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Era Tite


Depois de Dunga e uma longa negociação com Tite, Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, confirmou que o ex-corintiano é o novo técnico da Seleção..

Assume o comando técnico do escrete principal, Rogério Micale fica com a Seleção olímpica - o certo a ser feito.


Tite já disse por vezes que gostaria de dirigir a Seleção Brasileira, mas também que é contra o comando de quem está lá.

É meio contraditório assumir a Seleção agora, porém deve ter um bom motivo para assumir e tomara explique isso logo.

A CBF trazendo o preferido da maioria, poderá usa-lo como escudo ao dizer "está aí quem vocês queriam, cobrem ele".

Na questão das quatro linhas, não há nenhum outro técnico no Brasil com maior capacidade para comandar o escrete brasileiro. 

Cabe a ele classificar a Seleção para a Copa e não fazer feio na Rússia. Deve conseguir, trazendo uma forma do time jogar e trabalhando melhor o ambiente.

Não é solução de todos os problemas, pode ser o começo.

Tragédia anunciada


Desde o começo, a escolha de Dunga, foi um tiro no pé.

De 2001 pra cá os técnicos da Seleção foram: Felipão, Parreira, Dunga, Mano, Felipão e Parreira e de novo Dunga.  A CBF colocou outra figurinha repetida e deu um passo atrás.

Na 1ª passagem de Dunga pela Seleção Brasileira venceu a Copa América, a Copa das Confederações - naquela virada contra os EUA de 3x2 - e parou nas quartas de final diante da Holanda na Copa.

Aquele time até era bem montando, tinha como principais jogadas (e quase que as únicas) contra-ataque e bola parada. O time não deu certo porque ele insistiu em jogadores nos quais (acho) nem ele tinha muita confiança. O Banco era muito fraco, tinha Gilberto, Kleberson, Julio Baptista e Grafite. Na lateral esquerda ele utilizava o Michel Bastos, que nem lateral-esquerdo é.

O 2º volante era Felipe Melo, até acho ele bom jogador, sabe tocar a bola, desarma bem, mas ele bate até na mãe e é “nervossinho”. No jogo contra a Holanda ele mostrou suas duas “virtudes”, deu uma assistência para o gol de Robinho no 1º tempo e foi expulso no segundo.

Ele não foi horrível, mas também não foi bem. Existe até os que defendiam como técnico quando voltou. Agora não dá mais.

Dunga só foi o técnico “menos pior” depois do titulo de 2002, só isso. Ele acabou entrando em uma fria maior ainda e não foi bem. Deveria ter negado a antiga namorada que o pedia de volta e seguir pelo menos com o orgulho. Mas aceitou o desafio.

Sem conseguir acertar o time, o Brasil até foi imbatível em amistosos, mas nos oficias muito mal. Sem mostrar evolução, a Seleção naufragou em duas Copas Américas e na 6ª colocação das eliminatórias. Problemas de relacionamento com jogadores, de estratégia, táticos foram acabando com o trabalho dele diante do escrete brasileiro.

A gota d’ água foi à derrota para o Peru e eliminação da Copa América Centenário, morrendo, assim como contra a Holanda, com duas substituições no bolso.

Tite está com um pé fora do Timão
Na naquele momento, ressurgindo das trevas, Dunga serviu mais de escudo para a CBF do que outra coisa após o 7x1. Mas acabou não dando certo, porque ele não é treinador. Foi um bom jogador, mas não serve para ser técnico.

Agora deve vir Tite, já poderia estar lá desde o final da Copa, dos brasileiros é o melhor para o cargo.

Só que não para por aí, Dunga só era o ponto mais gritante do fracasso brasileiro, o buraco é mais em baixo, Tite terá um trabalho difícil dentro da CBF - a qual já questionou por vezes.

O futuro da Seleção é um mistério, porém com Adenor as coisas tem tudo para melhorar pelo menos a frente do banco de reservas.

Com ele a CBF escolhe o favorito da maioria e tenta fugir dos ataques. Veremos como Tite se sairá no meio da política, dentro de campo não parece um problema para ele.

De 7x1 a 7x1


Sobre o jogo contra o Haiti na quarta feira: Era para golear, goleou. O bom de ganhar do Haiti é ganhar do Haiti, ou seja, não passar vergonha ao empatar ou perder. É muito difícil dimensionar o quão bem foi a atuação da equipe de Dunga diante desse sparring oficial, mas há onde enxergar coisas interessantes deste duelo.

A boa atuação de Coutinho e de Renato Augusto, e a evidente melhora da Seleção com Gabigol e Lucas Lima. Elias vem mal, Jonas não convenceu e a mudança pelos santistas além de dar mais qualidade à equipe dará mais movimentação no ataque. Assim melhorando a criatividade.

O placar é exato (e motivo de piada), mas pouco sobrou do 7x1 do Mineirão. De lá pra cá muita coisa mudou, não como deveria, como imaginávamos, mas mudou. Dunga pegou o escrete do Felipão, os cartolas desapareceram atrás dele e o futebol ainda não apareceu.

O Brasil dos dois jogos na Copa América não teve a participação de nenhum dos 11 iniciais naquele oito de julho. Assim como a Seleção de Felipão em 2014 era diferente da de Mano na Copa América de 2011, que era diferente da equipe de Dunga na Copa de 2010. Desde a derrota para a França em 2006 o Brasil tem trocado de time a cada eliminação – só mantém a equipe depois de vencer a Copa das Confederações e dá no que dá.

A Argentina não vence um título desde a Copa América de 1993. A geração de Messi, Agüero, Di María, Tevez, Mascherano, que tem também Zabaleta, Garay... Não ganhou nada até agora. A geração de Bielsa e de Pekerman, que se junta a atual, tinha Sórin, Samuel, Zanetti, Aimar, Riquelme, Crespo e Verón. E também não ganhou nada. Mas há base.

Das Olimpíadas de 2008, 13 foram convocados e seis titulares em Pequim jogaram a final no Maracanã e hoje são os primeiros do ranking da FIFA – mesmo que com critérios indecifráveis-, além do favoritismo na Copa América.

Não é obrigatória uma base, porém ajuda e pode vir dos times também. Tanto Alemanha como a Espanha, as duas últimas campeãs do mundo, tinham.  Em 2010 o time titular espanhol tinha seis jogadores do Barcelona e três do Real Madrid. Os alemães aplicaram 7x1 no Brasil com seis jogadores do Bayern em campo - Guardiola era o técnico das duas equipes base.

O Brasil não tem nenhum dos dois tipos de base, com um futebol equilibrado que temos hoje, de times cada vez mais táticos e pequenos fechando melhor os espaços, o entrosamento pode ser o ponto de desequilíbrio. 

Dia da Paixão palmeirense


Domingo tem Derby em São Paulo, como teve em 12 de junho de 1993, o dia do fim do jejum palmeirense. Era final do Paulista e o Palmeiras venceu por 4x0 o Corinthians. Este não terá um campeão, mas o vencedor pode ser o líder do BR-16 no dia dos namorados– se o Timão conseguir uma vitória melhor que a do Grêmio ou um resultado melhor; O Palmeiras precisa vencer e a dupla Gre-Nal não vencer no sábado.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 11/06/2016

Você disse... 7x1?

Já faz quase dois anos que o Brasil enfrentou a Alemanha no Mineirão e tomou aquele 7x1 eterno na cabeça.

De lá pra cá muita coisa mudou, não como deveria, como imaginávamos, mas mudou. 

Dunga pegou o escrete do Felipão, os cartolas desapareceram atras dele e o futebol ainda não apareceu.


Tenta-se esquecer o 7x1, tanto que dos 11 que iniciaram a partida de hoje em Orlando (os mesmos da estreia na competição) nenhum deles participou daquele fatídico 8 de julho - nem foi campeão do mundo.

Mas não há jeito de esquece-lo, nem se deve, ele serve como alerta para evolução do nosso esporte, que ainda não melhorou. Está pelo menos no mesmo nível.

Até hoje.


Esqueça o 7x1 do Mineirão, o Brasil vingou a Alemanha contra o Haiti repetindo o placar. Show de Coutinho com três gols; Renato Augusto jogando muito e fazendo dois; Gabriel e Lucas Lima completaram o placar. 

Partida extraordinária da Seleção brasileira, esqueça 8 de julho, o futuro é agora, evoluímos.


Agora sem cinismo, ironia e vamos direto ao ponto.

O Haiti é fraco, fraquíssimo, é medonho ver a defesa tentando segurar o ataque brasileiro. Na frente até sabem fazer alguma coisa, deram passes de calcanhar e fizeram gol. 

Mas atrás, além de um goleiro fraco, a defesa é uma desorganização enorme, o Brasil ficou várias vezes livre, sobretudo no segundo tempo. Até o esquema deles é estranho: três zagueiros, seis no meio e um no ataque.

É muito difícil dimensionar o quão bem foi a atuação da equipe de Dunga diante desse sparring oficial, mas há onde enxergar coisas interessantes deste duelo.

Coutinho se soltou e realmente jogou bem, assim como os laterais - mas nesse caso quase não precisaram defender. Elias foi mal, Lucas Lima entrou e fez gol, nem tanto por esse jogo, porém a mudança entre eles é necessária. Muda tanto na qualidade, como no estilo da equipe.

Jonas não correspondeu de novo, hoje era a noite para meter vários gols. Não fez e viu Gabriel marcar depois de entrar em seu lugar. Gabigol deveria ser titular na próxima partida.

Foi interessante ver Wallace entrar no segundo tempo e ir bem. Ele chegou na última chamada e mostrou qualidade como primeiro volante de bom passe. Pode ser titular no próxima partida com Casemiro suspenso - ainda sem jogar bem na Seleção.


Era para golear, goleou. O bom de ganhar do Haiti é ganhar do Haiti, ou seja, não passar vergonha ao empatar ou perder.

Acho que o Dunga gostou.

Brasil é salvo por frango anulado

O estádio Rose Bowl lembra o Tetra de 1994 e a Seleção iniciou o jogo querendo esquecer 2014.

No estádio em que Dunga xingou a taça depois do título, o Brasil  iniciava pela primeira vez uma partida sem nenhum jogador do 7x1.


Neste cenário o Brasil estreou na Copa América Centenário diante do Equador com: (4-1-4-1) Alisson, Dani Alves, Marquinhos, Gil e Filipe Luis; Casemiro; Willian, Elias, Renato Augusto e Coutinho; Jonas. 

Passes de pé em pé, com poucos chutões e Alisson participando bastante do jogo ajudando a defesa como opção de passe e cortando lançamentos longos, dessa maneira jogava a Seleção.

Em boa jogada coletiva, Willian cruzou para Jonas ter a primeira chance clara do jogo com cinco minutos. Aos 9' uma tentativa de jogada ensaiada em escanteio também levou perigo.

O Brasil não jogava mal, mas alguns defeitos seguravam a equipe. Jonas não é o centroavante perfeito para a Seleção, até tem bom posicionamento, mas peca na finalização e alguns gestos técnicos. Casemiro entrou muito nervoso, levou cartão desnecessário e errou passes bobos. Elias errou bastante, perdeu uma grande chance na etapa inicial.

Willian conseguia deslocar-se bem, driblava e envolvia a defesa equatoriana, o melhor em campo. Renato Augusto sem o mesmo pique dos tempos de Timão, continua com passes apurados. Os laterais davam bastante apoio e o jogo fluía. Qualidades do escrete nacional

O Equador assustou nos contra-ataques, especialidade da rápida equipe, que jogando assim soma 13 pontos na eliminatórias em segundo lugar. Com 65% de posse brasileira  se armava em um 4-2-3-1, que na hora de defender era 4-4-2 com Valencia e Bolaños na frente das linhas.


Na etapa final o Brasil começou mais devagar e aos poucos o Equador foi gostando do jogo. Aproveitando os erros brasileiros e chegando com perigo.

Aos 21' minutos, Bolaños cruzou uma bola fraca em cima de Alisson, o brasileiro todo sem jeito, devagar, aceitou. Um frango inacreditável, mas salvo pela arbitragem chilena que viu a bola sair na linha de fundo. Pura sorte, principalmente de Alisson.

As coisas não iam bem para o Brasil, o time começara a bater cabeça.

A essa altura Lucas e Gabriel já vaziam parte do time, sem Jonas e Willian - já sem render na etapa final.

O estádio para 90 mil tinha 53 mil torcedores e a certeza era do Equador injustiçado com o gol mal anulado.

A primeira chance clara brasileira veio aos 38 minutos em cabeçada de Lucas passando perto do gol.

Só aí que Dunga colocou Lucas Lima na equipe, tarde.

O jogo acabou no 0x0.


O primeiro tempo foi OK, como na maioria das vezes o Brasil inicia bem, porém cai de rendimento durante os 90 minutos. É assim na maioria dos jogos, como contra o Uruguai quando levou o 2x2 depois de fazer 2x0.

Os defeitos da etapa inicial permaneceram e as qualidades sumiram, o Brasil só não perdeu por causa de erro da arbitragem. Falta domínio de jogo, criação de jogadas, ritmo durante o jogo e brio.

Dunga segue sendo o treinador de sempre, agora sem Jorginho - Cebola entrou em seu lugar - o time é menos eficiente em bola paradas e na defesa, sem falar que o grupo não vai com sua cara. 

A Seleção decepciona na estreia, precisará evoluir muito na competição.

Foram quatro jogos na Copa América, nenhum bom.

Seleção vence Panamá e avisa que Copa América é logo aí


Em apenas dois minutos de jogo em Denver o Brasil já abriu o placar com Jonas - centroavante hoje - contra o Panamá. 

Parecia que seria um vareio, cinco, seis a zero.

Mas o impeto brasileiro parou neste lance e o resto do primeiro tempo foi morno, de um Brasil tentando e chegando pouco. O melhor era Coutinho - titular nos desfalques de Douglas Costa e Neymar - quem arriscava as jogadas movimentando-se entre as pontas.

Willian também atuava bem, mas o que a técnica criava a desorganização canarinho tirava no ataque.

Sem se esforçar muito em final de temporada na Europa o ritmo era lento, foram quatro chances claras no primeiro tempo.

No intervalo Dunga tirou Luiz Gustavo e colocou Hulk.

Então o Brasil passou para 4-2-3-1 ( Elias e Renato Augusto de volantes) com ritmo parecido ao anterior. Hulk entrou é pareceu estar mais preocupado em fazer um gol e cavar um lugar no time do ajudar seus companheiros. Errou tudo que fez além de uma chance clara desperdiçada de cabeça.

Depois Gabriel, o Gabigol, entrou no lugar de Jonas e aproveitando uma sobra do zagueiro panamenho finalizou cruzado para fazer o segundo.

Ainda houve tempo para Kaka entrar e fazer um brilhareco com a torcida - teve até chance de fazer o terceiro.

No final o sparring panamenho se saiu bem e perdeu apenas por 2x0.

Se não valorizamos muito goleadas em amistosos, não podemos fazer o mesmo com o placar magro de hoje. 

No fim acho que o amistoso, meio clandestino, valeu mais para chamar atenção do Brasil que a Copa América começa nessa sexta-feira. 



Brasil de Dunga em 2010 tinha uma base, o de agora não

O Santos voltou a ser base da Seleção: Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira fazem parte do escrete de Dunga.

Não são os selecionáveis de João Saldanha nas eliminatórias de 1970: Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Pelé e Edu titulares dos "feras" de Saldanha. 

Na Copa foram menos, com Zagallo foram cinco selecionáveis: Joel, Edu, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo e Pelé. Com os três últimos titulares no tricampeonato.


Hoje os três santistas não serão os destaques como já foram um dia. Lucas Lima é o melhor deles e tem de ser o cara do meio campo brasileiro. Porém e provavel que ele fique na reserva e os outros dois têm chances maiores de ficar no banco.

E para os santistas aposto que não gostaram da convocação, porque ele irão jogar a Copa América e perder nove (!) rodadas do Brasileiro. Com elenco curto o Peixe perde muito sem eles - erro grave que não cabe a Dunga.

O futebol nacional há tempos não tem a mesma qualidade do passado. O Brasil de 1982 tinha a base do Flamengo com Júnior, Leandro e Zico no titular. Naquele time o único de fora era Falcão, São Paulo e Atlético-MG também apreciam faziam boa parte da equipe.

Na Seleção Brasileira que disputará a Copa América os jogadores brasileiros representam 20 clubes. No time titular é bem provavel que tenhamos um representante de cada time, já que só Santos (3) e o Barcelona (2) tem mais de um representante.


Não é obrigatório uma base, porém ajuda. Tanto Alemanha como a Espanha, as duas últimas campeãs do mundo. 

Em 2010 o time titular espanhol tinha seis jogadores do Barcelona e três do Real Madrid. Os alemães aplicaram 7x1 no Brasil com seis jogadores do Bayern em campo. Guardiola era os técnico das duas equipes base.

Com um futebol equilibrado que temos hoje, de times cada vez mais táticos e pequenos fechando melhor os espaços, o entrosamento pode ser o ponto de desequilíbrio. 

Se não temos muito jogadores bons em um mesmo time, principalmente no Brasil, uma base de convocados jogando junto seria o ideia para ganhar entrosamento. Dunga fez isso na última Copa, mas até o momento isso não tem acontecido.

Aquele Brasil de 2010 tinha vários problemas, porém tinha entrosamento, era uma das poucas qualidades.

Dunga convoca por confiança


Dunga não mudou mesmo, confiança pra ele é muito importante.

Por isso volta a convocar Kaka e não convoca Thiago Silva. Jefferson depois de falhar contra o Chile e reclamar publicamente de ter sido mal tratado na seleção, nunca mais na amarelinha.

Alisson deverá ser o titular e Diego Alves volta depois de parar por lesão.

Os "chineses" Gil e Renato Augusto seguem convocados, o treinador ainda confia que mesmo no outro lado do mundo podem render bem. Vale o teste.


Renato apareceu na lista de volantes com Luis Gustavo e Fernandinho, pode ser uma novidade atuando por lá.

Quem pode ter uma chance e definitivamente jogar é Coutinho, agora sem estar machucado pode ganhar espaço no grupo.

Ricardo Oliveira, recusou a China, está em má fase, mas seque na seleção. Jonas arrebentando em Portugal ficou de fora.

Hulk bem no Zenit foi e Lucas em sua melhor fase no PSG não.

Dunga parece estar fechando um grupo, o que é bom por uma lado, dá continuidade, ruim por outro ao não olhar para novas possibilidades.


GOLEIROS
Alisson (Internacional)
Marcelo Grohe (Grêmio)
Diego Alves (Valencia)

ZAGUEIROS
David Luiz (PSG)
Miranda (Inter de Milão)
Marquinhos (PSG)
Gil (Shandong Luneng)

LATERAIS
Danilo (Real Madrid)
Daniel Alves (Barcelona)
Filipe Luis (Atlético de Madrid)
Alex Sandro (Juventus)

VOLANTES
Luiz Gustavo (Wolfsburg)
Fernandinho (Manchester City)
Renato Augusto (Beijing Guoan)

MEIA-ATACANTES
Philippe Coutinho (Liverpool)
Oscar (Chelsea)
Lucas Lima (Santos)
Willian (Chelsea)
Kaká (Orlando City)
Douglas Costa (Bayern de Munique)

ATACANTES
Neymar (Barcelona)
Hulk (Zenit)
Ricardo Oliveira (Santos)


O Brasil vai enfrentar Uruguai no dia 24 e o Paraguai no dia 29 pelas eliminatórias.

O técnico da seleção é bom... da Olímpica


Se na Seleção principal ainda temos um técnico com ideias caducas, teimoso e perseguido. Na sub-20 Rogério Micale se mostra bem atualizado e com boas ideias de jogo nas suas equipes.

Ele que passou por vários times da base, teve seus melhores resultados no Galo e no Figueira. Revelou jogadores como Bernard, Jemerson e Dodô no Atlético e no Figueirense foi campeão da Copa São Paulo de 2008, mas não revelou nem jogador de nível mediano, saiu logo após o título.

Depois da saída de Alexandre Gallo da Seleção -um pouco antes do Mundial, já havia até feito a convocação para a competição deste ano- Micale chegou a amarelinha.

Pegou o time já convocado, fez as alterações que achou que deveria fazer e chegou a final, fazendo uma grande semifinal, quando venceu Senegal por 5x0. O time tinha uma boa defesa com Marlon e Lucão na dupla de zaga e Jorge na lateral esquerda. Na frente sobrava tranquilidade para atacar com Gabriel Jesus, jogando pela primeira vez na posição que faz hoje pelo Palmeiras, junto de Boschilia e Malcom (Jean Carlos).

Agora no comando dos amistosos preparatórios para a Olimpíadas tem feito o time jogar muito bem. Com um time que além de alguns jogadores do Mundial, agora conta com Gabigol. Valdivia, Fred, Luan, Vinicius Araujo, Felipe Anderson, Kenedy...

Venceu os dois últimos jogos de seleções fracas como a Republica Dominicana (6x0) e Haiti (5x1). Mas o importante não é fazer os 11 gols e sim jogar de uma maneira boa de se ver.

O time de Micale, seja o de agora ou o do Mundial, é um time que propõe o jogo, fica com a bola, troca passes rápidos, com as linhas compactas e marcando pressão. Faz o que fazem os grandes times da atualidade. Aliados ao talento dessa geração faz bons jogos, bonitos de se ver.



Micale tem o trabalho, junto com os jogadores, seus respectivos times e quem os cerca de fazer os jogadores vingarem. Coisa que é sempre mais natural nos outros países e no Brasil se perde muitos talentos, por vários motivos.

O trabalho dele é bom, mas na hora do "vamo vê" nas Olimpíadas assume Dunga. 

Esse mundo do futebol é mesmo estranho.


O jogo mais fácil


Amanhã o Brasil tem o jogo mais fácil das eliminatórias. Joga em casa e contra a Venezuela, pior que ela não há, talvez a Bolívia seja do mesmo nível e só. Por mais que a vinho tinto tenha melhorado seu futebol, ainda é uma baba, não mais "super-baba".

Mesmo o Brasil jogando em Fortaleza, no Nordeste onde ainda é bem recebida, pode levar uma vaia se ao final do primeiro tempo não tiver vencendo o jogo, ou ao menos se "arriscando" a vencer. 

Como se vencer fosse um risco, mas que parece ao ver os jogos da seleção principalmente os que velem pontos com Dunga. Ele sempre pensa em sofrer e xingar na vitória, está xingando o mundial de 1994 até hoje.

A seleção (tomara) deve jogar mais ofensiva. Por mim, jogaria no 4-1-4-1 com: Jefferson, Dani Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Luiz Gustavo; Willian, Renato Augusto, Lucas Lima e Douglas Costa; Ricardo Oliveira. 

Eu sei que neste meu time, muita gente não gostaria da escalação de Luiz Gustavo e de Renato Augusto, mas com os jogadores que lá estão e contra quem o Brasil jogará, esses seriam meus 11 inicias.

Mas os de Dunga devem ser: (4-2-3-1) Jefferson, Dani Alves, Marquinhos, Miranda, Filipe Luis; Luiz Gustavo e Elias; Willian (Lucas), Lucas Lima e Douglas Costa; Ricardo Oliveira.

Neymar ainda fará falta, o time com ele tem 72,9% de aproveitamento em jogos oficiais com apenas uma derrota desde 2010, quando passou a figurar na Seleção. Nos jogos valendo que não jogou, o Brasil tem 26,67% de aproveitamento e só venceu uma vez.

Números impressionantes, para fazer uma comparação peguei os números de Zico. Com ele o Brasil tinha 79,81% de aproveitamento, sem ele eram 56,74%.

Dani Alves disse hoje que a Seleção paga pelo mau momento do Brasil. Acho que uma coisa não está ligada a outra. Em 1970 não estávamos em um momento lindo no Brasil e a Seleção era o contraponto disso, trazendo alegria e orgulho de ser brasileiro. Assim como na época de Senna.

A Seleção tem proporcionado jogos horrorosos e vem de um 7x1 que não sera esquecido é por isso que pegamos no pé. Se jogassem bem estaríamos aplaudindo, sem mais...


Análise tática: Brasil não sabe o que tem de fazer, então não faz


O Brasil não perdia para o Chile há 15 anos e nunca havia perdido na estreia da eliminatórias. A boa atuação do Chile e má brasileira explicam isso.

Sampaoli é um técnico que tem um time que gosta muito de ter a bola e trocar passes, mas ontem isso nem foi seu ponto de desequilíbrio no jogo. A posse de praticamente de 50% x 50% e passes de 384 chilenos e 339 brasileiros, não forma os fatores determinantes em campo.

Mas nas finalizações o Chile acertou 7 no gol brasileiro e teve duas delas na trave. Enquanto o time de Dunga deu apenas um arremate no gol de Bravo.

Só que o diferencial mesmo foi a atitude das equipes, o Brasil que tem como tradição ser o time a tomar a iniciativa do jogo, atacar trocar passes, hoje está do outro lado. No primeiro tempo gostava do jogo de pouco ataque do Chile e também atacava pouco.

Sampaoli admitiu em entrevista depois do jogo que errou na escalação inicial, mudou, colocou um meia tirando um zagueiro, González no lugar de Silva. O time melhorou e passou a dominar o jogo, foi assim até o fim da peleja.

O Brasil se defende compacto e o Chile abre os jogadores para ter opções de passe, faz triangulações pelas laterais, como muitos times fazem hoje.


Lance 2° gol do Chile
Lance 2° gol do Chile


O Brasil foi muito inofensivo, sem Neymar é um time broxa, chega no ataque e não sabe como definir a jogada. Douglas Costa tenta driblar, Hulk achar seu espaço ou chutar, Oscar nem sei o que.

Oscar hoje jogou em uma posição estanha, quase que companheiro de Hulk no ataque. Como sempre ele foi o jogador que nem fede nem cheira, o que em tese deveria ser o cara do time sem Neymar e não é. Hoje Douglas Costa parece mais apto a isso.



Ricardo Oliveira entrou bem no jogo e não fugiu da bola. Só que foi meio fominha, o que é compreensível, além de ser novo no time, deveria estar insatisfeito com que o time estava fazendo, como quase todo mundo. Então deve ter pensado em resolver por si próprio.



No Chile Vidal corre e cria as principais jogadas e Sánchez esta sempre a disposição para defini-las lá na frente. Sabem o que devem fazer em campo e são as duas principais peças do time.



Dunga disse depois que faltou a bola entrar, quando na verdade o Brasil em momento algum mostrou que poderia vencer o bom time do Chile jogando em casa, é bom ressaltar isso também.

Mas ainda era um jogo que dava para ganhar com o que tinha, com o time que no amistoso vai e na hora que vale não. Chega no jogo e falta tudo, principalmente convicção e confiança. O time não sabe o que tem de fazer, então não faz.O chilenos sabem, por isso vencem.

Quando o Brasil não tem Neymar não vai, ainda mais com Dunga.

Fonte: Footstats

Convocação: Novidades podem não funcionar


Sentado na mesa azul e enorme da CBF no Rio, Dunga convocou a Seleção Brasileira para o início do time nas eliminatórias.

Com Neymar fora dos jogos —nem foi convocado— o time será outro, isso todos já sabemos. Hulk (provavelmente) como centroavante, já que nem Ricardo Oliveira nem outro centroavante de ofício foi convocado.

Quem foi convocado foi o Renato Augusto do Corinthians, destaque do líder do campeonato, tem feito um papel muito importante na equipe. Só que resta saber uma coisa, como ele será usado.

Em convocações, avaliamos quem o comandante trouxe para o time e dizemos se achamos ele bom jogador ou há um melhor que ele nesta posição. Agora, mais que isso é importante saber como será usado. Elias —que foi novamente convocado— não é o mesmo do Timão na Seleção. Porque joga diferente. Renato está no auge de sua forma, jogando muito bem e até merecia uma convocação, vamos ver como Dunga o escalará.

Outra novidade é o zagueiro corintiano Gil, o 3° do Parque São Jorge. Não é melhor que Thiago Silva, assim como Gabriel Paulista, parece que Dunga não quer mais saber do capitão da Copa passada.

Goleiros são os mesmos que vinham sendo convocados. Alisson e Grohe da dupla Gre-Nal e Jefferson do Botafogo.

Nas laterais com duas lesões (Dani Alves e Danilo) foram convocados Fabinho (Monaco) e Rafinha (Bayern).

Lucas Lima que acabou com o Galo ontem continua entre os jogadores. Merece ser titular, o jogo que fez ontem é de gente grande, correndo por todo campo e dando duas assistências.

Kaká já não veio, problemas fora de campo parecem que incomodaram Dunga. Pensando nele o que seria?

(Rafinha rompeu os ligamentos ontem pelo Barcelona, ficará seis meses sem jogar. Uma pena, vinha bem).

Nas posições de frente os mesmos que foram convocados na última chamada.
Vou arriscar um time na estreia com: (4-2-3-1) Marcelo Grohe, Fabinho, David Luiz, Miranda e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho, Willian (Lucas), Lucas Lima e Douglas Costa; Hulk.

Agora não é mais amistoso, encarar a atual campeã da Copa América em casa não vai ser tarefa fácil. Vamos ver como será o desempenho da equipe.

O Brasil viajará para o Chile estrear pelas eliminatórias, Dell Nero vai ficar de novo por aqui. Depois jogará em Fortaleza contra a Venezuela.


Renato Augusto no BR-15: dois gols; três assistências, com 24 passes que resultaram em finalização; 6° no campeonato que mais finaliza com 30.

Convocados

Goleiros
Jefferson - Botafogo
Marcelo Grohe - Grêmio
Alisson - Internacional

Laterais
Fabinho - Monaco
Rafinha - Bayer de Munique
Filipe Luis - Atlético de Madrid
Marcelo - Real Madrid

Zagueiros
David Luiz - Paris Saint Germain
Miranda - Inter de Milão
Marquinhos - Paris Saint Germain
Gil - Corinthians

Meias
Luiz Gustavo - Wolfsburg
Fernandinho - Manchester City
Elias - Corinthians
Renato Augusto - Corinthians
Lucas Lima - Santos
Oscar - Chelsea
Willian - Chelsea
Philippe Coutinho - Liverpool

Atacantes
Firmino - Liverpool
Hulk - Zenit
Lucas - Paris Saint Germain
Douglas Costa - Bayern de Munique


Números: Footstats

Análise tática: Nós temos o Hulk


Está longe, muito longe de ser novidade de que o Brasil depende de Neymar. Na Copa do Mundo e América ele não pôde jogar e isso foi determinante nas eliminações. O time não tinha um plano B.

Dunga criticado por muitos, por mim, e pela maioria, fez isso. Sem ele para os dois próximos jogos de eliminatórias que começam em outubro, Hulk entrou no time.

O esquema que com Neymar era um 4-4-2 com ele e Tardelli (ou Firmino) na frente, virou um 4-2-3-1 com o jogador que tem o mesmo nome do personagem da Marvel de centroavante.


Hulk na corrida
Hulk como referência
Tanto contra a Costa Rica como contra o EUA ele marcou gol. O primeiro em corrida do lançamento feito pelo lateral-direito Danilo - a saída de bola pelos laterais ainda é forte na seleção- disputa na força contra os zagueiros e gol. O segundo, se posicionado na área para receber e mandar no gol.

Mesmo que Hulk tenha feito dois gols, ele não foi um jogador tão participativo do jogo, ficava muitas vezes esperando a bola chegar até ele. As principais jogadas aconteciam com a troca de passes entre laterais e meias abertos. Douglas Costa/ Marcelo, Willian/ Fabinho.


Tabela entre Marcelo e Douglas Costa. A jogada termina com chute do lateral
Eu ainda acho que um centroavante, mesmo que seja Ricardo Oliveira para algumas partidas de Eliminatórias é uma garantia maior de força lá na frente. Hulk não é um centroavante nato. 

Por mais força física que ele possa ter, ele já mostrou o jogador que é, com velocidade e um chute forte Um centroavante como Ricardo Oliveira tem mais subsídios para fazer o time jogar bem.

Pelo menos Dunga testou outra opção.

Agora, com Neymar, o time ideal poderia contar com ele, de centroavante, fazendo algo parecido com o que Luan faz no Grêmio. 

O time de Roger usa o esquema de 4-2-3-1, quando faz pressão no adversário, Douglas e Luan marcam pelo meio junto, enquanto Pedro Rocha e Giuliano tomam conta das pontas. Essa linha de 4 jogadores serve para forçar o adversário a perder a bola. Virando uma espécie de 4-2-4.

No Brasil ela poderia funcionar com Douglas Costa pela direita, Neymar pelo meio com Lucas Lima e Willian (ou Lucas) pela direita. Colocando os volantes atrás dos quatro, mas de preferencia volantes com bom passe e liberdade.

O time mostrou que tem qualidade, coisa que muito brasileiro ainda desconfia. Dunga não é nenhum gênio da bola, mas também não é burro. Ele pode montar um time competitivo, principalmente por ter Neymar.

Agora o teste de fogo será contra o Chile em Santiago pela estreia nas eliminatórias. Esse jogo, sem "o cara" e valendo trés pontos, mostrará, a quantas anda o time. Se for como o da Copa América vai ser difícil. 


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