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Tá chegando a hora


No primeiro match point, empurrado por 40 mil Palmeirense, o líder tinha pela frente o forte Botafogo.

O Palestra começou animado como sua torcida, vibrante como no início do campeonato, veloz com a juventude do ataque, dominando bastante a bola (chegou a 75% em alguns momentos) e, com o melhor meio campista do campeonato, Moisés, jogando muito.

O Botafogo de Jair Ventura não deixava a partida fácil, armado no 4-4-2 tinha Alemão fechando o lado direito e Camilo e Neilton na frente. Assustou nos contra-ataques que teve. Jair parece muito bom técnico, dificultou ao máximo a partida no Allianz Parque.


No segundo tempo o botafogo subiu a marcação, atacou mais, principalmente com Camilo, ótimo jogador. Cuca reagiu. Alecsandro entrou no lugar de Cleiton Xavier, Gabriel Jesus foi para esquerda, Dudu ficou de ponta de lança.



Em pouco tempo, o melhor jogador em campo. repetiu a jogada do último jogo em que Jesus fez o gol, mas dessa vez o passe final ficou muito forte. A bola passou e Gabriel devolveu para Dudu através de um cruzamento. Gol.

Na frente, atento a tudo o que acontecia no Mineirão, o Verdão limitou se a fechar os espaços, fazer uma partida sem correr riscos e garantiu a vitória pelo placar minimo.



O título não veio neste final de semana, o Cruzeiro até saiu na frente em BH, mas levou a virada com dois de Ricardo Oliveira. Manoel ainda conseguiu empatar o jogo em 2x2. Só não veio a taça por causa do Piexe, o Flamengo parou no Coxa (2x2) no Maracanã e não alcança mais o Alviverde.



Semana que vem o Palmeiras enfrenta a Chapecoense, mais preoculpada com a Sul-Americana no Allianz Parque, um ponto basta para o título. Hoje o alviverde fez uma boa partida, soube sofrer quando preciso, mas soube atacar também, Moisés e Dudu foram os dois melhores em campo e são os dois melhores palmeirense na reta final do campeonato ( sem falar no Jailson que é de uma tranquilidade enorme).

Tá chegando a hora.


Ficou fácil


A partida começou com a Argentina dominando a bola no Mineirão, o Brasil não esperava o time de Bauza assim então demorou um pouco para entender a partida.

Messi dominava o meio campo e Fernandinho na cola dele sofria para para-lo. Usava o recurso da falta, levou cartão com poucos minutos.

Parecia que seria um jogo muito complicado e difícil para o Brasil. E não é que acabou virando fácil? 

3x0.


Neymar achou Coutinho aos 24 do primeiro tempo, ele acertou um chutaço de fora da área e marcou um golaço.

O jogo não mudou, a Argentina persistiu com a bola, mas não tinha chances claras, a seleção brasileira fechava bem os espaços.

Coutinho acionou Neymar, bola na trave.

As duplas no espaço da Argentina funcionavam. Gabriel Jesus achou Neymar na esquerda, para, no último minuto da primeira etapa, fazer 2x0.

Desespero entre os argentinos, a seleção até tinha a bola 53% no primeiro tempo (chegou a ser 57%), mais volume de jogo, finalizou sete vezes e perdia.

O Brasil, em quatro chutes havia feito dois gols  e acertado a trave. É do futebol. O time de Tite estava mais tranquilo, vencia porque tinha bons jogadores e confiança.


Bauza fez uma mudança até pertinente, mas que não rolou. Perez por Agüero resultou no time com um marcador a menos e não ganhou um atacante.

A Argentina deu mais espaço, o Brasil aproveitou. Paulinho perdeu um gol após driblar Romero em contra-ataque, mas não olhar para o gol na hora do arremate. Depois em nova oportunidade fez o 3x0. Tite correu para comemorar com a equipe na bandeirinha de escanteio.

Acabou o jogo, a Argentina desistiu, o Brasil passou a brincar com a bola e buscar o 4° gol. Neymar fez graça, driblou, perdeu gol, Gabriel Jesus deu chapéu dentro da área, Firmino perdeu um gol feito.

O jogo não ficou 4x0 por detalhe e por a seleção brasileira entender que o jogo estava morto. Valeu para Douglas Costas estrear com Tite.

Messi deu uma arrancada no final, mas ficou sem a bola. Bauza pensa que um time com atacantes é ofensivo, mas não funciona assim. Correa entrou e juntou ao trio que estava em campo. Não seu em nada.



O 3x0 sinaliza um jogo de dois times forte tecnicamente, mas muito distantes no quesito equipe. O Brasil em pouco tempo encaixou com Tite, é confiante, coletivo e tranquilo com as ideias de jogo, a Argentina não. Mesmo dominando mais a bola não conseguiu transforma-la em gol, com muito menos a seleção fez 3x0.

A geração brasileira é boa.

O Brasil é o primeira nas eliminatórias, a Argentina está em 6°.

O palco de 7x1 agora é o palco do 3x0, nada de zica de estádio, só coincidência.

E falando do Mineirão, o mosaico planejado pela CBF não funcionou, porque faltou gente, ingresso muito caro, não há o que fazer.


A seleção está forte, é impressão a cada jogo.


Mosaico furado

Copa do Brasil virou Sul-Minas


A noite quente na Copa do Brasil definiu as semifinais.

O Inter veio como quem não quer nada, de repente, jogou bem e eliminou o Santos no Beira-Rio com o time reserva. Se havia torcedor Colorado que criticou Celso Roth por colocar o time reserva por considerar que não poderia abrir mão da Copa do Brasil acabou quebrando a cara.

É impressionante o crescimento do Internacional nos últimos jogos, o time que não vencia ninguém venceu o vice-líder do BR-16 e agora eliminou o Peixe com o time reserva em boa atuação, principalmente do ataque, um gol de cada atacante: Aylon e Sasha.

O Inter avança na Copa do Brasil, vai enfrentar o Galo.


Falar que o Atlético-MG avançou diante do Juventude é normal, mas não se esperava que só viesse pelos pênaltis.

No Alfredo Jaconi o Juventude vaneceu por 1x0, gol logo no primeiro minuto (32 segundos), e levou a decisão para o penais. Só aí o Galo ( misto, Robinho, Pratto, Victor e outros titulares começaram jogando) avançou.

A noite não foi mesmo dos paulistas, os jogos do final de noite eliminaram os outros dois paulistas.


No Mineirão o Cruzeiro conseguiu reagir e virar sobre o Timão. Depois do 2x1 em Itaquera em favor ao donos da casa, a Raposa começou fazendo gol com Ábila. Só este gol bastaria, até Rodriguinho empatar.

O time de Oswaldo até disputava o jogo, mas era dominado pelo Cruzeiro. Os sul-americanos do azul celeste mandavam no jogo, Arrascaeta sofreu pênalti, Àbila fez o segundo dele, 2x1. 

Levava aos pênaltis.

Um pouco depois Bruno Rodrigo fez o 3° e Arrascaeta matou o jogo fazendo o 4°. Rildo (ele mesmo) diminui no 4x2 em BH.

Passou o mineiro, para encarrar um gaúcho tricolor.


Na capital paulista, no Allianz Parque, o Palmeiras bem que tentou, com o time reserva. Fez um primeiro tempo decente, com boas chances, o Grêmio colocava muito jogadores na área e a bola batia na barreira humana em frete ao gol.

No segundo tempo o Grêmio assustou duas vezes e o Palestra fez o de sempre, marcou gol na bola parada. Thiago Martins ganhou a segunda bola e mandou para as redes após escanteio.

O jogo ficou a feição do Palmeiras, até Allione aparecer destruindo grama, o jogador gremista e tudo o que vinha pela frente. Foi expulso.

A partida mudou completamente e virou de ataque gremista. Depois de pressionar um pouco acabou marcando com Everton.

Então com pouco mais de 15 minutos de jogo o Palmeiras tentou atacar. Primeiro sofreu para pegar a bola, depois ficou no quase. O Grêmio perdeu a chance de matar o jogo, mas ficou com a vaga.

Copa do Brasil virou Sul-Minas.

De sexto a primeiro em quatro jogos


De sexto para primeiro lugar na eliminatórias, em pouco tempo a crise brasileira virou boa fase - sem apagar os últimos vexames, apenas boa fase.

Pensando no time titular o Brasil estava com três desfalques: Marcelo, Casemiro e Neymar. Mesmo assim manteve o nível de atuação e tático, para poder bater os venezuelanos com facilidade, 2x0 em Mérida.

Tite optou por escolher uma maneira de jogar e ir encaixando as peças nas posições, cada um faz a função de seu time e assim o jogo flui, parece, em alguns momentos, que a equipe joga junto a bastante tempo.

Dani Hernández, goleirão venezuelano, ajudou o escrete brasileiro, entregou a paçoca nos pés de Gabriel Jesus e viu o camisa nove colocar a bola na rede com muita categoria, de cobertura sobre o arqueiro venezuelano. O toque na bola tornou o gol um golaço.

Em apenas 7 minutos o Brasil estava na frente e teve a tranquilidade para atuar como quis.

Sem Neymar Willian entrou no time titular, jogando pela direita com Coutinho na esquerda. Sem o camisa 10 o Brasil perdeu um pouco da agressividade e poder ofensivo.


Com 64%  e 7 chutes no gol venezuelano a seleção não sufocou o adversário, deixou o jogo correr e assustou esporadicamente.

Voltou mais ativo na segunda etapa e no mesmo minuto, sete, fez o segundo gol com Willian. Triangulação pela esquerda com participação na lateral e cruzamento rasteiro para o ponta direita chegar chutando na segunda trave.

O Brasil cresceu após o segundo gol, aumentou o ritmo e foi ficando próximo do gol - Gabriel Jesus perdeu a chance do segundo. Nesta altura Guerra chegou perto do gol, na melhor chance venezuelana na partida.

Então acabou a luz.

Depois de uns 15 minutos a luz voltou, mas o ritmo da partida caiu, sobe forte chuva o jogo se arrastou para o fim.

Giuliano no lugar de Coutinho e Taison no de Willian, atuaram pouco para ter nota.

De mais importante após o apagão foi um pênalti não marcado para a Venezuela. 

Ficou no 2x0.


A atuação não foi tão boa como de outros jogos, natural, Neymar faz falta, porém o nível foi bom.

Com o empate do Uruguai com a Colômbia o Brasil assumiu a ponta com 21 pontos, na próxima rodada encara a Argentina, que perdeu hoje para o Paraguai.

Em quatro jogo Tite tem 100% de aproveitamento, a mudança de desempenho é óbvia.

Qualquer um tem chance com Tite


A lista de Tite trouxe outras novidades: Alex Muralha (Flamengo), Thiago Silva, Fernandinho, Oscar, Douglas Costa e Firmino. 
Thiago Silva já estava determinado que voltaria, só recuperava de lesão, assim como Douglas Costa. Fernandinho vinha jogando bem pelo City é natural a volta, assim como Firmino no Liverpool.
Oscar foi convocado e Tite explicou ter conversando com Conte sobre o jogador, o fato de atuar no meio do 4-1-4-1 ajudou - mesma posição de Paulinho.
Surpresa mesmo é convocação de Muralha, Grohe ficou de fora e Diego Alves, voltando de lesão, jogou o último jogo não foi convocado.
Gil, Paulinho, Giuliano seguem, Taison está fora, Rodrigo Caio, Rafael Carioca e Gabigol também. A maior surpresa dos jogadores fora é o recém contratado pela Internazionale. Luan ainda fora.
O treinador da seleção prioriza o estudo do jogos, a conversa com os jogadores e os técnicos. Disse na entrevista que conversou com Marcelo e Thiago Silva logo quando assumiu o comando da seleção.
O senso de equipe é algo que ele prioriza, trocaria algumas coisas desta lista dele, Giuliano e Paulinho ainda não me convencem, mas é melhor que a última.
Tite já convocou Taison, agora traz Muralha, ele pode trazer qualquer outra surpresa daqui pra frente. Pode estar errado pelo menos pensa fora da caixinha - e estuda bastante.
São 24 jogadores, Paulinho está suspenso então Tite convoca ele e mais um, porém terá de cortar alguém para o segundo jogo.
O Brasil jogo com a Bolívia no dia 6 de outubro, em Natal, depois contra a Venezuela, em Mérida, no dia 10.
Goleiros: 
Alisson
Muralha
Weverton
Zagueiros:
Gil
Marquinhos
Miranda
Thiago Silva

Laterais:
Daniel Alves
Fagner
Filipe Luís
Marcelo

Meio-campistas:
Casemiro
Fernandinho
Giuliano
Lucas Lima
Oscar
Paulinho
Philippe Coutinho
Renato Augusto
Willian

Atacantes:
Douglas Costa
Firmino
Gabriel Jesus
Neymar

Salta à vista


Futebol às vezes é obvio como é obvio que a seleção brasileira jogou bem nos dois primeiros jogos de Tite, que ele é o cara certo para comandar a equipe, que Neymar voltou a atuar bem, que a geração não é ruim, que o Brasil vai para a Copa de 2018 e que o torcedor da seleção é bipolar. As altas críticas viraram elogios, por a seleção ser de todos e de ninguém, todos batem nela quando perde e aplaudem quando vence, muitas vezes há o exagero.

Tite é nitidamente melhor do que Dunga, um treinador com capacidade de ganhar o grupo, armar bem a equipe e ainda falar bem. Com certa simplicidade, colocou os jogadores nas posições que atuam em seus clubes, com ideais e poucos treinamentos fez os atletas jogarem bem. O trabalho dele para por aí, ele é um treinador que erra e acerta, uma hora vai perder, é preciso ter os pés no chão.

O que se viu dos dois primeiros jogos foi bem positivo, parece que o 4-1-4-1 vai mesmo ser o esquema e os jogadores vão encaixando nas posições. O jogo “apoiado” dito pelo treinador e algumas pessoas da imprensa não é nada revolucionário, é apenas a boa troca de passes, tabelas, triangulações e opções de passe. Tite pensa em jogar assim.

Os jogadores com destaque positivo nesta primeira sequência da Era Tite são: Marcelo, Casemiro, Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus. O melhor lateral-esquerdo do mundo, titular a muito tempo no Real Madrid só não jogava por teimosia de Dunga; o companheiro dele é um ótimo volante para desarmar e sabe sair jogando; Coutinho é habilidoso e tem ótima visão de jogo; O camisa 10 tem feito a função do Barcelona, participando bastante do jogo e na perna esquerda sendo decisivo; Jesus vai bem de frente para o gol na velocidade e de costas no pivô, pode se tornar o grande centroavante do Brasil. 

Paulinho já não foi lá estas coisas, atrasado nas jogadas fez um gol de mão sem sentido contra a Colômbia. Willian também ficou devendo, mas merece crédito para outras tentativas.

Tite pensa em um time intenso, com troca de passes até o último terço, chegando lá o talento resolvendo com criatividade e habilidade no um contra um. Este jeito de pensar lembra Guardiola, que no City, enfrenta Mourinho no primeiro clássico de Manchester entre os dois treinadores hoje. 

Porém na defesa o treinador do escrete nacional lembra mais Mourinho, é um misto dos dois, não que dizer que seja melhor que eles, acredito até que não.

A CBF demorou a fazer o óbvio, Tite era para ter chegado em 2014, perdeu-se tempo. O Brasil parece seguir no caminho certo, enfrenta a Bolívia e Venezuela nas duas próximas rodadas das eliminatórias. Parecem vitórias certas, por isso é preciso manter os pés no chão e não empolgar com o óbvio.


Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 10/09/2016

Prancheta #3: cheirando empolgação


Palmeiras x Flamengo pelo campeonato brasileiro no Allianz Parque criou-se um clima decisivo, de final, apesar de não decidir nada. 

Festa em aeroporto, mobilização para o jogo, espirito de nervosismo, ansiedade pelo jogo, todo mundo só falando nisso - pena que sem flamenguistas em São Paulo e com menos palmeirenses na casa verde.

A partida é entre o líder e o vice líder, o empate mantem o alviverde na ponta, o vencedor será líder. Quem vencer não garantirá o título, nem quem perder estará fora da disputa. Faltaram 13 rodadas depois do confronto.

Porém é uma partida significante, não há como negar. Abaixo como vem os times para a peleja.



No Palmeiras existe a duvida de Gabriel Jesus - relacionado para o jogo mais o alviverde faz um jogo de cena para aumentar o mistério. Sem ele há três ( ou até quatro) possibilidades do time jogar. Com Rafael Marques de centroavante, Erik, Barrios, ou até sem nenhum, aí entra Cleiton Xavier. Acredito que Rafael está na frente.

Jogando no 4-3-3 o Palmeiras é um time muito coração, como torcida, treinador e alguns jogadores, ainda reflexo de 2015, time forte para decisões. Porém agora está mais organizado e afinou as qualidades da temporada passada.

Disse que a boa bola parada no Verdão vem desde Oswaldo de Oliveira quando o time venceu o São Paulo, o que não quer dizer que Cuca não treine isso, claro que treina. O técnico atual colocou Dudu e Jean de cobradores e fez o índice de gols de falta ser ainda maior - melhor time neste quesito no campeonato. 

O alviverde é um time que em casa aperta muito o adversário com os atacantes e a dupla Moisés e Tchê Tchê. Retomar a bola no campo de ataque é uma das especialidades do time, com o Flamengo de Marcio Araújo, Pará e Vaz sem saída de bola muito boa, o lado verde pode levar boa vantagem nisso.

O Flamengo é um time que usa muito os laterais, portanto os pontas palmeirenses precisam ataca-los.

Gabriel Jesus é peça chave para todos os movimento da equipe, sabe jogar de costas e de frente para a bola, se confirmada, a ausência dele fará muita diferença no confronto - ele é o artilheiro do time com 10 gols, o jogador que mais finaliza no time (26), o que mais dribla e ainda tem três assistências.



Já o Flamengo deve ir com o time parecido com o da última peleja, Everton desde início deve ser a única mudança. De resto é o 4-2-3-1 bem definido de Zé Ricardo, assim como o alviverde é um time organizado, mas menos emocional, ganhou casca e deixou de ser o time que permitia o 4x0 do Corinthians em um jogo que iniciara melhor.

Guerrero ainda é duvida, deve ficar no banco, Leandro Damião joga - tem ido bem neste inicio no clube.

O Flamengo precisa acertar os passes no meio de campo, a entrada de Everton ajuda nisso, aproximar tabelar e chegar aos poucos na frente pode ser a chave para não perde a bola em seu campo. 

Nas pontas as duplas e o drible podem furar a defesa verde, Zé Roberto tem suas falhas e Jean também não é tão marcador.

Diego vai ser mais exigido do que em outros jogos, o passe de precisão para definir as jogadas vai ser muito necessário e terá de sair da marcação individual de Gabriel que Cuca ,provavelmente, colocará nele. Willian Arão e Tchê Tchê vão brigar pelo domínio da bola, são os jogadores que mais ficam com a bola nas equipes. O duelo individual vai ser importante.

Com Diego o Flamengo tem 100% de aproveitamento, subiu de quinto para segundo, o meia é importante também no momento defensivo, o clube arma um 4-4-1-1 e ele ajuda no primeiro embate ao time adversário.


* média

O jogo de hoje é extremamente interessante e importante para o campeonato, não é decisão.

Despertar da força?


Pelé não foi o melhor jogador da Copa de 1958, foi Didi, em 1970 Jairzinho fez gols em todos os jogos e o Rei desta vez foi o melhor. Em 1986 Maradona precisou de ajuda, não fosse Burruchaga fazer o terceiro depois da Alemanha empatar em 2x2 a final no México haveria prorrogação. Futebol sempre foi jogo coletivo, poucas vezes se vencia por causa de um jogador mandando na equipe, hoje é cada vez mais difícil.

Gabriel Jesus pode ser o parceiro que Neymar precisava. Tabelaram, revezaram na posição no 4-1-4-1, ora na ponta esquerda ora no centro. Jesus é veloz, talentoso, com boa finalização, cabeça boa e uma incrível característica de ficar na cara do gol. A dupla é de camisa 10 e camisa 9, nenhum deles é um típico jogador do número, nem precisa ser. A seleção olímpica já jogou assim, a ideia é ter vários jogadores criando e chegando à área na condição de centroavante. O Barcelona cansou de fazer isso e o Liverpool joga assim hoje.

Em tese o armador da seleção é Renato Augusto, o único jogador que coloca o pé na bola e diminui o ritmo do jogo. Jogar na China gera um preconceito, mesmo assim ele consegue fazer o que é preciso para o meio de campo brasileiro.

Tite foi o treinador brasileiro nos últimos aos que mais conseguiu tirar o máximo de seus jogadores, mesmo por vezes sendo limitados, ele entende bem as qualidades de cada futebolista. Tem o dedo dele também no segundo gol contra o Equador, escanteio curto cobrado com apenas Gabriel Jesus na área. A bola chega para Marcelo assistir Jesus, ampliando de letra.

A seleção Olímpica deu confiança a alguns jogadores, Jesus, Marquinhos e Renato Augusto jogaram muito a vontade, não fosse o ouro no peito seria diferente, tirou-se um peso das costas.

Todo cuidado deve ser tomado com a seleção, o passado está sempre aí para provar. Mas levando em conta tudo o que aconteceu, era um jogo difícil com o Equador, o novo astral e uma partida bem jogada a esperança de uma Seleção Brasileira para brigar por tudo o que disputar daqui pra frente existe.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 03/09/2016 

Brasil deslancha e avança


O Brasil precisava jogar o que jogou, precisava vencer como venceu, não só pela tabela, mas pela autoconfiança, pelo apoio da torcida.

A partida na Fonte Nova diante da Dinamarca foi tudo que a seleção brasileira precisava nesta olimpíada.


Antes de começar a competição se esperava um Brasil forte, envolvente, com um ataque potente, bom no um contra um e com técnica suficiente para bater os adversários – sem muita tradição - da primeira fase.

Mas se viu nos dois primeiros jogos algo muito diferente, a seleção dos 0x0s nas primeiras partidas era algo fraco, sem criatividade, preso no individualismo, sem marcar gol e vaiada.

O escrete fazia a torcida gritar por Marta e cantar Iraque para provocar o pouco futebol.

Parece que agora a ficha caiu, os jogadores entraram no prumo e a equipe encaixou. A entrada de Luan na equipe foi fundamental, unindo o meio de campo com o ataque, participando das jogadas mostrando toda sua visão tática do jogo.

Houve também a mudança de esquema e de Neymar com Jesus. Agora no 4-2-3-1 (ou 4-2-4), o palmeirense ficou mais pela esquerda fechando no meio e Neymar fazendo o contrário, de falso nove. Gabigol continuou jogando pela direita.


Com o meio e ataque se entendendo as jogadas fluíram muito melhor, Rodrigo Caio ficou próximo de abrir o placar e Jesus também.

A Dinamarca se defendia como se defenderam África do Sul e Iraque, duas linhas de quatro próximas fechando os espaços. Com 69% de posse de bola, o lado verde e amarelo comandava a partida.

O gol enfim veio, com Gabigol, cruzamento em profundidade rasteiro pegando o santista na segunda trave, desviando com o bico do pé esquerdo.

200 minutos para fazer um gol, ninguém esperava por isso.

Logo após o gol, uma jogada de contra-ataque, com o quarteto funcionando bola de pé em pé, quase terminou em um golaço.

O Brasil estava mais tranquilo, fazia seu melhor jogo e tirava um peso enorme das costas.

O segundo gol não demorou a sair, tabela de Gabigol com Luan e cruzamento para Gabriel Jesus chegar chutando e fazendo o seu gol. O primeiro dele pela seleção, depois de perder tantos gols.

No segundo tempo o ritmo diminuiu, normal, mesmo assim seguiu senhor da partida e quando apertou marcou.

Luan fez o terceiro, na ultrapassagem de Douglas Santos - uma jogada que deu muito certo durante o jogo – que assistiu o gremista.

Depois Gabigol fez o quarto, quando a defesa dinamarquesa já estava desorganizada e sem motivação.

Houve chances para o terceiro, mas quatro estava mais do que bom.


Futebol tem dessas coisas, o Brasil que não fazia gol, fez quatro, porque mudou, encontrou um jeito de jogar coletivamente. O espírito foi outro.

A partida além da classificação, eleva o moral da equipe e a confiança da torcida.

A Colômbia encara o Brasil na quartas de final em Itaquera.

O futebol de hoje é plausível de medalha.

O conto de fadas acabou


O Brasil iniciou a Olimpíadas no Mané Garrincha do jeito que treinou antes da competição, do que jeito que jogou o amistoso diante do Japão. 

O time do jogo leve, envolvente, de bola no chão, troca de passes. Forte, em busca da medalha de ouro.

Estava tudo indo muito bem, o clima era bom, como a muito tempo não se via.



Mas hoje o time foi outro em campo, tímido, fraco, com 19 cruzamentos na etapa inicial (apenas três certos), sem infiltração, com um problema enorme no último terço. A posse de bola de 60% não rendia nada. Outra vez se via uma seleção brasileira sentindo a pressão do jogo à vera, como na principal.

O maior problema era o meio de campo.

A chances foram poucos, nenhuma muito clara, a melhor foi de Gabriel Jesus errando um chute depois de se desmarcar.

Dolly era o melhor em campo, não era o guarana brasileiro, era o sul-africano que infernizava a defesa brasileira em Brasília. A Africa do Sul controlava o jogo, era pouco ameaçada, não se entendia o Brasil.



No segundo tempo as coisas seguiam igual, até Mvala fazer uma falta sem motivo no campo de ataque e ser expulso.

Micale colocou Luan e Rafinha, no lugar de Felipe Anderson e Renato Augusto, o jogo mudou.



A criação no último terço do campo e o poder de infiltração na última linha africana melhorou muito. Luan foi responsável por isso, deu passe açucarado para Jesus mandar na trave. Gol perdido.

Depois Neymar assustou em chute de fora, na sequencia passou para Gabigol dentro da área e ele teve chute defendido pelo goleiro.

O gol não veio, a vaia sim e o futebol da seleção decepcionou.

O Brasil continua sem dando mal contra um país africano em Olimpíadas, mesmo com um a mais por boa parte do segundo tempo não veio a vitória.

O Brasil voltou a jogar no Mané Garrincha, onde havia perdido para a Holanda por 3x0 na decisão de terceiro e quarto da Copa de 2014.

A partida não foi como aquela, mas a empolgação acabou, quem sabe pode fazer bem ao time e dar uma acordada nos ânimos da equipe, principalmente de Neymar, comum demais dentro de campo.



BR-16 #12: Palmeiras abre vantagem, Atlético sobe escalão na corrida do Brasileiro


Imagine o Campeonato Brasileiro como uma corrida, de 38 voltas, com 20 times (ou carros) disputando a ponta.

A Sociedade esportiva Palmeiras vem liderando a corrida, e nesta volta abriu vantagem com o mal desempenho do segundo colocado.

O Internacional, líder a pouco, agora já é 4° colocado. A equipe pragmática das primeiras rodadas seque jogando assim, só que agora os pontos não tem vindo, um ponto conquistado dos últimos 12.

Quem está na segunda colocação é o Corinthians, que bateu o América-MG sem jogar bem. Parece mentira, mas com um futebol bem medíocre o Timão soma 22 pontos e pegaria pódio se a corrida acabasse agora. 

Quem também subiria ao pódio é o Grêmio. Que ao contrario do rival, tem um jogo pouco pragmático, bonito de se ver que permite grandes jogos. A partida contra o Santos, 3x2 para os gaúchos, foi um grande jogo.

Na próxima rodada, Grenal para disputar posições.



O Atlético-MG teve problemas no início da corrida, chegou a ficar no Z-4. Parou nos boxes arrumou o carro e já está em 7°. Cazares fez hoje a melhor exibição de um jogador neste BR-16, com dois gols e duas assistências foi importantíssimo no 5x3 do Galo sobre o Botafogo.

O alvinegro carioca que está uma posição a frente do Santa Cruz, 19°, na largada chegou a ficar na ponta, mas com problemas há algumas voltas foi descendo o pelotão.

O Palmeiras comanda a corrida, abriu uma vantagem do segundo colocado de três pontos. Poderia ser maior caso fosse melhor nas partidas fora de casa,  em casa é 100%.

O destaque tem sido Gabriel Jesus, na maior tranquilidade, a vontade, livre, leve e solto, fazendo gols como na base, como nos tempos de youtube. Artilheiro do campeonato, nove gols - o palmeirense queria que continuasse por aqui mesmo, sem Olimpíadas, nem Europa.

A próxima partida é em Recife contra o Sport, é bom ganhar.

Nesta rodada foram 37 gols (muito bom), 15 mil torcedores em média, duas vitórias de visitante e nenhum empate.

Vamos ver quem vai cruzar a linha de chegada na frente.

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