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Santos o justo campeão, mesmo sem jogar melhor


Futebol é mesmo complicado, imprevisível e injusto. Bem, a justiça é difícil de dimensionar, mas é inegável o domínio do Audax no primeiro tempo de jogo na Vila. 

Com 68% de posse de bola, 11 finalizações, 245 passes mandou na partida. O time de Osasco ficou com a bola e de fato incomodou  a defesa santista, definida para se defender. Como um time de basquete fez marcação meio campo, colocando Lucas Lima e Ricardo Oliveira. 

Mal comparando parecia o jogo entre Bayern de Munique e Atlético de Madrid em Munique, mas era em Santos. 

Na melhor chance do Audax, Tchê Tchê recebeu o passe curto no escanteio, driblou Zeca e bateu em gol. A bola explodiu na trave, para desespero de Fernando Díniz no banco.

Só que quase como uma formula matemática, o chavão "quem não faz toma". Ricardo Oliveira puxou um contra-ataque sozinho contra três. O camisa nove deu um drible desconcertante, entre as pernas do zagueiro, e inapelável, fez o gol santista. 

Golaço!

Como diria Muricy "a bola pune". 


No segundo tempo a partida continuou igual, só que agora a vantagem santista colocava uma pressão a mais nos meninos de Díniz.

O Audax errou mais passes, teve menos chances, assim o Peixe conseguiu ter mais chances que na etapa inicial. Já sem Lucas Lima, que saiu machucado no primeiro tempo, Ronaldo Mendes era encarregado pela armação - ele só entrou no segundo tempo, e no lugar de outro jogador, Paulinho substituiu Lucas.

Com mais volume de jogo, o Audax tentava, mas estava difícil, Ytalo ainda acertou uma cabeçada no travessão. Nada de a bola entrar.

Com 36 minutos, o Santos só não matou o jogo porque o bandeirinha viu o que ninguém viu, impedimento no gol legalíssimo de Joel.

O tempo foi passando, mas Fernando Díniz não tinha um Rafael Marques para entrar e empatar o jogo no fim.

Se arbitragem impediu que o Peixe matasse, Ronaldo Mendes também ao perder um gol, imperdível.

Assim o Santos levou pressão até o fim, mas não havia o que fizesse a bola do Audax entrar - coisas do futebol, a sorte estava do lado alvinegro. Deu Santos.


Bicampeão, 22 campeonatos Paulistas - empatando com o Palmeiras - quinto em oito finais seguidas. O Santos chegou a 28 jogos invicto em casa.

Hoje dá para dizer que o Audax fez uma partida melhor, mas a bola não entrou. Do outro lado a experiencia fez valer, Ricardo Oliveira foi frio e fez o gol do título. Na proposta de se defender na Vila e buscar o contra-ataque foi mais feliz, eficaz e merece - ainda mais por ter tido um gol mal anulado.

Ao Audax, Fernando Díniz e seus jogadores vale pelo sucesso que seu jogo diferente, de posse de bola, proporcionou. Ficou faltando o título.

Vamos ver até onde pode ir esse time do Santos, mas sem os três melhores jogadores por 9 rodadas no início do Brasileiro perde muito a força. Veremos...


Empate leva decisão para Vila

O Santos não marcou pressão, esperou em seu campo ficou com a linha fechando os espaços e levando perigo nos contra-golpes puxados por Lucas Lima.

O São Paulo marcou pressão e ficou com o time dividido entre ataque e defesa. Deu o meio para o Audax trabalhar a bola e acabou levando o 4x1 que levou.

Jogando assim o Peixe foi o mais perigoso na etapa inicial. Colocando duas bolas no travessão. Vitor Bueno poderia ter feito o gol em outra jogada, mas por preciosismo acabou perdendo a bola.

Seguiu a mesma ideia no inicio do segundo tempo, mas desperdiçava as chances, Gabriel chegou a ficar na cara do gol e desperdiçou uma chance clara.



O Audax, jogando em casa no José Liberatti, até tinha dificuldade de criar suas jogadas, mas não se abalava e seguia tentando furar a defesa santista.

Com mais facilidade de trocar passes no segundo tempo o Osasco cresceu no jogo e foi impondo o ritmo.

Aos treze a bola chegou aos pés de Mike na área. Ele com toda habilidade e tranquilidade, deu um corte desconcertante e completou em gol.

Festa de Fernando Diniz na beira do campo, mais uma vez seu estilo de jogo funcionara.

O Audax foi crescendo trocando passes, driblando e ouvindo até "olé" da torcida, ainda viu Lucas Lima torcer o tornozelo e sair lesionado - Ronaldo Mendes entrou na equipe da Vila.

Os donos da casa sentiram o peso da vantagem, passaram a exagerar nos passes. Desconcentraram.

Perderam uma bola e Ricardo Oliveira levou perigo. No lance seguinte, o mais novo palmeirense, Tchê Tchê errou um passe fácil. Foi tentar dar um passe raio-x e acabou entregando nos pés de Ronaldo Mendes. Ele dominou, avançou e soltou uma bomba de fora da área. Gol.

O empate veio do substituto de Lucas Lima, no preciosismo do jogo do Audax, na falha individual.



A vantagem da equipe de Fernando Diniz acabou se perdendo e mudou de lado. O Santos jogará em casa para vencer e ser campeão ou empatar e decidir nos pênaltis - o gol fora de casa não vale na final.

Foi um jogo equilibrado, com o Peixe mais presente nos melhores momentos e o Audax entregando o empate no fim. Não quer dizer que houve domínio de um dos lados, apenas que qualquer um deles poderia ter vencido.

Na Vila Belmiro onde os donos da casa são absurdamente fortes, vei ser preciso uma partida enorme do time de Fernando Diniz para ser campeão.

Está com cara de Santos.

Verdes e maduros


O Audax tem chamado atenção do estado de São Paulo com seu “futebol total” implantado por Fernando Diniz. Gosta de ter a bola e trocar passes, um atrás do outro, para criar uma chance e fazer o gol. É quase a filosofia do “jogo de posição” de Guardiola, porém passa do ponto às vezes.

Contra o São Paulo deu um baile no Tricolor, mas acabou sofrendo o gol em erro na saída de bola. O time perde muitas vezes a bola em seu campo e o goleiro abusa muito da paciência do torcedor - se é que existe torcedor neste clube/empresa. Neuer não faz, nem Valdes vazia no Barcelona de Pep o que faz o goleiro do Audax. Na hora do aperto dava chutão, além do alemão jogar bem fora da área na cobertura dos defensores.

Dizem as más-línguas que Fernando Diniz trata mal seus jogadores, fora isso, precisa provar que pode fazer seu jogo valer contra o Corinthians, o time com que se saí melhor contra este estilo de jogo. Se o São Paulo marcou a saída de bola do Osasco e teve pouco sucesso, difícil dizer que o Timão não terá. Em Itaquera basta uma roubada de bola no campo adversário para o alvinegro avançar rápido e botar a bola na rede. Diniz terá de mostrar repertório, com um time bem inferior ao adversário, que assim como ele tem uma ideia de jogo definida.

Este Corinthians capaz despachar de forma protocolar os rivais inferiores, mas de se complicar com times do mesmo tamanho. Passar pelo Audax no domingo ainda não será a prova dos nove para o Timão, a final do Paulista pode ser. Em caso de título pode-se dizer que a equipe amadureceu e está pronta para voltar a ser campeão. Não porque de fato será, mas porque terá derrotado uma equipe de nível forte.

Do outro lado a grande e crescente rivalidade entre Palmeiras e Santos. Enorme na década de 60 e 70 - Santos de Pelé contra as Academias do Palmeiras - talvez seja o auge entre ambos desde lá.

No primeiro clássico com torcida única em São Paulo, o Santos joga com a força da Vila e de seu elenco. Sem perder a 25 jogos em casa, tendo vencido todas do Verdão lá no ano passado é favorito, também por ter um time mais pronto, com uma proposta de passes rápidos e poder ofensivo.

Do outro lado um alviverde verde, mas cada vez mais maduro com Cuca que pode estar trabalhando um time só para este jogo, como fez contra o Corinthians anulando as principais jogadas do rival e vencendo o jogo. Ricardo Oliveira normalmente mete gol no Palmeiras e Dudu no Santos é bom ficar de olho neles.

Os mandantes de Itaquera no sábado e da Vila Belmiro no domingo são favoritos, mas sempre em um jogo muita coisa pode acontecer, como nada e a decisão ser definida nos pênaltis. É a vida e emoção do Paulista, pena que dura pouco.


Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 23/04/2016

Palmeiras surpreende, reage e empata. Santos avança nos penais

Confronto de muita rivalidade entre Santos x Palmeiras - acirrada pelos confrontos recentes - nesta quartas de final do Paulista.

O Santos de troca de passes, triangulação nas laterais e posse de bola, orquestrado por Lucas Lima era melhor. Com picos de 70 % de posse, com 100 x 32 em passes certos a equipe da Vila até tinha dificuldade de infiltrar na defesa verde, mas assustava.

Gabriel Jesus pela esquerda, ajudando Egídio na defesa, não teve a liberdade para circular como em outros jogos, aparecia pouco no ataque. Alecsandro circulava procurando a bola que pouco chegava, Roger Guedes ficou na direita e Robinho meio perdido no meio deles. 

Parando a maioria das jogadas santistas com falta, os donos da casa reclamaram de pênalti. Um pé no rosto de Victor Hugo em Gustavo Henrique. Vi penal.


Depois da parada técnica Cuca deu mais liberdade ao ataque e subiu a marcação, Guedes fez ótima jogada individual e assustou o torcedor santista pela primeira vez. 

Porém com a equipe no ataque Matheus Sales perdeu a bola, Lucas Lima arrancou, com toda inteligencia e precisão que tem lançou Gabriel. Ele tirou os marcadores da jogada e bateu no canto de Prass, 1x0 Peixe.


Para a etapa final Cuca nem mexeu muito no time (esquema e posicionamento), mas na cabeça veio a ideia de atacar, claro estava sendo eliminado.

Com pouco tempo Alecsandro, o mais criativo no Palmeiras, deu bom passe para jogada que quase terminou em finalização. O treinador palmeirense queria vê-lo na área, ele retocou dizendo que estava puxando a marcação. Fato é que com poucos minutos depois o atacante saiu para entrada de Rafael Marques - Robinho também saiu para a entrada de Cleiton Xavier.

Em boa jogada, Gabriel Jesus conseguiu uma escapada e ficou cara a cara com Vanderlei. Para fora.

O Santos estava tranquilo no jogo, essa chegada do camisa 33 do Verdão foi uma exceção, na maior parte do tempo o alvinegro encaixou a marcação e quando tinha a bola ditava o ritmo do jogo. 

Na frente os laterais davam amplitude ao time de Dorival, Victor Ferraz pela direita e Zeca na esquerda faziam muitas jogadas com os atacantes. 

Em uma jogada entre Zeca e Lucas Lima pela esquerda, Gabriel ficou em condição de chutar  na área e fazer 2x0 na Vila.


Uma ducha de água fria na reação palmeirense, já eram 29' do segundo tempo parecia que seria o gol derradeiro. Naquela altura a torcida santista (13 mil, única) gritava "eliminado" para os rivais.

Dorival tirou Gabigol e colocou Alisson, fechando a casinha. Cuca pôs Barrios no lugar de Jesus.


Só que futebol é essa coisa incompreensível, maluca. Quando o relógio da Vila Belmiro marcava 42' da etapa final, Rafael Marques brigou pela bola e na cara do gol diminuiu. Bola de Barrios para ele.

E não é que, no minuto seguinte, um cruzamento de Cleiton Xavier na cabeça de Marques empatou tudo na Vila?

Pois é, a festa foi tão grande com o empate que Cuca foi expulso por invadir o campo de jogo. Festa total, do time que já se imaginava sendo eliminado e acabou ganhando o direito de disputar as penalidades.


Assim como ontem 2x2 e disputa de pênaltis, assim como Santos x Palmeiras decidiram a final do Paulista e da Copa do Brasil ano passado. A primeira deu Peixe a segunda alviverde.

Nas penalidades Cleiton Xavier abriu a sequência com gol e Prass defendeu o chute de Lucas Lima. Festa verde.

Então Barrios perdeu e Braz empatou.

Jean e Zeca converteram.

E nessa maluquice da bola, Rafael Marques desperdiçou a penalidade dele e Victor Ferraz colocou os donos da casa novamente na frente. Festa do Peixe.

Cabia a Fernando Prass - maior ídolo palmeirense - fazer o dele e pegar o de Ricardo Oliveira na sequência. Na crueldade da bola Prass desperdiçou e o Santos avançou.


Agora o Santos irá a sua 8° final seguida (2009 a 2016), venceu quatro. Em São Paulo a soberania do time atual é tão grande quanto da época de Pelé.

Vai enfrenta o Audax, no local que será definido amanhã.

Audax, mais que um estilo


Não, o Audax não teve mais posse de bola que o Corinthians - 51% para os donos da casa-, nem mais passes certos (358 x 331), conseguiu avançar, nos pênaltis.

Contra o Timão em Itaquera ,100%  em casa no ano, o time de Fernando Diniz mostrou repertório, não foi apenas o time de troca de passes e posse de bola. Claro errou na saída de bola com o goleiro e por pouco não sofreu gol de Alan Mineiro, o primeiro gol de André foi assim.

Em tese o alvinegro seria o melhor time para segurar a equipe de Osasco, porém os golaços de Bruno Paulo - em cima de Fagner o tempo todo, anulando uma das principais jogadas corintianas- e Tchê Tchê levaram a decisão para as penalidades (2x2).

Nos pênaltis, Cássio não conseguiu pegar nenhum - coisa que corintianos pegam no pé do goleiro - Fagner e Rodriguinho perderam. 

Assim como no ano passado o Corinthians empatou na semifinal por 2x2 e caiu no pênaltis.

E o Nacional fará como o Guarani na Libertadores?


Tite fez o que aparentou que faria, marcação alta, pressão total, mas não funcionou o jogo todo. Diniz tem um time, que joga não só com um estilo, mas também com confiança.

O time, o técnico, os jogadores tem provado que são capazes de ganharem o Paulistinha, seja contra Santos ou Palmeiras.

Palmeiras avança e pega o Santos na semi

O Palmeiras enfrentou  o São Bernardo, nesta atípica partida de segunda-feira no Allianz Parque (30 mil) pela quartas de final do Paulista. 

Proibidos, os sinalizadores precisaram ser apagados durante a partida
Chegava com perigo o Bernô no inicio do jogo, desperdiçara as vezes em Prass outras para fora mesmo, era melhor em campo, funcionava melhor. 

Foi assim até Alecsandro botar a bola para dentro do gol em cruzamento de Egídio - os dois jogadores que mais cresceram com Cuca.


No segundo tempo o alviverde foi mais consistente em seu jogo, errou menos, deu menos espaço para o rival e melhorou em campo. Correu poucos riscos e saiu com a vitória após Gabriel Jesus matar o confronto com o 2x0 - passe do estreante Róger Guedes

Arouca parece ter virado mesmo reserva, foi mal hoje, Allione também não atuou tão bem, mas tem a confiança de Cuca. Robinho ao ser substituído não gostou muito, pode perder lugar na equipe.

Ainda é um time em formação, se trabalhar bem e seguir como vem daqui a pouco o time de Cuca estará pronto.


Agora na semifinal o Palmeiras enfrentara o Santos na Vila Belmiro. Com o crescimento da rivalidade no ano passado tem tudo para ser um jogo quente, e a vantagem do Peixe em casa pode ser determinante.

O Corinthians pega o Audax em Itaquera na outra semifinal.

Ambos jogos únicos, com vantagem apenas de mando.

Reta final


Agora o Campeonato Paulista na fase mias empolgante, pena que é muito curta. Neste regulamento horroroso, a primeira parte dura 15 rodadas, a mais interessante apenas quatro finais de semana. O chaveamento coloca, Corinthians x Red Bull contra o vencedor de Audax x São Paulo, e Santos x São Bento contra o vencedor de Palmeiras x São Bernardo.

Neste sábado o Corinthians é amplo favorito para eliminar o Red Bull Brasil em Itaquera. Em boa fase o Timão conseguiu uma classificação na Libertadores, mesmo sem jogar durante a semana. Com o artilheiro do campeonato – Roger 11 gols – o time de Campinas tenta surpreender.

Ainda no sábado, o Santos enfrenta o São Bento na Vila Belmiro. Talvez o melhor time do interior o Bentão terá de quebrar a invencibilidade de 24 jogos na Vila, recorde igual ao de 1962/63, era o Santos de Pelé. Portanto o Peixe avançando, mesmo que nos pênaltis, conseguirá a melhor sequência na história do time em casa. O alvinegro disputa todas às final do Paulista desde 2009.

No domingo o São Paulo enfrenta o Audax em Osasco. Dos grandes é o que tem a maior chance de ser eliminado. Contra o time do “futebol total” de Fernando Diniz o Tricolor, cansado mentalmente e fisicamente, pode sucumbir para o menor. Parece um contrassenso com o São Paulo na melhor fase no ano, porém a eliminação é bem provável. Lembrando que fora de casa o time de Bauza ainda não venceu nesta temporada

Na segunda (isso mesmo) o Palmeiras enfrenta o São Bernardo no Allianz Parque. O time do ABC paulista é o mais fraco dos classificados. Em casa o Verdão é bem favorito.

Champions League
Todo ano colocamos Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique como favoritos pelo título da Liga dos Campeões. Um deles esteve nas últimas sete finais, mas a final nunca é entre eles, alias, nunca foi.

Assim como um time bi-campeão não acontece desde o Milan de Arrigo Sacchi em 1988/8
9 e 1989/90. A eliminação do Barcelona deixa a marca intacta até 2018.
Na comparação de Barcelonas, este depende muito da genialidade do Trio MSN, o de Guardiola era mais funcional como time (do goleiro ao ponta esquerda). Messi não fez gol contra o Atlético, assim como não fez em todas as outras eliminações dele na Champions.
Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 16/04/2016

Santos e Corinthians jogam semifinal em casa


Se o Corinthians não teve dificuldade para bater o Red Bull com o Santos não foi tão fácil diante do São Bento.

Na Vila Belmiro venceu por 2x0 o time de Sorocaba  até dominando as ações do jogo, mas o Bentão, melhor time do interior este ano, fez um segundo tempo melhor quando já havia relaxamento santista. 

No fim do jogo foi estranho só ouvir a torcida do São Bento.

Lucas Lima como sempre foi a cara a ficar com a bola, distribuiu os passes e armou as jogadas. Isso não é novo no Peixe, Vitor Bueno é.

Quando no início do ano Marquinhos Gabriel e Geuvânio deixaram o clube ficou uma vaga no time titular. Paulinho veio e não se firmou, Leandrinho também não e o jovem Vitor sim.

Hoje atundo pela esquerda no 4-2-3-1 foi fundamental ao fazer os dois gols santistas, Detalhe: na movimentação com Ricardo Oliveira e Gabriel fez ambos vindo pela direita.

O primeiro foi um golaço, belo chute, o segundo com oportunismo.

O time não é tão rápido como na temporada passada, porém troca melhor passes, tem um 11 ideal bem forte. O elenco não é grande coisa, mas Longuine e alguns outros podem ajudar.

Agora são 25 jogos na Vila sem perder, bateu o recorde de 1962/63 quando era o Santos de Pelé.

E o Santos voltará a jogar lá na semifinal, assim como o Corinthians jogará em Itaquera (contra o pior classificado). Se o São Paulo e o Palmeiras passarem o alviverde enfrenta o Peixe e o Tricolor o Timão. Caso passem os pequenos, ou um deles a ordem se inverte.

Corinthians passa fácil pelo Red Bull e vai à semi

Todo mundo sabe que este elenco do Corinthians está longe de ser o melhor do Brasil, remontado este ano ainda está em fase de construção da equipe e na maneira de jogar.

Mesmo assim não é desorganizado e consegue impor seu jogo, principalmente em Itaquera, onde tem 100% de aproveitamento e média maior de 30 mil por partida. Hoje, em jogo decisivo contra o Red Bull pela quartas de final do Paulistinha, o público foi ainda maior.

37.340 corintianos comemoraram a tranquila vitória por 4x0. Peleja que com 23' do segundo tempo havia acabado com o quarto gol de Lucca.



Está foto é do gol de André (o segundo), não parece, mas é

Destaque para o gol de Giovanni Augusto em belo voleio. Golaço após sobra dentro da grade área na sequencia do escanteio.

Alan Mineiro que entrou no lugar de Giovanni, lesionado, também foi um dos destaques. O ex-Bragantino deu uma assistência e marcou um gol. Tem sido uma boa opção no banco para Tite.

Os laterais nem dá mais para dizer que foram destaques, porque atuam bem todos os jogos. Fagner segundo corintiano com mais tempo de bola no pé - enquanto esteve em campo, foi substituído -, deu assistência no segundo gol. Uendel foi mais discreto, porém também atuou bem.

A presença deles sempre ajuda na infiltração, não à toa das 15 finalizações alvinegras, apenas três foram de fora da área. Os Bulls em 10, chutaram cinco de fora.

O Red Bull não conseguiu em momento algum passar a ideia de que avançaria, dá adeus a competição, com essa goleada, não é um time ruim, mas hoje foi.



No Corinthians até agora tem chegado gente, como Marquinhos Gabriel chegou e sem "40 jogos juntos" como disse Tite há de haver paciência.

Pelo que vem fazendo no últimos anos o Timão, tem crédito por isso perde para o Palmeiras, para o Cerro ou qualquer outro time e nada cola, sem crise. 

Através da paciência o Timão vai crescendo, tem alguns problemas: Guilherme e André ainda não estão encaixados e quando os laterias são marcados o time fica previsível. Aos poucos vai amadurecendo e ficando próximo do que os torcedores gostam de ver.

Como a goleada de hoje.

Números: Footstats

Fim da arrastada primeira fase


O Palmeiras foi o único dos grandes a definir a classificação nesta rodada. 

Em campo com alguns desfalques Cuca mostrou contra versão do alviverde. Alecsandro, bem com o novo treinador, abriu o placar.

Lulinha (aquele) diminuiu de pênalti e no segundo tempo, em cruzamento de Jean para Barrios sacramentou a vitória.

Líder do grupo B o Palestra vai enfrentar o São Bernardo, com mando verde nas quartas de final. Tanto Ponte Preta quanto Ituano venceram e foram eliminados.



O Timão tranquilo e há tempos já classificado venceu o Novorizontino em Itaquera.

30 mil viram a grande atuação de Fagner, livre para poder definir o jogo com um chute de fora da área e depois de uma tabela. Fez dois gols e Alan Mineiro decretou a vitória por 3x0.

Como primeiro do grupo D o Corinthians (melhor primeiro) vai enfrentar o Red Bull na condição de mandante.



O São Paulo pegou o São Bento com o time reserva de olho no River Plate quarta-feira. Mal o tricolor perdeu por 1x0 e não conseguiu ultrapassar o Audax no grupo, que acabou perdendo de virada para o Santos.

Portanto o Audax tem a vantagem de mando de campo contra a equipe são-paulina. Onde será o jogo ainda é uma incógnita.

No grupo A o Peixe enfrentará o São Bento na Vila.



Os rebaixados para A-2 são: Rio Claro, Mogi Mirim, Oeste, Capivariano, XV de Piracicaba e Água Santa.

O chaveamento coloca, Corinthians x Red Bull contra o vencedor de Audax x São Paulo, e Santos x São Bento contra o vencedor de Palmeiras x São Bernardo.

Agora começa a fase boa, até agora foi arrastado, com poucos momentos de crédito. 

3x0 do alívio verde

Cuca treinou com dois times diferentes em Atibaia. Um na terça-feira, outro na quarta-feira e iniciou o jogo hoje com um outro.

Porém não dá para dizer que este time iniciou a partida não treinou, pois o treinador alviverde fechou o início dos treinamentos liberando apenas os minutos finais à imprensa.

Com Prass, Jean, Thiago Martins, Victor Hugo e Egídio; Matheus Sales, Arouca e Robinho; Barrios, Alecsandro e Gabriel Jesus. No 4-3-3 foi ofensivo e não usou os três volantes do último treino.




Em campo - para 15.723 palmeirenses no Pacaembu - o adversário perfeito para afastar a crise e ir mais tranquilo para o clássico no domingo diante do Timão.

Bem, mandava no jogo e tinha a bola por 58% da partida. Usando bastante os laterais para iniciar as jogadas, tinha os volantes cobrindo as subidas deles. Talvez por isso tenha escalado Jean na lateral direita, onde foi melhor que Lucas e pode ter ganhado a posição. Deu uma assistência neste jogo.

O volante/lateral cruzou a bola na área em cobrança de escanteio para Alecsandro conferir em gol. Ele que foi o centroavante - movimentando-se bastante -, com Barrios aberto pela direita e Gabriel Jesus na esquerda.

Este que fez um golaço no início do segundo tempo, em bela jogada de habilidade no contra-ataque alviverde o camisa 33 ampliou.

Barrios, mal na nova posição, saiu para a entrada de Rafael Marques na etapa final. Ele foi melhor, tanto que fechou o placar aos 41 do segundo tempo.

Palmeiras 3x0, para alivio de todos. Agora segundo colocado do grupo com 18 pontos e longe do rebaixamento.



O Verdão vencer um jogo como este é normal, anormal era perder os últimos quatro.

Jogou bem, tudo bem que o Rio Claro (caiu hoje) é inexpressivo tecnicamente, mas se pensar que o Palmeiras sofreu uma goleada do Água Santa, vencer o rio foi importante.


Em tempo: O Santos perdia da Ferroviária por 1x0 na Vila. Lucas Lima direto da Seleção Brasileira, entrou no segundo tempo e virou para 4x1.

Qual o problema do Palmeiras?

O Palmeiras não consegue jogar bem, o último revés foi o maior e comprovou de vez o quão mal vem o time. Mas afinal, qual o problema?

Elenco ruim? Rachado? Desequilibrado em posições? Seria o treinador? O terceiro desta fase do alviverde. Ou um problema de jogadores "sem vergonha" como gosta de chamar a torcida?

Palmeiras como a Páscoa, chocolate todo ano




Bom, vamos voltar para o inicio do ano passado, quando Paulo Nobre trouxe Alexandre Mattos e deu carta branca ao CEO - nome meio fresco para a função, mas enfim... - que contratou 20 e tantos jogadores.

Os principais deles foram: Vitor Hugo, Lucas, Gabriel, Arouca, Rafael Marques, Dudu ( dando chapéu nos rivais), Robinho e Zé Roberto. Este último que no primeiro jogo do ano, contra o Audax no Allianz Parque soltou pela primeira vez o grito de "o Palmeiras é grande", iniciando a nova fase do clube.

Dirigido por Oswaldo o elenco foi bem, chegou na final do Paulista eliminando o Corinthians na semifinal e por pouco não foi campeão em cima do Peixe. Mas com o tempo o time passou a não jogar mais tão bem e mesmo vencendo o Timão em Itaquera, na última boa partida de Valdivia, viu seu técnico cair no inicio do BR-15.

Então veio Marcelo Oliveira, trouxe o time para Atibaia. Eu pude acompanhar alguns treinos do novo técnico e conhecer alguns dos jogadores mais de perto. 

De cara a sensação de um elenco tranquilo, longe de estar rachado, com um técnico que observava o inicio do treino e depois de dar algumas instruções, comandava o coletivo de titulares x reservas. Acredito que a maioria faça isso no Brasil - Guardiola faz diferente, como está no livro Guardiola confidencial.

Pude ver também que Andrei Girotto, Amaral e Victor Ramos eram mesmo ruins de bola - não me surpreendeu nenhum um pouco a saída deles ao final da temporada.



Depois de Atibaia o time jogou contra o São Paulo e goleou por 4x0. Na sequência o time engatou vitórias e pulou da parte da baixo da tabela para o G-4. Ela foi encerrada depois que o Verdão perdeu para o Atlético-PR em casa. Estádio lotado, 1x0 e Gabriel machucado. As coisas voltaram a ficar ruins.

Depois que a sequência já não era das melhores, Prass confessou que a saída de Oswaldo mexeu com o grupo e fez o time ascender novamente, culminando na arrancada. Foi para a ESPN, veja aqui

Marcelo Oliveira  não conseguia dar uma forma a equipe e na tabela do Brasileiro oscilava de bons a maus resultados. Empate jogando bem contra o Corinthians, derrota para o Goiás em casa e fora. Ao mesmo tempo, bem na Copa do Brasil, eliminou Cruzeiro, Internacional e Fluminense. Chegou na final novamente contra o Santos.

Um mês para a final, então vai o alviverde para Atibaia concentrar. Eu vejo novamente os treinos, são iguais, o jogadores quase os mesmos e o clima um pouco diferente, maior cobrança e pressão da imprensa. Zé Roberto da entrevista e tem de explicar e reafirmar o "Palmeiras é grande".

Elenco tranquilo, nenhum sinal de rachadura.



Vem a Copa do Brasil, derrota na Vila por 1x0 - foi muito pouco, o Peixe perdeu pênalti e Nilson um gol que o tirou do time ao final da temporada. Veio o jogo no Allianz, torcida verde empurrando, o time entrou no clima, concentrou, jogou e venceu por 2x1. Teve pênaltis, teve Prass e Palmeiras campeão.

Veio a Libertadores e novas contratações reforçar o time para 2016. Erik, Edu Dracena, Roger Carvalho, Moisés, Régis, Rodrigo e Jean. 

Começa o ano, o time continua desorganizado, vence um jogo invencível (eu sei que a palavra significa) contra o Rosário Central em casa. Marcelo balançou e caiu no revés contra o Nacional em São Paulo.

Começa de novo, traz outro técnico, Cuca, reorganiza as ideias e vamos em frente. Perde outra para o Nacional, agora lá e complica de vez a vida na Libertadores. Perde a partida seguinte no Paulista, a outra e a outra também. De quatro (!), do Água Santa (!).



A essa altura chego a conclusão que o grupo nunca foi 100% concentrado no que devia fazer. Fechado até demais, amigo demais, aquele grupo de escola de amigos que em vez de estudar joga bola, vídeo-game e não faz o trabalho. Tira nota ruim, ou o suficiente para passar.

Somando isso a desorganização do time, deixada por Marcelo Oliveira e a perda de confiança com o início ruim de temporada, o Palmeiras foi para onde está hoje.

Alexandre Mattos errou, é fato, pode ser a hora de mudar o elenco, nada de sair contratando todo mundo, já chega, pode ser na troca de jogadores. Está na hora de fazer os amigos trabalharem, ou se for o caso, rachar a "panela" para criar um time, com ideias de jogo e de pensamentos bem definidos.

Só não é o caso de ser extremista, mudar tudo outra vez, é avaliar o que deve ser feito e fazer, com confiança e dedicação.

Palmeiras como a Páscoa, todo ano chocolate


Em 2011 o Palmeiras de Felipão tomou 6x0 do Coritiba de Marcelo Oliveira em Curitiba.

Em 2013 foi a vez do Mirassol fazer 6x2 no alviverde.

Ano passou coube ao Goiás fazer o 6x0 no Verdão.

Com o Palmeiras em momentos de vacas magras, todo ano era uma goleada na conta do Verdão. Elas começaram com o 7x2 para o Vitória e vieram acontecendo quase que anualmente.

Ano passado com mais dinheiro em caixa, com a torcida comparecendo ao estádio, o clube foi ganhando corpo e chegou entre os primeiros do Brasileiro.

Mas foi a Chapecó enfrentar a Chapecoense. Com desfalques, fora de casa, mas contra um dos piores time do 2° turno, bastava um empate para o time voltar ao G-4. 


Então que após os 90 minutos, um 5x1 da Chap no Palmeiras, nova goleada em mais um ano.


Depois este mesmo time ganhou a Copa do Brasil e foi parar na Libertadores.

Início de ano ruim, risco de eliminação na competição continental e troca do técnico. 

Chega Cuca, perde um, dois, três e toma 4x1 do Água Santa (isso mesmo).

Este é um daqueles jogos que o placar fala por si só, nem precisa avaliar a atuação palmeirense. Pouco importa quando perde assim para um clube minusculo como é este de Diadema.

No Galo Cuca perdeu os 6 primeiros e foi campeão da Libertadores. 

A repetição disto é a única esperança verde no momento.

Corinthians vence fácil, São Paulo no final



Um dos times mais equilibrados do Brasil a está altura do ano, era de se esperar que o Corinthians não teria dificuldade contra o São Bernardo no estádio 1 de Maio.

Não teve.

Com um jogador a mais, a maior parte do tempo, o time titular do Timão fez 3x0 fácil. Todos os gols na segunda etapa, até porque a equipe alvinegra titular descansou depois de vencer o Cerro Porteño e o São Bernando jogou no domingo a noite.

Com gols de Rodriguinho (2) e Lucca conquistou os três pontos.

Foi fácil, com um a mais e mais descansado, o Timão fez o que sabe com tranquilidade.



O público evidencia, nem o torcedor são-paulino está a fim de ver os jogos do seu time. A partida entre São Paulo x Botafogo-SP, pelo Paulista no Pacaembu apenas 3.214 presentes. 

Pronto para se defender, o Botafogo fechou-se com a famosa duas linhas de quatro e buscou contra-ataques. 

Por incompetência na hora de finalizar, não saiu de São Paulo com a vitória. No final do jogo, Léo Coca perdeu um gol inacreditável em ótimo contragolpe e desperdiçou a chance dos três pontos.

Já o Tricolor testou o novo esquema no 4-3-2-1 com Daniel e Ganso na armação, e Calleri na frente. 

Sem muito sucesso, Bauza mudou, Alan Kardec entrou no lugar de Daniel e Kelvin e Lucas Fernandes ficaram nas pontas, quase um 4-2-4.

Posse de bola, nenhuma criação, Paulo Henrique parecia ter voltado a ser o jogador que a torcida se acostumou—ainda levou cartão amarelo e está fora do clássico contra o Santos no domingo.

Um horror.

Porém quando ninguém esperava mais nada, Calleri acertou um chute maluco, com ótimo passe de Ganso, viu a bola encobrir o goleiro e bater na lateral da rede. 

Gol! Vitória Tricolor.

O resultado serve para dar uma aliviada no time. Sempre faz bem vencer, mesmo quando se joga mal.

O importante é saber avaliar.

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