Mostrando postagens com marcador Copa do Mundo. Mostrar todas as postagens

Gol da Alemanha: o porquê tomamos os gols


O nome é sugestivo, "Gol da Alemanha", remete logo ao 7x1, mas é mais sobre a seleção alemã do que propriamente do 8 de julho de 2014. 

No último sábado fui ao evento de apresentação do livro escrito pelo jornalista Axel Torres e por André Schön, seu professor. 

Os autores entram um discussão sobre o jogo alemão e passam a estudá-lo. De 1970 até hoje, com as mudanças feitas por Franz Beckenbauer, Jürguen Klisman e Pep Guardiola no futebol germânico - o nome original do livro, traduzido pela editora Grande Área, é "Franz, Jürgen e Pep" em referência aos treinadores.



No evento de lançamento do livro, realizado no Museu do futebol (Pacaembu, São Paulo), aconteceram duas rodas de conversa. 

Na primeira: Rodrigo Capelo – Jornalista da Revista Época e do blog Época Esporte Clube, João Paulo Medina – Presidente da Universidade do Futebol e Gustavo Vieira – Diretor Executivo do São Paulo FC. (vídeo 1)

Falaram bastante sobre gestão do esporte, sobretudo no Brasil.


Em um determinado momento (perto de 4:30 no primeiro vídeo), Paulo Medina falou do ranking dos 50 melhores do mundo de 1983 e de 2013, com 12 brasileiros na de 83 e apenas três na de 2013. É interessante, mas difícil saber de qual lista está falando.


Em 1983 a Word Soccer escolheu Zico como o melhor do ano, mas a lista só conta com 10 nomes - Falcão era o outro brasileiro que aprecia na lista em 3° -, a France Football só contabilizava jogadores atuando na Europa.

Em 2013 a lista da Word Soccer com 20 nomes tinha apenas Neymar (6°) como brasileiro. Na eleição da bola de ouro de 2013, entre os 23 melhores do mundo, apenas dois brasileiros apreciam na lista: Neymar e Thiago Silva. A lista da Four Four Two dos 100 melhores de 2013, colocou cinco brasileiros entre os 50.




Depois, na segunda rodada: André Kfouri – Jornalista do Lance e ESPN Brasil, Gerd Wenzel – Autor do prefacio do livro e Jornalista da ESPN Brasil , Leonardo Bertozzi – Jornalista da ESPN Brasil, seguiram o debate. (vídeo 2)
Nesta parte, com o livro mais em foco, o trabalho tático e técnico que a seleção alemã passou a usar e como foi implantado passou a ser o assunto em discussão. A ideia de que a Alemanha teve um novo começo com a chegada de Klinsmann, reabrindo os conceitos de jogo alemão. 
Os alemães detectaram que havia a necessidade de mudança no futebol jogado por ele, mesmo chegando na final da Copa de 2002 e vencendo a Euro de 1996 - foram circunstanciais, segundo os germânicos. A mudança começa com Klinsmann, na preparação para a Copa de 2006 na Alemanha e avança com Löw , tendo influencia de Pep Guardiola no Bayern.


Papo legal, leve, pra quem gosta de futebol e está a fim de conhecer mais sobre como as coisas acontecem no meio.

Após a palestra, e ser ignorado na hora das perguntas - no segundo vídeo, sou o de verde a direita das cadeiras, levanto a mão em todas as oportunidades, não falo nenhuma vez- consigo falar com Wenzel já na praça Chales Müller e ele, gentilmente, me esclarece a pergunta. 

Mas essa pergunta fica para outro texto.

Análise tática: Morata, o camisa nove da Juventus


A seleção espanhola assim como o país passam por um momento de renovação, de repensar como serão seus próximos anos.

Depois de ser campeã do mundo, a Espanha ainda venceu a Euro de 2012, só que caiu na primeira fase da Copa aqui no Brasil. No ano que vem na Euro na França, terá de mostrar força diante de Alemanha, França, Holanda, Bélgica e outras que foram melhores que ela na Copa.

Então é bom olhar para os jogadores, ainda comandados por Vicente Del Bosque. Xavi já não joga mais pela seleção, Iniesta não é mais como já foi, Casillas agora é reserva de De Gea.

A nova geração tem bons jogadores, Thiago Alcantara, Koke, Bernat, Isco, Vitolo, Alcácer e além de Mata, que não é nem veterano nem jovem, mas está em ótima fase assim como Silva.

Morata vem mostrando ser um jogador que pode ser importante, em momentos decisivos tem marcado gols importantes. Ele marcou na semifinal passada da Champions contra o Real Madrid, na final contra o Barcelona, na estreia desta Champions contra o City e voltou a marcar contra o Sevilla! 



A final contra o Barcelona

O jovem que começou na base do Real Madrid, não engrenou no time que conta com um ataque muito recheado e não teve vez por lá. Após a Copa passada foi para a Juventus e aos poucos foi ganhando seu espaço no time.




Jogo na semifinal contra o Real Madrid na última Champions

Hoje é titular absoluto na Juve, não tem números muito expressivos se for pensar em um centroavante. Com 51 jogos tem 16 gols, pelo Real Madrid foram 52 com 11 gols. É interessante ver que a maioria de seus gols são em jogos de maior importância.

Sem Tevez, Morata é um dos destaques do ataque, que conta com Mandzukic, Dybala além de Zaza. A nove é do espanhol.

Alto (1.90), tem bom posicionamento, cabeceio, tempo de bola, poder de finalização além de ser importante nos jogos decisivos como já foi mostrado.


Último jogo contra o Sevilla
Ele não é craque, mas em um time bem montado pode ser o homem gol que muita gente precisa.

Na Espanha ainda divide espaço com Diego Costa, Fernando Torres, Alcácer entre outros.

Por ora, tem apenas 5 jogos pela sua seleção e 1 gol. É um jogador pro futuro, tem 22 anos e uma longa carreira pela frente.

Em convocação feita hoje mesmo, Diego Costa foi deixado de fora por indisciplina, recado de Del Bosque ao brasileiro. Quem foi chamado em seu lugar foi o Morata.

Todo jogador de futebol tem seu "DVD" no youtube, todo mundo tem seu espaço, Ronaldinho Gaúcho e Neymar tem vários, o Lincom que foi para o Corinthians tem. Morata não é diferente. Abaixo um de seus "DVDs".


Ghiggia com um só gesto, calou o Brasil por anos


Uma pessoa, que era pouco conhecida entre os brasileiros, enfrentou a seleção brasileira ampla favorita na final da Copa de 50.
No Maracanã naquele 16 de julho de 1950, um jogador uruguaio marcou o gol mais importante da história do Uruguai, que entristeceu mais os brasileiros que Zidane e os 7 gols da Alemanha.
Talvez só Paolo Rossi tenha chegado perto do que ele fez. Só que o italiano precisou fazer 3 gols.
Ele, o Ghiggia, fez só um. O 2º na vitória uruguaia por 2x1, capaz de calar o Maracanã e o Brasil inteiro. Em um época em que ainda eramos virgens em mundial do qual somos pentacampeões.
Ele criou a “síndrome de vira lata” que só acabou em 58 e 62 com Pelé, Garrincha e Cia.
Fez um país inteiro, covardemente pegar no pé de Brabosa até o dia em que morreu. Só o 7x1 da Alemanha foi capaz de deixar Barbosa em paz.
Ghiggia, no dia em que completa 65 anos daquele fatídico dia em que ele fez um gol para a eternidade, se foi, aos 88 anos. O último entre os uruguaios que jogaram aquele jogo, nessas coincidências da vida.
Ele pode não ter sido o melhor jogador uruguaio, não ter sido um craque, mas o que ele fez ninguém mais fez.
Ou como ele mesmo disse uma vez “Só três pessoas na história conseguiram calar o Maracanã com um só gesto: o Papa, Frank Sinatra e eu”.

A Copa ofuscava o dia dos namoradas há um ano


Há exato um ano, no último dia dos namorados, começava a Copa em Itaquera.

Os brasileiros estavam muito apreensivos com a organização do mundial. Eram protestos e uma duvida enorme com todo dinheiro gasto e sem uma grande garantia que isso iria funcionar bem. O famoso “imagina na Copa?”.

A seleção até tinha uma certa confiança de torcedores e principalmente comissão técnica. Alguns colocavam o Brasil como favoritaço: jogando em casa, sem lesões, tendo Neymar e Felipão, que naquela época tinha “arrumado” o time na Copa das confederações vencida no anterior. Tudo isso fez com que a comissão técnica falasse que o Brasil estava com a mão na taça antes de a Copa começar.

Logo na estreia, o Brasil teve uma atuação ruim contra a Croácia e saiu atrás no placar com um gol contra de Marcelo. Então com boa atuação de Oscar e Neymar e uma ajudinha do juiz, conseguiram fazer o Brasil vencer por 3x1.

A atuação mostrou problemas no Brasil, mas por ser a estreia eles forma considerados normais.

Na segunda partida um 0x0 com o México, isso decepcionou. Mostrou pouco poder de fogo no Brasil, um time que tinha dificuldade enorme de jogar com a bola no pé e criar chances. Na maioria das vezes eram tentativas de Neymar, contra-ataques e ligações diretas.

Ao mesmo tempo, a Espanha era eliminada na primeira fase, a Alemanha fazia 4x0 em Portugal e depois empatará com Gana, a Argentina sofria para passar por Bósnia e Irã. As melhores atuações eram de Chile, Holanda e Colômbia.

O Brasil foi para a oitavas depois de bater a pior seleção da Copa, a de Camarões, por 4x1, jogo com direito a gol de Fred. Nas oitavas de final veio a certeza que o Brasil só venceria a Copa com um milagre. 1x1 no Mineirão contra o Chile, levando a decisão para os pênaltis, isso por que Pinilla acertou o travessão no final da prorrogação. Thiago Silva desabou a chorar com a pressão do momento e Julio César classificou o Brasil

Depois desse jogo, o Brasil ficou apreensivo e então tivemos a unanimidade de que o Brasil precisava melhorar muito.  Foi quando Felipão chamou alguns jornalistas para tentar se explicar. Teve muita gente ficando bravo por causa disso.

Enquanto isso, a Costa Rica matava todo mundo no grupo da morte e chegava as quartas. Holanda passava pelo México, França passava pelas oitavas para enfrentaria a Alemanha e a Argentina a Bélgica.

O Brasil enfrentou a Colômbia em seu melhor jogo na Copa. A Colômbia que fazia uma grande Copa, com James Rodriguez e Cuadrado, sentiu o peso do jogo. O Brasil chegou forte nos colombianos e sem precisar de Neymar acabando com o jogo, fez 2x1 em duas bolas paradas e foi para a semifinal.

Ao final da partida as coisas começaram a azedar, Neymar levou a chegada que levou e minutos depois da partida estava fora. Antes Thiago Silva levará um cartão amarelo e ficava fora da semi também.

A Alemanha passou pela França e foi enfrentar o Brasil.

Esse jogo não precisa nem dizer como foi, só que antes do jogo já viam a Alemanha como favorita e já se pensava que o Brasil, por ter chegado a semifinal, não seria um desastre enorme.

Mas ninguém poderia imaginar que aconteceria os 7x1 que aconteceram. Jogando em casa, perdeu a 2ª chance de ser campeã em terra tupiniquim e saiu com um fracasso retumbante.

Todo mundo saiu queimado com esse jogo, jogadores e principalmente comissão técnica. O único a se salvar foi Neymar que esteve fora do jogo.

Hoje com Dunga no comando da seleção ela está um pouco melhor, mais organizada, mas a CBF segue com os mesmos pensamentos.

Do outro lado a semifinal entre Holanda x Argentina acabou indo para os pênaltis e os hermanos passando para a final.

Os argentinos fizeram uma final dura que e teve como vitorioso os alemães.

Foi uma vitória do futebol, do futebol moderno, do planejamento e da técnica. O futebol alemão não é mais força, hoje ele é técnica e tática.

Com todo o seu trabalho de equipe conquistou o tetra, a taça esta em grandes mãos.

Mãos de Neuer, melhor goleiro da Copa, nos pés de Klose artilheiro em Copas 16 gols, um a mais que Ronaldo; de Lahm; Hummels; Schweinsteiger; Muller; e Gotze, autor do gol do título.

Tivemos uma grande Copa, grande Copa mesmo.

Muitos gols (171), muitos bons jogos, craques, surpresas, decepções, xingamentos a presidente, torcedores para o bem e para o mal, uma mordida, emoção de sobra, muitas prorrogações, pênaltis, acontecimentos marcantes, quebras de recordes, lesão de Neymar, vexame da seleção brasileira e Alemanha como campeã.

A Copa foi melhor que se esperava.

Os pessimistas achavam que seria um desastre, não foi.

Os otimistas que seria a Copa das Copas (em organização) também não foi.

O Brasil conseguiu organizar a Copa só isso.

Hoje quase não temos legado e ficamos com os prejuízos dos estádios.

A Copa passou por aqui, deixou muitas histórias, saudades e um legado que não é grande coisa.


A estrela de uma geração


Há alguns anos, Neymar era um “file de borboleta” (como dizia Luxemburgo), que reinventava a paradinha e infernizava a vida de goleiros e zagueiros brasileiros.

Aquele moleque cresceu, não é mais cai-cai, ganhou Libertadores, Liga dos Campeões, Copa do Brasil, Paulistas, Copa do Rei, Campeonato espanhol, Copa das Confederações. Foi do Santos para o Barcelona e virou o camisa 10 da seleção brasileira na última Copa. Com Dunga é também o capitão da amarelinha.

Na seleção é o cara, no Barcelona só não é por causa do extraterrestre Messi, que está acima de todos neste século XXI.

Em 2010, quando o Santos de Dorival Jr jogava com: Felipe, Danilo, Durval, Edu Dracena e Léo; Arouca, Wesley e Ganso; Robinho, André e Neymar. Surgiu mais uma geração de meninos da vila, com sua maior estrela: Neymar.

Aquele time foi campeão Paulista e da Copa do Brasil, depois com alguns jogadores diferentes e Muricy no comando, levou a Libertadores em 2011.

Mas naquela época, apesar de Neymar aparecer mais pra garotada, fazer mais gols decisivos e tudo mais... Muitos especialistas e auto-intitulados especialistas diziam que o verdadeiro craque daquele time era Ganso não Neymar.

“Ganso é o gênio do meio-campo, o verdadeiro “camisa 10”, irá comandar o meio de campo da seleção em 2014 e nas copas seguintes.”

Na época, até cheguei a me convencer disso.

Nada como o tempo na vida e no esporte...

Olhe a situação de cada um hoje.

Por muito tempo e até um pouco hoje, parece que algumas pessoas têm medo (ou ódio) de elogiar Neymar. Por algum motivo que ainda não sei.

Talvez seja pelo extracampo com as suas namoradas e festas. Na justiça tem ele e seu Pai, junto ao Barcelona, tendo que se explicar para a justiça espanhola sobre a contratação. Isso pode influencia.

Agora, não tenham medo de elogiar Neymar pelo que faz em campo.

Todo mundo tem um dom, o de Neymar é  jogar bola. Ele é aquele moleque que tem habilidade nata, faz o que quer com a bola.

Esse ano mostra que ele ganhou uma maturidade grande e vem jogando cada vez melhor, errando cada vez menos.

Em toda sua carreira, viu as coisas darem certo por onde passou. Nem no 7x1 estava em campo.

Neymar pode passar vários nomes e chegar ao 2º lugar no pódio de craques brasileiros.

Nesses tempos em que o futebol brasileiro não vai tão bem, ver Neymar é a maior demonstração que nosso futebol não morreu.

 Não subestime os laterais


Na Prancheta do PVC de hoje na Folha , ele fala que na maioria dos jogos que o Corinthians foi mal neste ano teve marcação sobre os laterais Fagner e Fabio Santos (ou Uendel). Nos melhores jogos eles deram a saída de bola.

Faz mesmo sentido se você for avaliar que nos jogos que eles foram marcados, coube a Ralf fazer a saída de bola, isso fez o time ficar mais lento e impreciso.

Isso cabe uma reflexão sobre a posição de lateral. Tão criticados hoje em dia pelas torcidas eles tem um papel fundamental no funcionamento de uma equipe.

No Palmeiras, o jogador que mais desarma é o lateral-direito Lucas, Léo Moura foi o jogador que mais deu passes no time do Flamengo durante anos e o São Paulo á tempos não tem um grande time nem um grande lateral.

Quando se pensa em um time forte, se pensa em atacantes e meias. Falta o “Camisa 10”, falta o “9” é ouvido a todo tempo. Mas quase nunca dizem: “Falta o camisa 6 ou 2”.

Se voltar para história do futebol brasileiro, verá que os grandes times tem pelo menos um dos laterais sendo importantes no time.

O Flamengo do Zico não só tinha Júnior como também tinha Leandro. Os dois laterais iniciavam as jogadas, faziam cruzamentos na área, chutavam de longe e marcavam gols. Eram dois craques que jogavam bem com as duas pernas e tinham muita habilidade. Peças fundamentais no time.

Fizeram dupla na seleção de 1982 que caiu para a Itália.

Se olhar para a história da seleção brasileira, verá que em todos os títulos os laterais eram craques, ou quase isso. Pelo menos um deles.

Em 1958 e 62, na lateral-esquerda estava Nilton Santos, na direita-Djalma Santos.

Em 1970, Everaldo na esquerda não era craque, mas não dá pra dizer o mesmo da lateral-direita com Carlos Alberto Torres.

Em 1994, Jorginho na direita e Branco na esquerda. Podem não ser craques, mas eram importantes.

Em 2002, Cafú na direita e Roberto Carlos na esquerda. Eram alas, o time de Felipão jogava com três zagueiros, mas o conceito é quase o mesmo.

Não dá pra dizer o mesmo dos Europeus. O full back, lateral na Inglaterra é diferente. Tem como principal função marcar, depois atacar. Quem normalmente dá a saída de bola são os volantes.

No Brasil, muitos times tiveram aquele volante botinudo para fazer o trabalho sujo no meio-campo, dando liberdade para as subidas dos laterais.

Hoje a função do lateral tem mudado um pouco e os principais times do mundo fazem a saída de bola com os volantes, no Brasil só em alguns casos. Nem por isso os laterais deixam de ser importantes.

O Barcelona melhorou muito quando Dani Alves voltou a jogar bem no final desta temporada.

Existem times e times, laterais e laterais. Mas sempre falam que “um grande time começa com um grande goleiro”, mas poderia ser com “um grande lateral”.


Parar e pensar



Chegamos em 2015 depois de um 2014 com muitos momentos marcantes no futebol. Os momentos vão de Copa do Mundo no Brasil, passa pelos 7x1 e vai até casos de racismo fora de campo.

Todos os momentos do ano têm o seu lado bom, é preciso enxergar isso e tirar lições do que aconteceu.

Os 7x1 foram um choque de realidade que mostra exageradamente o atraso do futebol brasileiro dentro de campo.

O esporte evoluiu nos últimos anos. Hoje ele é mais rápido, mais físico e compacto. O campo tem o mesmo tamanho de antes, mas agora os jogadores ficam mais juntos e assim diminuem a área de campo jogado.

Com menos espaços, é mais difícil de criar jogadas, é preciso mais criatividade e habilidade para furar as defesas. Ao mesmo tempo, essa compactação não significa que o futebol está mais defensivo, pelo contrário. A Copa do Mundo no Brasil bateu recorde em número de gols.

Com um esporte mais físico, não dá mais para “enganar”. Largar de treinar, se preparar para jogar, por melhor que seja o jogador, perderá espaço. Exemplos disso hoje são muitos, principalmente aqui no Brasil.

A seleção brasileira de hoje conta com um número enorme de jogadores de meio campo que tem velocidade e entram bastante na área. Oscar, Coutinho, Willian, Firmino, Lucas... Não são jogadores iguais, mas tem o mesmo estilo de jogo.

Jogadores que param mais a bola e pensam o jogo, são cada vez mais raros no futebol nacional.

O “camisa 10” dos anos 70 e 80 brasileiro era sempre um jogador habilidoso, que parava a bola e pensava o jogo. Jogadores como: Kroos, Xavi, Gerrard, Xabi Alonso, Pirlo, Fábregas, Yaya Toure... São os “camisas 10” atuais, só que com uma diferença, todos eles jogam mais atrás, são volantes de seus times.

Esse ano tem Copa América no Chile e o Brasil tem sua principal esperança em Neymar. Você pode até dizer que o camisa 10 da seleção de Dunga tem alguns defeitos. E ele tem mesmo, não é um primor físico, não é o jogador mais alto do time, cai muitas vezes... Mas quando ele joga, isso parece não importar. A técnica, habilidade, capacidade de definição e capacidade de comandar o time são enormes. Ele é o diferente e os diferentes são aqueles que realmente mudam as coisas.

O futebol brasileiro depende do talento e da qualidade de seus jogadores como sempre dependeu.

A política e a gestão nunca foram o forte do nosso futebol. Isso continua assim, basta ler o noticiário essa semana. A frase do novo ministro do esporte dizendo “Posso não entender de esporte, mas entendo de gente” já diz tudo.

Para 2015 é torcer para que os jogadores que começam a jogar a copinha neste fim de semana tenham muita qualidade e sejam o futuro do nosso futebol.

Vamos ver o que nos espera em 2015.

"Decime que se siente" virou mania entre torcidas brasileiras


O hit "Decime que se siente" cantado pela torcida argentina na Copa para provocar os brasileiros, caiu nas graças das torcidas brasileiras.


A música é uma adaptação da canção “Bad Moon Rising”, de 1969, da banda americana Creedence Clearwater Revival. Mas essa música não foi usada pela 1ª vez por torcidas de futebol na Copa. Torcedores de Boca, River e San Lorenzo já cantavam essa música (com uma letra diferente) nos estádios argentinos antes da Copa.





A torcida brasileira gostou da musica, então várias versões começaram a aparecer nos estádios brasileiros. Corinthians, Cruzeiro, Atlético-MG, Vasco... Já criaram as suas versões.

Abaixo as versões

Musica na 1ª versão, cantada pelos torcedores do Boca.


River, decime que se siente 
haber jugado el nacional
te juro que aunque pasen los años 
nunca nos vamos a olvidar
que te fuiste a la B…

Versão Argentina durante a Copa

Brasil, decime que se siente
Tener en casa a tu papá
Te juro que aunque pasen los años
Nunca nos vamos a olvidar
Que Diego los gambeteó
Que Cani los vacunó
Están llorando desde Itália hasta hoy

A Messi lo vas a ver
La Copa nos va a traer
Maradona es más grande que Pelé.


Corinthians

Porcada diz como é que é
Jogar na casa do Timão.
Mundial você não tem
Coringão já ganhou dois
Você não vive sem a Série B

Atlético-MG

Maria, eu sei que você treme...
Sempre que o galo vai jogar.
Eu vi Riascos ir para a bola
E o Victor de bico isolar.
Nove a dois eu já ganhe
Vi o gol do Vanderlei
E de costas tava o Fábio a chorar.
Do Verón eu vou lembrar
O Mineirão se fez calar
E o galo para sempre eu vou amar.

Cruzeiro

Frangas, me diz como se sente.
Em ser 2º nas Gerais
Mesmo que se passem os anos.
Não vou te esquecer  jamais.
Você jogou a série B
De 6x1 te vi perder
Camisa rosa nunca vai sair d’cê.
O Cruzeirão você vai ver.
O Tetra vamos vencer.
De Marrocos ainda deve a CVC.

Vasco

Mulambo, me diz como se sente,
Não ter estádio para jogar.
Ganha somente no apito,
A mídia suja a te apoiar.
O Edmundo te humilhou,
O Pedrinho te calou,
No Maraca eu sou o seu maior terror!
De 7 a 0 eu já ganhei,
O chocolate deu replay,
A favela se calou mais uma vez.


Diário da Copa #6: a minha Copa


Hoje tive a oportunidade de estar na Copa, estive no Mineirão para a estreia da “Surpresa da Copa”, a Bélgica.

Mas surpresa mesmo foi a Argélia abrir o placar.

Aos 23 minutos do 1º tempo, Alderweireld bobeou e tomou bola nas costas. Ghoulam cruzou, Vertonghem agarrou Feghouli na segunda trave e pênalti.

O próprio Feghouli cobrou e abriu o placar.

A torcida Argelina foi ao delírio e começou a cantar.

Não sei dizer se havia mais argelinos ou belgas, mas a maioria era brasileira mesmo.

A Bélgica especulava, especulava e não chegava. No final do 1º tempo, a torcida começou a vaiar o toque improdutivo belga. Hazard era quem mais buscava o jogo.

No intervalo, Mertens entrou no lugar de Chadli.  E o time belga, depois de uma atuação fraca no 1º tempo, foi outro, melhorou muito.

Lukaku sai para a entrada de Origi e Fellaini no lugar de Dembélé.

Mas Fellaini que é volante de origem entrou para jogar de atacante. O esquema virou quase um 2-4-4.

Deu certo, Fellaini como atacante, recebeu cruzamento de De Bruyne - craque da partida segundo eleição da FIFA - e desviou de cabeça para o gol.

A Argélia segurava, mas foi traída pela sua própria arma, o contra-ataque.

Hazard puxou o contra-ataque e achou Mertens na direita. Ele dominou e mandou uma bomba virando o jogo.

Com esse gol a partida ficou tranquila para os Belgas, que quase ampliaram com Witsel no fim.

Resultado: Bélgica 2x1 Argélia. 



Mais tarde, às 16:00, Brasil x México.


Decepcionante, esse é o sentimento que fica após o termino do jogo. Um anticlímax.

O hino, cantado a capela no Castelão, não fez o Brasil começar jogando melhor, o México pressionava.

O goleiro Ochoa, fez boas defesas durante o jogo, Neymar de cabeça, obrigou uma defesa espetacular e Paulinho depois de passe de peito de Thiago Silva, quase marcou.

Ao final do 1º tempo 0x0.

Veio o segundo tempo, Bernard entrou no lugar do amarelado e perdido Ramires, a Seleção ensaiou uma pressão, que não veio.

Então Fred, muito vaiado, saiu para o lugar de Jô.

A Seleção pressionava, até merecia a vitória, mesmo sem jogar bem, mas não que o México não assustasse, assustava sim.

Final: 0x0.

Há quem diga que o empate é importante, porque deixa o Brasil em 1º no grupo. Mas o Brasil é o Brasil, e ainda tinha a chance de se classificar hoje com a vitória.

Resultado pode trazer uma coisa boa, evitar o mimo que poderia acontecer em caso de vitória.



Para fechar, um frango.


Rússia x Coreia do Sul jogaram em Cuiabá.

O 1º tempo foi fraco, pouca coisa aconteceu e os dois times tinham muito medo de se arriscar.

No 2º tempo, o jogo estava igual, mas Lee Keun arriscou de fora da área e o goleirão russo falhou feio. 

Akinfeev aceitou o chute e levou o maior frango da Copa (até agora).

Esse gol mandou os russos ao ataque, um pouco depois Kerzhakov empatou.

A Rússia pressionou, mas o empate não saiu do placar.

Ankinfeev saiu como o vilão do empate.

Amanhã, mais um dia de Copa, Espanha x Chile no Maraca.


Página inicial Postagens mais antigas