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Era Guardiola chega ao fim


A imagem acima mostra como Pep Guardiola é respeitado pelos jogadores do Bayern, ou pelo menos a maioria. Lahm - um dos jogadores que mais gosta de Pep e mais evoluiu com ele, o oposto é reciproco - o entrega a taça da Copa da Alemanha para que erga a sobre sua cabeça em seu último ato como treinador em Munique. De saída para o Manchester City o treinador deixou um bom legado ao clube.

Claro que sempre quando lembrarem de Guardiola no Bayern de Munique dirão "mas ele não ganhou a Champions...". Sim é verdade, perdeu as três edições que disputou na semifinal para times espanhóis - Real Madrid campeão em 2014, Barcelona campeão em 2015 e Atlético de Madrid em 2016. Mas na avaliação não vale só os títulos - e se valer ele foi tricampeão Alemão, bicampeão da Copa da Alemanha, um Mundial de Clubes e uma Supercopa da UEFA.

Só que não há jeito, muitos vão o criticar pelo taça continental não conquistada - de fato o principal objetivo do clube e ficou devendo - e dizer que o tri alemão era obrigação com o elenco que tinha. Mas falar em fracasso é balela, o tri fecha um tetra até então inédito na Alemanha.

O treinador chegou na Alemanha - país do futebol tático - para mudar, não só ser campeão. O futebol mescla o tangível e o intangível, gols, títulos, vitórias tem valores diferentes, assim como as derrotas e rebaixamentos. O Bayern já consolidado como clube, em todos os sentidos, buscavam um selo de identidade, conseguiu.



Durante toda a passagem de Pep na Alemanha o time não foi só de Robben, Lahm, Neuer, Ribery, Lewandowski e Douglas Costa, foi o time de seu treinador, revolucionário e com uma ideia de jogo bem definida. Além de muito popular.

O tiki-taka está impregnado em seu nome - mesmo ele não gostando do termo - e fez com que os bávaros jogassem assim. Não funcionou de primeira, mas com o tempo o time passou a jogar ao seu estilo. Sem deixar de lado o deles.

Com ele o Bayern tem uma boa saída de bola, mas não deixa de lançar a bola na área, gosta de sair jogando, mas também faz ligação direta, troca passes até achar o espaço e dá contra-ataques. O time é muito completo joga com mistura de ideias de seu técnico e jogadores. Tem contra-ataques, ligação direta e joga bonito.


Claro que em sumo é um time de posse de bola, que alterna em alguns momentos como nas oitavas de final da Champions contra a Juve e vence quase no "Muricybol " quando a coisa aperta.

Joga contra o Manchester City em 2013, domínio e posse de bola impressionantes

Com os jogadores teve seus problemas. Mandzukic e Pep nunca se deram muito bem, mas a qualidade do croata o fez titular em 2013/14 - depois deixou o clube. Robben e Ribery não foram os mesmos com ele, sentiram muitas lesões e por causa disso Guardiola arrumou confusão com os médicos do clube, que saíram. Gotze nunca encaixou.

Lahm atuou muitas vezes de volante, e em outras como na própria final da Copa da Alemanha se deslocou para o meio depois de passar da metade do campo. Javi Martinez virou zagueiro, Alaba zagueiro/lateral e evoluiu demais, Boateng também. Douglas Costa esse ano saiu do ostracismo e virou um dos queridinho do treinador jogando muita bola.


Bayern chegou a jogar sem zagueiro de origem nesta temporada

Não acho que tenha chegado ao patamar de excelência do Barcelona de 2011, quando além de um jogo coletivo perfeito contava com um gênio: Messi. Talvez nunca mais consiga.

A passagem de Pep Guardiola deixou legado em Munique e pode ser melhor percebida com o passar do anos. Foi uma fase interessante de um grande time de futebol. Passou. Fim da Era Guardiola.

O bom no futebol é que passando essa página vem a do Manchester City, novos desafios, vida nova. Bom também que deixa para traz alguns desgastes que acabou provocando no ex-clube, faz parte. Além de se desentender com os médicos, teve problema com a diretória na questão de compra de jogadores e seu ego também atrapalhou em alguns momentos.

Agora vai para um clube rico, que sonha subir de patamar e chegar ao título da Champions.

Opa, de novo a mesma história? Terá de vencer a Liga dos Campeões de novo? Sim, ele paga pelo próprio sucesso.


Diego Simeone e Fernando Diniz, opostos e iguais


A capa da Gazzetta dello Sport com Simeone de Che Guevara, insinua que ele e Fernando Diniz são técnicos opostos em filosofia de jogo, já que o time de Diniz usa o Tiki-taka - é o termo utilizado pelo jornal e como ficou famoso, mas Guardiola odeia essa definição.

Fato, eles são opostos, enquanto o Audax gosta de ficar com a bola, trocar passes e criar a jogadas , sem jogo reativo... Diniz gosta de times com futebol ofensivo, bem jogado.

O Atlético de Madrid é o oposto, não se importa em ter a bola, usa o jogo força, contra-ataques, fecha os seus espaços e busca jogar no deixado pelos adversários - Renato Rodrigues explica bem o jogo defensivo do Atlétic (aqui).



Só que em uma coisa são iguais, são líderes, fazem os jogadores jogarem por eles e dá liberdade para a tomada de decisão. O jeito de treinar deles faz com que os jogadores não tenham medo de arriscar, dá confiança. Seja qual for o jeito de jogar os jogadores seguem, se doam pelo treinador.

Fernando Diniz, segundo Zé Elias e vários outros. é considerado "maluco", um cara que xinga seu jogador de tudo quando é nome, que cobra de verdade. Porém ajuda e abraça o jogador quando precisa, o xingamento é um recurso não uma ofensa - apesar de ser.

Fernando é formado em psicologia, portanto deve entender de pessoas além de em entrevistar ser nítido o carinho dos jogadores pelo treinador.

Não dá pra dizer o mesmo de Simeone porque até agora nunca vi alguém falhar isso sobre ele, mas dentro de campo é inegável o emocional dos jogadores. Confiantes fazem gols como fez Saúl diante do Bayern, assim como Tchê Tchê e Bruno Paulo fizeram no Timão.

Pode não ser como Diniz, mas não diria que a pessoa mais normal do mundo
Diferentes na ideia de jogo, iguais na ideia de grupo, tão importante quanto.

Análise tática: 50x Romário


Romário é um jogador que todo mundo conhece e neste 29 de janeiro faz 50 anos. Hoje Senador do Rio de Janeiro o artilheiro de mais de mil gols (1.002) que conquistou e rodou o mundo do futebol já não joga desde 2009. Já faz 7 anos que o baixinho não calça as chuteiras e faz um gol. Jogou até os 43 anos de idade.

Eu com meus 19 anos cheguei a ver o finalzinho dele. Lembro do gol mil e um pouco mais que isso. Polêmico ele sempre foi matador, bom de cabeça mesmo tendo só 1,67 de altura. Na análise tática de hoje alguns gols e números deste gênio da grande área.




Pela Seleção Brasileira foram 55 em 70 jogos, média absurda de 0,78 gol por jogo. No vídeo acima um dos gols mais bonitos e importantes que fez com a camisa verde amarela.

Por mais que o gol pareça fácil, o arremate de primeira com a bola de Bebeto quicando antes de chegar nele é complicado. Em velocidade, o baixinho só ajeita o pé e estufa a rede.



Um ano antes ele fez com que aquele gol e o tetra brasileiro fossem possíveis. Com o Brasil precisando da vitória sobre o Uruguai no Maracanã, ele assumiu a responsabilidade naquele dia, fez uma partida para tirar 10 no jornal do dia seguinte. Com dois gols, os da vitória por 2x0 que levaram a seleção para os EUA. Romário definiu uma vez este, como o jogo da sua vida.

Matéria do Estado de SP quando fala deste jogo.(http://infograficos.estadao.com.br/jogo_da_minha_vida/romario)

No primeiro gol ele aparece muito bem de cabeça, no segundo mostra um explosão em velocidade incrível, Romário era um centroavante nato.



Em 29 anos de carreira Romário fez 1.002 gols em 1.259 partidas, média de 0,72 por jogo. Este é o número dele, mas contando amador, jogos festivos e máster. Conta meio Túlio Maravilha. Na conta certa ele fez 896 gols em 1.114 jogos, média maior de 0,80 por jogo.

Ronaldo com quem gostam de comparar na "escolha" de melhor centroavante brasileiro, fez 481 gols em 696 jogos, média de 0,69 por jogo.

Por mim Romário foi o melhor centroavante brasileiro, melhor nos fundamentos nesta função. Mesmo Tostão sendo mais inteligente, dentro e fora de campo, no par ou impar escolheria o baixinho no meu time, como o próprio derrotado desta escolha já admitiu que na Copa de 1970 Romário jogaria em seu lugar na sua opinião. 

Fora isso, admiro mais Tostão.


Análise tática: Santos perdeu a chance de matar o Palmeiras


O Santos perdeu a chance de matar o Palmeiras na Vila. Em uma competição de mata-mata quem não mata quando tem a chance muitas vezes morre no final.

Sem jogar tão bem o Peixe dominou o primeiro jogo da final, venceu por 1x0, mas era para ter sido no minimo uns 3x0. Porque o pênalti perdido por Gabriel e o lance inacreditável de Nilson no último segundo, são lances que contaram com falhas exclusivamente santistas na contagem do placar.



O alvinegro praiano ditou o ritmo do jogo, com 57 % posse de bola, 297 passes (29 errados), 17 chutes (10 no alvo) e 9 escanteios. Todos as estatísticas melhores que a do Palmeiras, que por sua fez teve o já esperado maior numero de "chutões", 55. Esta tem sido a tônica do time de Marcelo Oliveira, que chutou 5 vezes, nenhuma no gol.



O alviverde foi a campo com a estratégia de se defender e empatar ou perder por um placar minimo. Iria atacar com Barrios, Dudu e Gabriel Jesus em jogadas fortuitas, em um possível espaço do time santista. Mas Borel o novo xodó palmeirense se machucou no primeiro lance do jogo e com menos de 10 minutos Kelvin já havia entrado para marcar as subidas de Victor Ferraz. 



Kelvin jogou quase na mesma área que Zé Roberto, ajudou o veterano a marcar as subidas ofensivas por esse lado do campo.



O Palmeiras colocou quase todo time no último terço do campo, para defender. O Peixe teve dificuldade de entrar na área e errou ao cruzar muitas bolas, foram 20 cruzamentos, com apenas 3 concluídos. ás melhores jogadas, incluindo a do gol vieram com a bola no chão.



Lucas Lima é o termômetro do time do Santos, ele joga no meio de campo, sempre perto das ações em campo. Ontem em seu mapa de calor ficou a maior parte do tempo no lado direito, onde atacou com Victor Ferraz e Gabriel.


No intervalo Marcelo Oliveira colocou tirou Matheus Sales, por causa do cartão amarelo recebido, e colocou Amaral. Foi um erro, o jovem que deixou o campo atuava bem e talvez fosse melhor correr o risco com m jogador amarelado, já que o jogador que entrou até agora não fez uma partida boa pelo clube.

Coincidência ou não, o drible de Gabriel no gol é em cima dele.




Na semana que vem o Palmeiras não conta com Lucas e pelo ano de João Pedro é uma preocupação. O Santos é forte pelo lado.

No Allianz Parque lotado, empurrado pela massa verde o alviverde imponente correra contra a desvantagem. Com muita entrega, disposição que o time tem, mas que nem sempre é o suficiente. O time tem que entrar com uma boa estratégia e saber aplica-la bem.

O Santos tem ido mal no campeonato brasileiro nos jogos em casa, tem apenas uma vitória, só que na Copa do Brasil bateu o Corinthians em Itaquera e o São Paulo no Morumbi. A ideia de jogar no espaço deixado pelo adversário agrada muito o time do Peixe de muita velocidade e passes rápidos. A conquista do bi santista pode sair assim.

Santos não é tão favorito, Palmeiras teve tempo para se preparar


Acabou o tempo da preparação e agora é focar no jogo. Depois de quase um mês de definidos os finalistas da Copa do Brasil, hoje vão se enfrentar na Vila Belmiro Santos x Palmeiras às 22:00h.

A final antecipada a pedido dos santistas, parece ter sido favorável aos palmeirenses, que tiveram tempo de estudar o rival e recuperar jogadores como Arouca, que deve começar jogando no campo do ex-clube logo mais.

Marcelo Oliveira já provou ser um bom treinador ao montar o time bicampeão do Cruzeiro na temporadas de 2013/14, mas para provar que é um grande treinador terá que achar um time para o alviverde. Porque depois da primeira preparação em Atibaia o time engatou uma boa sequencia de vitórias - sete jogos invicto, com seis vitórias - até brecar o bom momento contra o Atlético -PR e perder alguns jogadores lesionados.

Então de lá pra cá os avanços da equipe foram mínimos, ou melhor, o time regrediu e os resultados ruins foram começando a aparecer.

No Santos aconteceu o contrário, enquanto o Verdão dava a arrancada, o Peixe iniciava o trabalho com Dorival Jr lá na parte de baixo da tabela. Aos poucos o novo técnico foi achando um time e conseguindo resultados. Colocou o time no 4-2-3-1, com Lucas Lima circulando por todo campo, Thiago Maia e Renato de volantes, na frente Gabriel, Geuvânio (Marquinho Gabriel) e Ricardo Oliveira desandaram a fazer gols.

O time foi acumulando bons resultados até chegar à 4ª colocação do brasileiro. Só que esse sucesso custou um preço, a visibilidade foi grande, todos passam a falar do Santos e conhecer. Quem é mais ligado em futebol sabe que o time de Dorival joga em velocidade, com troca de passes rápidos, mantendo a bola e com muita força na Vila. Sabe também que a peça fundamental é Lucas Lima, para-lo como Tite conseguiu fazer em Itaquera - vitória corintiana por 2x0 - é meio caminho andado na hora de vencer o Santos.

Por toda essa falta de rendimento e esse jogo bonito do Peixe o time santista ganhou status de favorito que tem incomodado os palmeirenses e se tronou maior do que deveria. Por mais o Santos tenha mostrado um futebol melhor, os últimos jogos santistas não foram lá essas coisas no brasileiro, além disso, mesmo no melhor momento do time, só foi capaz de vencer o Cruzeiro fora de casa em todo o campeonato.

O ataque do Santos é forte, mas o Palmeiras tem mais gols que o Santos no brasileiro, 58 x 54.

Então o favoritismo dos meninos da vila até (acho) existe, é um time mais encaixado e que tem jogado melhor, mas o Palmeiras conta com bons jogadores e vai complicar a vida do Peixe.

Uma coisa que ambos fizeram e que não compreendo foi priorizar a Copa do Brasil a todo custo. Claro que é melhor vencer a Copa, levar um troféu pra casa à ficar na Libertadores pelo G-4. Mas e se não for campeão? Tanto Palmeiras quanto Santos usaram times reservas no brasileiro, perderam pontos e posições. O Peixe que tinha uma situação confortável deixou o São Paulo o atrasa-lo, imagina se os meninos da vila depois de tudo isso acabam ficando com o vice e fora da Libertadores?

Essa história de poupar claramente foi um mau negocio, ainda mais levando em conta que a parada da data FIFA deu um bom tempo para descansar jogadores. Tudo bem que Ricardo Oliveira e Lucas Lima foram para a seleção, mas Neymar também foi e jogou no sábado e ontem muito bem. Não é uma justificativa.

De qualquer maneira o jogo de hoje deverá ser sim, muito disputado e com grande rivalidade que foi criada entre as equipes durante o ano. Decidiram o campeonato paulista com vitória santista e isso está entalado na garganta palmeirense.

Hoje por se tratar da Vila, onde o Santos tem todas suas forças - ir pra cima como Rudi Garcia fez com sua Roma ontem - não parece ser uma atitude esperta por parte do Palmeiras, talvez seja melhor neutralizar o adversário e trazer o jogo para o Allianz Parque.

Tomara seja um jogão, com muitas alternativas, jogadas bonitas e tudo mais que envolve um grande jogo. Porque uma grande decisão já é.


Santos x Palmeiras

Vila Belmiro, 22:00h

Santos: (4-2-3-1) Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique, Zeca; Thiago Maia e Renato; Gabriel, Lucas Lima e Marquinhos Gabriel; Ricardo Oliveira. Dorival Jr.

Palmeiras: (4-2-3-1) Prass, Lucas, Jackson, Vitor Hugo, Zé Roberto; Matheus Sales e Arouca; Robinho, Dudu e Gabriel Jesus; Barrios. Marcelo Oliveira.

Análise tática: Regra de impedimento e estratégia Arrigo Sacchi


A regra de impedimento sempre causou muita confusão pra quem gosta e principalmente para quem não é muito fã de futebol.

Primeiro: o jogador está em impedimento se na hora do passe, tiver menos de dois jogadores adversários antes da linha de fundo e ele após o meio do campo.

Atrás da linha da bola não há impedimento.

Ou seja, para ter condição legal o jogador precisa estar, na hora do passe (não quando dominar a bola), com dois jogadores depois (quase sempre um deles é o goleiro) dele e a linha de fundo.

No lateral não existe impedimento, o lance do "gol da água" de Ronaldinho contra o São Paulo mostra bem isso.



Outro jeito de usar bem essa regra aconteceu com o time de Arrigo Sacchi. Técnico do Milan na década de 80 e 90 e técnico da seleção italiana na Copa de 1994, foi um revolucionário enquanto técnico.

Tinha uma ideia até maluca no impedimento, de mandar todos defensores pra frente em uma jogada em que fosse se aproximando do ataque. O time adversário e os bandeiras ficava, sem saber o que fazer, induziam ao erro os bandeirinhas, que muitas vezes de maneira equivocada, marcavam impedimento.



Em 1991 foi criada a regra de mesma linha, com o ataque ganhando força, assim o jogador fica em condição legal se estiver junto do penúltimo jogador. 


Essa ideia de Sacchi na defesa não chegou a ser usada por outros times, requer muito treinamento com um risco muito grande de dar errado. Com ele o time foi bicampeão da Liga dos Campeões em 1989-90 e 1990-91, último a conseguir o título seguido. 

Mesmo assim os times, como há muito tempo, mantem suas linhas de 4 atrás, ficando atento com bolas paradas para avançar e deixar os rivais impedidos.

Hoje um jogador só está impedido, se ele participa do lance tocando na bola ou disputando-a.

Com às tecnologias hoje, por mais difícil que seja o lance de impedimento, ele é visto no tira teima, deixando o claro.

Mesmo assim não são usados de maneira oficial pelos árbitros como no tênis. E nos lances fáceis ainda contam com erros absurdos de juízes como no clássico Santos x Corinthians em 2012.


A tecnologia bem aplicada só ajudaria o esporte.




Em lances de gol já foi utilizado na Copa do Mundo e em campeonatos da Europa.


Análise tática: Tira-teima, Atlético x Corinthians

Corinthians-x-Atlético-MG

Antes de tudo não é uma final, não é.

Por mais importante que possa ser o jogo, está muito mais para um jogo de 6 pontos do que para uma final. Apesar de não ser nenhum dos dois. 

Para ser final teria de ser um jogo que o vencedor se consagraria campeão, mas o Galo não será se vencer e o Timão aumentará a vantagem com uma vitória.

Posto isso, é um jogo muito legal de escolhas diferentes que devem fazer um bom jogo.

A essa altura do campeonato o Galo não pode pensar nem no empate, tem de ganhar, tem de ser "Galo doido". Terá de atacar, atacar e atacar. Se perder serão 11 pontos atrás, se ganhar voltam a ser 5.

O Timão, tranquilo com sua vantagem, fará seu jogo. Sem dar espaços ao Atlético e buscar o dele com o ataque rival.

O time de Levir gosta de manter uma defesa alta, que sofre com contra ataques. Foi assim que tomou o gol único na vitória corintiana em Itaquera.



Corinthians 1x0 Atlético-MG, jogo da 14ª rodada
Como o Corinthians é o time quase imbatível no campeonato, Levir deve ter passado a semana estudando o rival. Pensado em como fará para vence-los.

Primeiro seu time terá de usar suas qualidades, o bom ataque, a velocidade, as laterais, a bola aéreas e o avanço dos laterias ofensivos.

Rafael Carioca é o jogador que mais troca passes no time, ele organiza as jogadas no Galo. No Timão são Jadson e Renato Augusto, estes terão de ser bem marcados.

A saída de bola deve ser criativa e cuidadosa. O Corinthians marca pressão e uma perda de bola pode ser fatal. 

A bola parada sempre é uma possibilidade para qualquer time. Uma jogada bem ensaiada, uma desatenção corintiana e o Galo pode vencer Cássio.

Tite arma bem a defesa, ele é bem compacta com uma linha de 4 atrás, mais um volante a frente e outra linha de quatro. Um boa alternativa é inverter o lado da jogada e pegar a defesa no contra pé.


Palmeiras 3x3 Corinthians
O Corinthians faz muitas triangulações, é a marca do time em muito gols. Mas o contrário pode fazer com que ele tome um gol.




Corinthians 1x1 Grêmio

Tite é um estudioso do futebol, com a perda de Elias colocará Rodriguinho, que foi descoberto pelo técnico nesta posição. Marcou gols importantes contra a Ponte e Goiás jogando nela.




Atlético-MG 2x1 Internacional
O Galo contará com o apoio da massa no Independência domingo. A turma do "eu acredito" estará e empurrará o time até o fim. Tem sido um dos maiores combustíveis do time nos último anos.

O Corinthians tem a concentração dos meninos de Tite aliados a sua consistência e entrega.

Difícil dizer que é o melhor time. No desempate diria que é o Corinthians, tem mais pontos, uma defesa melhor, Renato Augusto/Jadson e eficiência. Apesar de acreditar que o Galo é capaz de fazer coisas impossíveis.

Tem tudo para ser um grande jogo, uma vitória corintiana e festa garantida do hexa campeonato. Uma vitória atleticana e uma esperança de reviravolta.



Atlético-MG x Corinthians - Independência (17:00)


33ª rodada

Atlético-MG: (4-2-3-1) Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Edcarlos e Douglas Santos; Rafael Carioca e Leandro Donizete; Luan, Giovanni Augusto e Dátolo; Pratto. Levir Culpi.

Corinthians: (4-1-4-1) Cássio, Edílson, Felipe, Gil e Guilherme Arana; Ralf; Jadson, Renato Augusto, Rodriguinho e Malcom; Vagner Love. Tite.

Análise tática: Neymar pode mudar o Barcelona


O Barcelona virou um símbolo de um estilo de jogo quando venceu tudo e mais um pouco com Pep Guardiola. O time do jogo bonito, da posse de bola e da troca de passes. 

Mesmo com vários atacantes e esquemas o forte do time sempre foi o meio de campo, com a dupla Xavi e Iniesta. (Sempre falando Xavi e iniesta, nunca Iniesta e Xavi, o porquê eu não sei, mas soa estranho).

O time ficava com a bola o tempo todo, sem dar chutões, com toda a paciência para chegar ao gol adversário. Gols de contra-ataque quase nunca, agressividade sem a bola para retomará e tranquilidade com ela no pé. Como um time de basquete, fica com a bola e troca passes até chegar ao objetivo.

Uma engrenagem com 11 peças, que quase sempre funcionava, quando ficava difícil aparecia a peça argentina, Messi, e resolvia. Naquele time ele fazia parte do setor principal da equipe, do meio campo, numa espécie de “falso 9”.

O tempo passou, Pep saiu, agora está no Bayern, o Barça teve: Tito, Tatá e hoje tem Luis Enrique. Chegaram ao time novos jogadores, chegaram Neymar e Suárez. Assim o time passou a jogar de outra maneira. 

Com o trio MSN (Messi, Suárez e Neymar) na frente, o time joga mesclando entre posse de bola e verticalidade. Velocidade e linha defensiva avançada. Busquets, Rakitic e Iniesta armando no meio de campo, Suárez sendo o centroavante, Neymar o velocista e Messi tudo isso. Time redondinho.

Só que Messi se machucou e coube a Neymar o papel de protagonista.

Veio o jogo contra o Rayo, o Barcelona começou perdendo então Neymar resolver chamar o jogo. Sem Messi nem Iniesta, ele partiu pra cima duas, três vezes, foi derrubado na área e o árbitro marcou dois pênaltis, ele cobrou ambos e virou para 2x1. 

Detalhe: No lance do 2° pênalti ele dá um drible sensacional no zagueiro antes de sofrer o pênalti.



O craque brasileiro dribla melhor e é mais individual que Messi. Não é o cara que vem pra o centro do campo e organiza as jogadas, isso quem faz é o argentino. O brasileiro parte pra cima, dribla, provoca, é ousado.


Mapa de calor de Messi contra a Roma. Aparecendo bastante pelo contro do campo.


Neymar contra o Rayo. Joga mais como um ponta esquerda, invadindo a área e indo mais para a linha de fundo

Contra o BATE, a forte marcação do time fez ele entrar menos na área, então circulou um pouco mais pelo centro.

Contra o Rayo ele fez quatro gols e deu uma assistência. Final 5x2 de um jogo em que o Barcelona foi mal e Neymar resolveu o jogo. 

Dê uma olhada nas estatísticas deste jogo:

Barcelona 5x2 Rayo

46% Posse de bola 54%
14 Chutes 22
26 Roubadas de bola 12
422 (82%) Passes 508 (83%)

Você pode se assustar ao olhar que a posse de bola é maior do Rayo, o número de chutes e de passes também. 

Mas agora veja os números contra o BATE também sem Messi:

BATE 0X2 Barcelona

26% Posse de bola 73%
4 Chutes 21
22 Roubadas de bola 20
273 (66%) Passes 753 (89%)

São quase os mesmos contra a Roma com Messi:

Roma 0X2 Barcelona

25% Posse de bola 75%
8 Chutes 16
19 Roubadas de bola 16
236 (72%) Passes 719 (90%)

O Rayo é um time que gosta de ter a bola, tem sido assim nos últimos anos, o time mesmo levando goleadas de Barcelona e Real Madrid tem conseguido ficar na primeira divisão.

Com a dificuldade proporcionada, o Barcelona desistiu de seu jogo normal e passou a jogar mais na verticalidade, nos contra-ataques, com Neymar. Contra o BATE o time voltou ao normal.

O xis da questão é que o Barcelona, se virar o time de Neymar, depois que Messi deixar o trono, ele deve se tornar mais vertical. O argentino é mais coletivo, sempre foi, aprendeu muito na escola de La Masia. 



1° gol do Barcelona contra o BATE
2° gol do Barcelona contra o BATE

O Barcelona é de Messi, assim como o Flamengo foi de Zico e o Santos de Pelé. O time vem marcando o futebol mundial com quatro ligas dos campeões (2006, 2009, 2011 e 2015) nos últimos 10 anos. O time que tem a sua frente o maior jogador do século XXI, Lionel Messi, vem nestes anos fazendo tudo e mais um pouco no futebol.

Uma hora isso vai acabar, então podemos ter o Barcelona de Neymar que provavelmente terá um time mais vertical. Por enquanto ainda é um time de posse e troca de passes.

Números de Neymar em 2015 - 37 gols + 12 assistências = 49 participações em gols

Destaque nos jornais




BATE 0x2 Barcelona


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