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Brasil de Dunga em 2010 tinha uma base, o de agora não

O Santos voltou a ser base da Seleção: Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira fazem parte do escrete de Dunga.

Não são os selecionáveis de João Saldanha nas eliminatórias de 1970: Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Pelé e Edu titulares dos "feras" de Saldanha. 

Na Copa foram menos, com Zagallo foram cinco selecionáveis: Joel, Edu, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo e Pelé. Com os três últimos titulares no tricampeonato.


Hoje os três santistas não serão os destaques como já foram um dia. Lucas Lima é o melhor deles e tem de ser o cara do meio campo brasileiro. Porém e provavel que ele fique na reserva e os outros dois têm chances maiores de ficar no banco.

E para os santistas aposto que não gostaram da convocação, porque ele irão jogar a Copa América e perder nove (!) rodadas do Brasileiro. Com elenco curto o Peixe perde muito sem eles - erro grave que não cabe a Dunga.

O futebol nacional há tempos não tem a mesma qualidade do passado. O Brasil de 1982 tinha a base do Flamengo com Júnior, Leandro e Zico no titular. Naquele time o único de fora era Falcão, São Paulo e Atlético-MG também apreciam faziam boa parte da equipe.

Na Seleção Brasileira que disputará a Copa América os jogadores brasileiros representam 20 clubes. No time titular é bem provavel que tenhamos um representante de cada time, já que só Santos (3) e o Barcelona (2) tem mais de um representante.


Não é obrigatório uma base, porém ajuda. Tanto Alemanha como a Espanha, as duas últimas campeãs do mundo. 

Em 2010 o time titular espanhol tinha seis jogadores do Barcelona e três do Real Madrid. Os alemães aplicaram 7x1 no Brasil com seis jogadores do Bayern em campo. Guardiola era os técnico das duas equipes base.

Com um futebol equilibrado que temos hoje, de times cada vez mais táticos e pequenos fechando melhor os espaços, o entrosamento pode ser o ponto de desequilíbrio. 

Se não temos muito jogadores bons em um mesmo time, principalmente no Brasil, uma base de convocados jogando junto seria o ideia para ganhar entrosamento. Dunga fez isso na última Copa, mas até o momento isso não tem acontecido.

Aquele Brasil de 2010 tinha vários problemas, porém tinha entrosamento, era uma das poucas qualidades.

A fila argentina


O Chile enfim foi campeão, o jogo coletivo da melhor geração chilena comandado pelo argentino Jorge Sampoli, bateu a Argentina que segue na fila.

Enquanto os chilenos vão às ruas de Santiago e de todo o Chile comemorar, os argentinos amarguram mais um pesadelo, mais um título perdido.

Mas afinal, qual o problema da Argentina?

A geração não é capaz de ser campeã?

Messi não resolve?

Isso é sempre complicado. Corinthians e Palmeiras passaram por isso e sabem que é difícil sair da fila.

Às vezes parece que esta fazendo tudo certo, que será campeão, então vem uma Inter de Limeira, até então nunca campeã, e te derruba.

A Argentina não vence um título desde a Copa América de 1993.

A geração de Messi, Agüero, Di María, Tevez, Mascherano, que tem também Zabaleta, Garay... Não ganhou nada até agora. Mas a geração de Bielsa e de Pekerman, que se junta a atual, tinha Sórin, Samuel, Zanetti, Aimar, Riquelme, Crespo e Verón. E também não ganhou nada.

A atual ainda pode vencer. A Alemanha mesmo ganhou a última Copa, mas antes fracassou na Eurocopa de 2012, Copa do Mundo de 2010, Eurocopa de 2008, Copa de 2006 na Alemanha...

Nessas derrotas o time foi ganhando casca, que foi importante, e fez o time campeão da última Copa.

A geração da Argentina tem bons jogadores, mas não é um supertime, na origem da palavra mesmo. Não é uma equipe que funciona em todos os quesitos, defesa, meio e ataque. Têm suas falhas, técnicas e de conjunto.

Se Tatá Martino arrumar o conjunto da seleção, ela pode render mais. E essa seleção pode muito bem vencer a Copa da Rússia em 2018, tendo muitos dos jogadores que foram vice dessa Copa América e da Copa do Mundo.

Ela não vai enfrentar o de Brasil 82, nem a Holanda 74 (não foram campeões também, apesar de terem sido supertimes) vai enfrentar as seleções de hoje. E enfrentando as seleções atuais quase foi campeã do mundo no ano passado.

Messi poderia resolver aquela final e essa. Mas continua devendo.

Ontem, novamente tentou organizar, criar e isso é pouco para o gênio que é. Não teve a capacidade de chamar o jogo pra ele e em uma jogada marcar o gol do título. Como Maradona fez pela Argentina - Desculpa, mas não dava para não falar do Dieguito.

O Messi é um jogador sul-americano, com escola europeia. Na base do Barcelona aprendeu a jogar coletivamente, a tabelar a buscar o gol com o seus companheiros de time. Ele ainda tem a ginga tradicionalmente sul-americana de tirar um ou outro da jogada, mas tem muito pouco a de chamar o jogo para si e decidir.

Neymar tem mais isso, e mesmo jogando em uma seleção brasileira, que é mais fraca que a Argentina, consegue fazer mais a diferença que Messi pela Argentina. Basta ver o número de gols de cada pela seleção. Neymar começou a jogar pelo Brasil em 2010 depois da Copa e está com 44 gols, Messi está desde 2005, tem 46 gols em 98 jogos. Só dois a mais que Neymar.

Contra o Paraguai, no segundo tempo a Argentina teve espaço, o time tocou a bola e Messi conseguiu dar três assistências. Fazendo uma ótima jogada para o gol de Di María.

A Argentina tem muitos problemas fora de campo e no seu futebol de clubes. Problemas que nos conhecemos bem aqui no Brasil, com a CBF. A AFA não é muito diferente, isso atrapalha a seleção que assim como o Brasil vê seus melhores jogadores serem de clubes de fora.

Hoje a Argentina está melhor que o Brasil porque tem mais jogadores “muito bons” e técnicos melhores. Só por isso.

E também não adianta sacanear os argentinos por continuar na fila para tentar afogar as magoas do 7x1. Isso até faz parte do futebol, mas não irá fazer o Brasil ser melhor.

Enfim, a fila Argentina um dia irá acabar, como a chilena acabou, pode ser com essa ou com outra geração.  Pode ser que falte uma conquista pela seleção para Messi, o que não fará dele menos craque como não fez a Zico. Ao mesmo tempo não deixará de ser algo que ele irá lamentar pelo resto da vida.

Jornal Olé lamenta a tortura e o pesadelo de seguir na fila 

O Mundo Deportivo de Barcelona lamenta por Messi
Enquanto isso, os chilenos comemoram nas ruas

Cam-Cam-Cam-peão-peão-peão! Viva Chile!


Como dizem: a primeira vez a gente nunca esquece. A primeira vez fica pra sempre.
Para todos os chilenos vai ficar mesmo.

A geração de Vidal, Sánchez, Vargas, Valdívia, Aránguiz... Comandada por Jorge Sampaoli sempre teve um time muito corajoso, que arriscou muito com seu jeito de jogar.

Detalhe: Sampaoli é argentino.

Hoje venceram a sua primeira Copa América, primeiro título na história do Chile.

A final contra os argentinos, que continuam na fila, foi complicada.

Em muitas finais, como está, tem várias questões em jogo e uma pressão grande sobre os jogadores, o que faz às vezes com que o jogo fique medroso, com times muitos nervosos e tendo mais medo de perder do que vontade de ganhar.

Hoje foi assim. Pelo menos não o tempo todo.

Desde o primeiro minutos os times jogaram. Cada um ao seu jeito.

Enquanto os chilenos tinham mais a bola e procuravam o espaço trocando passes, usando bastante seu lado direito, que é o mais forte. A Argentina fazia pressão nos chilenos e buscavam roubar a bola para criar sua jogada, seja onde fosse. Com muita velocidade e sempre procurando o trio de ataque, comandado por Messi e seguido de Agüero, Di Maria e depois Lavezzi.

Di María estava bem no jogo e sentiu uma lesão muscular. Entrou Lavezzi.
O nervosismo, claro, existia e uma bola mal afastada por Demichelis quase resulta em gol de Vidal.

A argentina teve duas boas chances com Agüero e Lavezzi no finalzinho do primeiro tempo.

No segundo tempo o Chile foi bem melhor. Conseguiu ter a bola como teve no primeiro tempo, mas desta vez deu menos chances para os argentinos.

Foi chegando ao ataque, mas não conseguia colocar alguém na cara do gol.

Hoje Valdivia, foi mais o do Palmeiras e acabou sendo substituído.

Aos 36, o Chile chegou perto com Sánchez. Depois, aos 39, Lavezzi pela Argentina.

O tempo ia passando, o jogo já não conseguia mais ter os jogadores com a cabeça fresca, tudo estava em jogo e vários erros erram cometidos, mas nenhum resultava em gol.

Na Argentina já jogavam Banega e Higuaín no final da partida. E nada de gol.

No final do jogo, com toda a pressão, não havia jogador que pensasse duas vezes em cada lance, seja na hora de atacar ou na hora de defender.

Na última jogada da partida, a Argentina puxou contra-ataque. Messi lançou Lavezzi na esquerda, que passou para o lado para Higuaín chegar definindo. Só que o argentino com pouco ângulo mandou pra fora, desperdiçando o que seria o gol do título.

Não foi um gol perdido por Higuían, Mas que ele poderia ter feito poderia. Muita gente vai pegar no pé dele por isso, mas espera, ele aprontou mais.

Na prorrogação a partida seguiu como foi o 2º tempo. Muita pressão nervosismo, com um Chile melhor, uma Argentina que não deixava de ser perigosa e de jogar bem.

Messi não resolvia, nem Lavezzi, Higuaín ou qualquer outro da Argentina.

Tiveram alguns lances que poderiam ser gols na prorrogação, mas foi aos pênaltis.

Os pênaltis que tiraram a fila do Brasil em 1994, não fizeram o mesmo para os argentinos.

Nos pênaltis, Higuaín que já havia feito o que fez no último minuto do jogo, chutou para longe a chance da Argentina mandando a bola pra fora do estádio.  Banega também errou e os chilenos acertaram todos.

Sánchez cobrou o último com direito a cavadinha.

O Chile é campeão, agora faz parte do clube dos países campeões, o fato de nunca ter ganhado nada incomodava e muito os chilenos.

Basta perguntar a qualquer torcedor da Ponte se isso não incomoda.

A Argentina de Messi ainda não foi dessa vez que conseguiu ser campeã. Talvez nunca seja, o futebol tem dessas coisas grandes jogadores e grandes times nunca foram campeões. A seleção de 1982, Holanda de 1974 e por aí vai.

Essa Argentina não é espetacular, tem um jogador espetacular, mas não é um supertime.

A Copa da Rússia pode ser a última chance de Messi.Que continua sendo um gênio, mas ainda lhe falta o título para os argentinos.

Já os chilenos mudaram de posição no mundo da bola. Essa geração já entrou para a história e partir de agora vão olhar o Chile de outra maneira no mundo do futebol.



Seleção sem identidade e beleza


Sábado, último final de semana de junho com suas últimas festas juninas e no final da tarde Brasil x Paraguai em jogo decisivo pela Copa América. Pra quem gosta de futebol ver um jogo da seleção seria um deleite a mais para completar o sábado. Mas só se você visse um VT (videotape) de algum jogo do Brasil na internet ou em um empoeirado videocassete.

Porque essa atual seleção não te traz prazer em ver nem torcer, desanima até o mais Pacheco torcedor. Contra o Paraguai o Brasil abriu o placar com 15 minutos em uma jogada sazonalmente bem trabalhada e gol do Robinho. Depois se propôs a segurar o placar, que nem isso conseguiu e o pênalti bobo de Thiago Silva levou a decisão aos pênaltis. Onde foi eliminado.

O jogo do Brasil é ruim, horroroso, não tem nada que você possa tirar de interessante. Só tem algo quando Neymar joga. O Brasil depende, quase que exclusivamente, do talento nato dos jogadores. E não vai ser o tempo todo que teremos quatro ou cinco craques na seleção. Hoje só temos um.

Na CBF tudo é feito errado, mas não muito diferente da AFA (Asociación del Fútbol Argentino) que tem uma seleção bem melhor que a nossa. Com jogadores melhores e, sobretudo, uma tática melhor. O time da Argentina não é um bando de jogadores tentando jogar bola, completamente perdidos. Eles têm um jogo, que não é perfeito, mas funciona. Assim Messi pode jogar bem, mas sem depender dele.

O fato do Brasil não enfrentar a Argentina e todo mundo ver o hermanos ganharem por 6x1 dos paraguaios, que eliminaram a seleção, fez muita gente pensar que foi um alívio o Brasil não ter passado. Bom, o futebol não é matemático, um clássico Brasil x Argentina seria diferente do jogo contra o Paraguai. Mas Brasil x Alemanha também deveria ser, não é? Então torna uma mera atividade de imaginação, o que não deixa de constatar que a Argentina em situações semelhantes a do Brasil (com uma população bem menor) consegue ser melhor.

No Chile neste sábado os donos da casa farão a final da Copa América com os argentinos. O Chile nunca foi campeão da Copa América, a Argentina está na fila desde 1993. Isso faz lembrar a final do paulista de 1977, quando a Ponte Preta, nunca campeã, enfrentou o timão na fila. Aquele dia o Corinthians saiu da fila e o gol de Basílio, o do 1x0, é lembrado até hoje. A Ponte segue sem ser campeã.

Quem fizer o gol do título no final de semana será lembrado por muito tempo, para não dizer pra sempre. O Chile pode tremer na base com a pressão, a Argentina tem um time melhor, com mais peso no futebol e conta com Messi. Mesmo assim, qualquer campeão é perfeitamente possível.

Voltando a seleção brasileira. O time da CBF com toda sua corrupção e falta de respeito com o torcedor, tem sido cada vez mais deixada de lado. Afinal, ela perdeu a sua identidade e beleza, assim como a F1 vem perdendo com o passar do tempo.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense dia 04/07/2015


Argentina na final; Brasil pode ter escapado de outro 7x1

 

Se na Copa do Mundo, o Brasil passou pelo Chile nos pênaltis e na sequencia levou os 7x1.

Nesta Copa América parou nos pênaltis contra o Paraguai e pode ter evitado outro 7x1.

Se os comandados por Dunga tiveram uma enorme dificuldade contra os paraguaios. Os argentinos fizeram 6x1.

Imagine quanto seria Brasil x Argentina.

O jogo em Concepción, classificou os argentinos para o final contra os chilenos.
Messi, mesmo sem marcar um gol, fez uma partida incrível. Dando suas arrancadas, com vários dribles, criando várias chances, só faltou o gol.

O futebol tem dessas coisas, nem sempre é preciso marcar um gol para ser o jogador da partida e resolver um jogo. Messi fez isso hoje.

A Argentina mostrou muito bem, que os paraguaios não passam de um time medíocre que é valente, nada mais.

Com uma atuação tranquila, garantiu uma vaga na final.

O jogo no primeiro tempo teve a Argentina abrindo 2x0, com Rojo e Pastore.

Depois bobeou no final do primeiro tempo e deixou Lucas Barrios na cara do gol. O novo palmeirense não perdoou e diminuiu.

Com esse gol, pareceu até que o Paraguai voltava para o jogo e complicaria a partida no segundo tempo.

Mas pelos argentinos já terem aberto 2x0 na estreia, contra o mesmo Paraguai, e levarem o empate, voltaram ligados.

Com pouco tempo fez mais dois gols, ambos de Di Maria, e matou a partida com o 4x1.No restante do jogo ainda fez mais dois com Agüero e Higuaín , fechando com 6x1.

O jogo da argentina funcionou muito bem hoje, só que desta vez foi mais competente na hora de finalizar as jogadas.

Os chilenos que viram o jogo devem ter ficado preocupados.

Eles jogam essa Copa América como se fosse uma Copa do Mundo e tem uma pressão por ganhar.

Essa final da Copa América lembra a final do paulista de 1977 entre Ponte Preta x Corinthians. De um lado um time que nunca foi campeão, do outro, um multicampeão na fila de títulos.

O Chile pode tremer, a Argentina tem um time melhor, com mais peso no futebol e conta com Messi.

Mesmo assim, qualquer campeão é perfeitamente possível.


Chile sofre e vai para final


Hoje já começando a semifinal da Copa América, dois rivais, Chile x Peru. Isso mesmo, são rivais. A guerra do Pacífico entre os países se estendeu para o futebol.

O Chile mesmo tendo um time melhor e jogando em casa não dominava o jogo com facilidade no começo. Era o Peru jogando de igual para igual. Com suas duas linhas de quatro com Farfán e Guerrero a frente.

O time do Peru tem muitos jogadores médios e ruins, mas joga de uma forma bem organizada e coletiva. Gareca arma bem o time e faz com que ele seja bem competitivo.

Com 8 minutos: Farfán acertou uma bola na trave.

Mas com um a menos não foi possível jogar de igual para igual.

Aos 19 minutos, Zambrano chegou duro em Aránguiz e levou o 2º amarelo. O primeiro cartão foi mais na pressão da torcida chilena sobre o juiz. Talvez se a partida fosse disputada em outro lugar, não em Santiago, Zambrano não teria sido expulso.

O peruanos chiaram e vão continuar por um tempo.

Gareca precisou tirar Cueva e colocou um zagueiro, Ramos.

Com um a mais, o Chile começou a ter as rédeas da partida e mandar no jogo.

Mandava ao seu jeito, com todo mundo na frente trocando passes perto da área procurando um espaço.

As chances apareceram, mas só aos 41 saiu o gol chileno.

Sánchez saiu da marcação e cruzou a bola na área. Aránguiz passou por ela e não tocou na bola, ela bateu na trave e Vargas chutou prensado e viu a bola entrando devagarzinho.

Com o Chile em vantagem e o Peru com um a menos, parecia que não teria jeito, era os donos da casa na final.

Mas com 8 minutos, Farfán teve outra chance.

Sem medo, os peruanos atacavam e eram valentes em busca do gol de empate.

E o gol veio.

Aos 15 minutos, em cruzamento de Advíncula, Medel tentou tirar e empurrou contra o próprio gol.

Era o Peru conseguindo o empate, na luta, na dificuldade, contra um time melhor que o seu, com um homem a mais e jogando em casa.

Só que em pouco tempo, Vargas arriscou um chute de muito longe, pegando o goleiro peruano desprevenido, e colocou os chilenos a frente de novo.

Era merecido e não era.

A luta peruana era grande, mas não o suficiente.

Nos últimos minutos, foi o Chile ansioso por estar se classificando, errando muito.

A essa altura, o Peru já contava com Pizarro no ataque para empatar.

No fim não teve gol nem cá nem lá e Chile na final.

O Chile chega a final com facilidade na tabela e com arbitragem caseira. Mas, ao mesmo tempo, tem jogado bem, só que por vezes sente a pressão de ganhar em casa.

Amanhã tem a outra semifinal, entre Argentina x Paraguai.

Se fora a Argentina, que além de ter um time melhor, tem Messi e tem o peso da sua camisa. O Chile pode ceder à pressão e tremer.

Veremos...  

Pílulas do dia seguinte


Um dia depois do Brasil ser eliminado na Copa América algumas coisas ficam no ar.

O Brasil pela primeira vez fica fora da Copa das Confederações. E isso tem seu lado bom, não corremos o risco de ganhar essa competição, “me engana que eu gosto”, e chegar como favorito para a Copa do Mundo. E então dar no que deu em 2006, 2010 e 2014.

Por não jogar as semifinais e o jogo seguinte (podendo ser final ou disputa de terceiro e quarto), Neymar cumprirá sua suspensão nos dois primeiros jogos das eliminatórias.

O Brasil evitou o “efeito Chile”. Que seria passar pelo Paraguai e levar uma derrota daquelas para os argentinos. Na Copa passou pelos chilenos nas oitavas daquele jeito, nos pênaltis e depois levou os 7x1.

Thiago Silva mostrou mais uma vez que mesmo sendo um bom zagueiro, às vezes faz coisas inexplicáveis. Como foi o pênalti na sua cortada na bola ontem, sua suspensão e choro na última Copa. Além do pênalti parecido com o de ontem, em um jogo pelo PSG decisivo contra o Chelsea na Liga dos Campeões.

Depois do jogo veio à notícia do Doutor Dunga dizendo que 15 jogadores pegaram uma 
virose (com direito a diarreia) isso atrapalhou os treinamentos. Alguns jogadores falaram que não sabiam disso, outros confirmaram, outros falaram que foi pouca coisa. De qualquer maneira, tendo ou não virose, se sabe que deu m.

Agora nos aguarda uma eliminatória complicada, estamos cada vez mais parecidos com Paraguais e Venezuelas. A seleção não é horrorosa, mas é comandada pro um técnico sem ideias, que faz do Brasil o mesmo.

Apostar na individualidade dos jogadores, desta vez não vai funcionar como já funcionou no passado. Quando tínhamos equipes mal treinadas, mas que na técnica resolviam. Essa geração não é horrorosa, tem bons jogadores e um craque. Se fosse bem treinada seria umas das três melhores seleções do mundo.

A mudança, tão necessária ainda não veio e pode ser que nem venha. O futuro não é nem um pouco promissor

Não há plano A


Por mais tentador (e fácil que seja), o Brasil não pode jogar em função de Neymar como todo mundo já vem discutindo, desde que o Brasil levou os 7x1 em 8 de julho passado. Não é nem questão de plano B é questão de plano A mesmo.

Para enfrentar o Paraguai, fazer o que Dunga fez no último jogo contra a Venezuela não ira funcionar. Tentar segurar o placar, enchendo o time de zagueiros - Detalhe importante: Eram 4 zagueiros de ofício, mas não 4 zagueiros propriamente dito em função no campo. De qualquer maneira, um exagero - e segurando o placar no fim. 

Contra a Argentina foi buscar o empate depois de estar perdendo por 0x2. Os paraguaios tem um time chato para se enfrentar, está invicto na competição, gosta de se defender e tem alguns atacantes perigosos. Fará um jogo muito duro com o Brasil.

A geração da seleção tem sido muito discutida a cada revés da seleção. O tempo todo se bate na mesma tecla dizendo que a geração é ruim com um único craque. Não está muito longe da verdade, mas os coadjuvantes não são pernas de pau, são até bons jogadores. Só pelo fato de serem desconhecidos  e de jogarem na seleção desorganizada ficam taxados como ruins.

Quando um time joga bem coletivamente, até o jogador que joga mais ou menos vai bem. Porque você acaba exigindo menos do jogador com menos qualidade, assim diminuindo a possibilidade de erro. 

O Corinthians campeão do mundo de 2012 tinha uma linha de defensores composta por Alessandro, Chicão, Paulo André e Fabio Santos. Nenhum deles é craque, mas com a ajuda do resto do time montado por Tite, a defesa era o ponto forte do time, que tinha Cássio no gol.

Outra coisa é importante dizer: o Chile joga um futebol muito interessante já há algum tempo. Futebol melhor que o brasileiro, com velocidade, inversão de jogadas, troca de passes, a fim de propor o jogo e vencer. Por ter uma defesa fraca e baixa, acaba se arriscando muito e perdendo alguns jogos por causa disso.

O Brasil não precisa ser o Chile, mas pode se espelhar no estilo de jogo chileno dirigido por Jorge Sampaoli. Os coadjuvantes são do mesmo nível dos chilenos, além de ter uma defesa melhor e Neymar (na maioria das vezes). 

Essa seleção, com esses jogadores, pode jogar mais que vem jogando. O Brasil ainda pode ser campeão, mas não vai encantar. Só Neymar seria capaz disso. O camisa 10 essa hora esta curtindo suas férias.

O Brasil, apesar de tudo (amanhã há de ser outro dia) chega como favorito ao confronto contra o Paraguai. Daí deve pegar Argentina ou Colômbia (o fechamento da matéria foi feito antes desse jogo), aí eu quero ver.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense dia 27/06/15 

Como se fosse a primeira vez



Depois de sofrer os 7x1 no Mineirão na última Copa do Mundo, quase um ano atrás, foi consenso entre quase todos no Brasil que era hora de mudança.

E como o Batman, resurgindo das trevas, Dunga apareceu para ser o técnico que o Brasil merece, não o que realmente precisa.

Então foram 10 amistosos com 100% de aproveitamento. O otimista diria “agora sim, estamos voltando a ser fortes e Dunga sabe como comandar a seleção”.

Veio o primeiro jogo do Brasil na Copa América, uma atuação fraca contra o Peru que foi salva pelo craque Neymar. Que marcou um gol e deu uma assistência no último minuto.

Ficou evidente a “Neymardependência”.

Veio o 2º jogo na competição. Brasil jogou mal, Neymar não jogou bem, esteve muito pilhado e foi expulso. (Punição que depois virou pra quatro jogos e deixou-o fora da Copa América).

O Brasil perdeu para a Colômbia e teria de se virar sem Neymar daí pra frente.

Veio o terceiro jogo contra a Venezuela e ele foi decisivo para a classificação do Brasil.

O Brasil abriu 2x0, se fechou enchendo o time de zagueiros e trouxe a Venezuela pra cima. A seleção tomou um gol e venceu por 2x1.

Veio para as quartas de final e o Brasil enfrentou o Paraguai.

O Brasil até saiu na frente do placar com apenas 14 minutos. Robinho marcou no cruzamento feito por Dani Alves.

A seleção brasileira, por pior que seja, ainda é a seleção brasileira e o gol foi capaz de baixar a bola do Paraguai, que foi até o fim do primeiro tempo inofensivo ao gol de Jefferson.

No segundo tempo, o Paraguai vendo que o Brasil não vinha foi tentar a sorte no ataque.

O Brasil se fechava com medo de sofrer um contra-ataque e trazia o Paraguai para atacar. Eles tentaram, mas com falta de qualidade técnica não conseguiam chegar ao gol.

O Brasil por sua vez, não conseguia tomar conta do meio de campo, não tinha ninguém para pedir a bola e tranquilizar o jogo.

Com 25 minutos, bola cruzada na área e Thiago Silva como um bom jogador de basquete, tirou a bola da área com um toco.

Pênalti para o Paraguai.

O curioso é que jogando pelo PSG, na última Liga dos Campeões contra o Chelsea, repetiu o mesmo lance.

Gonzáles marcou no pênalti e empatou a decisão.

O Brasil foi tentar atacar, não conseguia e agora levava contra-ataques.

Incapaz de marcar um gol no fraquissimo Paraguai, levou a decisão para os pênaltis.

Veio o flashback da última Copa América, que contra o mesmo Paraguai na mesma quartas de final, o Brasil perdeu todos os pênaltis e foi eliminado.

O Brasil não queria repetir isso e não repetiu.

Foi melhor desta vez, acertou três cobranças de pênaltis, mas perdeu duas e foi eliminado.

Everton Ribeiro e Douglas Costas mandaram as suas cobranças para fora, os paraguaios acertaram quatros e vão enfrentar a Argentina na semifinal.

É um filme que se repete, com muitos clichês. Um filme que todo mundo já viu e sabe que o final é trágico.

São os 7x1 que se somam a essa eliminação e o resultado é: não está certo.

O Brasil é capaz de muito mais. Não pode jogar esse futebol horroroso.

A mudança que já haveria de ter acontecido, ainda não chegou, precisa acontecer se não caduca e vamos para outra Copa podendo sofrer outro vexame.



Argentina mereceu passar




Futebol tem dessas coisas. Hoje a Argentina enfrentou a Colômbia em Viña del Mar pela quartas de final da Copa América no Chile.

O jogo todo só teve a Argentina atacando, do primeiro ao último minuto. Teve duas bolas na trave, bola tirada em cima da linha, além das defesas absurdas de Ospina, mas a decisão foi para os pênaltis.

Pekerman errou na escalação e na estratégia de jogo. Já tirou Téo no primeiro tempo, tentando arrumar o time, que só foi tentar alguma coisa nos últimos 20 minutos de jogo.

O juiz mexicano marcava poucas faltas no começa do jogo, deixava bater e ao mesmo tempo distribuía vários cartões.  Depois começou a marcar mais faltas e os cartões chegaram a oito no jogo.

A partida foi quente o tempo todo, com várias chegadas duras, o clima foi esquentando durante o jogo.

Messi fez sua melhor partida na Copa America. A fim de jogo, jogando mais a vontade, mais pelo centro, dando arrancadas e armando o jogo.

Foram 16 finalizações hermanas contra só duas colombianas. A bola teimou em não entrar.

Nos pênaltis James, Messi, Falcao, Garay, Cuadrado e Banega acertaram as primeiras cobranças.

Depois Murriel isolou pela Colômbia e Lavezzi colocou os argentinos em vantagem.

Cordona fez pela Colômbia e na hora de selar a classificação Biglia mandou pra fora.

Nas alternadas Zuñiga errou e Rojo também.

Depois Murillo errou e Tévez, que desperdiçou o pênalti decisivo na eliminação argentina na última Copa América, selou a classificação marcando o pênalti decisivo.

A Argentina merecidamente está na semifinal, passou por uma Colômbia, que quase nada fez hoje e que sai com apenas um gol na Copa América.

Os argentinos ainda não brilharam e estão no caminho do Brasil se passar pelo Paraguai amanhã.

Chile sofre, consegue a classificação em jogo com "mão boba"


A Copa América voltou hoje depois de dois dias seguidos sem jogos, com uma quartas de final entre o anfitrião Chile e o Uruguai.

O estádio Monumental de Santiago lotado, para ver o seu país tentar passar de fase e tentar conquistar a sua primeira Copa América.

O Uruguai, maior campeão da competição, com um time menos estrelado e desfalcado de seu melhor jogador, Suárez, foi como azarão.

A Celeste não liga em ser azarão, basta lembrar a Copa de 50, e não jogou de igual para igual.

Esperou em seu campo, muitas vezes, com 10 jogadores e jogava pela aquela bola, que poderia vir de bola parada, contra-ataque, do jeito que der.

O Chile, então favorito, foi pra cima. Ficou quase que o jogo todo no seu campo de ataque trocando passes e tentando furar o bloqueio uruguaio. Com Aranguiz, Valdivia e Vidal tentando chutar ou colocar alguém dentro da área. Vargas e Alexis tentando pegar a bola na área e os laterais correndo pelas extremidades do campo.

Os chilenos cruzavam muitas bolas na área, o time é muito baixo e insistir nesta jogada parecia inútil.

Com 17 minutos do segundo tempo, Cavani, que teve uma semana difícil com o problema de seu pai, foi expulso. Jara o provocou com uma "mão boba" e ele revidou.  O arbitro brasileiro, Sandro Meira Ricci, que adora um cartão, não titubeou e o expulsou.

Isso elevou a tensão que já era grande na partida.

O Chile foi ainda mais pra cima, mas mesmo tendo 80% de posse de bola e chutando 9 vezes, só duas a mais que  o Uruguai com 7.

Cruzamentos pareciam inúteis, mesmo assim, com 35 do primeiro tempo, Muslera rebateu mal uma bola cruzada na área. Ela sobrou em Valdivia, que definitivamente é outro jogador no Chile, e Isla completou para o gol depois do passe do palmeirense.

O gol deu alivio ao Chile, que passou a segurar mais o jogo.

A temperatura não tinha diminuído, com 44 minutos, Sandro Meira Ricci, exagerou de novo e expulsou mais um: Fucile. O que levou uma confusão generalizada, Óscar Tabárez também foi expulso.

No final, depois de sofrer, deu Chile, que vai a semifinal. Onde enfrenta Bolívia ou Peru, que são bem menores que o Uruguai. A tendência é os donos da casa irem pra final.

Detalhe da provocação de Jara

Brasil vence sofrendo mais do que deveria



O Brasil foi enfrentar a Venezuela em Santiago no último jogo da fase de grupos da Copa América.

O Brasil precisava apenas de um empate para passar de fase, mas depois da última partida deixou muita gente apreensiva. Ainda mais sem Neymar.

Dunga armou o time com Robinho e Coutinho, capitão foi Miranda, e não Thiago Silva. Esquema 4-4-2. Com Robinho e Firmino na frente.

Com poucos minutos de jogo, Thiago Silva abriu o placar. Esse gol no inicio foi muito bom para o Brasil. Não deu tempo para desesperar-se, ganhou tranquilidade e confiança.

Na bola parada o Brasil foi muito melhor, ganhou quase todas tanto que abriu o placar assim. Thiago Silva pegou o cruzamento, em cobrança de escanteio, com um belo chute de primeira no gol.

Durante todo o restante do primeiro tempo, o ataque da Venezuela foi quase nulo. Uma bola cruzada na área, que passou perto da trave de Jefferson foi o lance mais perigoso do primeiro tempo.

Era o Brasil com a bola tentando chegar e a Venezuela defendendo.

Sem Neymar o ataque não ficava viciado em jogar a bola no camisa 10 , circulava mais pelo ataque.

O segundo gol a bola ficou rodando o ataque até Willian correr pela linha de fundo na esquerda e cruzar para Firmino completar no gol.

Era o 2º gol com 6 minutos do 2º tempo, estes minutos foram quase que com 100% de posse de bola brasileira.

Daí em diante foi o Brasil meio se poupando, meio tentando segurar o placar.

Dunga colocou David Luiz no lugar de Firmino e Tardelli no lugar de Coutinho, com 21 minutos já fechando o time. Depois entrou Marquinhos no lugar de Robinho.

Pragmatismo total de Dunga, uma espécie de 4-4-2: com Marquinhos na lateral direita, Dani Alves meia pela direita, David Luiz de volante e Willian e Tardelli na frente.

Eram 4 zagueiros de oficio, mas não 4 zagueiros propriamente dito em função no campo.

De qualquer maneira, um exagero.

O jogo corria tranquilo para o Brasil, quase aumentou aos 35 com David Luiz.

O time tava tão na defesa, mas tão na defesa que...

Com 38 minutos, Arango fez ótima cobrança de falta, Jefferson defendeu, a bola bateu na trave e Miku marcou.

Sendo eliminado com a derrota, os venezuelanos foram no embalo para empatar.

Aos 47 a Venezuela ficou perto do empate.

O jogo era para acabar tranquilamente, deu mais um pouco de dor de cabeça em Dunga, por erros cometidos por ele mesmo.

Vitória brasileira com outra atuação fraca, time sente a falta de Neymar, só que sem ele teve uma movimentação um pouco melhor.

Agora o Brasil enfrenta o Paraguai no próximo sábado.

O adversário do próximo jogo é um pouco melhor, gosta de se defender e tem alguns atacantes perigosos.

O Brasil, apesar de tudo (amanhã há de ser outro dia) chega como favorito ao confronto contra o Paraguai.

Daí deve pegar Argentina ou Colômbia, aí eu quero ver.

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