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Brasil x Alemanha: quem eu sou x quem eu quero (preciso) ser


"Sinto muito pelo resto do mundo, mas seremos imbatíveis por muito e muitos anos." Está frase é de Franz Beckenbauer, mas não foi dita depois do tetra em 2014, foi depois do tri em 1990, quando Franz era técnico.

Nos anos seguintes o mundo viu o contrário, uma Alemanha com futebol feio e com fracassos em Euros e Copas do Mundo. Em 1996 ganhou a Euro, por puro acaso do futebol, em 2002, quando disputou a final no Japão contra o Brasil, já se tinha a convicção de que era hora de mudar.

A Federação alemã e a Bundesliga investiram na base, nos estádios, atraíram os torcedores e mudaram os conceitos na seleção nacional. 

Jovens jogadores surgiram - com características nunca antes vista entre os alemães, como Müller, Reus, Götze e Özil por exemplo -, a Bundesliga cresceu, o campeonato virou o de maior média de público no mundo e a seleção voltou a ser campeã. Jürgen Klinsmann abriu o pensamento e inciou a mudança, Löw, auxiliar de Jürgen, deu continuidade e o time bateu campeão do mundo em 2014.

Todo o processo de crescimento está detalhado no livro "Gol da Alemanha".



Um pouco antes da Copa de 2014 Parreira disse que o Brasil estava com "a mão na taça" e antes havia dito que a "CBF era o Brasil que dava certo". Menos de um mês depois os próprios alemães escancaram o equivoco do técnico campeão de 1994.

Os 7x1 mostraram que era hora de mudar, com Dunga não mudou e talvez agora, depois de outros dois resultados ruins em Copas Américas, a coisa mude.

Amanhã o Brasil enfrenta os alemães, no jogo entre quem eu sou (Brasil) contra quem eu quero ser (Alemanha).

A seleção brasileira, junto do futebol brasileiro, precisam passar pelo processo alemão de evolução. Não é questão de copiar, mas evoluir, modernizar.

Micale/Tite podem ser o Klinsmann da seleção brasileira, o Brasil olímpico pode ser a base de uma nova visão de futebol de olho no futuro. Só isso não vai resolver, a CBF e os clubes brasileiros - não temos uma liga no Brasil, o surgimento dela pode ser um começo - também precisam trabalhar para isso.

Amanhã, no Maracanã, o Brasil é favorito para o inédito ouro, a seleção C da Alemanha é inferior e eles vão trabalhar com isso - afirmaram em entrevista. O melhor da Alemanha sempre foi o time e não o craque, além de se preparar para anular cada adversário. Em 1974 foi assim contra a Holanda, em 1990 contra Maradona e agora na Euro contra a Itália atuando com três zagueiros.

Isso sempre foi característico alemão, como o talento e a habilidade foram da seleção brasileira. O ataque brasileiro ainda é bom neste quesito, Neymar, os Gabriés e Luan tem provado isso. Por outro lado, Bernard ter jogado no Mineirão é a prova de que analisar o adversário nunca foi prioridade por aqui. Mas pode ser.



A partida, mesmo não sendo uma revanche, tem um gosto diferente, os 7x1 ainda machucam. Zeca, em entrevista à Folha de SP, disse que após ver o avô dele chorando no 8 de julho disse que chegaria a seleção e daria o troco. Bem ao estilo Pelé, prometendo ao avô em 1950 que seria campeão do mundo.

O ouro recupera a auto estima dos brasileiros, mas só isso não colocará o Brasil de volta ao patamar de outros tempos. A evolução do futebol pede mais.


Brasil x Alemanha  

Final Olimpíadas 

Maracanã, Rio de Janeiro, 20/08/2016 às 17:30h




Atlético Nacional campeão na bola, sem Pablo Escobar


Em 1989 o Atlético Nacional venceu o Olímpia no pênaltis e foi campeão da Copa Libertadores pela primeira vez. 

Aquele título foi "manchado" pelo suposta ajuda de Pablo Escobar, ameaçando juízes e adversários para fazer como que o time fosse campeão. Sem falar no dinheiro do trafico entrando no clube e servindo para fortalecer a equipe.

Nada disso é totalmente comprovado, sobretudo na primeira parte, mas é bem plausivel e ninguém acredita que isso seja uma teoria da conspiração descabida.

Os rivias do Nacional dizem que o time só ganhou Libertadores por causa do tráfico. Não podem mias dizer.

Hoje foi bicampeão na bola, sem o menor envolvimento do tráfico.



O Atanasio Girardot estava lotado, 45 mil, festa muito bonita dos verde e brancos no confronto contra o Del Valle.

O time de Reinaldo Rueda queria atacar, com Guerra de 2° volante, quase meia, o time tinha um rol grande de possibilidades ofensivas. com a bola no pé dos colombianos em 62% no primeiro tempo era muito melhor em campo, mandava no Atanasio Girardot.



Teve cinco chances claras no primeiro tempo, a velocidade, a boa troca de passes e o forte meio de campo faziam o time melhor e próximo do gol. 

Destas cinco chances, uma delas entrou, Borja pegou o rebote da trave depois de cobrança de falta na área. Ele mesmo perdeu uma grande chance com 19 minutos cara a cara.

O jogo era do Nacional, o Del Valle era dominado e só ameaçou a jogar no final da etapa inicial. Os colombianos não matavam o jogo, deixaram os equatorianos chegarem, com uma chance clara de gol.



No segundo tempo, Uchuari entrou no Del Valle e fez uma grande jogada, com direito a chapéu dentro da área e tudo. Mas sem finalização, Henríquez acabou travando na hora do chute - muito bom zagueiro.

O del Valle reclama de pênalti no lance.

O jogo já não tinha o mesmo domínio Atleticano como na etapa inicial, mesmo assim Borja perdeu outro gol e deu um bom passe para chute perigoso de Berrío.

É impressionante como o Del Valle não tem medo de nada, não importa a situação segue jogando como se estivesse tudo normal. Por isso eliminou o Boca vencendo na Bombonera por 3x1 e não foi presa fácil na final.

A bola do segundo gol do Nacional, para matar o confronto e confirmar o título não saia. Marlos Moreno ficou no quase e Azcona fez ótima defesa em arremate de Borja - como perdeu nos dois jogos da final.



O atacante saiu antes do apito final, foi aplaudido, fez cinco dos últimos seis gols do time. Contratado para a parte final da competição se mostrou uma aposta muito certeira.

Nos minutos finais o Del Valle não mostrou força para atacar, o o Nacional cozinhou a partida e conquistou a Copa Libertadores.



As finais não foram as melhores partidas do Atlético Nacional, porém o resultado poderia ter sido maior não fosse tanta afobação em alguns momentos e pressão por ser muito favorito na final.

O Del Valle foi longe demais, complicou na final, é menos time, porém valente.

O Nacional tem um time muto bom, um dos melhores nos últimos anos, fez a melhor campanha da história competição com 14 jogos: somou 33 pontos.

Vai ao Mundial de Clubes, projeta uma final contra o Real Madrid, muito melhor tecnicamente, nem tanto taticamente. Até lá tem grande chance de se enfraquecer, não parece o caso do Real.

Marlos Moreno vai para o Manchester City e será emprestado para o Deportivo La Coruña; Mejía foi para o Monterrey; Borja é ótimo centroavante com velocidade e força física; Guerra já tem 30 anos, mas é ótimo passador.

Difícil dizer como estará o time em dezembro,  de qualquer maneira, como sempre, é zebra contra o europeu.

O importante é pensar que venceu a Libertadores, agora sem Escobar.

Decisão em Medellín, Nacional favorito


No Equador, na primeira partida da final da Libertadores entre Del Valle e Atlético Nacional 

Os colombianos, com mais posse de bola, ditavam o ritmo da partida e foram criando suas chances. 57 % do primeiro tempo foi de posse verde e branca.

Com o mesmo esquema da partida da semifinal contra o São Paulo, o time desta vez só não contava com Mejía. O desfalque fez diferença na saída de bola, mas a maior dificuldade dos colombianos era superar a ansiedade de disputar uma final de Libertadores e de furar a defesa comandada por Mina - ótimo zagueiro.



Borja, fominha hoje, bateu toda bola que chegou em seu pé no gol, Marlos Moreno chegava bem pela esquerda e Torres não conseguia criar como nos outros jogos. Mesmo assim faltava pouco para o gol.

Conseguiu quando superou Mina.

Berrío ganhou dele na disputa corpo a corpo, passou no meio de outros defensores e bateu de fora da área no canto de Azcona. O Nacional é especialista no jogo coletivo, mas tem bons jogadores, por isso, abriu o placar em jogada individual.


Do lado do Del Valle Julio Angulo era o jogador mais utilizado da equipe, Rizotto não fazia uma partida como a da Bombonera. A melhor chance foi de cabeça em bola parada.

O Atlético não fazia a melhor partida na competição, mas o suficiente para vencer.



No segundo tempo o Del Valle melhorou, passou a ficar mais com a bola e o Nacional buscou contra-ataques.

Cabezas não fazia um bom jogo, saiu, Julio Angulo não estava tão mal, também saiu. Era a tentativa de fazer melhor a equipe, ser mais efetiva e terminar em gol.

Do outro lado Reinaldo Rueda se movimentava, colocava Guerra para organizar o time no lugar de Pérez. Mas jogou no lugar de Torres que saiu para entrada de Blanco, este jogou de volante.

O jogo seguia morno, o ritmo do Nacional era lento, não conseguia encaixar os contras, já não tinha o controle do jogo, a posse de bola já era 50 x 50 e foi ameaçado na bola parada novamente.

Sonoza mandou na área e Mina, na sobra, empatou a decisão da Libertadores no Equador, aos 41'.

No final ficou lá e cá, vários jogadas próximas de se concretizar, não deram em nada: 1x1.



O placar anula a partida inicial, pois não há gol fora de casa, então o placar desta partida não será levado a outra final. O que fica são as atuações das equipes, o quanto um pode usar este jogo para ir melhor no outro e o possível desfalque de José Angulo.

O Nacional não fez uma de suas melhores partidas na competição hoje, é favorito na semana que vem, além de jogar em casa é melhor. Mas nunca duvidemos do Del Valle, um time muito corajoso, não se dá por vencido nunca.

Estatísticas: Footstats

Festa portuguesa, com certeza

Mesmo em domingo de Campeonato Brasileiro, o principal fato futebolístico era a final da Eurocopa entre Portugal x França em Saint-Denis.



O jogo seguia o roteiro no início, Portugal se fechava em seu campo, com duas linhas de quatro e Nani e Ronaldo na frente para puxar os contra-ataque. Jogo reativo.

Com a bola os franceses trocavam passes em busca do gol e tinham chances porque os portugueses erravam. 

Aos 9 minutos, um cruzamento para cabeça de Griezmann levou perigo.

Sissoko usava sua velocidade e força física, Payet os seus passes, Griezmann movimentação e agilidade, Pogba aprecia pouco. Essa foi a França no início do jogo, empurrada pela Marselhesa



Então o craque da competição, em busca do título inédito, a fim de fazer o que nem Eusébio conseguiu fazer, caiu no gramado, aos prantos. Cristiano Ronaldo chorava, havia levado um entrada de Payet (leal, nem falta foi) e sentia o joelho esquerdo.



Chorando, carregado saiu a colocou uma bandagem na perna. Correu mais um pouco e fez sinal que não dava mais.

Ronaldo viveu o drama de sair de maca, da partida mais importante com sua seleção. Ele que era vaiado pelos franceses, saiu aplaudido por todos em Saint-Denis. Comovente.

O xará dele também não teve sorte em 1998.



Portugal passou a jogar com 4-1-4-1, Nani ficou sozinho à frente.

Depois deste lance a partida caiu o ritmo, melhor para os portugueses que sentiu menos a pressão francesa.

No restante da primeira etapa a melhor chance foi com Sissoko, o melhor em campo na primeira etapa. Renato Sanches, responsável por iniciar os contra-ataques lusos, foi o melhor português.



O segundo tempo começou com posse de bola portuguesa. O panorama da inicio da partida já não se repetia, era uma seleção francesa fraca na agressividade à bola e no controle de jogo com ela. Muito pouco.

Deschamps mudou: tirou Payet e colocou Coman, queria mais velocidade já que os passes do meia não surtiam efeito.

A França melhorou, Griezmann quase fez depois de cruzamento do recém colocado em campo, Coman.

Melhor a França vivia de espasmos de boas jogadas, Pogba aparecia pouco, Giroud também. Gignac entrou no lugar do segundo.

Sissoko assustou com chute de fora da área e Nani com cruzamento perigoso, em direção ao gol.

A partida era tensa, as equipes sabiam que um erro definiram o campeão, Portugal só saia na boa., Pepe novamente era um monstro na defesa.

Nos acréscimos, por um capricho do destino, uma boa enfiada de bola para Gignac acabou em bola na trave portuguesa.

Teve prorrogação.


Momento da bola na trave
Depois de correr 90 minutos, ser inferior e ainda estar sem Ronaldo, os portugueses queriam os pênaltis.

Pelo menos era o que parecia.

Impressionava a força física lusa, Éder já atuava na frente e Nani era o meia aberto pela direita.

Quem tentava mais o gol eram os franceses, porém a melhor chance foi portuguesa. Cabeçada perigosíssima de Éder, defesaça de Lloris.

No segundo tempo, C Ronaldo mandou Guerreiro cobrar uma falta perto do gol. A bola explodiu no travessão.

Era os portugueses chegando como nunca no jogo, o espirito português prevalecia e Éder usou os espaço entre as linhas francesas para finalizar de fora da área e fazer um gol histórico.

Cristiano chorava novamente, agora, de alegria.

A França foi com tudo e mais um pouco ao ataque. Estava perdendo mesmo...



Tentou, o gol não veio, deu Portugal, festa portuguesa.



Portugal aproveitou o bom lado da chave que caiu, avançou, C Ronaldo levou o time à final, que venceu à sem ele. Os portugueses são campeões pela primeira vez, fazem o que os gregos fizeram com eles em 2004, vencem os anfitriões na final é conquistam a taça inédita.

É legal vê-los vencendo porque o futebol é assim, cheio de histórias peculiares a serem contadas, todas diferentes, distante de prognósticos. Poucos imaginavam Portugal na final, campeã, com Ronaldo sofrendo lesão e vendo a sua seleção vencer os donos da casa na prorrogação...

Inimaginável, só no futebol mesmo.



Ronaldo consegue o que nem Eusébio conseguiu, aos franceses, resta pensar que têm uma boa seleção, que ainda precisa evoluir em alguns pontos, não é capaz de manter o controle dos jogos.

Éder faz o gol mais importante da história de seu país, o futebol está sempre aí para escrever a história, cada dia de um jeito.

O futebol deles é pragmático, não têm uma das melhores seleções do mundo e não serão favoritas na próxima Copa do Mundo. Mas agora isso pouco importa, os portugueses querem é comemorar.



Undécima veio nos pênaltis

Tinha tudo para ser uma boa noite de Champions em Milão, na final revanche de 2014. Foi com roteiros repetidos e muitas surpresas.


A jogo do Atlético de Madrid está manjado, todo mundo sabe como o time de Simeone vai jogar e sobretudo defender. Zidane tentou furar a barreira com seus jogadores, C Ronaldo se juntava ao Bale para tentar na técnica, no drible passar pelos colchoneros. Ambos os craques se movimentavam bastante pelas pontas do campo na frente da última linha do Madrid, mas não conseguiam fura-lá.

A saída foi a bola parada. Todo mundo sabe que o Atlético é bom em bola parada, mas o Real com bons jogadores de cabeça e cobradores de falta é tão bom quanto - fez até mais gols de falta que o adversário desta final na competição,

De bola parada aos 6 minutos Oblak fez uma defesaça em desvio de Casemiro. Aos 14 minutos, não teve jeito. A bola cruzada por Kroos desviou em Bale e depois Sergio Ramos empurrou dentro das redes. 

Cruel. Ramos o mesmo jogador que empatara a decisão de 2014 aos 48 do segundo tempo, abrira o placar na nova decisão. Detalhe: o espanhol estava impedido, mas cruel ainda com os colchoneros.



Atrás no placar o "exercito de Simeone" tinha muita dificuldade de chegar ao ataque, Koke e Saúl, responsáveis por acionar rapidamente o ataque depois da retomada de bola não conseguiam atuar bem. Torres nem pegava na bola, só Griezmann participava, a melhor chance do Atlétic foi em chute do francês defendidos por Navas. 

Do outro lado Kroos e Modric dominavam o jogo do meio de campo junto de Casemiro. A diferença do jogo estava aí, assim o Real conseguia se defender bem.

O Atlético ficou devendo futebol no primeiro tempo, na defesa até segurou a maioria das jogadas de bola rolando do Madrid, isso contribuía para um jogo morno.

Para esquentar a disputa o arbitro marcou um pênalti, que não foi, logo com um minuto da etapa final. Griezmann partiu pra bola e nervoso explodiu a cobrança no travessão de Navas - ele perdeu um pênalti na semifinal contra o Bayern e um em outubro foi defendido por Navas. Não podia ser ele a cobrar.



Mesmo com o gol não saindo o Atlético já era melhor em campo, com Carrasco a equipe melhorou, o Real se fechou e esperou mais o rival. Sem ser um time de posse de bola - alterna estilos durante o jogo - deu a bola para o rival e buscava os contra-ataques.

Assim o jogo ficou melhor, o Atlético arriscava e dava espaço ao Real, a partida ficou mais aberta, mais vistosa. Gabi organizava o jogo para os colchoneros, não é muito de fazer isso por causa do estilo de jogo de sua equipe, mas fazia bem.

Zidane então colocou Isco e Lucas Vázquez no lugar de Kroos e Benzema. Com jogadores mais jovens, velozes e inteiros era buscar os contras ainda mais. Não era retrancar.

Aos 32 do segundo tempo, por preciosismo, C Ronaldo e Bale perderam a chance de matar o jogo. Ronaldo sem estar 100% não foi decisivo, nem faltas cobrou, elas ficaram para o galês.

Gol não feito, rival não morto, gol de Carrasco. Juanfran recebeu ótimo passe de Gabi cruzou para Carrasco aparecer com força, alma e vontade do colchoneros e empurrar a bola para o empate.



Ele correu, comemorou e beijou a namorada (miss Bélgica). Que noite do belga em Milão.

Nos dez minutos finais ambos atacaram pouco, com medo da não recuperação por uma falha a decisão foi para a prorrogação. Como em 2014 a partida ficou em 1x1 no tempo normal e foi para o tempo extra.



Na prorrogação as chances foram rareando, o desgaste físico em ambos era muito, por isso o jogo ficou lento.

Filipe Luis saiu de cansaço no Atlético, o Real não podia mais trocar.

O times tentaram pouco, pareciam esperar os pênaltis, a prorrogação se arrastava. Ruim.

Os melhores momentos foram de faltas e substituições, pouco por uma final da Liga dos Campeões. Só nos últimos dois minutos o Real atacou.

Não teve jeito, pênaltis...



Na decisão dos pênaltis de um lado a melhor técnica do Real contra a maior confiança ( ou raça) colchonera.

Na seis primeiras cobranças, três de cada lado, 100% de acerto, Lucas Vázquez, Marcelo e Bale pelo Real, Griezmann (desta vez fez), Gabi e Saúl pelo Atlético.

Depois Sergio Ramos, o super carrasco do Atlétic converteu e Juanfran morreu na trave.

Caiu nos pés de Cristiano Ronaldo a decisão, ele que não participara muito do jogo, perdera uma boa chance antes do gol de empate e sem estar 100% era apenas mais um em campo.

Mas ele ainda é o Ronaldo, confiante, forte e especialista em penais. Com categoria mandou para redes e saiu para comemorar o título, a Undécima.



Depois de um longo tempo para "Lá Decima" a Undécima veio logo, dois anos depois contra a mesma equipe. Agora dirigido por Zidane ele se torna o primeiro francês campeão da Liga - já havia vencido como jogador duas vezes como jogador no mesmo clube.

O jogo de Simeone falhou de novo na hora agá, hoje o Atlético não foi tão efetivo na defesa como é normalmente, mesmo assim foi melhor no ataque na etapa final. Nesta final foi menso "cholismo", mas parou nos penais, tanto no de Griezmann no tempo normal como na decisão.

Ronaldo chega a sua terceira Champions, ganha um crédito grande pela disputa pela Bola de Ouro. A temporada com Liga dos Campeões é sempre boa, mesmo este Real Madrid não ter anunciado desde o começo que venceria, no final foi decisivo e venceu as decisões.

Dá até pra dizer que Barcelona e Bayern de Munique são melhores que o Real, mas só ele foi capaz de passar pelo Atlético.

Agora é festa em Madri para o lado merengue, chegando a sua 11ª taça. Ao Atlético ainda não foi desta vez.


Quem merece vencer a Champions e o que isso significará?

Amanhã (sábado 28), às 15:45h (Brasília) em Milão no estádio San Siro, Real Madrid x Atlético de Madrid iram decidir a Liga dos Campeões.

Todas as informações passadas vamos direto ao ponto. Por que cada time merece vencer e o que isso trará para cada um deles e para o futebol? Abaixo a análise deste ponto.


Real Madrid


Com Zidane no comando - após a saída de Rafa Benitez - o Real cresceu muito na temporada, com seu jogo ligado muito na qualidade de seus craques e poder ofensivo, a equipe tem jogado um bom futebol, sobretudo em casa e comandado por C Ronaldo tem passado pelos adversários. Terminou o Campeonato Espanhol em segundo na cola do Barcelona.

Joga um futebol bonito de se ver, rápido, a equipe alterna posse de bola com contra-ataques. Com jogadores habilidosos como Bale, Kroos, Modric, Marcelo, Benzema, além claro da estrela da companhia: Cristiano, conta com jogadores melhores que do outro lado.

Caso ganhe a competição a Undécima (11ª Liga dos Campeões) do clube, trará um peso forte para o craque português na busca pela Bola de Ouro. Colocará a equipe como favorita para mais um Mundial em dezembro e fará de Zidane o primeiro técnico francês campeão da competição, além da dobradinha jogador + técnico. 

Também haverá toda a festa dos merenques que vão esfregar o troféu na cara dos barcelonistas, vencendo-o em cima do outro rival, assim como fez em 2014.


Atlético de Madrid


Você pode até não gostar do estilo de jogo deles, mas não pode negar que é eficiente. O "cholismo" do Atlético chega a ser irritante em alguns momentos, mas é ridiculamente eficiente. Simeone não tem grandes craques - Griezmann e Godin são os únicos foras de série - e com um jogo perfeito de marcação, diminuição de espaços, bolas paradas e contra-ataques consegue bater Barcelona e Bayern de Munique em sequência. É um jogo pragmático mesmo.

Uma vitória deste estilo de jogo pode significar uma nova moda a seguir, ou a ser considerada certa. É um erro, mas muitas vezes as verdades são ditadas pelos resultados, difícil não lembar 1982. Vencendo, Simeone provará de uma vez por todas sua filosofia.

Por outro lado, é uma equipe plausível para ser derrotada por um sul-americano. Dá até pra dizer que os são-paulinos torcem para fazer uma possível - é bem na futurologia - final de Mundial. O jeito de jogar da equipe faz o time eliminar grandes e perder para times menores que ele.

Ainda virgem na competição - perdeu as final de 1974 e 2014 - o time busca a revanche contra o rival - com 10 "orelhudas".



No sábado o Atlético tem mais chances que em 2014, com o time inteiro e descansado pega um rival mais fraco. O Real de 2014 era mais organizado com Ancelotti, Di Maria era peça fundamental naquele time, melhor na defesa e maduro na execução do jogo. 

Esse Atlético joga muito parecido com aquele e terá o principal jogar na decisão - Griezmann joga, Diego Costa não pôde em 2014. C Ronaldo caso faça dois gols pode bater seu recorde de gols na competição chegando a 18 em uma única campanha.

Acho os colchoneros favoritos, têm uma equipe mais madura, consistente na temporada e preparada para ser campeã. O Real não teve nenhum grande rival pela frente na competição e está com o segundo técnico por começar mal a temporada.

Na primeira final de dois times do mesmo país repetida são muitos nuances para amanhã, tomará seja um bom jogo e vença quem vencer terá seus motivos para ser campeão e comemorar.

Santos o justo campeão, mesmo sem jogar melhor


Futebol é mesmo complicado, imprevisível e injusto. Bem, a justiça é difícil de dimensionar, mas é inegável o domínio do Audax no primeiro tempo de jogo na Vila. 

Com 68% de posse de bola, 11 finalizações, 245 passes mandou na partida. O time de Osasco ficou com a bola e de fato incomodou  a defesa santista, definida para se defender. Como um time de basquete fez marcação meio campo, colocando Lucas Lima e Ricardo Oliveira. 

Mal comparando parecia o jogo entre Bayern de Munique e Atlético de Madrid em Munique, mas era em Santos. 

Na melhor chance do Audax, Tchê Tchê recebeu o passe curto no escanteio, driblou Zeca e bateu em gol. A bola explodiu na trave, para desespero de Fernando Díniz no banco.

Só que quase como uma formula matemática, o chavão "quem não faz toma". Ricardo Oliveira puxou um contra-ataque sozinho contra três. O camisa nove deu um drible desconcertante, entre as pernas do zagueiro, e inapelável, fez o gol santista. 

Golaço!

Como diria Muricy "a bola pune". 


No segundo tempo a partida continuou igual, só que agora a vantagem santista colocava uma pressão a mais nos meninos de Díniz.

O Audax errou mais passes, teve menos chances, assim o Peixe conseguiu ter mais chances que na etapa inicial. Já sem Lucas Lima, que saiu machucado no primeiro tempo, Ronaldo Mendes era encarregado pela armação - ele só entrou no segundo tempo, e no lugar de outro jogador, Paulinho substituiu Lucas.

Com mais volume de jogo, o Audax tentava, mas estava difícil, Ytalo ainda acertou uma cabeçada no travessão. Nada de a bola entrar.

Com 36 minutos, o Santos só não matou o jogo porque o bandeirinha viu o que ninguém viu, impedimento no gol legalíssimo de Joel.

O tempo foi passando, mas Fernando Díniz não tinha um Rafael Marques para entrar e empatar o jogo no fim.

Se arbitragem impediu que o Peixe matasse, Ronaldo Mendes também ao perder um gol, imperdível.

Assim o Santos levou pressão até o fim, mas não havia o que fizesse a bola do Audax entrar - coisas do futebol, a sorte estava do lado alvinegro. Deu Santos.


Bicampeão, 22 campeonatos Paulistas - empatando com o Palmeiras - quinto em oito finais seguidas. O Santos chegou a 28 jogos invicto em casa.

Hoje dá para dizer que o Audax fez uma partida melhor, mas a bola não entrou. Do outro lado a experiencia fez valer, Ricardo Oliveira foi frio e fez o gol do título. Na proposta de se defender na Vila e buscar o contra-ataque foi mais feliz, eficaz e merece - ainda mais por ter tido um gol mal anulado.

Ao Audax, Fernando Díniz e seus jogadores vale pelo sucesso que seu jogo diferente, de posse de bola, proporcionou. Ficou faltando o título.

Vamos ver até onde pode ir esse time do Santos, mas sem os três melhores jogadores por 9 rodadas no início do Brasileiro perde muito a força. Veremos...


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