% de aproveitamento e média maior de 30 mil por partida. Hoje, em jogo decisivo contra o Red Bull pela quartas de final do Paulistinha, o público foi ainda maior.

37.340 corintianos comemoraram a tranquila vitória por 4x0. Peleja que com 23' do segundo tempo havia acabado com o quarto gol de Lucca.



Está foto é do gol de André (o segundo), não parece, mas é

Destaque para o gol de Giovanni Augusto em belo voleio. Golaço após sobra dentro da grade área na sequencia do escanteio.

Alan Mineiro que entrou no lugar de Giovanni, lesionado, também foi um dos destaques. O ex-Bragantino deu uma assistência e marcou um gol. Tem sido uma boa opção no banco para Tite.

Os laterais nem dá mais para dizer que foram destaques, porque atuam bem todos os jogos. Fagner segundo corintiano com mais tempo de bola no pé - enquanto esteve em campo, foi substituído -, deu assistência no segundo gol. Uendel foi mais discreto, porém também atuou bem.

A presença deles sempre ajuda na infiltração, não à toa das 15 finalizações alvinegras, apenas três foram de fora da área. Os Bulls em 10, chutaram cinco de fora.

O Red Bull não conseguiu em momento algum passar a ideia de que avançaria, dá adeus a competição, com essa goleada, não é um time ruim, mas hoje foi.



No Corinthians até agora tem chegado gente, como Marquinhos Gabriel chegou e sem "40 jogos juntos" como disse Tite há de haver paciência.

Pelo que vem fazendo no últimos anos o Timão, tem crédito por isso perde para o Palmeiras, para o Cerro ou qualquer outro time e nada cola, sem crise. 

Através da paciência o Timão vai crescendo, tem alguns problemas: Guilherme e André ainda não estão encaixados e quando os laterias são marcados o time fica previsível. Aos poucos vai amadurecendo e ficando próximo do que os torcedores gostam de ver.

Como a goleada de hoje.

Números: Footstats

Fim da arrastada primeira fase


O Palmeiras foi o único dos grandes a definir a classificação nesta rodada. 

Em campo com alguns desfalques Cuca mostrou contra versão do alviverde. Alecsandro, bem com o novo treinador, abriu o placar.

Lulinha (aquele) diminuiu de pênalti e no segundo tempo, em cruzamento de Jean para Barrios sacramentou a vitória.

Líder do grupo B o Palestra vai enfrentar o São Bernardo, com mando verde nas quartas de final. Tanto Ponte Preta quanto Ituano venceram e foram eliminados.



O Timão tranquilo e há tempos já classificado venceu o Novorizontino em Itaquera.

30 mil viram a grande atuação de Fagner, livre para poder definir o jogo com um chute de fora da área e depois de uma tabela. Fez dois gols e Alan Mineiro decretou a vitória por 3x0.

Como primeiro do grupo D o Corinthians (melhor primeiro) vai enfrentar o Red Bull na condição de mandante.



O São Paulo pegou o São Bento com o time reserva de olho no River Plate quarta-feira. Mal o tricolor perdeu por 1x0 e não conseguiu ultrapassar o Audax no grupo, que acabou perdendo de virada para o Santos.

Portanto o Audax tem a vantagem de mando de campo contra a equipe são-paulina. Onde será o jogo ainda é uma incógnita.

No grupo A o Peixe enfrentará o São Bento na Vila.



Os rebaixados para A-2 são: Rio Claro, Mogi Mirim, Oeste, Capivariano, XV de Piracicaba e Água Santa.

O chaveamento coloca, Corinthians x Red Bull contra o vencedor de Audax x São Paulo, e Santos x São Bento contra o vencedor de Palmeiras x São Bernardo.

Agora começa a fase boa, até agora foi arrastado, com poucos momentos de crédito. 

Página inicial Postagens mais antigas