Brasil é salvo por frango anulado

O estádio Rose Bowl lembra o Tetra de 1994 e a Seleção iniciou o jogo querendo esquecer 2014.

No estádio em que Dunga xingou a taça depois do título, o Brasil  iniciava pela primeira vez uma partida sem nenhum jogador do 7x1.


Neste cenário o Brasil estreou na Copa América Centenário diante do Equador com: (4-1-4-1) Alisson, Dani Alves, Marquinhos, Gil e Filipe Luis; Casemiro; Willian, Elias, Renato Augusto e Coutinho; Jonas. 

Passes de pé em pé, com poucos chutões e Alisson participando bastante do jogo ajudando a defesa como opção de passe e cortando lançamentos longos, dessa maneira jogava a Seleção.

Em boa jogada coletiva, Willian cruzou para Jonas ter a primeira chance clara do jogo com cinco minutos. Aos 9' uma tentativa de jogada ensaiada em escanteio também levou perigo.

O Brasil não jogava mal, mas alguns defeitos seguravam a equipe. Jonas não é o centroavante perfeito para a Seleção, até tem bom posicionamento, mas peca na finalização e alguns gestos técnicos. Casemiro entrou muito nervoso, levou cartão desnecessário e errou passes bobos. Elias errou bastante, perdeu uma grande chance na etapa inicial.

Willian conseguia deslocar-se bem, driblava e envolvia a defesa equatoriana, o melhor em campo. Renato Augusto sem o mesmo pique dos tempos de Timão, continua com passes apurados. Os laterais davam bastante apoio e o jogo fluía. Qualidades do escrete nacional

O Equador assustou nos contra-ataques, especialidade da rápida equipe, que jogando assim soma 13 pontos na eliminatórias em segundo lugar. Com 65% de posse brasileira  se armava em um 4-2-3-1, que na hora de defender era 4-4-2 com Valencia e Bolaños na frente das linhas.


Na etapa final o Brasil começou mais devagar e aos poucos o Equador foi gostando do jogo. Aproveitando os erros brasileiros e chegando com perigo.

Aos 21' minutos, Bolaños cruzou uma bola fraca em cima de Alisson, o brasileiro todo sem jeito, devagar, aceitou. Um frango inacreditável, mas salvo pela arbitragem chilena que viu a bola sair na linha de fundo. Pura sorte, principalmente de Alisson.

As coisas não iam bem para o Brasil, o time começara a bater cabeça.

A essa altura Lucas e Gabriel já vaziam parte do time, sem Jonas e Willian - já sem render na etapa final.

O estádio para 90 mil tinha 53 mil torcedores e a certeza era do Equador injustiçado com o gol mal anulado.

A primeira chance clara brasileira veio aos 38 minutos em cabeçada de Lucas passando perto do gol.

Só aí que Dunga colocou Lucas Lima na equipe, tarde.

O jogo acabou no 0x0.


O primeiro tempo foi OK, como na maioria das vezes o Brasil inicia bem, porém cai de rendimento durante os 90 minutos. É assim na maioria dos jogos, como contra o Uruguai quando levou o 2x2 depois de fazer 2x0.

Os defeitos da etapa inicial permaneceram e as qualidades sumiram, o Brasil só não perdeu por causa de erro da arbitragem. Falta domínio de jogo, criação de jogadas, ritmo durante o jogo e brio.

Dunga segue sendo o treinador de sempre, agora sem Jorginho - Cebola entrou em seu lugar - o time é menos eficiente em bola paradas e na defesa, sem falar que o grupo não vai com sua cara. 

A Seleção decepciona na estreia, precisará evoluir muito na competição.

Foram quatro jogos na Copa América, nenhum bom.

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