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Champions com os mesmos favoritos


Começa a Liga dos Campeões amanhã, o maior torneio de clubes do mundo, com os melhores jogadores, maior publicidade, organização, cifras e tudo o que envolve grandes eventos.

Favoritos? Os de sempre: Barcelona, Real Madrid e Bayern de Munique. Estes são os últimos quatro campeões, que ganharam seis das últimas 10 ligas.

Na Champions Legue você pensa que o campeão será o trio ou um inglês, porque a última vez que não foi assim foi em 2010 com a Internazionale de Mourinho.

Na Libertadores é mais difícil apontar os favoritos, uma final como Atlético Nacional e Independente dell Vale a poucos meses, não estava nos prognósticos da maioria das pessoas, o que é bom.

Os favoritos serem sempre os mesmos ocorre porque os principais clubes do mundo não alteram tantos os elencos de temporada a temporada - além claro do poder monetário dos três. O Barcelona é o mesmo campeão de 2015, o Bayern  ainda tem oito dos titulares de 2013 e o Real é o mesmo do ano passado.

Apesar de mundo gente dizer que antigamente os jogadores ficavam 10 anos no time e hoje não ficam nem um, as grandes potencias europeias não perdem jogadores toda hora. Isso só vale para o Brasil

Pois afinal, poque diabos Messi sairia do Barcelona para jogar em outro time, onde ganharia tanto quanto ganha? Teria de ser algo muito bom, uma mudança de ares para tentar ganhar títulos em outros campeonatos como gosta de fazer Ibrahimovic.

Se para Messi não é uma boa mudar, imagine para jogadores como Daniel Alves. Ele só saiu da Espanha porque não o queriam mais lá.

Um jogador nestas três potencias só sai se não se adaptar ao clube – aí entra a questão técnica, tática e de ambiente – , se arrumar confusão com alguém ou for aventureiro. Caso contrário fica lá mesmo.

Como um cara que trabalha em uma das principais multinacionais e se dá bem por lá. Ele fica.



No passado os craques brasileiros ficavam mais tempo nos clubes, não vou nem falar de Pelé e Garrincha, mas de Ademir da Guia e Rivellino, craques da década de 70.

Como Ademir não ia para um Real Madrid da vida ele ficava no Palmeiras mesmo. Nenhum outro clube do país poderia oferecer um salário muito melhor, então, como gostava do alviverde, ficava por lá mesmo. Riva só saiu do Corinthians porque não o queriam mais.



Portanto é assim, amanhã começa outra Champions League, os favoritos são os três, correm por fora: Atlético de Madrid por sua defesa, a Juventus pela consistência e investimento, e o Manchester City por Guardiola.

A Champions tem este ponto negativo, mas vale lembrar que os trio nunca se enfrentou na final, portanto a chance de outro clube poder ficar com a taça no último dia pode continuar existindo.

Da Inglaterra à Alemanha, futebol interligado


O Liverpool de Jürgen Kloop vai ficando cada vez mais com a cara de seu treinador e forte. Depois dos 4x0 no Barcelona na pré-temporada, venceu o Arsenal no Emirates por 4x3. 

Com intensidade, velocidade e sufoco nas últimas linhas adversárias, a qualidade do quarteto ofensivo no um contra um aparece.


Firmino, Coutinho, Mané e Lallana dão a qualidade ao ataque, ninguém é centroavante, mas Coutinho parece para fazer um gol de nove. Ele também é cada dia melhor ao bater na bola, fez um golaço de falta hoje. 


O esquema ofensivo dos Reds lembra o Brasil Olímpico.




O Arsenal pão duro, que não contrata, sofre pela falta de qualidade e excesso de juventude. A defesa do Liverpool sofreu três gols, precisa melhorar.




No ex-clube de Kloop, o Borussia Dortmund, ainda joga de uma maneira parecida. Mas agora dirigido por Tuchel fica mais com a bola o pé do que com Jürgen.

Na disputa da Supercopa da Alemanha contra o Bayern, em casa, no Signal Iduna Park, o Dortmund ficou com 51% de posse de bola e finalizou 20 vezes. Porém o time sem Mkhitaryan, Gündogan e Hummels - agora do outro lado - não mandou na partida - Schürle e Götze ficaram no banco.

Ramos e Dembélé erraram muitas finalizações e as boas pararam em Neuer.



Do outro lado viu-se um Bayern de Munique diferente com Carlo Ancelotti, mais simples e objetivo - talvez até mais alemão. O técnico italiano está entre Guardiola - ex-técnico dos bávaros - e Mourinho, trabalha este Bayern já com traços do último trabalho dele no Real Madrid.

Vidal foi o Di Maria do melhor Real Madrid dos últimos anos, o de 2013-14, meia pelo centro no ataque e ponta pelo direita na hora de defender, o 4-3-3 vira 4-4-2 na hora de defender. 

O chileno é muito bom jogador, abriu o placar chegando como elemento surpresa e foi bem na defesa, peça fundamental neste novo esquema.


Vidal abre na direita, Müller fecha e fica na frente das linhas de quatro

A partida ficou 2x0 para os bávaros, Müller fez o segundo em bola parada.

Os jogadores que entraram em campo do Bayern estão mais acostumados em jogar junto do que os do Dortmund - apenas Hummels era novidade.

Com o tempo, o Borussia vai se encaixar e ameaçar mais o rival.

O técnico mudou em Munique, mas a simplicidade dele, como descreveu Ribery, até cutucando Pep, pode fazer o time rapidamente se adaptar e seguir forte na Alemanha.




Ah, Mourinho já começou a trabalhar no United, e por enquanto joga desta maneira. Onde Pogba entra neste esquema?



Campeões, vices e mata-matas


Ao longo dos anos os vices sofrem no futebol. Os holandeses perderam três finais, cada uma com um gosto mais amargo: "ah, aquele gol do Müller..." e "ah, aquela bola do Robben...". Como os torcedores do Fluminense naquela final de Libertadores em 2008: " ah, o pênalti do Thiago Neves...". 

Os vices sempre sofrem, sejam eles os que sempre vencem, os que nunca venceram e os que amargam jejuns longos, como o Corinthians viveu, o Palmeiras, o Botafogo e a seleção argentina vive.

As histórias dos vices são sempre cruéis, existem times que ganham apelidos de vices e alguns que vivem com campeonato perdidos na final marcados pelo resto da vida. Como foi com Barbosa em 1950.



O Atlético de Madrid ganhou mais um capítulo para a sua história de vices na Champions. Primeiro sofreu um gol nos minutos finais contra o Bayern em 1974 e no jogo extra perdeu por 4x0. Depois em 2014 vencia até o minutos 93 de jogo e viu Sergio Ramos empatar e na prorrogação levou 4x1. Agora conseguiu empatar contra o mesmo rival em Milão, mas parou nos pênaltis. Tri-vice. nenhum outro time perdeu tantas finais sem ser campeão.

Deve ser difícil ao torcedor colchonero pensar que o rival tem 11 taças e ele nenhuma. 

Como diz Nelson Piquet "o segundo é o primeiro a perder", ele não está longe da verdade, mas é possível sofrer mais perdendo na semifinal, como o Brasil nos ensinou em 2014.



Existem grandes times que acabam morrendo na praia e ficando em segundo, como existem times nem tão grandes que são campeões. Esse Real Madrid é assim.

Quando iniciou a temporada - após, sem motivos aparentes, demitir Carlo Ancelotti do comando técnico - o time sofria com Rafa Benitez. Depois de levar de quatro do Barcelona decidiu mudar os rumos da temporada e colocou Zidane no comando.

O time foi se acertando, com bons jogadores - tem um elenco muito caro, há de ter - foi vencendo e avançando. Pegou a Roma na oitavas e avançou. Enfrentou o Wolfsburg, sofreu uma derrota amarga na Alemanha, mas reagiu na Espanha, e passou das quartas. Na semifinal foi melhor nos dois jogos diante de um Manchester City tímido e chegou a final.

Não anunciou em momento algum que era o time a ser batido, que seria campeão. Chegou na final contra o rival, que bateu as super potencias do jogo de posse de bola - Barcelona nas quartas e Bayern de Munique na semifinal - e sem ser favorito enfrentou os rivais em Milão.

Não fez uma grande partida na final, soube se defender bem é verdade, Kroos e Modric jogaram muita bola, mas não fosse os pênaltis - seja o de Griezmann no tempo normal ou os da decisão - não teria conquistado a "Undécima".


Jornal "torcedor" da Catalunha acredita em injustiça

"Undécima", a 11ª conquista de Champions League do Real Madrid, isso explica muita coisa. Copeiro demais a equipe é de longe a maior vitoriosa da competição - o Milan com sete é o mais próximo. Assim como o Boca Júniors na América do Sul, às vezes mesmo sem ter um grande time o Real avança e na hora agá leva a taça pra casa.

Torneios mata-mata são assim, nem sempre o melhor vence, nem sempre o melhor está na final. Acredito que Bayern de Munique e Barcelona são melhores times que o Real Madrid, mas nenhum deles conseguiu passar pelo Atlético com seu jogo pragmático. Os merenques conseguiram.

O futebol é assim, nem sempre o melhor vence e nem sempre quem vence os melhores é campeão.


Era Guardiola chega ao fim


A imagem acima mostra como Pep Guardiola é respeitado pelos jogadores do Bayern, ou pelo menos a maioria. Lahm - um dos jogadores que mais gosta de Pep e mais evoluiu com ele, o oposto é reciproco - o entrega a taça da Copa da Alemanha para que erga a sobre sua cabeça em seu último ato como treinador em Munique. De saída para o Manchester City o treinador deixou um bom legado ao clube.

Claro que sempre quando lembrarem de Guardiola no Bayern de Munique dirão "mas ele não ganhou a Champions...". Sim é verdade, perdeu as três edições que disputou na semifinal para times espanhóis - Real Madrid campeão em 2014, Barcelona campeão em 2015 e Atlético de Madrid em 2016. Mas na avaliação não vale só os títulos - e se valer ele foi tricampeão Alemão, bicampeão da Copa da Alemanha, um Mundial de Clubes e uma Supercopa da UEFA.

Só que não há jeito, muitos vão o criticar pelo taça continental não conquistada - de fato o principal objetivo do clube e ficou devendo - e dizer que o tri alemão era obrigação com o elenco que tinha. Mas falar em fracasso é balela, o tri fecha um tetra até então inédito na Alemanha.

O treinador chegou na Alemanha - país do futebol tático - para mudar, não só ser campeão. O futebol mescla o tangível e o intangível, gols, títulos, vitórias tem valores diferentes, assim como as derrotas e rebaixamentos. O Bayern já consolidado como clube, em todos os sentidos, buscavam um selo de identidade, conseguiu.



Durante toda a passagem de Pep na Alemanha o time não foi só de Robben, Lahm, Neuer, Ribery, Lewandowski e Douglas Costa, foi o time de seu treinador, revolucionário e com uma ideia de jogo bem definida. Além de muito popular.

O tiki-taka está impregnado em seu nome - mesmo ele não gostando do termo - e fez com que os bávaros jogassem assim. Não funcionou de primeira, mas com o tempo o time passou a jogar ao seu estilo. Sem deixar de lado o deles.

Com ele o Bayern tem uma boa saída de bola, mas não deixa de lançar a bola na área, gosta de sair jogando, mas também faz ligação direta, troca passes até achar o espaço e dá contra-ataques. O time é muito completo joga com mistura de ideias de seu técnico e jogadores. Tem contra-ataques, ligação direta e joga bonito.


Claro que em sumo é um time de posse de bola, que alterna em alguns momentos como nas oitavas de final da Champions contra a Juve e vence quase no "Muricybol " quando a coisa aperta.

Joga contra o Manchester City em 2013, domínio e posse de bola impressionantes

Com os jogadores teve seus problemas. Mandzukic e Pep nunca se deram muito bem, mas a qualidade do croata o fez titular em 2013/14 - depois deixou o clube. Robben e Ribery não foram os mesmos com ele, sentiram muitas lesões e por causa disso Guardiola arrumou confusão com os médicos do clube, que saíram. Gotze nunca encaixou.

Lahm atuou muitas vezes de volante, e em outras como na própria final da Copa da Alemanha se deslocou para o meio depois de passar da metade do campo. Javi Martinez virou zagueiro, Alaba zagueiro/lateral e evoluiu demais, Boateng também. Douglas Costa esse ano saiu do ostracismo e virou um dos queridinho do treinador jogando muita bola.


Bayern chegou a jogar sem zagueiro de origem nesta temporada

Não acho que tenha chegado ao patamar de excelência do Barcelona de 2011, quando além de um jogo coletivo perfeito contava com um gênio: Messi. Talvez nunca mais consiga.

A passagem de Pep Guardiola deixou legado em Munique e pode ser melhor percebida com o passar do anos. Foi uma fase interessante de um grande time de futebol. Passou. Fim da Era Guardiola.

O bom no futebol é que passando essa página vem a do Manchester City, novos desafios, vida nova. Bom também que deixa para traz alguns desgastes que acabou provocando no ex-clube, faz parte. Além de se desentender com os médicos, teve problema com a diretória na questão de compra de jogadores e seu ego também atrapalhou em alguns momentos.

Agora vai para um clube rico, que sonha subir de patamar e chegar ao título da Champions.

Opa, de novo a mesma história? Terá de vencer a Liga dos Campeões de novo? Sim, ele paga pelo próprio sucesso.


Guerra civil


Vivemos agora (talvez mais que antes), em uma era de bom x mal, preto x branco, petralha x coxinha, esquerda x direita. Esse ying yang que apenas um lado presta. Na bola é a era do Guardiola x Simeone (ou Mourinho), na linguagem do campo: posse de bola x contra-ataque. Como se apenas uma dessas maneiras fosse a ideal.

No filme Capitão América 3: Guerra Civil não existem vilões, apenas heróis que com convicções diferentes acabam brigando. Não existe bem contra o mal, é o time do Capitão América contra o do Homem de Ferro, ambos são mocinhos. No futebol na maioria das vezes é assim que funciona. Por mais que você acredite que o seu rival é sempre o mal (normal que assim seja) é uma disputa de forças. E apenas nesse caso, no coração de torcedor, existe bem e mal.

Agora com Barcelona e Bayern de Munique (times da posse de bola) eliminados e o Atlético de Madrid na final da Champions (time do contra-ataque e futebol força) existem os críticos para os dois lados. Aí cabem duas observações: primeiro que não existe apenas duas formas de jogar - o Real Madrid é uma equipe que mescla bem o domínio da bola com velocidade e contra-ataques; e segundo que ambos os jeitos têm suas vantagens e desvantagens.

Particularmente prefiro times que jogam com a bola, como as duas potências acima, o próprio Audax, ou voltado lá atrás com o Brasil de 1982. Mas não consigo ver demérito na bola que joga o Atlético, a equipe sabe cumprir muito bem o trabalho de bolas paradas, diminuição de espaços e contra-ataques. Tudo isso com muita raça e confiança características de Simeone. Há quem goste mais disso do que tabelas intermináveis do trio MSN ou do Bayern. Além de tudo isso, um contra-ataque bem feito também é uma jogada muito bonita de ser ver no futebol, não deve ser deixado de lado.

No fim isso tudo é uma discussão interminável que com o passar dos anos ganha personagens diferentes, mas os resultados são parecidos. O Atlético prova que daqui pra frente, mesmo com a evolução de Guardiola, o futebol dos campeões não será apenas o da posse, e que ele não é imbatível. 

Corinthians

Mais uma vez eliminado em Itaquera – desta vez para o Nacional (URU) –, o Timão não está maduro, tem vários defeitos e não venceu nenhum adversário difícil no ano. Nesta queda o alvinegro foi a campo com a base deste ano, que de quase nada tem a ver com a do ano passado.

Tite até tenta implantar o mesmo jeito de jogar, só que além de levar tempo é preciso encaixar o estilo de jogo. Ainda não conseguiu, a experiência do elenco pesa.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 07/05/2016

Bayern fica no quase

Na partida de ida Guardiola quis surpreender Simeone, recuou o time com meio campistas e jogadores de bom passe. Sem Müller e com Xabi Alonso a ideia era ficar o maior tempo possível com a bola. Jogar pelo empate fora de casa.

Não deu certo, o golaço de Saúl e a "superdefesa" do Atlétic fizeram com que a posse de bola maior do Bayern importasse pouco. O jogo ficou 1x0 para a equipe de Madri que poderia jogar pelo empate em Munique.



Hoje, como disse ontem em entrevista, Pep foi para atacar com 10. Na escalação mais ofensiva possível - fora da maluquice. Foi com: (4-3-3) Neuer, Lahm, Javi Martínez, Boateng e Alaba; Xabi Alonso, Müller e Vidal. Douglas Costa, Lewandowski e Ribery.

Com Thomas Müller no meio, o time ganha mais um homem na área. Inteligente, com bom tempo de bola, cabeceio e qualidade enorme de finalização, o ataque ficava bem mais forte - difícil entender porque Pep deixou o no banco na partida de Madri.

Aos 19 minutos o camisa 25 do Bayern recebeu na área e deixou para Lewa finalizar em boa defesa de Oblak.



Ribery em chute de longe levou perigo também.

Com Alaba na lateral esquerda - e não na zaga como na ida - aparecia bastante no ataque e sofreu uma falta perto da área. Xabi Alonso cobrou com força, ela desviou quando passou entre as pernas de Giménez e morreu dentro do gol.


Empate na vantagem.


Em Munique era ataque dos de vermelho contra defesa dos de azul. Não só ficavam com a bola como atacavam, atacavam e atacavam o Atlétic. 

Em um cobrança de escanteio, Martínez foi agarrado, pelo mesmo Giménez que desviou no gol bávaro, e pênalti. 

Müller foi para mudar a vantagem de lado e virar o placar. E não é que ele perdeu? Em ótima defesa Oblak impediu o 2° gol alemão.


Toda a pressão bávara no primeiro tempo resultou em 76% de posse (298 passes), com 16 chutes. Muito mais produtividade, até por ter mais poder ofensivo que na ida.

Para o Atlético estava difícil, as coisas não aconteciam.


O resultado não era bom para o Atlético, não o eliminava, mas levava para os penais. Foi então que o Simeone resolveu colocar Carrasco, adiantar um pouco sua equipe e jogar também. Foram apenas dois chutes na etapa inicial.


E não é que com 8 minutos, em contra-ataque Torres deixou Griezmann cara a cara com Neuer e arrematou em gol. Difícil dizer o quanto a mexida influenciou.

Agora a vantagem era dos espanhóis e com esse gol fora de casa só o 3x1 serviria para os alemães.




Depois do gol o impeto, coragem e confiança alemã já não eram mais os mesmos. Bem menos intenso no ataque tinha muito mais dificuldade de jogar que na epata inicial.


Só que nada como um gol para mudar tudo.


Em cruzamento de Alaba - um dos melhores em campo - Vidal ajeitou para Lewandowski completar para o gol quase de baixo das traves.




Agora o lado emocional era do Bayern de Munique, que passou a arriscar tudo, atacar como nunca.


Os alemães passavam pelos 30 arremates na partida quando uma escapada de Fernando Torres resultou em pênalti mal marcado pelo juiz. Martínez, de fato fez a falta, só que fora da área. 

E não é que Torres desperdiçou a chance de matar o confronto?

Havia jogo em Munique, mas partida ia chegando ao final, as chances apareciam para o Bayern, mas nada da bola entrar. 

Nada de gol.


O Atlético de Madrid está na final, buscará o título inédito.




Foi um grande jogo, Guardiola outra vez foi eliminado na semifinal para um time espanhol pelo Bayern de Munique, só que desta vez foi por pouco, pelo gol fora de casa. A partida em Madri custou a classificação. Pep deixará o Bayern sem Champions.


Todo ano colocamos Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique como favoritos pelo título da Liga dos Campeões. Um deles esteve nas últimas sete finais, mas a final nunca é entre eles, alias, nunca foi.

Com o Atlético de Madrid na final, ainda não é desta vez que os "favoritos" faram uma final.

Saúl faz golaço e Bayern para na parede de Simeone

Antes desta semifinal da Champions League no Vicente Calderón já estava na cara que seria um confronto de estilos. 

E foi...

O estilo de jogo do Atléti mandou no .... . Ele não está somente ligado na força defensiva, marcação pressão, alta, sem dar espaços e jogando no espaços dos rivais. Acima de tudo Simeone cria um time corajoso, confiante, capaz de fazer gols em belas jogadas.



Assim, na confiança, Saúl fez uma jogada individual perfeita, foi fazendo fila na defesa bávara e só acabou depois de guardar a bola na rede em belo chute colocado. Golaço!

Essa confiança Fernando Diniz também passa à seus jogadores, por isso fazem gols de fora da área como fizeram contra o Corinthians. Detalhe: a filosofia de jogo dos treinadores é oposta.

Sem Müller e com Xabi Alonso a ideia de Guardiola era de melhorar a defesa e ficar o maior tempo possível com a bola. Passou a ideia de jogar pelo empate fora de casa. Ribery também não começou jogando e sim Coman.

Conseguiu ter posse por muito tempo superior a 65%, mas não tinha chances claras de gol. Parava na barreira colchonera. Não funcionava o jogo do Bayern.



No segundo tempo os alemães foram subindo a equipe e empurrando o Atlético em seu campo. Alaba era o jogador que organizava a maioria das jogadas, o que tinha mais posse de bola no pé entre todos os jogadores em campo. 

Cansado de tentar furar a barreira de Madri arriscou um chute de fora da área e acertou o travessão de Oblak. Foi a melhor chance bávara que sinalizava que o jogo mudara.

Depois Lewandowski quase marcou de cabeça. Boa defesa do goleiro. Vidal também arriscou um chute de fora da área (duas vezes) e Oblak salvou outra vez.

Se o Barcelona não conseguiu furar a defesa do Atléti, o Bayern conseguia através de chutes de longe e bola aérea. Tem um reportório de jogadas maior.


Só que quem fica na frente, no ataque, da espaço para contra-ataques. Coisa que o Atlétic adora. Griezmann junto de Fernando Torres puxaram o contra e depois de belo drible Torres mandou na trave.

Esse gol poderia ter encaminhar a classificação.

Guardiola foi mudando a equipe: colocou Ribery no lugar de Coman Müller no de Thiago e por fim Benatia no de Bernat. Sem arriscar muito Pep não queria levar o segundo e complicar-se de vez. Fosse jogo único, mexeria diferente, não há duvida.

Mesmo tendo chegado mais perto do gol no Vicente Calderón do que o Barcelona não conseguiu marcar também. 

O Atlético de Madrid mereceu a vitória, mas um empate alemão não seria absurdo.


O resultado é bom para os colchoneros, venceram e sem sofrer gol em casa. Na Alemanha vão poder se fechar e buscar contra-ataques. Se não sofrer gol avança, se fizer um pode sofrer até dois gols.

Ao Bayern caberá atacar, atacar e atacar em Munique. Sabe fazer isso, mas contra a equipe que melhor se defende tem tudo para ser um grande jogo. O de hoje foi melhor que o de ontem.

Reta final


Agora o Campeonato Paulista na fase mias empolgante, pena que é muito curta. Neste regulamento horroroso, a primeira parte dura 15 rodadas, a mais interessante apenas quatro finais de semana. O chaveamento coloca, Corinthians x Red Bull contra o vencedor de Audax x São Paulo, e Santos x São Bento contra o vencedor de Palmeiras x São Bernardo.

Neste sábado o Corinthians é amplo favorito para eliminar o Red Bull Brasil em Itaquera. Em boa fase o Timão conseguiu uma classificação na Libertadores, mesmo sem jogar durante a semana. Com o artilheiro do campeonato – Roger 11 gols – o time de Campinas tenta surpreender.

Ainda no sábado, o Santos enfrenta o São Bento na Vila Belmiro. Talvez o melhor time do interior o Bentão terá de quebrar a invencibilidade de 24 jogos na Vila, recorde igual ao de 1962/63, era o Santos de Pelé. Portanto o Peixe avançando, mesmo que nos pênaltis, conseguirá a melhor sequência na história do time em casa. O alvinegro disputa todas às final do Paulista desde 2009.

No domingo o São Paulo enfrenta o Audax em Osasco. Dos grandes é o que tem a maior chance de ser eliminado. Contra o time do “futebol total” de Fernando Diniz o Tricolor, cansado mentalmente e fisicamente, pode sucumbir para o menor. Parece um contrassenso com o São Paulo na melhor fase no ano, porém a eliminação é bem provável. Lembrando que fora de casa o time de Bauza ainda não venceu nesta temporada

Na segunda (isso mesmo) o Palmeiras enfrenta o São Bernardo no Allianz Parque. O time do ABC paulista é o mais fraco dos classificados. Em casa o Verdão é bem favorito.

Champions League
Todo ano colocamos Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique como favoritos pelo título da Liga dos Campeões. Um deles esteve nas últimas sete finais, mas a final nunca é entre eles, alias, nunca foi.

Assim como um time bi-campeão não acontece desde o Milan de Arrigo Sacchi em 1988/8
9 e 1989/90. A eliminação do Barcelona deixa a marca intacta até 2018.
Na comparação de Barcelonas, este depende muito da genialidade do Trio MSN, o de Guardiola era mais funcional como time (do goleiro ao ponta esquerda). Messi não fez gol contra o Atlético, assim como não fez em todas as outras eliminações dele na Champions.
Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 16/04/2016

Possível final de gigantes inédita na Champions


Todo ano colocamos Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique como favoritos pelo título da Liga dos Campeões. Um deles esteve nas últimas sete finais, mas a final nunca é entre eles, alias, nunca foi.

Há quase todo ano, um clube forte, porém não favorito, acaba aparecendo na final. Ano passado houve a Juventus, no outro Atlético de Madrid, Borussia Dortmund, Chelsea, Internazionale... Às vezes acabam levando a taça.

Com um gigante de cada lado é possível a "superfinal", mas a final quase sempre tem uma surpresa, City ou Atlético seriam.


Manchester City x Real Madrid


Enfrentaram-se na Champions de 2012, com vitória espanhola em casa e empate na Inglaterra. Os clubes cairam no mesmo grupo com Ajax e Borussia Dortmund. O City ficou em último e o Real passou e acabou sendo eliminado para o Dortmund na semi.

Com Zidane o Real Madrid tem sido um time mais organizado e cresceu na temporada, porém segue inconstante e mal como visitante. C Ronaldo está inspirado nesta edição e já conta com 16 gols, sempre um ponto de desiquilibrio.

O Manchester City não faz a temporada que gostaria, em 4° na Premier League e eliminado nas Copas, mas vai além de onde imaginara na Champions. Com Pellegrini na sombra de Guardiola o time chegou a inédita semifinal. O técnico, alias, reencontra o Real onde já foi treinador sem muito sucesso.


De Bruyne voltou de lesão e com ele o time é diferente, porém longe de uma grande equipe e confiável.

Palpite: São duas equipes que viveram (e vivem) momentos de altos e baixos na temporada, o Real Madrid vai decidir no Santiago Bernabéu, além de ser melhor. Portanto o favorito.


Atlético de Madrid x Bayern de Munique


Na reedição de 1973/74 da Copa da Europa, antiga Champions, Atlético x Bayern fizeram a final, vencida pelos alemães.

Agora fazem a semifinal, com estilo de jogo opostos, novamente Simeone enfrenta um time com "jogo de posição", que gosta de ter a bola. Superou o Barcelona e o sistema defensivo do Atlético será necessário outra vez.

Pep Guardiola "fugiu" do City e vai ter de passar pelo jogo colchonero para chegar a final - ainda não disputou pelo Bayern. Conhecedor do esporte e analista do jogo, cabe a Pep achar uma maneira de passar pela equipe capaz de vencer qualquer uma com sua filosofia. Nas oitavas precisou usar uma espécie de "Muricybol" para eliminar a Juventus, vamos ver como será agora.

Palpite: Acredito no Bayern de Munique pela força do elenco, este ano sofrendo menos com lesão a está altura da temporada, capacidade de mudar estilos durante partidas e imposição de jogo. Mas quem elimina o Barça pode eliminar qualquer um, até ser campeão.



Houve também o sorteio da Liga Europa, colocando frente a frente Liverpool x Villarreal e Shakhtar x Sevilla.

Depois de eliminar o Borussia Dortmund da maneira que foi, com varias reviravoltas e gol da classificação no fim, um 4x3 em Anfield, o time de Liverpool aparece como favorito.

Porém o Sevilla é o atual bi-campeão e adora vencer está competição. 

São os favoritos para fazer a final.

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Vale também dar um destaque aos espanhóis, dos sete nas competições europeias quatro estão na semifinais ( dois em cada competição) e os eliminados, foram por compatriotas. Ou seja, não é só Barcelona e Real Madrid, tanto que o azul-grená já está eliminado.

Atléti dá tchau ao Barça e Bayern ao Benfica

Mesmo Simeone tendo perdido as últimas sete partidas para o Barcelona de Luis Enrique, o treinador sabe jogar contra o rival.

Sempre encaixado bem a marcação, diminuindo os espaços e letal nos ataques complica o time grená. Além de muito raça, sempre.


No Vicente Calderón  fervendo com uma das torcidas mais vibrantes da Europa, a pelota ficava com os visitantes. Mesmo com 71% de posse catalã (picos de 78 %), ela não servia pra nada, com apenas um chute no gol de Neymar era inútil ficar com a bola.

Ainda mais depois que Saúl fez ótimo cruzamento de trivela na cabeça de Griezmann, cabeceando com consciência e abrindo o placar. O 1x0 dava Atlético depois do 2x1 em Barcelona. 

Aproveitando a dificuldade antiga do Barça em bolas aéreas, os donos da casa paravam as estrelas e avançavam a semi.

Messi não conseguia jogar, mais no meio como na semana passada, a melhor jogada do argentino no primeiro tempo foi brigando pela bola, defendendo.


Começou o segundo tempo, e bola na trave de Ter Stegen, Madrid mandava no jogo. Era como no primeiro jogo, quando estava 11x11.

"Meu Deus Barcelona, cade o jogo envolvente, bonito, o MSN? Era hora de mostrar que o time era capaz de reagir." Pensava o torcedor catalão.

Luis Enrique colocou Sergi Roberto no lugar de Dani Alves e Turan no de Rakitic.

Na tentativa de fazer o gol, Suárez acertou uma cotovelada em Godín deixado o com olho roxo, inchado. Pode ter sido sem querer querendo, de qualquer maneira ficou feio a lesão no companheiro de seleção do atacante.

Levou amarelo, e assim como no jogo de ida, poderia ter sido expulso.

Com o tempo o Barça ficava cada vez mais ofensivo, precisava do gol, do outro lado era inverso.

Depois do lance Suárez x Godín os ânimos estavam ainda mais à flor da pele, Neymar poderia ter sido expulso também ao dar um pontapé em Juanfran.

Simeone estava cada vez mais maluco com Nicola Rizzoli, o árbitro do jogo.

Pressionando, o Barcelona colocava os 11 jogadores no ataque, tinha chances, mas parava na parede do Atlético.

Então Filipe Luis puxou contra-ataque, passaria para Griezmann fazer o segundo, só que a bola bateu na mão de Iniesta, que fez uma defesa, para impedir que a bola passasse, pênalti.

O francês foi para cobrança e ampliou. Festa no Vicente Calderón, a esperança era maior, mesmo assim, com um gol grená a disputa iria para prorrogação.

Então Inesta chutou em gol e bola bateu na mão de Gabi, o juiz marcou falta, quando deveria ter marcado pênalti. 

Erro contra o Barça, quem diria?

Messi cobrou a falta, e nada de gol 500, empate no confronto. Bola para fora.

Foi o último lance de perigo e o Vicente Calderón expluiu em alegria. 

Tchau Barça!


O reinado do Barcelona acabou, o último time que bateu-o na Champions fez de novo. Simenone é o anti-barça e segue sendo o time capaz de vencer todos, mas pode complicar-se, como complicou-se, contra o PSV nas oitavas.

Agora para honrar a temporada, os grenás teram de vencer de qualquer jeito La Liga, caso contrario será uma temporada de fracasso.

O futebol é muito dinâmico, até antes do clássico contra o Real Madrid o trio MSN e seu companheiros eram invencíveis, 39 jogos sem perder. Agora perdeu três dos últimos seis jogos, venceu só um.

Todos tem momentos ruins.

Sempre na comparação de Barcelonas este não foi bi-campeão - o último time foi o Milan de Arrigo Sachi-, como nenhum outro foi, dependem muito do trio, quando não brilham fica difícil.

Atléti gigante, anulou o Barça e pode ser campeão da Champions. 

Por que não?



Bayern era melhor... Gol do Benfica.

Assim iniciou o jogo em Lisboa e com um gol diferente.

Raúl Jiménez fez um gol em jogada bem bizarra. Depois do cruzamento vindo de longe, Neuer pulou totalmente longe, fora da bola e o jogador do Benfica cabeceou livre para o gol. 

Como é que ele vai explicar isso lá em casa?

Ainda no primeiro tempo Vidal empatou - como tem jogado bola o chileno - e Müller virou 
no segundo tempo - sempre decisivo.

Talisca voltou a colocar o placar em igualdade - golaço, de falta -, mas precisando chegar ao 4x2 ficou difícil.

Sofreu mais do que se imaginava, mas o Bayern conseguiu avançar a semifinal. 

O Benfica fez a parte dele e a torcida reconhece o esforço, as estrelas do outro lado são muito maiores.

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Se no sorteio da sexta Atlético de Madrid x Manchester City acabarem se enfrentando, teremos uma surpresa na final, como temos em quase todos os anos.



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