Brasil deslancha e avança
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O Brasil precisava jogar o
que jogou, precisava vencer como venceu, não só pela tabela, mas pela
autoconfiança, pelo apoio da torcida.
A partida na Fonte Nova
diante da Dinamarca foi tudo que a seleção brasileira precisava nesta olimpíada.
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Antes de começar a
competição se esperava um Brasil forte, envolvente, com um ataque potente, bom
no um contra um e com técnica suficiente para bater os adversários – sem muita
tradição - da primeira fase.
Mas se viu nos dois
primeiros jogos algo muito diferente, a seleção dos 0x0s nas primeiras partidas
era algo fraco, sem criatividade, preso no individualismo, sem marcar gol e
vaiada.
O escrete fazia a torcida
gritar por Marta e cantar Iraque para provocar o pouco futebol.
Parece que agora a ficha
caiu, os jogadores entraram no prumo e a equipe encaixou. A entrada de Luan na
equipe foi fundamental, unindo o meio de campo com o ataque, participando das
jogadas mostrando toda sua visão tática do jogo.
Houve também a mudança de
esquema e de Neymar com Jesus. Agora no 4-2-3-1 (ou 4-2-4), o palmeirense ficou
mais pela esquerda fechando no meio e Neymar fazendo o contrário, de falso
nove. Gabigol continuou jogando pela direita.
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Com o meio e ataque se
entendendo as jogadas fluíram muito melhor, Rodrigo Caio ficou próximo de abrir
o placar e Jesus também.
A Dinamarca se defendia como
se defenderam África do Sul e Iraque, duas linhas de quatro próximas fechando
os espaços. Com 69% de posse de bola, o lado verde e amarelo comandava a partida.
O gol enfim veio, com Gabigol,
cruzamento em profundidade rasteiro pegando o santista na segunda trave,
desviando com o bico do pé esquerdo.
200 minutos para fazer um
gol, ninguém esperava por isso.
Logo após o gol, uma jogada
de contra-ataque, com o quarteto funcionando bola de pé em pé, quase terminou
em um golaço.
O Brasil estava mais tranquilo,
fazia seu melhor jogo e tirava um peso enorme das costas.
O segundo gol não demorou a
sair, tabela de Gabigol com Luan e cruzamento para Gabriel Jesus chegar
chutando e fazendo o seu gol. O primeiro dele pela seleção, depois de perder
tantos gols.
No segundo tempo o ritmo diminuiu,
normal, mesmo assim seguiu senhor da partida e quando apertou marcou.
Luan fez o terceiro, na ultrapassagem
de Douglas Santos - uma jogada que deu muito certo durante o jogo – que assistiu
o gremista.
Depois Gabigol fez o quarto,
quando a defesa dinamarquesa já estava desorganizada e sem motivação.
Houve chances para o
terceiro, mas quatro estava mais do que bom.
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Futebol tem dessas coisas, o
Brasil que não fazia gol, fez quatro, porque mudou, encontrou um jeito de jogar coletivamente. O espírito foi outro.
A partida além da
classificação, eleva o moral da equipe e a confiança da torcida.
A Colômbia encara o Brasil
na quartas de final em Itaquera.
O futebol de hoje é plausível
de medalha.
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