Seleção sem identidade e beleza


Sábado, último final de semana de junho com suas últimas festas juninas e no final da tarde Brasil x Paraguai em jogo decisivo pela Copa América. Pra quem gosta de futebol ver um jogo da seleção seria um deleite a mais para completar o sábado. Mas só se você visse um VT (videotape) de algum jogo do Brasil na internet ou em um empoeirado videocassete.

Porque essa atual seleção não te traz prazer em ver nem torcer, desanima até o mais Pacheco torcedor. Contra o Paraguai o Brasil abriu o placar com 15 minutos em uma jogada sazonalmente bem trabalhada e gol do Robinho. Depois se propôs a segurar o placar, que nem isso conseguiu e o pênalti bobo de Thiago Silva levou a decisão aos pênaltis. Onde foi eliminado.

O jogo do Brasil é ruim, horroroso, não tem nada que você possa tirar de interessante. Só tem algo quando Neymar joga. O Brasil depende, quase que exclusivamente, do talento nato dos jogadores. E não vai ser o tempo todo que teremos quatro ou cinco craques na seleção. Hoje só temos um.

Na CBF tudo é feito errado, mas não muito diferente da AFA (Asociación del Fútbol Argentino) que tem uma seleção bem melhor que a nossa. Com jogadores melhores e, sobretudo, uma tática melhor. O time da Argentina não é um bando de jogadores tentando jogar bola, completamente perdidos. Eles têm um jogo, que não é perfeito, mas funciona. Assim Messi pode jogar bem, mas sem depender dele.

O fato do Brasil não enfrentar a Argentina e todo mundo ver o hermanos ganharem por 6x1 dos paraguaios, que eliminaram a seleção, fez muita gente pensar que foi um alívio o Brasil não ter passado. Bom, o futebol não é matemático, um clássico Brasil x Argentina seria diferente do jogo contra o Paraguai. Mas Brasil x Alemanha também deveria ser, não é? Então torna uma mera atividade de imaginação, o que não deixa de constatar que a Argentina em situações semelhantes a do Brasil (com uma população bem menor) consegue ser melhor.

No Chile neste sábado os donos da casa farão a final da Copa América com os argentinos. O Chile nunca foi campeão da Copa América, a Argentina está na fila desde 1993. Isso faz lembrar a final do paulista de 1977, quando a Ponte Preta, nunca campeã, enfrentou o timão na fila. Aquele dia o Corinthians saiu da fila e o gol de Basílio, o do 1x0, é lembrado até hoje. A Ponte segue sem ser campeã.

Quem fizer o gol do título no final de semana será lembrado por muito tempo, para não dizer pra sempre. O Chile pode tremer na base com a pressão, a Argentina tem um time melhor, com mais peso no futebol e conta com Messi. Mesmo assim, qualquer campeão é perfeitamente possível.

Voltando a seleção brasileira. O time da CBF com toda sua corrupção e falta de respeito com o torcedor, tem sido cada vez mais deixada de lado. Afinal, ela perdeu a sua identidade e beleza, assim como a F1 vem perdendo com o passar do tempo.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense dia 04/07/2015


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