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Jesus brasileiro, Dios argentino


Quem madrugou e viu a partida entre Brasil x Peru (início às 00:15) não se arrependeu. Viu outra vitória brasileira e um bom jogo de futebol.

O jogo não foi fácil, a seleção peruana começou bem a partida, é um time bem montado organizado que sabe criar jogadas ofensivas. Cueva tabelou com Carrillo para bater na trave de Alisson.

Com sete minutos o cartão de visitas peruano mostrava uma partida difícil.


Tite mudou, trouxe Renato Augusto para jogar na direita com Courinho e assim exigiu mais de Carrillo na marcação. O Brasil chegou pela primeira vez com Neymar em contra-ataque, Paulinho apareceu como elemento surpresa e parou no goleiro peruano.

Aos poucos o Brasil entendeu o jogo, passou a ficar mais com a bola e mesmo sem criar tantas oportunidades sofria menos na defesa. Marquinhos, jogando muito, tomava conta do setor direito, bem na cobertura e com muita velocidade.

Gabriel Jesus movimentava-se muito bem e, além de dar opção, abria espaços pela defesa. No início do segundo tempo, aproveitou uma sobra de bola na área e abriu o placar.

Foi erro da defesa peruana, mas haviam muitos brasileiros no ataque, Jesus estava no lugar certo. Mesmo sem ser centroavante é artilheiro.

O Peru abriu o jogo de vez, Gareca colocou mais atacantes e assustou duas vezes em bolas paradas. 

O Brasil aproveitava os espaço peruano e ainda tinha mais posse de bola. Neymar acertou o travessão antes da seleção chegar ao segundo gol. Jesus foi consciente e deu a bola para Renato Augusto arrematar em gol.


Gabriel Borel foi o melhor em campo. Em seis jogos pela seleção principal marcou cinco gols e deu três assistências, participou de oito gols (foram 17 gols brasileiros nestes jogos).

Depois do segundo gol o time diminuiu o ritmo, Tite colocou Willian no lugar de Gabriel Jesus.

Paulinho perdeu o gol e o placar foi o de 2x0. Com o resultado o Peru fica distante da Rússia.


Sexta vitória seguida do Brasil nas eliminatórias, Tite tem 100% de aproveitamento, a seleção está de fato jogando muito bem, fez um jogo, atravessando a madrugada pós feriado, valer a pena.

Está até ficando óbvio e redundante falar das qualidades do Brasil, mas fazer o que? 

Melhor do que ser obvio e redundante quando o time vai mal.

A seleção brasileira volta a jogar em março, nas eliminatórias, encara o Uruguai.


Mais cedo, ainda teve a Argentina voltando a jogar. Depois de dos 3x0 para o Brasil foi a vez deles, 3x0 na Colômbia, e tranquilidade aos hermanos e para Bauza no comando.

A Argentina venceu porque Patón mudou a equipe, Mercado jogou mais do que Zabaleta na lateral-direita, Banega deu mais força ao meio de campo e Pratto, mais participativo, marcou até gol.



Mas ninguém foi mais importante do que Lionel Messi. O jogador do Barcelona fez um gol e deu duas assistências. Com espaço, que não teve diante do Brasil, correu entre as linhas partindo da direita e participou bastante das jogadas ofensivas. No terceiro gol argentino deu passe de calcanhar, roubou a bola e tocou para Di Maria.

No gol dele, de falta, mandou a bola no canto esquerdo do goleiro, onde quase sempre bate faltas. Olhe nos vídeos, o lado da falta pouco importa, a bola quase sempre entra no canto esquerdo.






Messi tem cinco jogos, quatro vitórias e uma derrota (Brasil) nas Eliminatórias. Fez três gols, e deu duas assistências, participou de seis gols. Dios mesmo é Maradona, mas Lionel é quase isso. E melhor jogador.

Após o jogo, o capitão Messi oficializou que a seleção argentina não fala mais com a imprensa. Repete a Itália de 1982, o fato de acusar Lavezzi de usar maconha foi o motivo. Ele comanda também fora de campo.

A vitória da Argentina e a exibição de Messi fizeram com que a vitória brasileira sobre os argentinos pareça ainda mais relevante.



Bauza é Bilardista


Nem Bielsa, Simeone, Sampaoli ou Pochettino.

O técnico da seleção argentina é Edgardo Bauza. Depois de Tatá Martino desistir da seleção após o revés da Copa América, a saída de Messi e vivendo um momento complicado politicamente, Patón assumiu o escrete de seu país - o São Paulo perdeu outro treinador para uma seleção em mais ou menos um ano.

Bauza mostrou no São Paulo, perto da gente, o que já havia feito na argentina com San Lorenzo e no Equador na LDU - venceu duas Libertadores. 

É um técnico pragmático, que prioriza a defesa, seus conceitos estão acima do que pensam imprensa e torcida, e como disse em entrevista após uma partida pelo São Paulo na Libertadores "quero vencer, não jogar bem".


Cara de quem já ganhou a Libertadores duas vezes e agora vai treinar a Argentina
Ele é mais do estilo Bilardista - como dizem os argentinos.

Na Argentina se divide em Menotista ( em referencia a Luis Menotti campeão de 1978) e Bilardista ( Carlos Bilardo campeão de 1986) por causa dos técnicos campeões com a seleção.

Quase como esquerda e direita, como capitalismo x socialismo, filosofias de jogo.

Em 1978 era um time que priorizava o toque de bola, posse de bola, o ataque, de uma equipe envolvente: o jogo "bonito". Em 1986 era um time mais defensivo, pragmático, com bola no Maradona e seja o que Dios quiser.

É interessante pensar que Tatá e Sabella também eram Bilardistas - Maradona como treinador não era nem um nem outro, faltou muito para Diego ser considerado um treinador com filosofia de jogo.

Portanto Messi nunca atuou no estilo Menotista, o mais parecido com o do Barcelona, onde cresceu e foi o melhor do mundo em cinco oportunidades.

Bauza pode ir bem na Argentina, se resgatar Messi e botar confiança no time como fez no São Paulo.

Entre seleções e clubes


No evento do livro “Gol da Alemanha” realizado o Museu do futebol, conversei com Gerd Wenzel (jornalista alemão da ESPN) sobre o porquê dos principais trinadores do mundo muitas vezes não quererem treinar uma seleção.

Ele me disse que o problema não é nem a questão dos jogos serem esporádicos e de ter apenas uma ou duas competições de prestigio real, ele disse que o maior problema está na politica envolvendo as federações nacionais.

Deu o exemplo de Guardiola, disse que ele nunca treinaria um escrete nacional - o que ele disse sobre seleção é mais da boca pra fora - , a política das confederações não o deixaria fazer o que ele quisesse. Disse que no Bayern controlava a comida e queria um médico à disposição dele o tempo todo, por isso brigou com o médico Hans-Wilhelm Müller.

Ainda segundo Wenzel, Klopp sonha mais em ser técnico de grandes da Europa como o Bayern de Munique, e ir bem no Liverpool do que em treinar o selecionado alemão.

Isso tudo faz sentido, se olhar diretamente para os técnicos de suas seleções verá que nem todas tem o melhor técnico de seu país. 

Na Itália Conte preferiu sair para o Chelsea, Louis Van Gaal fez a mesma coisa saindo da Holanda para o United. Na Espanha nada de Guardiola, é Lopetegui, em Portugal não é Mourinho, é Fernando Santos. 

Na seleção argentina talvez seja o caso mais dramático de todos, há muito dificuldade em se achar o novo treinador no momento - pode ser que o treinador fique com jornada dupla (clube e seleção).

Lá a questão politica está muito envolvida nisso, assim como no Brasil, só que aqui, mesmo assim, Tite (o melhor técnico brasileiro) almejava o escrete nacional. Adenor queria tanto a amarelinha que ignorou o fato de ser totalmente contra o governo da CBF – assinou até manifesto contra o presidente – para ser o treinador. Para ele é uma evolução na carreira, treinará um time melhor do que qualquer clube brasileiro.

Este fato de ser o melhor time só se aplica no Brasil. Bayern, Real Madrid e Barcelona são os três melhores conjuntos do futebol mundial, a seleção brasileira é melhor do que qualquer clube brasileiro, não é assim com a seleção inglesa.

Antes dos anos 1990 os melhores conjuntos eram os escretes nacionais: o brasileiro, argentino, italiano, alemão... Depois da Lei Bosmam tudo mudou. 


No Brasil sempre tivemos uma seleção maior do que os clubes, porque quando o futebol da seleção regrediu os clubes também já haviam regredido.

Hoje já não se tem o mesmo apelo por uma seleção nacional, não representa o que já representou, a politica acaba destruindo muito dos valores de nação embutidos nos escudos das federações e os rumos do futebol criaram conjunto de jogadores melhores. As Copas do Mundo ainda ditam estilos, mas menos do que já foi um dia.

Como será a torcida nas Olimpíadas? A politica vem sendo muito mal feita na competição e sempre damos mais valor aos esportes coletivos do que os individuais, sendo os individuais o verdadeiro forte da competição.

Ao futebol masculino é obrigação vencer, com força máxima e em casa tem de trazer a medalha de ouro. 

É agora ou nunca, porque se vencer em 2020, com, provavelmente, menos importância ainda das outras seleções pelo ouro, não valerá quase nada a medalha.



Messi como Senna


Segunda-feira pós rodada de BR-16, que contou com o clássico San-São vencido pelo Santos e o Fla-Flu pelo Fluminense, mas o principal assunto de futebol era Lionel Messi, o craque argentino que perdia, na hora agá, com sua seleção – há 23 anos sem conquistas – e depois de tanto sofrer anunciava que abandonava o escrete nacional.

O Chile campeão da Copa América Centenário pela segunda vez seguida, com seu futebol coletivo funcionando muito bem e a geração forte – marrenta também – conquistando mais um troféu, era segundo plano. O fato principal era Messi.

“La Pulga” é um ídolo com um lado “obscuro”, melancólico. Não é um jogador de sorriso fácil, alegre como Neymar e Ronadinho Gaúcho são. Também no é do estilo marrento de Romário, Renato Gaúcho e C Ronaldo, também não é o estilo “exemplo” como Kaká, nem do estilo boa praça de Marcos, não é o líder nato como Lugano, Fernandão era, é um estilo que lembra Ayrton Senna.

Senna sempre foi obcecado em ser o melhor, em evoluir a cada corrida, isto o deixava sempre inquieto e todo o sacrifício que fazia era (também) para deixar as pessoas felizes com seus feitos. Ele mesmo, muitas vezes, não aproveitava tanto as conquistas e dificilmente relaxava. Era constante vê-lo sério, sem esboçar um sorriso, antes de corridas decisivas.

Messi lembra muito Ayrton, Lionel sabe que precisa vencer pela seleção, entende a cobrança sobre ele, tanto que chegou concentrado e preocupado a final. Não se viu um sorriso, uma graça dele durante a partida, nada. Compenetrado ao máximo. Quando perdeu o pênalti, o mundo acabou para ele. Sofreu, como sofrem os seres humanos, mesmo ele parecendo ser um extraterrestre às vezes.

Com a perda do título e anuncio da saída dele na seleção, pode se ver como é adorado no mundo. A campanha #NoTeVayas roda o planeta clamando para que volte, mude de ideia e faça das pessoas alegres novamente em vê-lo jogando pelas corres azul e branca. Lionel nem sempre foi unanimidade na Argentina, o fato de nunca ter jogado por um clube de lá e ter crescido na Espanha, indo para a base do Barcelona aos 13 anos, contribuiu para isso.

Agora está mais do que provado que Messi superou isso, mais maduro, menos tímido –até com novo visual –, têm crescido como jogador e pessoa. Tomara mude de ideia, como Pelé mudou de ideia em 1966 após perder na Inglaterra e foi para o México vencer o Tri.


Messi é gênio - é menor que Maradona para os argentinos, e acredito que sempre será, mas é melhor que ele-, pode ser que falte uma conquista pela seleção, o que não fará dele menos craque como não fez Zico.

Ao mesmo tempo não deixará de ser algo que ele irá lamentar pelo resto da vida e não conseguirá provar algo aos céticos de seu futebol. Messi já disse preferir ganhar uma Copa do Mundo a uma Bola de Ouro. Ele ainda pode conseguir em um roteiro ainda mais dramático que seria o desta Copa América, para isso terá de mudar de ideia.


Messi é um ídolo, com poucas palavras, um lado meio “sombrio” e com muita alegria para dar as pessoas. Amado como Senna. Que também seja eterno.

Matéria publicada em O Atibaiense em 02/07/2016

Epilogo de Messi

  

Messi andou do centro do campo até a marca da cal. Aqueles metros que nunca são tranquilos em uma decisão de pênaltis. Pegou a bola das mãos de Heber Roberto Lopes que o esperara, colocou a bola no chão olhou para o gol e começou a dar passos para trás.

A melhor versão de Lionel Messi na seleção argentina, recém ultrapassado Batistuta na artilharia pelo país (55) e feito aniversário de 29 anos (24). Diferente muito além da perceptível aparência com barba e tatuagens, mudou em estilo de jogo. Além de ser um excelente atacante, é também um excelente meio campista, é a flecha e o arco. Faz gols, dá assistências e cobra faltas com total perfeição.

“La pulga” é um sul-americano com escola europeia, gosta do jogo coletivo. Durante a carreira foi evoluindo como jogador e como pessoa, menos tímido e mais experiente, entende melhor seu papel como jogador de futebol.


Messi deu seus passos e olhou para Bravo, companheiro de Barcelona, onde cansou de ser campeão, com ele e antes dele chegar. Clube pelo qual cresceu na base e ganhou a Champions por quatro vezes, mundial por três, vários espanhóis e cinco bola de ouro.

Mas que pela Argentina não consegue vencer, está na fila de 23 anos com seus companheiros e perdeu a final da Copa do Mundo e Copa América.


Correu para a bola e bateu, bateu pra longe, pra fora nas nuvens, onde Baggio mandou, como Zico já perdeu, como Sócrates, como ele mesmo (Chelsea 2012), nunca foi o melhor de todos em pênaltis.

Na hora da decisão Messi falhou novamente, a Argentina perdeu outra vez e chorará nova perda de Copa América, novamente para o Chile.

A fila pesa, os chilenos estavam nitidamente mais tranquilos e liquidaram o jogo nas cobranças de penais. Os argentinos são melhores, têm melhores jogadores, e estavam jogando melhor, na melhor versão argentina dos últimos anos, bem coletivamente.

Mas o filme se repetiu: Di Maria não conseguiu jogar a final por causa da condição física – está até esteve em campo, mas fez pouco –, Higuaín desperdiçou outra grande chance, Messi tentou e não conseguiu trazer a taça.


Lionel sabe que precisa vencer pela seleção, entende a cobrança sobre ele, tanto que chegou concentrado e preocupado ao jogo. Não se viu um sorriso, uma graça dele durante a partida, nada. Compenetrado sabia da importância daquela partida.

Chamou jogo, arrancou, caiu uma, duas, três, várias vezes. Arrematou em gol, passou, cobrou faltas, mandou o pênalti para longe e chorou.

Ficara sem dormir por dias e o lance do pênalti nunca mais será esquecido pelo mundo do futebol.

Nos barres pelo mundo, servira para comparar com Maradona, jogadores de tempos diferentes, com feitos diferentes. Acredito que Dios, será sempre maior que Messi para os argentinos, mas no par ou impar vou de Lionel, mais completo, melhor tecnicamente e mais constante na carreira.


A Argentina vai a Copa da Rússia com três vices em sequência e ainda na fila. Pelo que vinha jogando, a expectativa que se criou a queda é maior ainda.

Buenos Aires chora enquanto Santiago sorri, como no ano passado. Em dois anos está geração conseguiu mais que todas as outras juntas.

A fila Argentina um dia irá acabar como acabou a corintiana e palmeirense. O futebol é assim, têm coisas que acontecem e seguem acontecendo. Você sabe que um time tem qualidade para vencer algo, mas na hora agá nunca dá certo.

Temos a Holanda tri-vice, o Brasil em Olimpíadas, a Ponte Preta em qualquer campeonato. Como já foi o Corinthians com Libertadores.


Messi é gênio, pode ser que falte uma conquista pela seleção, o que não fará dele menos craque como não fez Zico. Ao mesmo tempo não deixará de ser algo que ele irá lamentar pelo resto da vida e não conseguirá provar algo para os céticos de seu futebol.

Até por isso, disse após o apito final, que a seleção não é pra ele. Ou seja, em primeira análise ele abandona o escrete argentino pelo qual fracassou novamente - espero que mude de ideia.

Pela Argentina foi expulso em seu primeiro jogo, sofreu pressão para jogar tanto quanto no Barcelona, teve o peso de ser campeão, bateu na trave três vezes e no melhor momento pelo escrete decidiu parar após o último fracasso.

Ele não aguenta mais tudo isso, por isso pede para sair. 

A derrota da Copa América poderá ser muito maior do que o imaginado.


A fila anda, Chile campeão


Você sabe, final é diferente, mais nervosa, muito mais coisa em jogo. Ainda mais em uma final como esta, em que Argentina não vence uma competição, de gente grande, há 23 anos.

A fila estava na cabeça de cada jogador argentino, e pesou.

No início a Argentina, adiantada, conseguia ficar com a bola e assustou com 30 segundos, em chute de Banega.

Não foi assim o tempo todo, a seleção argentina, com muita cautela, tinha dificuldade para chegar. A cautela era reciproca, o Chile também jogava assim.

Messi descolava da ponta para o meio e parava na faltas quando dava arrancadas.

Aos 20 minutos, Medel deu uma bola de presente para Higuaín. Pipita ficou na cara do gol, como ficara na final da Copa do Mundo de 2014, na Copa América passada e o resultado foi o mesmo: para fora. 

Ele conseguiu perder um gol em cada final, como pode?

Então Leo avançou arrancou mais uma vez e foi parado por Díaz. Heber Roberto Lopez nem pensou muito, deu o segundo amarelo e o expulsou.

A expulsão foi de maneira exagerada e deixou o jogo ainda mais nervoso. 

Um pouco depois, Heber expulsou Rojo da Argentina, deixando ambas com 10.

A arbitragem brasileira deixava o jogo à brasileira, não era um bom jogo.



No segundo tempo o Chile começou dominando a partida, com o coletivo funcionando bem e com a posse de bola constante, no pé. Porém sem finalizar, sem levar perigo, a Argentina mais cercava do que adiantava a marcação como fazia no começo do jogo, o fato de Mascherano ir para a zaga contribuía.

Tatá foi logo colocando Kranevitter na equipe e tirando Dí Maria, o azarado argentino, não jogava bem e não estava 100% fisicamente.

O jogo era de muita concentração e de poucas jogadas, que aos poucos foram aparecendo.

Agüero entrou e finalizou depois de receber passe de Messi, Vargas chutava para boa defesa de Romero.

O peleja pedia para que alguém a resolvesse, Messi tentava, chamava o jogo e a cada minuto recebia mais a bola e não conseguia, nada dava certo.

Nos dois últimos minutos um chute de Lionel e uma bola vadia na área argentina quase acabaram em gol. 

Não teve jeito, prorrogação.


Na prorrogação Vargas teve boa chance e Romero agarrou. 

Messi deu outra arrancada e parou no zagueiros chilenos e em Heber Roberto Lopes., todos cairam no chão, falta. Na cobrança desta falta o próprio Leo mandou na cabeça de Agüero e Bravo fez uma defesaça. 

A partida era melhor, as jogadas aconteciam, mas o jogo seguia tenso.

Sánchez não se aguentava em campo e deu lugar a Silva.

Veio o segundo tempo.

Aí saiu Vargas e entrou Castillo, na Argentina, Lamela no lugar de Banega.

Quase sem atacantes, o Chile se fechou, a Argentina tentou, Messi teve uma falta para cobrar e parou na barreira.

A bola não entraria nesta noite em Nova Jersey.

Pênaltis, como no ano passado, a revanche da Copa América seria decidida igual.



A pressão seguia sobre todos, mais nos argentinos precisando encerrar a fila, menos nos chilenos recém campeões.

Vidal começou cobrando pelo Chile, cobrou fraco e Romero pegou.

Então foi a vez de Messi, abrindo pela Argentina. Ele pegou a bola, colocou à na marca da cal, olhou para o gol e tomou distancia. Ele correu, bateu e isolou. Como Baggio, Lionel mandou para longe, desperdiçando sua cobrança.

O craque desperdiçara no momento decisivo. Irritado, desconsolado agarrou a camisa e puxou com força, não acreditava no que acontecera.



Tinha mais pênaltis, Castillo e Mascherano acertaram. 1x1.

Aránguiz e Agüero também. 2x2.

Beausejour fez e Biglia, o pior argentino em campo, perdeu.

Estava nos pés de Silva, que bateu e deu o bicampeonato ao Chile, ganhado em dois anos seguidos.

Chile campeão.



O futebol têm dessas coisas, a fila, o craque em branco pela seleção.

Messi estava na melhor fase dele pela seleção, que bem coletivamente, vinha sendo o melhor escrete pelo mundo, seja na Copa América ou Euro.

Só que na hora da final o filme se repetiu, Higuaín teve a chance dele o no final a Argentina fica com o vice.

A fila durará até 2018, Messi ainda deve isso, o pênalti perdido de hoje não sumira da sua história, mas pegar no pé dele por isso é covardia.

O Chile, mesmo com Pizzi ainda é forte e consegue bater as grandes seleções. Respeite os chilenos.

O futebol é assim, hoje escreveu mais uma parte na história de cada um que esteve em campo. 

Para o bem e para o mal.

Tá lá


A cobrança de falta de Lionel Messi foi de uma precisão incrível, do lado esquerdo do gol, onde gosta de bater, no canto do goleiro. As bolas de falta do argentino normalmente entram do lado esquerdo do gol, não importando de onde é cobrada a falta.

Àquela altura (31') tinha certeza de que a Argentina passaria pelo EUA em Houston e iria a final. Comandada por Messi, os Hermanos já venciam por 1x0 quando o jogador do Barcelona marcou de falta. Em passe de Lionel, após cobrança de escanteio, Lavezzi completamente livre, abriu o placar com três minutos de jogo.

Lavezzi saiu correndo após o gol e gritou para a câmera, lembrando o que fez Maradona, também nos EUA diante a Copa de 1994. Pode significar a mudança de ares



A melhor versão de Messi na seleção argentina comandava as ações da equipe, o gol marcado foi o de 55° pela seleção, artilheiro isolado na história da Argentina passando Batistuta. Nenhum outro argentino tem mais gols pelo país que ele.

Os EUA tentavam jogar, mas a única coisam que fizeram no primeiro tempo foi falta. 

A Argentina, quando tinha a bola, trocava passes com tranquilidade - deve muito isso a Banega. O meia tem jogado muito bem, marca e organiza as jogadas, o maior diferencial da seleção em relação a da Copa de 2014 e da última Copa América-, quando perdia, pressionava e logo recuperava, marcação no campo ofensivo muito eficiente.

No segundo tempo, os louros ficaram com Higuain.



Com a Argentina tirando o pé do acelerador e jogando no erro do adversário, Higuain fez o terceiro, aos 41', Messi pegou um passe errado e deu assistência para Pipita fechar a conta.

4x0, a única baixa do jogo foi a lesão de Lavezzi - titular, jogou muita bola, a persistência de Tatá no jogador de resultado -, ele pulou na beirada do campo e acabou esbarrando de costas na placa de publicidade, caiu e deve ter quebrado algum osso do braço.

"Houston, temos um problema" : os americanos, não conseguiram finalizar sequer uma vez a gol.



A Argentina fará a final, é favorita, está em busca do fim da fila. Será que teremos uma final repetida contra o Chile?

Veremos, amanhã eles enfrentam os colombianos.

Palpites da semifinal da Copa América



A Copa América Centenário volta hoje com Argentina x EUA pela semifinal da competição.

A seleção argentina tem de confirmar o favoritismo e pode contar com Di Maria novamente, mas deve começar no banco.

Klinsmann tem a missão de parar Messi e seus companheiros, os EUA só ganha este jogo se conseguir ir bem na defesa.

A disputa fora de campo também deverá ser interessante, os americanos jogam em casa, mas com presença grande de latinos nos jogos, e o "fato Messi", é possível haver mais pessoas gritando pelos Hermanos.



A bola rola às 22h.

Palpite: Argentina



Amanhã o Chile enfrenta a Colômbia em Chicago, às 21h.

Embalado com os 7x0 sobre os mexicanos, os chilenos chegam como favoritos, em busca do bi campeonato.

Palpite: Chile

Argentina contra Venezuela e Chile contra o México


Argentina anuncia que será campeã da Copa América, mesmo iniciando a partida com os reservas bateu fácil a Bolívia e passou em 1° no grupo.

Messi entrou, mas desta vez sem gol.

Os argentinos anunciam vencer a taça e acabar com toda a fila hermana, tem os melhores resultados da primeira fase além de contar com o craque. 

O momento para o final da fila parece esse.


O Chile não inciou bem a Copa América, sentiu o jogo contra a Argentina e parece ter perdido a força contra os grandes.

De qualquer maneira ainda tem  bons jogadores e um jeito de jogar.

Bravo foi muito mal contra o Panamá, falhou em dois lances, mas foi salvo pelos atacantes: Vargas e Sánchez com dois gols cada.

Assim o Chile passou em segundo no grupo e enfrentará o México, a Argentina pegará a Venezuela.


De 7x1 a 7x1


Sobre o jogo contra o Haiti na quarta feira: Era para golear, goleou. O bom de ganhar do Haiti é ganhar do Haiti, ou seja, não passar vergonha ao empatar ou perder. É muito difícil dimensionar o quão bem foi a atuação da equipe de Dunga diante desse sparring oficial, mas há onde enxergar coisas interessantes deste duelo.

A boa atuação de Coutinho e de Renato Augusto, e a evidente melhora da Seleção com Gabigol e Lucas Lima. Elias vem mal, Jonas não convenceu e a mudança pelos santistas além de dar mais qualidade à equipe dará mais movimentação no ataque. Assim melhorando a criatividade.

O placar é exato (e motivo de piada), mas pouco sobrou do 7x1 do Mineirão. De lá pra cá muita coisa mudou, não como deveria, como imaginávamos, mas mudou. Dunga pegou o escrete do Felipão, os cartolas desapareceram atrás dele e o futebol ainda não apareceu.

O Brasil dos dois jogos na Copa América não teve a participação de nenhum dos 11 iniciais naquele oito de julho. Assim como a Seleção de Felipão em 2014 era diferente da de Mano na Copa América de 2011, que era diferente da equipe de Dunga na Copa de 2010. Desde a derrota para a França em 2006 o Brasil tem trocado de time a cada eliminação – só mantém a equipe depois de vencer a Copa das Confederações e dá no que dá.

A Argentina não vence um título desde a Copa América de 1993. A geração de Messi, Agüero, Di María, Tevez, Mascherano, que tem também Zabaleta, Garay... Não ganhou nada até agora. A geração de Bielsa e de Pekerman, que se junta a atual, tinha Sórin, Samuel, Zanetti, Aimar, Riquelme, Crespo e Verón. E também não ganhou nada. Mas há base.

Das Olimpíadas de 2008, 13 foram convocados e seis titulares em Pequim jogaram a final no Maracanã e hoje são os primeiros do ranking da FIFA – mesmo que com critérios indecifráveis-, além do favoritismo na Copa América.

Não é obrigatória uma base, porém ajuda e pode vir dos times também. Tanto Alemanha como a Espanha, as duas últimas campeãs do mundo, tinham.  Em 2010 o time titular espanhol tinha seis jogadores do Barcelona e três do Real Madrid. Os alemães aplicaram 7x1 no Brasil com seis jogadores do Bayern em campo - Guardiola era o técnico das duas equipes base.

O Brasil não tem nenhum dos dois tipos de base, com um futebol equilibrado que temos hoje, de times cada vez mais táticos e pequenos fechando melhor os espaços, o entrosamento pode ser o ponto de desequilíbrio. 

Dia da Paixão palmeirense


Domingo tem Derby em São Paulo, como teve em 12 de junho de 1993, o dia do fim do jejum palmeirense. Era final do Paulista e o Palmeiras venceu por 4x0 o Corinthians. Este não terá um campeão, mas o vencedor pode ser o líder do BR-16 no dia dos namorados– se o Timão conseguir uma vitória melhor que a do Grêmio ou um resultado melhor; O Palmeiras precisa vencer e a dupla Gre-Nal não vencer no sábado.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 11/06/2016

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