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Colômbia fica no possível caminho do Brasil


Na Copa América Centenário a Colômbia, já classificada, enfrentou a Costa Rica com os reservas.

Mais cedo os EUA venceu o Paraguai por 1x0, gol de Dempsey, e garantiu a vaga na próxima fase. Mesmo jogando com um a menos, boa parte da etapa final, foi a seis pontos e com um saldo de mais três.

Portanto o jogo entre Colômbia x Costa Rica só valia para saber quem seria o primeiro do grupo, um empate garantia os colombianos em primeiro.

Tomou 3x1 dos costa-riquenhos e passou a correr atrás do resultado. 

James entrou, Cuadrado também o jogou ficou quente, com os colombianos fazendo o segundo, mas não chegando ao empate.

Assim a Colômbia passou em 2° ( seis pontos e mais dois de saldo) e enfrentará o líder do grupo B, o do Brasil.

Amanhã os brasileiros enfrentam o Peru e com a classificação do time de Dunga em primeiro, as quartas de final da Copa de 2014 vai se repetir.


Na Copa América, EUA e Colômbia vencem


O resultado assusta, 4x0 para os americanos contra os costa-riquenhos, mas pelo desenrolar do jogo não é nem um pouco absurdo.

O jogo estava equilibrado até os donos da casa abrirem o placar em Chicago de pênalti - Dempsey. Depois fizeram dois gol seguidos, ainda no primeiro tempo, e mataram o jogo. No final Zusi fechou a conta.

Sem Navas no gol da Costa Rica o reserva dele é bem fraco. Aceitou o terceiro gol e não fez uma boa defesa, com um ataque inofensivo os EUA mandaram no jogo a maior parte dele. 

Bem organizado, mesmo sem ter craques ou ótimos jogadores, os americanos são bem treinados por Klinsmann.

A vitória serve para colocar o EUA bem para buscar uma vaga no último jogo contra o Paraguai. 

A Costa Rica não é a mesma da Copa do Mundo, aquilo também foi totalmente fora da curva.



Depois a Colômbia, comandada por James Rodríguez, bateu o Paraguai.

Um 2x1 com autoridade e bom futebol, mas com sufoco no fim. Abriu o placar com Bacca na bola parada e encaminhou a vitória a partir daí, contra um Paraguai frágil.

Na segunda etapa os paraguaios fortaleceram seu jogo e diminuíram com Ayala em belo chute de fora da área. Então levaram perigo ao gol de Ospina até o fim, mesmo com um a menos e perigando levar o terceiro.  A Colômbia não venceu tão fácil.

O destaque foi James, reserva no Real, fez uma partida muito boa, com caneta, assistência e gol. Ótimo jogador que é faz perfeitamente a função de meio campista na seleção.

O time de Pekerman segue batendo os times do seu nível, quero ver quando pegar as mais fortes se vai amarelar outra vez.

Nessa competição não usam o amarelo, usam branco e azul. Será que ajuda?


Os jogos começaram devagar, agora estão bons.

Temos jogadores, não um time


A Seleção Brasileira, mesmo sem Neymar, tem jogadores fundamentais em grandes clubes do mundo. 

Willian, fundamental no Chelsea, fez a primeira jogada de perigo da partida, com habilidade driblou alguns jogadores e foi mal no chute.

Jogando em Assunção, onde o Brasil não vence desde 1985, a partida era fraca, não tensa.

O Paraguai cumpriu o jogo que propôs a fazer durante os 90 minutos. Ramón Dias deixou o Brasil com a bola, marcou os laterais nas saídas de bola e abusou de bolas áreas. Longe de ser um jogo bonito, porém eficiente.

Cada cruzamento na área brasileira era um Deus nos acuda, todo mundo perdido, sem saber quem marcar, assim perdendo a primeira e segunda bola a cada alçada na área.

Alisson salvou em chute a queima roupa e defendeu uma bola mandando-a na direção da trave em outro. Depois não foi capaz de parar o chute de Lezcano, jogada pela esquerda, cruzamento de Benítez e gol na sobra da defesa brasileira.

Antes, Ricardo Oliveira acertara uma bola no travessão paraguaio.



O Brasil estava perdido, como na maioria dos jogos, sobretudo na defesa, onde normalmente tem um dedo maior do treinador. Na etapa inicial deu 20 rebatidas quando foi pressionado, tinha uma enorme dificuldade para jogar.

No intervalo, Hulk entrou na equipe no lugar de Fernandinho, fez uma mudança que nunca havia feito antes. Douglas Costa passou a jogar no meio.

As chances brasileiras começaram a aparecer, mas faltava confiança, foi possível ver vários chutes grotescos durante o jogo. O grupo é intranquilo, nervoso, erra também porque não sabe o que fazer.

Logo no início da etapa final, Benítez ampliou em outra bagunça da defesa, Dani Alves sem saber muito o que fazer deu liberdade ao atacante.

Então Dunga colocou Lucas Lima no lugar de Luiz Gustavo e a Seleção Brasileira passou a melhorar em campo. 

O Paraguai foi fechando-se cada vez mais, chamando o time brasileiro e contra-atacando pouco e mal.

Melhor tecnicamente é natural ver a seleção criar chances enquanto ficava com a bola. Em uma delas, Hulk mandou um chute forte, a sua maneira e Villar rebateu. Ricardo Oliveira esperto, como sempre, pegou o rebote e diminuiu.



Os paraguaios sentiram o golpe e ficaram ainda mais fechados, o meninos de Dunga foram crescendo e crescendo. Sem esquema definido, na base do abafa.

No finalzinho, finalzinho mesmo, Dani Alves acabou entrando na área com a bola e fez o gol do empate no minuto final do jogo - com a perna esquerda.

Empate brasileiro no fim dá um ponto ao escrete nacional, que agora ocupa a 6° colocação, na frente apenas de Venezuela, Bolívia, Peru e Paraguai.

Não é normal ver o Brasil fora dos classificados, o empate em Assunção é.



A Seleção Brasileira conseguiu o empate porque os jogadores reagiram no fim, muito mais por ter bons jogadores do que por qualidade tática na equipe. Neymar fez falta, mesmo assim o "talento" acabou empatando a partida.

A time, por vezes, lembra a desorganizações palmeirenses com Marcelo Oliveira. Dunga não é o cara certo para ser o técnico, pode conseguir bons resultados, tem bons jogadores, mas jogar um bom futebol parece improvável.

O jogo foi feio, por causa das duas equipes, sonolento e o que preocupa o treinador e o fato do Brasil ser menos viril. Sempre mais complicado com o problemas de personalidade dos comandados que técnicos e táticos.

O 6° lugar nas eliminatórias é ridículo.

Dunga vive um futebol que já foi, porém segue sendo o atual técnico.

Empate é bom e não é


Vencer o Paraguai é mais difícil do que se imagina, ou do que deveria ser. Desorganizado, e também por isso intranquilo em campo, o Brasil de Dunga, sem Neymar, terá um jogo complicando diante do escrete paraguaio.

A equipe treinada por Ramón Díaz vem de um bom resultado contra o Equador, líder desta eliminatória. Mesmo jogando menos que os adversários empatou fora por 2x2.

É um time complicado, aguerrido e assim foi vice-campeão da Copa América de 2011 - empatou todos os jogos, foi avançando nos pênaltis até perder a final por 3x0 para o Uruguai.

Esta Seleção Paraguaia eliminou o Brasil tanto em 2011 quanto em 2015 da Copa América, a última com péssima partida brasileira, já com está comissão técnica. Naquele jogo Neymar também não jogou e Thiago Silva fez um pênalti de mão, deixado o de fora desde então da Seleção.

Eles não tem medo de enfrentar a camisa verde-amarela



Sem um estilo definido com Dunga, a amarelinha deve ir a campo com Gil no lugar de David Luiz - é um reforço, o ex-corintiano é bem mais seguro - e Ricardo Oliveira na posição de Neymar. Com estilos bem diferentes entre os atacantes, o time ganha apenas em presença de área.

Desde 1985 os brasileiros não vencem em Assunção, daquela vez Casagrande e Zico fizeram os gols brasileiros na vitória por 2x0. No Defensores Del Chaco foram mais três jogos, com duas vitórias paraguaias e um empate.

Portanto, um empate amanhã é até um bom resultado, mas pela tabela só a vitória interessa. 



Com oito pontos em 3° lugar, o Brasil pode ser ultrapassado em caso de empate - indo à nove pontos - por Argentina que enfrenta a Bolívia em e casa com os mesmos oito pontos. Além de Chile e Colômbia com sete pontos, eles enfrentarão Venezuela fora de casa e Equador em casa respectivamente. Vencendo, todos passarão a Seleção verde-amarela.

Caso tudo isso aconteça, ou parte disso, a Seleção Brasileira ficaria fora do grupo de classificados. Isso não é nenhum pouco normal e preocupa. Pressionado, Dunga precisa mesmo vencer este jogo.

E tentará da maneira dele, custe o que custar.


Prévia de hoje


29/03/2016 Assunção - Defensores Del Chaco 
Paraguai x Brasil


Paraguai: (4-4-2) Justo Villar; Gustavo Gómez, Paulo Da Silva, Pablo Aguilar e Miguel Samudio; Juan Iturbe, Néstor Ortigoza, Richard Ortiz e Óscar Romero; Darío Lezcano e Roque Santa Cruz. Ramón Díaz.


Brasil: (4-1-4-1) Alisson; Dani Alves, Miranda, Gil e Filipe Luis; Luiz Gustavo, Fernandinho e Renato Augusto; Willian, Ricardo Oliveira e Douglas Costa. Dunga.



Última vitória em Assunção


16/06/1985 Assunção - Defensores Del Chaco
Paraguai 0x2 Brasil


Paraguai: Almeida, Caceres, Delgado, Zabala e Jaque; Benitez, Romerito e Nuñes; Villalba, Ferreiro e Mendoza.

Brasil: (4-3-3) Carlos, Leandro, Oscar, Edinho e Júnior; Cerezo, Sócrates e Zico, Renato, Casagrande e Éder. Telê Santana

Gols: Casagrande 26' e Zico 69'.


Como nós...


Os hermanos tem um futebol parecido com o nosso.

Ambos perdemos na estreia das eliminatórias. Eles em casa para o Equador, nos para os chilenos em Santiago.

Com esse revés os questionamentos da torcida argentina e da imprensa aumentaram bastante sobre Tata Martino. Ele me decepcionou como técnico, pelo Newell's Old Boys em 2013 tinha um bom time naquela Libertadores e só parou para o Galo na semifinal.

Seu trabalho na Argentina chamou atenção do Barcelona que o contratou. Por lá ficou uma temporada, e mesmo com Messi, Neymar, Iniesta, Alexis Sánches, Xavi... E todas as outras estrela do Barça, passou a temporada em branco. Ao final dela foi demitido e na seguinte Luis Enrique venceu tudo.

Agora está na Seleção Argentina, assumiu depois da Copa, pegou o trabalho de Sabella e já fracassou na Copa América aumentando o jejum hermano.

Assim como Dunga, se mostrou teimoso em entrevista concedida ontem: "La idea no se negocia" disse, ou seja, não vou mudar de ideia mesmo com a derrota. Às vezes é bom ser teimoso, mas persistir no erro é errar duas vezes.



Sem Messi e sem Aguero, Tevez parece ser o salvador da pátria, em um time que com problemas, que tem recorrido ao jogadores que atuam no país, principalmente nos do River Plate, atual campeão da América. Como Mas do San Lorenzo, Kranevitter do River e Funes Mori ex-River, recém chegado ao Everton. Contra o Paraguai jogando em casa terá dificuldade para vencer.

Assim como o Brasil eles precisam vencer amanhã. Ambas ainda são as potencias da América, só que precisam resolver seus problemas, muitos são os mesmos, para voltarem a crescer. 

Hoje a Argentina, mesmo tendo uma derrota pior no último jogo vive um momento melhor que o nosso, com dois vices consecutivos, não dois grandes fracassos seguidos.

E ficar rindo deles para consolar nosso erro, assim como o contrario, não levará ninguém a lugar algum. 

A fila argentina


O Chile enfim foi campeão, o jogo coletivo da melhor geração chilena comandado pelo argentino Jorge Sampoli, bateu a Argentina que segue na fila.

Enquanto os chilenos vão às ruas de Santiago e de todo o Chile comemorar, os argentinos amarguram mais um pesadelo, mais um título perdido.

Mas afinal, qual o problema da Argentina?

A geração não é capaz de ser campeã?

Messi não resolve?

Isso é sempre complicado. Corinthians e Palmeiras passaram por isso e sabem que é difícil sair da fila.

Às vezes parece que esta fazendo tudo certo, que será campeão, então vem uma Inter de Limeira, até então nunca campeã, e te derruba.

A Argentina não vence um título desde a Copa América de 1993.

A geração de Messi, Agüero, Di María, Tevez, Mascherano, que tem também Zabaleta, Garay... Não ganhou nada até agora. Mas a geração de Bielsa e de Pekerman, que se junta a atual, tinha Sórin, Samuel, Zanetti, Aimar, Riquelme, Crespo e Verón. E também não ganhou nada.

A atual ainda pode vencer. A Alemanha mesmo ganhou a última Copa, mas antes fracassou na Eurocopa de 2012, Copa do Mundo de 2010, Eurocopa de 2008, Copa de 2006 na Alemanha...

Nessas derrotas o time foi ganhando casca, que foi importante, e fez o time campeão da última Copa.

A geração da Argentina tem bons jogadores, mas não é um supertime, na origem da palavra mesmo. Não é uma equipe que funciona em todos os quesitos, defesa, meio e ataque. Têm suas falhas, técnicas e de conjunto.

Se Tatá Martino arrumar o conjunto da seleção, ela pode render mais. E essa seleção pode muito bem vencer a Copa da Rússia em 2018, tendo muitos dos jogadores que foram vice dessa Copa América e da Copa do Mundo.

Ela não vai enfrentar o de Brasil 82, nem a Holanda 74 (não foram campeões também, apesar de terem sido supertimes) vai enfrentar as seleções de hoje. E enfrentando as seleções atuais quase foi campeã do mundo no ano passado.

Messi poderia resolver aquela final e essa. Mas continua devendo.

Ontem, novamente tentou organizar, criar e isso é pouco para o gênio que é. Não teve a capacidade de chamar o jogo pra ele e em uma jogada marcar o gol do título. Como Maradona fez pela Argentina - Desculpa, mas não dava para não falar do Dieguito.

O Messi é um jogador sul-americano, com escola europeia. Na base do Barcelona aprendeu a jogar coletivamente, a tabelar a buscar o gol com o seus companheiros de time. Ele ainda tem a ginga tradicionalmente sul-americana de tirar um ou outro da jogada, mas tem muito pouco a de chamar o jogo para si e decidir.

Neymar tem mais isso, e mesmo jogando em uma seleção brasileira, que é mais fraca que a Argentina, consegue fazer mais a diferença que Messi pela Argentina. Basta ver o número de gols de cada pela seleção. Neymar começou a jogar pelo Brasil em 2010 depois da Copa e está com 44 gols, Messi está desde 2005, tem 46 gols em 98 jogos. Só dois a mais que Neymar.

Contra o Paraguai, no segundo tempo a Argentina teve espaço, o time tocou a bola e Messi conseguiu dar três assistências. Fazendo uma ótima jogada para o gol de Di María.

A Argentina tem muitos problemas fora de campo e no seu futebol de clubes. Problemas que nos conhecemos bem aqui no Brasil, com a CBF. A AFA não é muito diferente, isso atrapalha a seleção que assim como o Brasil vê seus melhores jogadores serem de clubes de fora.

Hoje a Argentina está melhor que o Brasil porque tem mais jogadores “muito bons” e técnicos melhores. Só por isso.

E também não adianta sacanear os argentinos por continuar na fila para tentar afogar as magoas do 7x1. Isso até faz parte do futebol, mas não irá fazer o Brasil ser melhor.

Enfim, a fila Argentina um dia irá acabar, como a chilena acabou, pode ser com essa ou com outra geração.  Pode ser que falte uma conquista pela seleção para Messi, o que não fará dele menos craque como não fez a Zico. Ao mesmo tempo não deixará de ser algo que ele irá lamentar pelo resto da vida.

Jornal Olé lamenta a tortura e o pesadelo de seguir na fila 

O Mundo Deportivo de Barcelona lamenta por Messi
Enquanto isso, os chilenos comemoram nas ruas

Argentina na final; Brasil pode ter escapado de outro 7x1

 

Se na Copa do Mundo, o Brasil passou pelo Chile nos pênaltis e na sequencia levou os 7x1.

Nesta Copa América parou nos pênaltis contra o Paraguai e pode ter evitado outro 7x1.

Se os comandados por Dunga tiveram uma enorme dificuldade contra os paraguaios. Os argentinos fizeram 6x1.

Imagine quanto seria Brasil x Argentina.

O jogo em Concepción, classificou os argentinos para o final contra os chilenos.
Messi, mesmo sem marcar um gol, fez uma partida incrível. Dando suas arrancadas, com vários dribles, criando várias chances, só faltou o gol.

O futebol tem dessas coisas, nem sempre é preciso marcar um gol para ser o jogador da partida e resolver um jogo. Messi fez isso hoje.

A Argentina mostrou muito bem, que os paraguaios não passam de um time medíocre que é valente, nada mais.

Com uma atuação tranquila, garantiu uma vaga na final.

O jogo no primeiro tempo teve a Argentina abrindo 2x0, com Rojo e Pastore.

Depois bobeou no final do primeiro tempo e deixou Lucas Barrios na cara do gol. O novo palmeirense não perdoou e diminuiu.

Com esse gol, pareceu até que o Paraguai voltava para o jogo e complicaria a partida no segundo tempo.

Mas pelos argentinos já terem aberto 2x0 na estreia, contra o mesmo Paraguai, e levarem o empate, voltaram ligados.

Com pouco tempo fez mais dois gols, ambos de Di Maria, e matou a partida com o 4x1.No restante do jogo ainda fez mais dois com Agüero e Higuaín , fechando com 6x1.

O jogo da argentina funcionou muito bem hoje, só que desta vez foi mais competente na hora de finalizar as jogadas.

Os chilenos que viram o jogo devem ter ficado preocupados.

Eles jogam essa Copa América como se fosse uma Copa do Mundo e tem uma pressão por ganhar.

Essa final da Copa América lembra a final do paulista de 1977 entre Ponte Preta x Corinthians. De um lado um time que nunca foi campeão, do outro, um multicampeão na fila de títulos.

O Chile pode tremer, a Argentina tem um time melhor, com mais peso no futebol e conta com Messi.

Mesmo assim, qualquer campeão é perfeitamente possível.


Como se fosse a primeira vez



Depois de sofrer os 7x1 no Mineirão na última Copa do Mundo, quase um ano atrás, foi consenso entre quase todos no Brasil que era hora de mudança.

E como o Batman, resurgindo das trevas, Dunga apareceu para ser o técnico que o Brasil merece, não o que realmente precisa.

Então foram 10 amistosos com 100% de aproveitamento. O otimista diria “agora sim, estamos voltando a ser fortes e Dunga sabe como comandar a seleção”.

Veio o primeiro jogo do Brasil na Copa América, uma atuação fraca contra o Peru que foi salva pelo craque Neymar. Que marcou um gol e deu uma assistência no último minuto.

Ficou evidente a “Neymardependência”.

Veio o 2º jogo na competição. Brasil jogou mal, Neymar não jogou bem, esteve muito pilhado e foi expulso. (Punição que depois virou pra quatro jogos e deixou-o fora da Copa América).

O Brasil perdeu para a Colômbia e teria de se virar sem Neymar daí pra frente.

Veio o terceiro jogo contra a Venezuela e ele foi decisivo para a classificação do Brasil.

O Brasil abriu 2x0, se fechou enchendo o time de zagueiros e trouxe a Venezuela pra cima. A seleção tomou um gol e venceu por 2x1.

Veio para as quartas de final e o Brasil enfrentou o Paraguai.

O Brasil até saiu na frente do placar com apenas 14 minutos. Robinho marcou no cruzamento feito por Dani Alves.

A seleção brasileira, por pior que seja, ainda é a seleção brasileira e o gol foi capaz de baixar a bola do Paraguai, que foi até o fim do primeiro tempo inofensivo ao gol de Jefferson.

No segundo tempo, o Paraguai vendo que o Brasil não vinha foi tentar a sorte no ataque.

O Brasil se fechava com medo de sofrer um contra-ataque e trazia o Paraguai para atacar. Eles tentaram, mas com falta de qualidade técnica não conseguiam chegar ao gol.

O Brasil por sua vez, não conseguia tomar conta do meio de campo, não tinha ninguém para pedir a bola e tranquilizar o jogo.

Com 25 minutos, bola cruzada na área e Thiago Silva como um bom jogador de basquete, tirou a bola da área com um toco.

Pênalti para o Paraguai.

O curioso é que jogando pelo PSG, na última Liga dos Campeões contra o Chelsea, repetiu o mesmo lance.

Gonzáles marcou no pênalti e empatou a decisão.

O Brasil foi tentar atacar, não conseguia e agora levava contra-ataques.

Incapaz de marcar um gol no fraquissimo Paraguai, levou a decisão para os pênaltis.

Veio o flashback da última Copa América, que contra o mesmo Paraguai na mesma quartas de final, o Brasil perdeu todos os pênaltis e foi eliminado.

O Brasil não queria repetir isso e não repetiu.

Foi melhor desta vez, acertou três cobranças de pênaltis, mas perdeu duas e foi eliminado.

Everton Ribeiro e Douglas Costas mandaram as suas cobranças para fora, os paraguaios acertaram quatros e vão enfrentar a Argentina na semifinal.

É um filme que se repete, com muitos clichês. Um filme que todo mundo já viu e sabe que o final é trágico.

São os 7x1 que se somam a essa eliminação e o resultado é: não está certo.

O Brasil é capaz de muito mais. Não pode jogar esse futebol horroroso.

A mudança que já haveria de ter acontecido, ainda não chegou, precisa acontecer se não caduca e vamos para outra Copa podendo sofrer outro vexame.



Nada fácil


A Argentina tem o melhor time da América e o melhor jogador, hoje estreou na Copa América contra o Paraguai lá no Chile.

Vitória fácil para os hermanos?

No primeiro tempo, a Argentina não jogou toda bola que tem, mesmo assim venceu por 2x0.

O primeiro gol veio de uma assistência contra do ex-cruzeirense Samudio. O segundo foi de um pênalti inexistente em cima de Di Maria. Agüero abriu o placar e Messi aumentou de pênalti.

No segundo tempo, o forte ataque argentino perdeu vários gols, a defesa, que foi um dos pontos forte da Argentina na última Copa, levou dois gols dos paraguaios que tentaram até o fim.

Valdez abriu o placar e – atenção palmeirenses - Lucas Barrios empatou com 89 minutos de jogo.


Os uruguaios também estrearam hoje contra a Jamaica.

Jogo bem fraco e vitória por 1x0 para a Celeste, com gol de bola parada, nem um pouco fácil.

Até agora ninguém mostrou um grande futebol nesta Copa América. Só jogos equilibrados, até mesmo a vitória por 2x0 do Chile na estreia.


Amanhã tem Brasil.

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