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Champions com os mesmos favoritos


Começa a Liga dos Campeões amanhã, o maior torneio de clubes do mundo, com os melhores jogadores, maior publicidade, organização, cifras e tudo o que envolve grandes eventos.

Favoritos? Os de sempre: Barcelona, Real Madrid e Bayern de Munique. Estes são os últimos quatro campeões, que ganharam seis das últimas 10 ligas.

Na Champions Legue você pensa que o campeão será o trio ou um inglês, porque a última vez que não foi assim foi em 2010 com a Internazionale de Mourinho.

Na Libertadores é mais difícil apontar os favoritos, uma final como Atlético Nacional e Independente dell Vale a poucos meses, não estava nos prognósticos da maioria das pessoas, o que é bom.

Os favoritos serem sempre os mesmos ocorre porque os principais clubes do mundo não alteram tantos os elencos de temporada a temporada - além claro do poder monetário dos três. O Barcelona é o mesmo campeão de 2015, o Bayern  ainda tem oito dos titulares de 2013 e o Real é o mesmo do ano passado.

Apesar de mundo gente dizer que antigamente os jogadores ficavam 10 anos no time e hoje não ficam nem um, as grandes potencias europeias não perdem jogadores toda hora. Isso só vale para o Brasil

Pois afinal, poque diabos Messi sairia do Barcelona para jogar em outro time, onde ganharia tanto quanto ganha? Teria de ser algo muito bom, uma mudança de ares para tentar ganhar títulos em outros campeonatos como gosta de fazer Ibrahimovic.

Se para Messi não é uma boa mudar, imagine para jogadores como Daniel Alves. Ele só saiu da Espanha porque não o queriam mais lá.

Um jogador nestas três potencias só sai se não se adaptar ao clube – aí entra a questão técnica, tática e de ambiente – , se arrumar confusão com alguém ou for aventureiro. Caso contrário fica lá mesmo.

Como um cara que trabalha em uma das principais multinacionais e se dá bem por lá. Ele fica.



No passado os craques brasileiros ficavam mais tempo nos clubes, não vou nem falar de Pelé e Garrincha, mas de Ademir da Guia e Rivellino, craques da década de 70.

Como Ademir não ia para um Real Madrid da vida ele ficava no Palmeiras mesmo. Nenhum outro clube do país poderia oferecer um salário muito melhor, então, como gostava do alviverde, ficava por lá mesmo. Riva só saiu do Corinthians porque não o queriam mais.



Portanto é assim, amanhã começa outra Champions League, os favoritos são os três, correm por fora: Atlético de Madrid por sua defesa, a Juventus pela consistência e investimento, e o Manchester City por Guardiola.

A Champions tem este ponto negativo, mas vale lembrar que os trio nunca se enfrentou na final, portanto a chance de outro clube poder ficar com a taça no último dia pode continuar existindo.

Campeões, vices e mata-matas


Ao longo dos anos os vices sofrem no futebol. Os holandeses perderam três finais, cada uma com um gosto mais amargo: "ah, aquele gol do Müller..." e "ah, aquela bola do Robben...". Como os torcedores do Fluminense naquela final de Libertadores em 2008: " ah, o pênalti do Thiago Neves...". 

Os vices sempre sofrem, sejam eles os que sempre vencem, os que nunca venceram e os que amargam jejuns longos, como o Corinthians viveu, o Palmeiras, o Botafogo e a seleção argentina vive.

As histórias dos vices são sempre cruéis, existem times que ganham apelidos de vices e alguns que vivem com campeonato perdidos na final marcados pelo resto da vida. Como foi com Barbosa em 1950.



O Atlético de Madrid ganhou mais um capítulo para a sua história de vices na Champions. Primeiro sofreu um gol nos minutos finais contra o Bayern em 1974 e no jogo extra perdeu por 4x0. Depois em 2014 vencia até o minutos 93 de jogo e viu Sergio Ramos empatar e na prorrogação levou 4x1. Agora conseguiu empatar contra o mesmo rival em Milão, mas parou nos pênaltis. Tri-vice. nenhum outro time perdeu tantas finais sem ser campeão.

Deve ser difícil ao torcedor colchonero pensar que o rival tem 11 taças e ele nenhuma. 

Como diz Nelson Piquet "o segundo é o primeiro a perder", ele não está longe da verdade, mas é possível sofrer mais perdendo na semifinal, como o Brasil nos ensinou em 2014.



Existem grandes times que acabam morrendo na praia e ficando em segundo, como existem times nem tão grandes que são campeões. Esse Real Madrid é assim.

Quando iniciou a temporada - após, sem motivos aparentes, demitir Carlo Ancelotti do comando técnico - o time sofria com Rafa Benitez. Depois de levar de quatro do Barcelona decidiu mudar os rumos da temporada e colocou Zidane no comando.

O time foi se acertando, com bons jogadores - tem um elenco muito caro, há de ter - foi vencendo e avançando. Pegou a Roma na oitavas e avançou. Enfrentou o Wolfsburg, sofreu uma derrota amarga na Alemanha, mas reagiu na Espanha, e passou das quartas. Na semifinal foi melhor nos dois jogos diante de um Manchester City tímido e chegou a final.

Não anunciou em momento algum que era o time a ser batido, que seria campeão. Chegou na final contra o rival, que bateu as super potencias do jogo de posse de bola - Barcelona nas quartas e Bayern de Munique na semifinal - e sem ser favorito enfrentou os rivais em Milão.

Não fez uma grande partida na final, soube se defender bem é verdade, Kroos e Modric jogaram muita bola, mas não fosse os pênaltis - seja o de Griezmann no tempo normal ou os da decisão - não teria conquistado a "Undécima".


Jornal "torcedor" da Catalunha acredita em injustiça

"Undécima", a 11ª conquista de Champions League do Real Madrid, isso explica muita coisa. Copeiro demais a equipe é de longe a maior vitoriosa da competição - o Milan com sete é o mais próximo. Assim como o Boca Júniors na América do Sul, às vezes mesmo sem ter um grande time o Real avança e na hora agá leva a taça pra casa.

Torneios mata-mata são assim, nem sempre o melhor vence, nem sempre o melhor está na final. Acredito que Bayern de Munique e Barcelona são melhores times que o Real Madrid, mas nenhum deles conseguiu passar pelo Atlético com seu jogo pragmático. Os merenques conseguiram.

O futebol é assim, nem sempre o melhor vence e nem sempre quem vence os melhores é campeão.


Quem merece vencer a Champions e o que isso significará?

Amanhã (sábado 28), às 15:45h (Brasília) em Milão no estádio San Siro, Real Madrid x Atlético de Madrid iram decidir a Liga dos Campeões.

Todas as informações passadas vamos direto ao ponto. Por que cada time merece vencer e o que isso trará para cada um deles e para o futebol? Abaixo a análise deste ponto.


Real Madrid


Com Zidane no comando - após a saída de Rafa Benitez - o Real cresceu muito na temporada, com seu jogo ligado muito na qualidade de seus craques e poder ofensivo, a equipe tem jogado um bom futebol, sobretudo em casa e comandado por C Ronaldo tem passado pelos adversários. Terminou o Campeonato Espanhol em segundo na cola do Barcelona.

Joga um futebol bonito de se ver, rápido, a equipe alterna posse de bola com contra-ataques. Com jogadores habilidosos como Bale, Kroos, Modric, Marcelo, Benzema, além claro da estrela da companhia: Cristiano, conta com jogadores melhores que do outro lado.

Caso ganhe a competição a Undécima (11ª Liga dos Campeões) do clube, trará um peso forte para o craque português na busca pela Bola de Ouro. Colocará a equipe como favorita para mais um Mundial em dezembro e fará de Zidane o primeiro técnico francês campeão da competição, além da dobradinha jogador + técnico. 

Também haverá toda a festa dos merenques que vão esfregar o troféu na cara dos barcelonistas, vencendo-o em cima do outro rival, assim como fez em 2014.


Atlético de Madrid


Você pode até não gostar do estilo de jogo deles, mas não pode negar que é eficiente. O "cholismo" do Atlético chega a ser irritante em alguns momentos, mas é ridiculamente eficiente. Simeone não tem grandes craques - Griezmann e Godin são os únicos foras de série - e com um jogo perfeito de marcação, diminuição de espaços, bolas paradas e contra-ataques consegue bater Barcelona e Bayern de Munique em sequência. É um jogo pragmático mesmo.

Uma vitória deste estilo de jogo pode significar uma nova moda a seguir, ou a ser considerada certa. É um erro, mas muitas vezes as verdades são ditadas pelos resultados, difícil não lembar 1982. Vencendo, Simeone provará de uma vez por todas sua filosofia.

Por outro lado, é uma equipe plausível para ser derrotada por um sul-americano. Dá até pra dizer que os são-paulinos torcem para fazer uma possível - é bem na futurologia - final de Mundial. O jeito de jogar da equipe faz o time eliminar grandes e perder para times menores que ele.

Ainda virgem na competição - perdeu as final de 1974 e 2014 - o time busca a revanche contra o rival - com 10 "orelhudas".



No sábado o Atlético tem mais chances que em 2014, com o time inteiro e descansado pega um rival mais fraco. O Real de 2014 era mais organizado com Ancelotti, Di Maria era peça fundamental naquele time, melhor na defesa e maduro na execução do jogo. 

Esse Atlético joga muito parecido com aquele e terá o principal jogar na decisão - Griezmann joga, Diego Costa não pôde em 2014. C Ronaldo caso faça dois gols pode bater seu recorde de gols na competição chegando a 18 em uma única campanha.

Acho os colchoneros favoritos, têm uma equipe mais madura, consistente na temporada e preparada para ser campeã. O Real não teve nenhum grande rival pela frente na competição e está com o segundo técnico por começar mal a temporada.

Na primeira final de dois times do mesmo país repetida são muitos nuances para amanhã, tomará seja um bom jogo e vença quem vencer terá seus motivos para ser campeão e comemorar.

Futebol jiu-jitsu

Nesta foto não há futebol e nem jiu-jitsu
O jiu-jitsu é uma arte marcial japonesa ( em japonês jiu é suavidade e jitsu arte). Antiga como todas as artes marciais ela sofreu um grande desenvolvimento no Brasil com a família Gracie. Carlos Gracie e Hélio Gracie criaram o "jiu-jitsu brasileiro".

Essa técnica consiste em fazer um lutador "fraco" derrotar um mais forte usando suas técnicas de alavanca, luta de chão, estrangulamentos, imobilizações, triângulos e afins. A ideia com o tempo foi ganhando força e os defensores do jiu-jitsu passaram a desafiar lutadores de outras modalidades para provar a eficiência da arte deles.

Aí criaram o vale-tudo que no início da década de 90 com Rorion Gracie virou o UFC, vencido por Royce Gracie sendo campeão em um troneio eliminatório. Não havia entre os outros participantes nenhum que fosse mais baixo ou mais leve que o brasileiro, o único representante do Jiu-Jitsu.

Com finalização em todas as lutas - foram três, como se iniciasse nas quartas de final - foi campeão sem nem se machucar. Estava mais do que provado a está altura que o estilo de luta dos Gracie funcionava.



Royce Graice
O futebol é um esporte completamente diferente de qualquer luta, os conceitos são outros, são mais participantes, não é para acabar com a integridade do adversário, apenas para vence-lo. Porém o estilo praticado por Simeone lembra muito o do jiu-jitsu.

Não que haja violência em seu jogo, longe disso, em muitos jogo sua equipe chega a fazer menos faltas que o adversário. A semelhança está em fazer com que o mais "fraco" seja capaz de derrubar o mais forte. Conseguir finalizar o adversário e muitas vezes sem levar um golpe (gol) sair vitorioso.


Uma luta vencida com um nocaute, seja ele como for - chutes são mais plásticos -, fazem da luta melhor. Uma finalização pode fazer com que o combate seja sem graça: um cara derruba o outro, fica tentado acertar uma chave até acerta-la e acabar com a luta. Vencer um jogo por 1x0 se defendendo até o fim, fazendo o tento da vitória de bola parada ou contra-ataque é parecido.

Contra o Bayern o Atlético de Madrid finalizou 35 vezes a menos que o adversário e, em média, esteve com a bola por 31,5% do tempo. Mas avançou no estilo anti-herói como explica Victor Canedo no globoesporte.com (aqui).

Anderson Silva, José Aldo, Bruce Lee, Chuck Norris, Daniel Larusso e Liu Kang são lutadores capazes de proporcionarem lutas melhores de se assistir que qualquer Gracie. Isso não que dizer que o jiu-jitsu perderá deles.


Barcelona, Bayern de Munique, Holanda de 74, Brasil de 82, Hungria de 54 e Santos de Pelé têm um futebol mais bonito de se ver que do Atlético de Madrid de Simeone. Porém este time é capaz de vence-los, como venceu os dois primeiros.

Simeone é mais um Gracie do que o senhor Miyagi, é um argentino com um elenco de jogadores comuns e poucos craques - Griezmman e Godín são os foras de série. Na base do futebol jiu-jitsu - fera na execução dele - pode conquistar o campeonato de clubes mais difícil do mundo, a Liga dos Campeões.

O nome para a final poderia ser até de filme de boxe: Real Madrid e Atlético de Madrid, a revanche - repetindo a final vencida pelo Real em 2014.

Um pouco do espirito de Simeone

Real passa e teremos outra final madrilenha


No Santiago Bernabéu. com o torcida mais vibrante que na maioria dos jogos, o Real Madrid foi empurrado pelos espanhóis. Na Champions o Real havia jogado cinco vezes em casa, vencido as cinco com 18 gols marcados e nenhum sofrido.

Por ter empatado na ida em 0x0 teria de conquistar a vitória e conseguiu. A sexta, novamente sem sofrer gol, mas tendo marcado apenas um.

O gol saiu com Bale, bem nesta final de temporada tem sido importantíssimo para o crescimento do time, ele bateu forte de direita na bola em um chute ou cruzamento pro gol. Importante mesmo é que a bola entrou após desviar em Fernandinho. O juiz deu contra.



Cristiano Ronaldo voltou da lesão, mas não estava 100%, por isso apareceu pouco no primeiro tempo. Na melhor chance apareceu parando no ar - como Dadá Maravilha - e cabeceou para fora. 

No segundo tempo ele conseguiu aparecer melhor, principalmente após a entrada de Vázquez, quando passou a jogar de nove. Teve algumas chances, mas não marcou.

Alias, só mandou para dentro do gol em lance de cruzamento na área, o português deu uma cortada na bola. Bizarro.



No geral não foi um grande jogo. O Real Madrid foi melhor até porque contou com fraca atuação do City. Mesmo assim ele ainda assustou os donos de casa. Mandou uma bola na trave com Fernandinho no primeiro tempo e apareceu algumas vezes perto do final da partida.

O que fica do jogo é que os merengues passaram por ter jogadores melhores, os dois jogos, tanto em Londres como em Madri foram parecidos e o gol da classificação saiu de maneira pouco usual.

O City chegou a semi, mas sem jogar muito bola, poderia até chegar a próxima fase, porém sem brilho. Guardiola chega no clube para tentar conquistar esta taça que não conseguiu com o Bayern. Ambos pararam na mesma fase ente ano.



A final da Liga dos Campeões de 2016 é uma reedição da de 2014, clássico de Madrid, agora na Itália.

O Real Madrid é uma equipe que mescla posse de bola com contra-ataques, velocidade, usa bem o jogo aéreo e conta com a capacidade fora do normal de marcar gols de Cristiano Ronaldo. 

Para enfrentar o Atlético de Madrid, destemido dos grandes, com a melhor defesa do mundo e a raça absurda dos meninos de Simeone, não terá vida fácil. Mas pratica um jogo diferente de Barça e Bayern.

Em Milão o Atlético tentará a pela primeira vez vencer a taça da Champions, na revanche contra o rival em busca do 11° troféu.

Bayern fica no quase

Na partida de ida Guardiola quis surpreender Simeone, recuou o time com meio campistas e jogadores de bom passe. Sem Müller e com Xabi Alonso a ideia era ficar o maior tempo possível com a bola. Jogar pelo empate fora de casa.

Não deu certo, o golaço de Saúl e a "superdefesa" do Atlétic fizeram com que a posse de bola maior do Bayern importasse pouco. O jogo ficou 1x0 para a equipe de Madri que poderia jogar pelo empate em Munique.



Hoje, como disse ontem em entrevista, Pep foi para atacar com 10. Na escalação mais ofensiva possível - fora da maluquice. Foi com: (4-3-3) Neuer, Lahm, Javi Martínez, Boateng e Alaba; Xabi Alonso, Müller e Vidal. Douglas Costa, Lewandowski e Ribery.

Com Thomas Müller no meio, o time ganha mais um homem na área. Inteligente, com bom tempo de bola, cabeceio e qualidade enorme de finalização, o ataque ficava bem mais forte - difícil entender porque Pep deixou o no banco na partida de Madri.

Aos 19 minutos o camisa 25 do Bayern recebeu na área e deixou para Lewa finalizar em boa defesa de Oblak.



Ribery em chute de longe levou perigo também.

Com Alaba na lateral esquerda - e não na zaga como na ida - aparecia bastante no ataque e sofreu uma falta perto da área. Xabi Alonso cobrou com força, ela desviou quando passou entre as pernas de Giménez e morreu dentro do gol.


Empate na vantagem.


Em Munique era ataque dos de vermelho contra defesa dos de azul. Não só ficavam com a bola como atacavam, atacavam e atacavam o Atlétic. 

Em um cobrança de escanteio, Martínez foi agarrado, pelo mesmo Giménez que desviou no gol bávaro, e pênalti. 

Müller foi para mudar a vantagem de lado e virar o placar. E não é que ele perdeu? Em ótima defesa Oblak impediu o 2° gol alemão.


Toda a pressão bávara no primeiro tempo resultou em 76% de posse (298 passes), com 16 chutes. Muito mais produtividade, até por ter mais poder ofensivo que na ida.

Para o Atlético estava difícil, as coisas não aconteciam.


O resultado não era bom para o Atlético, não o eliminava, mas levava para os penais. Foi então que o Simeone resolveu colocar Carrasco, adiantar um pouco sua equipe e jogar também. Foram apenas dois chutes na etapa inicial.


E não é que com 8 minutos, em contra-ataque Torres deixou Griezmann cara a cara com Neuer e arrematou em gol. Difícil dizer o quanto a mexida influenciou.

Agora a vantagem era dos espanhóis e com esse gol fora de casa só o 3x1 serviria para os alemães.




Depois do gol o impeto, coragem e confiança alemã já não eram mais os mesmos. Bem menos intenso no ataque tinha muito mais dificuldade de jogar que na epata inicial.


Só que nada como um gol para mudar tudo.


Em cruzamento de Alaba - um dos melhores em campo - Vidal ajeitou para Lewandowski completar para o gol quase de baixo das traves.




Agora o lado emocional era do Bayern de Munique, que passou a arriscar tudo, atacar como nunca.


Os alemães passavam pelos 30 arremates na partida quando uma escapada de Fernando Torres resultou em pênalti mal marcado pelo juiz. Martínez, de fato fez a falta, só que fora da área. 

E não é que Torres desperdiçou a chance de matar o confronto?

Havia jogo em Munique, mas partida ia chegando ao final, as chances apareciam para o Bayern, mas nada da bola entrar. 

Nada de gol.


O Atlético de Madrid está na final, buscará o título inédito.




Foi um grande jogo, Guardiola outra vez foi eliminado na semifinal para um time espanhol pelo Bayern de Munique, só que desta vez foi por pouco, pelo gol fora de casa. A partida em Madri custou a classificação. Pep deixará o Bayern sem Champions.


Todo ano colocamos Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique como favoritos pelo título da Liga dos Campeões. Um deles esteve nas últimas sete finais, mas a final nunca é entre eles, alias, nunca foi.

Com o Atlético de Madrid na final, ainda não é desta vez que os "favoritos" faram uma final.

Saúl faz golaço e Bayern para na parede de Simeone

Antes desta semifinal da Champions League no Vicente Calderón já estava na cara que seria um confronto de estilos. 

E foi...

O estilo de jogo do Atléti mandou no .... . Ele não está somente ligado na força defensiva, marcação pressão, alta, sem dar espaços e jogando no espaços dos rivais. Acima de tudo Simeone cria um time corajoso, confiante, capaz de fazer gols em belas jogadas.



Assim, na confiança, Saúl fez uma jogada individual perfeita, foi fazendo fila na defesa bávara e só acabou depois de guardar a bola na rede em belo chute colocado. Golaço!

Essa confiança Fernando Diniz também passa à seus jogadores, por isso fazem gols de fora da área como fizeram contra o Corinthians. Detalhe: a filosofia de jogo dos treinadores é oposta.

Sem Müller e com Xabi Alonso a ideia de Guardiola era de melhorar a defesa e ficar o maior tempo possível com a bola. Passou a ideia de jogar pelo empate fora de casa. Ribery também não começou jogando e sim Coman.

Conseguiu ter posse por muito tempo superior a 65%, mas não tinha chances claras de gol. Parava na barreira colchonera. Não funcionava o jogo do Bayern.



No segundo tempo os alemães foram subindo a equipe e empurrando o Atlético em seu campo. Alaba era o jogador que organizava a maioria das jogadas, o que tinha mais posse de bola no pé entre todos os jogadores em campo. 

Cansado de tentar furar a barreira de Madri arriscou um chute de fora da área e acertou o travessão de Oblak. Foi a melhor chance bávara que sinalizava que o jogo mudara.

Depois Lewandowski quase marcou de cabeça. Boa defesa do goleiro. Vidal também arriscou um chute de fora da área (duas vezes) e Oblak salvou outra vez.

Se o Barcelona não conseguiu furar a defesa do Atléti, o Bayern conseguia através de chutes de longe e bola aérea. Tem um reportório de jogadas maior.


Só que quem fica na frente, no ataque, da espaço para contra-ataques. Coisa que o Atlétic adora. Griezmann junto de Fernando Torres puxaram o contra e depois de belo drible Torres mandou na trave.

Esse gol poderia ter encaminhar a classificação.

Guardiola foi mudando a equipe: colocou Ribery no lugar de Coman Müller no de Thiago e por fim Benatia no de Bernat. Sem arriscar muito Pep não queria levar o segundo e complicar-se de vez. Fosse jogo único, mexeria diferente, não há duvida.

Mesmo tendo chegado mais perto do gol no Vicente Calderón do que o Barcelona não conseguiu marcar também. 

O Atlético de Madrid mereceu a vitória, mas um empate alemão não seria absurdo.


O resultado é bom para os colchoneros, venceram e sem sofrer gol em casa. Na Alemanha vão poder se fechar e buscar contra-ataques. Se não sofrer gol avança, se fizer um pode sofrer até dois gols.

Ao Bayern caberá atacar, atacar e atacar em Munique. Sabe fazer isso, mas contra a equipe que melhor se defende tem tudo para ser um grande jogo. O de hoje foi melhor que o de ontem.

Real joga melhor, mesmo sem Ronaldo, e para em Hart

Antes do começar o jogo Cristiano Ronaldo apareceu no gramado, de terno com olhar meio distante e desanimado. Ronaldo estava fora da semifinal da Champions pelo Real Madrid contra o Manchester City, veria o jogo do banco de reservas, mas sem condição nem de entrar em campo. 



A lesão na coxa foi pior do que o imaginado, parecia para toda a imprensa que o gajo jogaria hoje. Lucas Vazquez entrou em seu lugar, sem mexer no esquema.




Também antes do jogo uma das imagens mais bonitas desta Liga dos Campeões. A torcida dos citizens - fria muitas vezes - fez uma festa muito bonita no Etihad Stadium ao som de "Hey jude" e com bandeirinhas formaram um mosaico com a palavra "City". O momento seguiu com a já tradicional vaia ao hino da Champions.

A festa tem muito a ver com o momento do clube, jogando sua primeira partida de semifinal da competição europeia. Até por isso os jogadores sentiram isso no primeiro tempo e pouco atacaram, arriscaram pouco. De Bruyne foi que mais tentou, Agüero pouco participou.

No Real a ansiedade pela semi não existia, afinal é a sexta seguida em 28 no total do clube, mas por estar jogando fora de casa, e sem a coragem e imodéstia absoluta de Ronaldo a equipe também se arriscava pouco. 

Não eram defensivos, nem ofensivos, fizeram pouco e o placar não podia ser outro se não 0x0 na etapa inicial.



Para o Segundo tempo, Benzema, longe de estar 100%, deixou a equipe. Jesé entrou no lugar dele e Vázquez trocou de lado com Bale, assim o galês ficou jogando pela esquerda como jogava na Inglaterra nos tempos de Tottenham.

Aos poucos o Real Madrid foi se impondo em campo, as mudanças de Zidane surtiram efeito o meio de campo de Madri passou a tomar conta das jogadas e levar perigo ao gol do City.

Os ingleses foram sentido a pressão e se encolhendo em campo. Com a linha de quatro atrás mais os volantes brasileiros Fernando e Fernandinho, dificultavam a entrada na área do merengues.

A alternativa foi chutar de fora da área e usar a bola área - jogada fortíssima da equipe.



A primeira chance de gol do jogo foi com Sergio Ramos cabeceando para a defesa de Hart, depois de escanteio. O goleiro inglês foi bem neste lance como em outros na partida. Ele ainda fez uma boa defesa em nova cabeçada em escanteio, agora de Casemiro. 

Teve também cabeçada de Jesé no travessão e uma defesa absurda, corajosa a queima roupa em chute de Pepe cara a cara com o gol, depois de outro escanteio.

O Real Madrid era evidentemente melhor em campo, não marcara o gol por ter C Ronaldo apenas assistindo o jogo. Ou talvez não, difícil dizer se faria gol hoje, mas ajudaria muito.

No Manchester Pellegrini não foi capaz de fazer a equipe envolver o adversário. Conseguia fazer melhor enquanto Silva esteve em campo, mas saiu machucado, entrou Iheanacho. Acabou o jogo com jogadores rápidos ofensivos e outros marcadores, o único a trabalhar a bola era De Bruyne.

No fim ele quase acabou dando a vitória a sua equipe. Em uma jogada pela esquerda sofreu uma falta e ele mesmo a cobrou para boa defesa de Navas. 


Não teve jeito o placar ficou zerado.


O resultado é melhor para o Real Madrid, que se mostrou mais equipe em campo e empatou na Inglaterra. Em casa, provavelmente com Ronaldo, precisará vencer o que parece o natural depois da partida de hoje.

Ao City só uma grande e surpreendente partida no Santiago Bernabéu colocará a equipe na final. Falta casca e qualidade à equipe.

Porém os gol fora de casa pode ser a saída.

Reta final


Agora o Campeonato Paulista na fase mias empolgante, pena que é muito curta. Neste regulamento horroroso, a primeira parte dura 15 rodadas, a mais interessante apenas quatro finais de semana. O chaveamento coloca, Corinthians x Red Bull contra o vencedor de Audax x São Paulo, e Santos x São Bento contra o vencedor de Palmeiras x São Bernardo.

Neste sábado o Corinthians é amplo favorito para eliminar o Red Bull Brasil em Itaquera. Em boa fase o Timão conseguiu uma classificação na Libertadores, mesmo sem jogar durante a semana. Com o artilheiro do campeonato – Roger 11 gols – o time de Campinas tenta surpreender.

Ainda no sábado, o Santos enfrenta o São Bento na Vila Belmiro. Talvez o melhor time do interior o Bentão terá de quebrar a invencibilidade de 24 jogos na Vila, recorde igual ao de 1962/63, era o Santos de Pelé. Portanto o Peixe avançando, mesmo que nos pênaltis, conseguirá a melhor sequência na história do time em casa. O alvinegro disputa todas às final do Paulista desde 2009.

No domingo o São Paulo enfrenta o Audax em Osasco. Dos grandes é o que tem a maior chance de ser eliminado. Contra o time do “futebol total” de Fernando Diniz o Tricolor, cansado mentalmente e fisicamente, pode sucumbir para o menor. Parece um contrassenso com o São Paulo na melhor fase no ano, porém a eliminação é bem provável. Lembrando que fora de casa o time de Bauza ainda não venceu nesta temporada

Na segunda (isso mesmo) o Palmeiras enfrenta o São Bernardo no Allianz Parque. O time do ABC paulista é o mais fraco dos classificados. Em casa o Verdão é bem favorito.

Champions League
Todo ano colocamos Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique como favoritos pelo título da Liga dos Campeões. Um deles esteve nas últimas sete finais, mas a final nunca é entre eles, alias, nunca foi.

Assim como um time bi-campeão não acontece desde o Milan de Arrigo Sacchi em 1988/8
9 e 1989/90. A eliminação do Barcelona deixa a marca intacta até 2018.
Na comparação de Barcelonas, este depende muito da genialidade do Trio MSN, o de Guardiola era mais funcional como time (do goleiro ao ponta esquerda). Messi não fez gol contra o Atlético, assim como não fez em todas as outras eliminações dele na Champions.
Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 16/04/2016

Possível final de gigantes inédita na Champions


Todo ano colocamos Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique como favoritos pelo título da Liga dos Campeões. Um deles esteve nas últimas sete finais, mas a final nunca é entre eles, alias, nunca foi.

Há quase todo ano, um clube forte, porém não favorito, acaba aparecendo na final. Ano passado houve a Juventus, no outro Atlético de Madrid, Borussia Dortmund, Chelsea, Internazionale... Às vezes acabam levando a taça.

Com um gigante de cada lado é possível a "superfinal", mas a final quase sempre tem uma surpresa, City ou Atlético seriam.


Manchester City x Real Madrid


Enfrentaram-se na Champions de 2012, com vitória espanhola em casa e empate na Inglaterra. Os clubes cairam no mesmo grupo com Ajax e Borussia Dortmund. O City ficou em último e o Real passou e acabou sendo eliminado para o Dortmund na semi.

Com Zidane o Real Madrid tem sido um time mais organizado e cresceu na temporada, porém segue inconstante e mal como visitante. C Ronaldo está inspirado nesta edição e já conta com 16 gols, sempre um ponto de desiquilibrio.

O Manchester City não faz a temporada que gostaria, em 4° na Premier League e eliminado nas Copas, mas vai além de onde imaginara na Champions. Com Pellegrini na sombra de Guardiola o time chegou a inédita semifinal. O técnico, alias, reencontra o Real onde já foi treinador sem muito sucesso.


De Bruyne voltou de lesão e com ele o time é diferente, porém longe de uma grande equipe e confiável.

Palpite: São duas equipes que viveram (e vivem) momentos de altos e baixos na temporada, o Real Madrid vai decidir no Santiago Bernabéu, além de ser melhor. Portanto o favorito.


Atlético de Madrid x Bayern de Munique


Na reedição de 1973/74 da Copa da Europa, antiga Champions, Atlético x Bayern fizeram a final, vencida pelos alemães.

Agora fazem a semifinal, com estilo de jogo opostos, novamente Simeone enfrenta um time com "jogo de posição", que gosta de ter a bola. Superou o Barcelona e o sistema defensivo do Atlético será necessário outra vez.

Pep Guardiola "fugiu" do City e vai ter de passar pelo jogo colchonero para chegar a final - ainda não disputou pelo Bayern. Conhecedor do esporte e analista do jogo, cabe a Pep achar uma maneira de passar pela equipe capaz de vencer qualquer uma com sua filosofia. Nas oitavas precisou usar uma espécie de "Muricybol" para eliminar a Juventus, vamos ver como será agora.

Palpite: Acredito no Bayern de Munique pela força do elenco, este ano sofrendo menos com lesão a está altura da temporada, capacidade de mudar estilos durante partidas e imposição de jogo. Mas quem elimina o Barça pode eliminar qualquer um, até ser campeão.



Houve também o sorteio da Liga Europa, colocando frente a frente Liverpool x Villarreal e Shakhtar x Sevilla.

Depois de eliminar o Borussia Dortmund da maneira que foi, com varias reviravoltas e gol da classificação no fim, um 4x3 em Anfield, o time de Liverpool aparece como favorito.

Porém o Sevilla é o atual bi-campeão e adora vencer está competição. 

São os favoritos para fazer a final.

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Vale também dar um destaque aos espanhóis, dos sete nas competições europeias quatro estão na semifinais ( dois em cada competição) e os eliminados, foram por compatriotas. Ou seja, não é só Barcelona e Real Madrid, tanto que o azul-grená já está eliminado.

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