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Jesus brasileiro, Dios argentino


Quem madrugou e viu a partida entre Brasil x Peru (início às 00:15) não se arrependeu. Viu outra vitória brasileira e um bom jogo de futebol.

O jogo não foi fácil, a seleção peruana começou bem a partida, é um time bem montado organizado que sabe criar jogadas ofensivas. Cueva tabelou com Carrillo para bater na trave de Alisson.

Com sete minutos o cartão de visitas peruano mostrava uma partida difícil.


Tite mudou, trouxe Renato Augusto para jogar na direita com Courinho e assim exigiu mais de Carrillo na marcação. O Brasil chegou pela primeira vez com Neymar em contra-ataque, Paulinho apareceu como elemento surpresa e parou no goleiro peruano.

Aos poucos o Brasil entendeu o jogo, passou a ficar mais com a bola e mesmo sem criar tantas oportunidades sofria menos na defesa. Marquinhos, jogando muito, tomava conta do setor direito, bem na cobertura e com muita velocidade.

Gabriel Jesus movimentava-se muito bem e, além de dar opção, abria espaços pela defesa. No início do segundo tempo, aproveitou uma sobra de bola na área e abriu o placar.

Foi erro da defesa peruana, mas haviam muitos brasileiros no ataque, Jesus estava no lugar certo. Mesmo sem ser centroavante é artilheiro.

O Peru abriu o jogo de vez, Gareca colocou mais atacantes e assustou duas vezes em bolas paradas. 

O Brasil aproveitava os espaço peruano e ainda tinha mais posse de bola. Neymar acertou o travessão antes da seleção chegar ao segundo gol. Jesus foi consciente e deu a bola para Renato Augusto arrematar em gol.


Gabriel Borel foi o melhor em campo. Em seis jogos pela seleção principal marcou cinco gols e deu três assistências, participou de oito gols (foram 17 gols brasileiros nestes jogos).

Depois do segundo gol o time diminuiu o ritmo, Tite colocou Willian no lugar de Gabriel Jesus.

Paulinho perdeu o gol e o placar foi o de 2x0. Com o resultado o Peru fica distante da Rússia.


Sexta vitória seguida do Brasil nas eliminatórias, Tite tem 100% de aproveitamento, a seleção está de fato jogando muito bem, fez um jogo, atravessando a madrugada pós feriado, valer a pena.

Está até ficando óbvio e redundante falar das qualidades do Brasil, mas fazer o que? 

Melhor do que ser obvio e redundante quando o time vai mal.

A seleção brasileira volta a jogar em março, nas eliminatórias, encara o Uruguai.


Mais cedo, ainda teve a Argentina voltando a jogar. Depois de dos 3x0 para o Brasil foi a vez deles, 3x0 na Colômbia, e tranquilidade aos hermanos e para Bauza no comando.

A Argentina venceu porque Patón mudou a equipe, Mercado jogou mais do que Zabaleta na lateral-direita, Banega deu mais força ao meio de campo e Pratto, mais participativo, marcou até gol.



Mas ninguém foi mais importante do que Lionel Messi. O jogador do Barcelona fez um gol e deu duas assistências. Com espaço, que não teve diante do Brasil, correu entre as linhas partindo da direita e participou bastante das jogadas ofensivas. No terceiro gol argentino deu passe de calcanhar, roubou a bola e tocou para Di Maria.

No gol dele, de falta, mandou a bola no canto esquerdo do goleiro, onde quase sempre bate faltas. Olhe nos vídeos, o lado da falta pouco importa, a bola quase sempre entra no canto esquerdo.






Messi tem cinco jogos, quatro vitórias e uma derrota (Brasil) nas Eliminatórias. Fez três gols, e deu duas assistências, participou de seis gols. Dios mesmo é Maradona, mas Lionel é quase isso. E melhor jogador.

Após o jogo, o capitão Messi oficializou que a seleção argentina não fala mais com a imprensa. Repete a Itália de 1982, o fato de acusar Lavezzi de usar maconha foi o motivo. Ele comanda também fora de campo.

A vitória da Argentina e a exibição de Messi fizeram com que a vitória brasileira sobre os argentinos pareça ainda mais relevante.



Ficou fácil


A partida começou com a Argentina dominando a bola no Mineirão, o Brasil não esperava o time de Bauza assim então demorou um pouco para entender a partida.

Messi dominava o meio campo e Fernandinho na cola dele sofria para para-lo. Usava o recurso da falta, levou cartão com poucos minutos.

Parecia que seria um jogo muito complicado e difícil para o Brasil. E não é que acabou virando fácil? 

3x0.


Neymar achou Coutinho aos 24 do primeiro tempo, ele acertou um chutaço de fora da área e marcou um golaço.

O jogo não mudou, a Argentina persistiu com a bola, mas não tinha chances claras, a seleção brasileira fechava bem os espaços.

Coutinho acionou Neymar, bola na trave.

As duplas no espaço da Argentina funcionavam. Gabriel Jesus achou Neymar na esquerda, para, no último minuto da primeira etapa, fazer 2x0.

Desespero entre os argentinos, a seleção até tinha a bola 53% no primeiro tempo (chegou a ser 57%), mais volume de jogo, finalizou sete vezes e perdia.

O Brasil, em quatro chutes havia feito dois gols  e acertado a trave. É do futebol. O time de Tite estava mais tranquilo, vencia porque tinha bons jogadores e confiança.


Bauza fez uma mudança até pertinente, mas que não rolou. Perez por Agüero resultou no time com um marcador a menos e não ganhou um atacante.

A Argentina deu mais espaço, o Brasil aproveitou. Paulinho perdeu um gol após driblar Romero em contra-ataque, mas não olhar para o gol na hora do arremate. Depois em nova oportunidade fez o 3x0. Tite correu para comemorar com a equipe na bandeirinha de escanteio.

Acabou o jogo, a Argentina desistiu, o Brasil passou a brincar com a bola e buscar o 4° gol. Neymar fez graça, driblou, perdeu gol, Gabriel Jesus deu chapéu dentro da área, Firmino perdeu um gol feito.

O jogo não ficou 4x0 por detalhe e por a seleção brasileira entender que o jogo estava morto. Valeu para Douglas Costas estrear com Tite.

Messi deu uma arrancada no final, mas ficou sem a bola. Bauza pensa que um time com atacantes é ofensivo, mas não funciona assim. Correa entrou e juntou ao trio que estava em campo. Não seu em nada.



O 3x0 sinaliza um jogo de dois times forte tecnicamente, mas muito distantes no quesito equipe. O Brasil em pouco tempo encaixou com Tite, é confiante, coletivo e tranquilo com as ideias de jogo, a Argentina não. Mesmo dominando mais a bola não conseguiu transforma-la em gol, com muito menos a seleção fez 3x0.

A geração brasileira é boa.

O Brasil é o primeira nas eliminatórias, a Argentina está em 6°.

O palco de 7x1 agora é o palco do 3x0, nada de zica de estádio, só coincidência.

E falando do Mineirão, o mosaico planejado pela CBF não funcionou, porque faltou gente, ingresso muito caro, não há o que fazer.


A seleção está forte, é impressão a cada jogo.


Mosaico furado

Capita morreu. Conhecia?


No Redação Sportv de quarta feira, André Rizek chamou atenção por só Gabriel Jesus, entre os jogadores da seleção brasileira, prestar homenagem a Carlos Alberto Torres, o Capita, após sua morte na terça-feira. A questão aí não é nem a falta de solidariedade, é a falta de noção de futebol, prova o quanto a maioria dos jogadores pouco conhece dos craques do passado. 

Robinho já recebeu um elogio de Nilton Santos, agradeceu, mas não sabia quem era. Coutinho em uma entrada ao vivo foi surpreendido ao ser perguntado sobre o “you'll never walk alone” do Liverpool, disse não saber muito de inglês ainda, mas só provou que na verdade não conhecia o principal grito da torcida do clube dele.

Não dá para obrigar o jogador de futebol a conhecer tudo sobre o passado do esporte, isso também não fará dele melhor, mas seria importante, deveria fazer parte o jogador conhecer as características do clube onde joga e sua história. 

Lugano ao ser perguntado por Juca Kfouri : “você brincava de ser Obdulio Varela quando era criança?”. Respondeu: “no se brinca com los dioses”. Por mais que possa parecer exagero, provou que conhece do futebol do próprio país.

Dunga na passagem recente pela seleção escolheu Jairzinho para ser um dos auxiliares pontuais, imagino como deve ter sido a reação dos jovens brasileiros ao ver Furacão da Copa indo dar dicas. Provavelmente muitos não sabiam quem era.

Jogador muitas vezes não gosta de futebol, a maioria nem vê os jogos durante a semana, são dependentes do que o treinador passar do adversário. Se amanhã ou depois um técnico falar que o Peñarol é um time pequeno, muitos irão engolir.

Capita era sensacional, era um fora de série dentro de campo que além da liderança tinha enorme qualidade para atacar e defender, já dava a pinta do “lateral moderno”. O quarto gol na final da Copa de 1970 beira a perfeição do jogo trabalhado e coletivo. Tomara que alguns jogadores tenham ao menos descoberto quem foi Carlos Alberto Torres após sua morte.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 29/10/2016 

Seleção brasileira pronta para a revanche?

 

No boxe, não precisa nem valer o cinturão, basta um lutador não ter o resultado esperado e ele que uma revanche.

O Brasil sofreu um enorme nocaute diante da Alemanha no Mineirão, os 7x1 que traz um sentimento de revanche ainda não concluído – a seleção olímpica não conta. Com a chegada de Tite o Brasil melhorou: quatro jogos, 100% de aproveitamento, 12 gols marcados, um sofrido. Mas ainda não está pronto.

A Alemanha vem com Joachim Löw desde 2006 no comando técnico, de lá pra cá a renovação foi constante. Schweinsteiger é o novo aposentado, Kimmich, Hector, Draxler e Götze – de volta ao Dortmund, para evoluir novamente – fazem parte da nova turma, podem estar no time titular em 2018. Em três jogos nas Eliminatórias tem 100% de aproveitamento, oito gols marcados, nenhum sofrido, diante da Irlanda do Norte tiveram 70% de posse de bola e finalizaram 22 vezes, Khedira fez o primeiro gol depois dos 7x1. Madura, está na frente do Brasil.

A evolução da seleção brasileira desde a saída de Dunga é evidente, Tite melhorou o ambiente, achou um jeito e esquema de jogar, com um trabalho incansável de obter informações e evoluir a cada dia. Porém não é só ele – se Dunga tivesse Gabriel Jesus no time, o desempenho seria bem melhor -, o time ainda está verde e há coisas para acertar.
Alisson precisa ser mais testado, não me passa tanta confiança como Diego Alves – meu escolhido -, a zaga pode melhorar com Thiago Silva, Paulinho pode ser trocado por um jogador mais técnico e preparado para grandes jogos, assim como o oposto de Neymar no 4-1-4-1 ainda pode ser Douglas Costa. Estas são alterações que irão ocorrer ao longo do tempo.

Já se passaram 830 dias dos 7x1, no dia 10 de novembro a seleção volta a jogar no Mineirão, a Argentina de Edgardo Bauza é o adversário. O treinador sofre para acertar a seleção sem Messi, Di Maria, Dybala, Agüero e Higuain, quase quatro atacantes, não deram em nada. Com Gaitan no lugar de Dybala foi ainda pior, perdeu para o Paraguai em casa.

Messi é fundamental para o desempenho da seleção argentina, deve jogar contra o Brasil no maior teste de Tite pela seleção brasileira. A vez da revanche ainda não chegou e talvez nem chegue, futebol é diferente, o momento é de crescer como equipe para a Copa, o Brasil pode conquista-la sem precisar bater a Alemanha, estará de bom tamanho.

Matéria publicado no jornal O Atibaiense em 15/10/2016

De sexto a primeiro em quatro jogos


De sexto para primeiro lugar na eliminatórias, em pouco tempo a crise brasileira virou boa fase - sem apagar os últimos vexames, apenas boa fase.

Pensando no time titular o Brasil estava com três desfalques: Marcelo, Casemiro e Neymar. Mesmo assim manteve o nível de atuação e tático, para poder bater os venezuelanos com facilidade, 2x0 em Mérida.

Tite optou por escolher uma maneira de jogar e ir encaixando as peças nas posições, cada um faz a função de seu time e assim o jogo flui, parece, em alguns momentos, que a equipe joga junto a bastante tempo.

Dani Hernández, goleirão venezuelano, ajudou o escrete brasileiro, entregou a paçoca nos pés de Gabriel Jesus e viu o camisa nove colocar a bola na rede com muita categoria, de cobertura sobre o arqueiro venezuelano. O toque na bola tornou o gol um golaço.

Em apenas 7 minutos o Brasil estava na frente e teve a tranquilidade para atuar como quis.

Sem Neymar Willian entrou no time titular, jogando pela direita com Coutinho na esquerda. Sem o camisa 10 o Brasil perdeu um pouco da agressividade e poder ofensivo.


Com 64%  e 7 chutes no gol venezuelano a seleção não sufocou o adversário, deixou o jogo correr e assustou esporadicamente.

Voltou mais ativo na segunda etapa e no mesmo minuto, sete, fez o segundo gol com Willian. Triangulação pela esquerda com participação na lateral e cruzamento rasteiro para o ponta direita chegar chutando na segunda trave.

O Brasil cresceu após o segundo gol, aumentou o ritmo e foi ficando próximo do gol - Gabriel Jesus perdeu a chance do segundo. Nesta altura Guerra chegou perto do gol, na melhor chance venezuelana na partida.

Então acabou a luz.

Depois de uns 15 minutos a luz voltou, mas o ritmo da partida caiu, sobe forte chuva o jogo se arrastou para o fim.

Giuliano no lugar de Coutinho e Taison no de Willian, atuaram pouco para ter nota.

De mais importante após o apagão foi um pênalti não marcado para a Venezuela. 

Ficou no 2x0.


A atuação não foi tão boa como de outros jogos, natural, Neymar faz falta, porém o nível foi bom.

Com o empate do Uruguai com a Colômbia o Brasil assumiu a ponta com 21 pontos, na próxima rodada encara a Argentina, que perdeu hoje para o Paraguai.

Em quatro jogo Tite tem 100% de aproveitamento, a mudança de desempenho é óbvia.

Bolívia goleada, como deve ser


Primeiro: o Brasil com Dunga já chegou a empatar em 0x0 com a Bolivia; Segundo: a seleção fez mais do que apenas golear, voou, brincou de jogar bola em Natal.

A cada jogo a presença de Tite é mais notada, a evolução é tão óbvia que não precisa nem ser dita.

A pressão alta resultou no primeiro gol, roubada de bola de Neymar no ataque, tabela com Gabriel Jesus e o camisa 10 abriu o placar. Contra a Colômbia já havia roubado a bola que resultou no segundo gol.

Ótima troca de passes, de Giuliano com Daniel Alves - a participação dos laterais no ataque tem feito a diferença, como vão bem os laterais com Tite - terminou no belo gol de Coutinho. Toques maravilhosos.

Depois outra jogada com a presença do lateral, Neymar abiu espaço e deixou para Filipe Luis fazer o terceiro.

Pra fechar a primeira etapa, Neymar retribui o passe do primeiro gol a Jesus. O menino do Palmeiras passou em velocidade e deu um toque por cima do goleiro, sutil, de esquerda. Essa dupla tem dado certo.


1° tempo: 4x0, 68 % de posse de bola brasileira, 6 finalizações, 300 passes certos.

Coutinho e Giuliano foram melhores do que dos titulares nos dois primeiro jogos, Filipe Luis e Fernandinho também rederam bem.


De negativo no primeiro tempo, apenas o cartão amarelo para Neymar, como sempre, além de jogar bem, o camisa 10 apanhou muito e ganhou o amarelo na hora da confusão. Está fora contra a Venezuela, mas não corre mais o risco de ficar suspendo diante da Argentina.

A Boliviana coitada, tentou jogar, nem chega a ser um time desorganizado, porém o nível técnico é muito distante. Batendo bastante, com pressão alta, não viu a cor da bola, Marcelo Moreno pouco participou.

No segundo tempo o ritmo brasileiro caiu, natural. Neymar levou a porrada definitiva com uma cotovelada que cortou se rosto e após isso foi substitutivo.

Tite colocou Willian, Lucas Lima e Firmino. Coutinho jogou no lugar de Neymar e já deu a pista do time contra a Venezuela.

Firmino fez o quinto gol em jogada de escanteio.

As chances da etapa final não estraram com tanta facilidade, no final o 5x0 foi bom, mas pareceu que viria mais após os quatro da primeira etapa. No final o Brasil finalizou 18 vezes.


As três primeiras vitórias de Tite o colocaram no pedestal, teve seu nome gritado pela torcida em Natal. O Brasil está no caminho certo e já se coloca bem na segunda colocação das Eliminatórias.

Vencendo a Venezuela e o Uruguai não vencendo a Colômbia fora de casa, o Brasil será o novo líder das eliminatórias. 

Em pouco tempo o cenário de preocupante passou para tranquilo.

Qualquer um tem chance com Tite


A lista de Tite trouxe outras novidades: Alex Muralha (Flamengo), Thiago Silva, Fernandinho, Oscar, Douglas Costa e Firmino. 
Thiago Silva já estava determinado que voltaria, só recuperava de lesão, assim como Douglas Costa. Fernandinho vinha jogando bem pelo City é natural a volta, assim como Firmino no Liverpool.
Oscar foi convocado e Tite explicou ter conversando com Conte sobre o jogador, o fato de atuar no meio do 4-1-4-1 ajudou - mesma posição de Paulinho.
Surpresa mesmo é convocação de Muralha, Grohe ficou de fora e Diego Alves, voltando de lesão, jogou o último jogo não foi convocado.
Gil, Paulinho, Giuliano seguem, Taison está fora, Rodrigo Caio, Rafael Carioca e Gabigol também. A maior surpresa dos jogadores fora é o recém contratado pela Internazionale. Luan ainda fora.
O treinador da seleção prioriza o estudo do jogos, a conversa com os jogadores e os técnicos. Disse na entrevista que conversou com Marcelo e Thiago Silva logo quando assumiu o comando da seleção.
O senso de equipe é algo que ele prioriza, trocaria algumas coisas desta lista dele, Giuliano e Paulinho ainda não me convencem, mas é melhor que a última.
Tite já convocou Taison, agora traz Muralha, ele pode trazer qualquer outra surpresa daqui pra frente. Pode estar errado pelo menos pensa fora da caixinha - e estuda bastante.
São 24 jogadores, Paulinho está suspenso então Tite convoca ele e mais um, porém terá de cortar alguém para o segundo jogo.
O Brasil jogo com a Bolívia no dia 6 de outubro, em Natal, depois contra a Venezuela, em Mérida, no dia 10.
Goleiros: 
Alisson
Muralha
Weverton
Zagueiros:
Gil
Marquinhos
Miranda
Thiago Silva

Laterais:
Daniel Alves
Fagner
Filipe Luís
Marcelo

Meio-campistas:
Casemiro
Fernandinho
Giuliano
Lucas Lima
Oscar
Paulinho
Philippe Coutinho
Renato Augusto
Willian

Atacantes:
Douglas Costa
Firmino
Gabriel Jesus
Neymar

Salta à vista


Futebol às vezes é obvio como é obvio que a seleção brasileira jogou bem nos dois primeiros jogos de Tite, que ele é o cara certo para comandar a equipe, que Neymar voltou a atuar bem, que a geração não é ruim, que o Brasil vai para a Copa de 2018 e que o torcedor da seleção é bipolar. As altas críticas viraram elogios, por a seleção ser de todos e de ninguém, todos batem nela quando perde e aplaudem quando vence, muitas vezes há o exagero.

Tite é nitidamente melhor do que Dunga, um treinador com capacidade de ganhar o grupo, armar bem a equipe e ainda falar bem. Com certa simplicidade, colocou os jogadores nas posições que atuam em seus clubes, com ideais e poucos treinamentos fez os atletas jogarem bem. O trabalho dele para por aí, ele é um treinador que erra e acerta, uma hora vai perder, é preciso ter os pés no chão.

O que se viu dos dois primeiros jogos foi bem positivo, parece que o 4-1-4-1 vai mesmo ser o esquema e os jogadores vão encaixando nas posições. O jogo “apoiado” dito pelo treinador e algumas pessoas da imprensa não é nada revolucionário, é apenas a boa troca de passes, tabelas, triangulações e opções de passe. Tite pensa em jogar assim.

Os jogadores com destaque positivo nesta primeira sequência da Era Tite são: Marcelo, Casemiro, Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus. O melhor lateral-esquerdo do mundo, titular a muito tempo no Real Madrid só não jogava por teimosia de Dunga; o companheiro dele é um ótimo volante para desarmar e sabe sair jogando; Coutinho é habilidoso e tem ótima visão de jogo; O camisa 10 tem feito a função do Barcelona, participando bastante do jogo e na perna esquerda sendo decisivo; Jesus vai bem de frente para o gol na velocidade e de costas no pivô, pode se tornar o grande centroavante do Brasil. 

Paulinho já não foi lá estas coisas, atrasado nas jogadas fez um gol de mão sem sentido contra a Colômbia. Willian também ficou devendo, mas merece crédito para outras tentativas.

Tite pensa em um time intenso, com troca de passes até o último terço, chegando lá o talento resolvendo com criatividade e habilidade no um contra um. Este jeito de pensar lembra Guardiola, que no City, enfrenta Mourinho no primeiro clássico de Manchester entre os dois treinadores hoje. 

Porém na defesa o treinador do escrete nacional lembra mais Mourinho, é um misto dos dois, não que dizer que seja melhor que eles, acredito até que não.

A CBF demorou a fazer o óbvio, Tite era para ter chegado em 2014, perdeu-se tempo. O Brasil parece seguir no caminho certo, enfrenta a Bolívia e Venezuela nas duas próximas rodadas das eliminatórias. Parecem vitórias certas, por isso é preciso manter os pés no chão e não empolgar com o óbvio.


Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 10/09/2016

Brasil passa também pela Colômbia


Tite treinou bastante as jogadas de bola parada. Um minuto de jogo, Miranda sobe e abre o placar em jogada de escanteio. No primeiro ataque do jogo o Brasil já vencia a Col^mbia em Manaus pelas Eliminatórias da Copa 2018.

O esquema e jogadores da canarinho foram os mesmos, porém algumas funções em campo foram um pouco diferentes. Neymar caiu um pouco mais no meio, deixou o corredor para a subida de Marcelo muitas vezes. Jesus não trocou muito de posição com ele e hoje fez mais o pivô do que correu de encontro a bola.



A Colômbia foi praticamente a mesma que enfrentou a Venezuela na rodada passada. Só Barrios foi novidade. A ideia dos colombianos era dar a bola para o Brasil e usar as bolas paradas e contra-ataques. Cuadrado tivesse inteiro provavelmente seria titular - entrou durante o jogo.



Os brasileiros tinham a bola no pé, chegaram com dois gols bem anulados e um chute perigoso de Renato Augusto de fora da área. Em um destes lances, Paulinho foi o elemento surpresa, empurrou a bola no gol, só que com a mão - recebeu amarelo.

Os colombianos apareciam pouco em campo, mas em bola parada conseguiram empatar. Marquinhos desviou contra em cruzamento de James.



A seleção brasileira é nitidamente mais criativa com Tite, ainda mais quando entraram Coutinho e Giuliano, no lugar de Willian e Paulinho. A defesa colombiana tinha mais gente do que a equatoriana, propostas diferentes. 

Três minutos após a entrada dos jogadores do banco e em uma jogada com participação dos dois, Coutinho deu o passe para Neymar finalizar cruzado e recolocar o Brasil na frente, com um chute de esquerda perfeito.

A Colômbia avançou, deu mais espaço e cansou. Os minutos finais foram do Brasil segurando a bola é um adversário cansado, 2x1.



O Brasil completou a primeira sequência de Tite com 100% de aproveitamento. O espirito, treinamento e cara de equipe foram as principais diferenças com o novo treinador.

Além dos jogadores como Marcelo de volta, jogando muito, e Neymar participando bem do jogo coletivo e sendo decisivo. Gabriel Jesus foi melhor no primeiro jogo pelas características do adversário, Coutinho foi bem nos dois jogos que entrou. Willian parece a peça que se encaixa melhor na posição do extremo direito, mas o jogador do Liverpool rendeu melhor, ele tem mais habilidade e visão de jogo. Paulinho é um jogador a se pensar, não fez grandes coisas.

No geral o prólogo de Tite foi muito positivo, tanto Equador como Colômbia fizeram partidas abaixo do que normalmente rendem, não pode ser coincidência.

O caminho da seleção parece ser o certo, com o óbvio de Tite no comando.

Prancheta: a Colômbia de James


O Brasil é enorme, repleto de regiões e com estádios bonitos (alguns elefantes brancos por causa da Copa) em todos elas. Porém a CBF escolheu Manaus, o lugar do país onde os colombianos mais se sentem em casa. Proximidade e condições climáticas são muito parecidas, a Amazônia faz parte dos dois territórios.

A seleção brasileira vai enfrentar problemas bem maiores. Diante de uma seleção com um jogo definido a seis anos e técnico a quatro (Pekerman), o entrosamento e conceito de time é maior na Colômbia.

A geração colombiana é talentosa, puxada por James Rodrigues - joga bem mais na seleção do que no Real -, há também Cuadrado, Ospina, Sanchez e Bacca. Versátil, o elenco convocado dá diversas maneiras para Pekerman colocar o time em campo.



Este deve ser o time que joga hoje contra o Brasil, mas ninguém tem certeza, nem aqui nem na Colômbia.

Com 13 pontos os colombianos estão em terceiro na tabela das Eliminatórias - são 11 gols (todos dentro da área) e oito sofridos.

Apesar da fama de ser um time violento - e o fato de que deverá mesmo bater em Neymar, até por não gostarem do jogo dele - é o time que mais recebeu faltas na eliminatória, 131. É também o time que mais desarma.

Tecnicamente a Colômbia é melhor do que o Equador, é a terceira colocada do ranking da FIFA - mesmo ele sendo discutível é algo relevante.

O Brasil deverá ser o mesmo da vitória por 3x0 na última partida. Tite pediu paciência a torcida, para encontrar espaços na troca de passes o time vai diminuir o ritmo do jogo em alguns momentos. E pediu que a equipe mantenha o padrão de atuação.


O empate é bom resultado para os colombianos, afinal, o Brasil nunca perdeu em casa nas eliminatórias.



Estatisticas: Footstats

Despertar da força?


Pelé não foi o melhor jogador da Copa de 1958, foi Didi, em 1970 Jairzinho fez gols em todos os jogos e o Rei desta vez foi o melhor. Em 1986 Maradona precisou de ajuda, não fosse Burruchaga fazer o terceiro depois da Alemanha empatar em 2x2 a final no México haveria prorrogação. Futebol sempre foi jogo coletivo, poucas vezes se vencia por causa de um jogador mandando na equipe, hoje é cada vez mais difícil.

Gabriel Jesus pode ser o parceiro que Neymar precisava. Tabelaram, revezaram na posição no 4-1-4-1, ora na ponta esquerda ora no centro. Jesus é veloz, talentoso, com boa finalização, cabeça boa e uma incrível característica de ficar na cara do gol. A dupla é de camisa 10 e camisa 9, nenhum deles é um típico jogador do número, nem precisa ser. A seleção olímpica já jogou assim, a ideia é ter vários jogadores criando e chegando à área na condição de centroavante. O Barcelona cansou de fazer isso e o Liverpool joga assim hoje.

Em tese o armador da seleção é Renato Augusto, o único jogador que coloca o pé na bola e diminui o ritmo do jogo. Jogar na China gera um preconceito, mesmo assim ele consegue fazer o que é preciso para o meio de campo brasileiro.

Tite foi o treinador brasileiro nos últimos aos que mais conseguiu tirar o máximo de seus jogadores, mesmo por vezes sendo limitados, ele entende bem as qualidades de cada futebolista. Tem o dedo dele também no segundo gol contra o Equador, escanteio curto cobrado com apenas Gabriel Jesus na área. A bola chega para Marcelo assistir Jesus, ampliando de letra.

A seleção Olímpica deu confiança a alguns jogadores, Jesus, Marquinhos e Renato Augusto jogaram muito a vontade, não fosse o ouro no peito seria diferente, tirou-se um peso das costas.

Todo cuidado deve ser tomado com a seleção, o passado está sempre aí para provar. Mas levando em conta tudo o que aconteceu, era um jogo difícil com o Equador, o novo astral e uma partida bem jogada a esperança de uma Seleção Brasileira para brigar por tudo o que disputar daqui pra frente existe.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 03/09/2016 

Tite começa com tudo


Ual! Brasil 3x0 Equador.

O placar surpreende, a atuação da seleção e de Gabriel Jesus também.

Nem Tite imaginava um resultado tão favorável em sua estreia.

Sem exagerar no otimismo, no caso da seleção o cuidado com isso deve ser redobrado, por vário sentidos.


Na partida de hoje Tite armou o time no 4-1-4-1: defesa com Marquinhos e Miranda - novo capitão -; Casemiro como primeiro e único volante; os laterais Dani Alves e Marcelo aparecendo bastante no ataque; no meio Renato Augusto para armar as jogadas e Paulinho ao estilo Corinthians 2012, elemento surpresa e desarmando; nas pontas Willian na direita e Neymar na esquerda; Gabriel Jesus como a referencia móvel trocava de posição com Neymar em alguns momentos.


Este time atuou bem desde o primeiro tempo, não tomava conta do jogo e sofria com o espaço nas costas de Dani Alves, porém o risco era calculado, nada que assustasse.

Na frente Gabriel Jesus começava a ter chances, mas sofria na hora de finalizar. O jogo tinha poucas chances de lado a lado, os goleiros trabalhavam pouco.



A pressão do Equador não era a mesma de outros tempos, a torcida não amedrontava - o ingresso caro pode ter ajudado - e o fato de pouco equatorianos jogarem no país a altitude atrapalhava os dois, não era um diferencial como já foi.

No segundo tempo o Brasil veio melhor, aquela do time piorar após o intervalo que acontecia com Dunga, foi o contrario, a seleção cresceu, começou a levar perigo.

A virada de vez veio com a entrada de Coutinho na equipe no lugar de Willian - o jogador que mais decepcionou. O jogador do Liverpool jogou exatamente onde jogava o do Chelsea.



Aos 24 minutos, Gabriel Jesus não se importou com a altitude e arrancou deixando Mina na saudade. Entrou na área e sofreu o pênalti. Neymar na bola e 1x0.

O Equador avançou e a seleção cresceu ainda mais em campo.

Marcelo deu passe para Jesus desviar, meio de calcanhar para o gol e ampliar.

Depois, para fechar a vitória, contra-ataque, bola em Jesus e giro no estilo Gerd Müller para finalizar em gol, 3x0.

As Olimpíadas fizeram bem para o palmeirense e ele pode ser o coadjuvante/protagonista com Neymar em 2018.

Não era um jogo fácil, além de vencer o então segundo colocado das eliminatória o Brasil saiu vitorioso onde não ganhava desde 1983.

Começou bem, a vibe já é outra e o impressão de um time competitivo com Tite é ainda maior.



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