Como se fosse a primeira vez



Depois de sofrer os 7x1 no Mineirão na última Copa do Mundo, quase um ano atrás, foi consenso entre quase todos no Brasil que era hora de mudança.

E como o Batman, resurgindo das trevas, Dunga apareceu para ser o técnico que o Brasil merece, não o que realmente precisa.

Então foram 10 amistosos com 100% de aproveitamento. O otimista diria “agora sim, estamos voltando a ser fortes e Dunga sabe como comandar a seleção”.

Veio o primeiro jogo do Brasil na Copa América, uma atuação fraca contra o Peru que foi salva pelo craque Neymar. Que marcou um gol e deu uma assistência no último minuto.

Ficou evidente a “Neymardependência”.

Veio o 2º jogo na competição. Brasil jogou mal, Neymar não jogou bem, esteve muito pilhado e foi expulso. (Punição que depois virou pra quatro jogos e deixou-o fora da Copa América).

O Brasil perdeu para a Colômbia e teria de se virar sem Neymar daí pra frente.

Veio o terceiro jogo contra a Venezuela e ele foi decisivo para a classificação do Brasil.

O Brasil abriu 2x0, se fechou enchendo o time de zagueiros e trouxe a Venezuela pra cima. A seleção tomou um gol e venceu por 2x1.

Veio para as quartas de final e o Brasil enfrentou o Paraguai.

O Brasil até saiu na frente do placar com apenas 14 minutos. Robinho marcou no cruzamento feito por Dani Alves.

A seleção brasileira, por pior que seja, ainda é a seleção brasileira e o gol foi capaz de baixar a bola do Paraguai, que foi até o fim do primeiro tempo inofensivo ao gol de Jefferson.

No segundo tempo, o Paraguai vendo que o Brasil não vinha foi tentar a sorte no ataque.

O Brasil se fechava com medo de sofrer um contra-ataque e trazia o Paraguai para atacar. Eles tentaram, mas com falta de qualidade técnica não conseguiam chegar ao gol.

O Brasil por sua vez, não conseguia tomar conta do meio de campo, não tinha ninguém para pedir a bola e tranquilizar o jogo.

Com 25 minutos, bola cruzada na área e Thiago Silva como um bom jogador de basquete, tirou a bola da área com um toco.

Pênalti para o Paraguai.

O curioso é que jogando pelo PSG, na última Liga dos Campeões contra o Chelsea, repetiu o mesmo lance.

Gonzáles marcou no pênalti e empatou a decisão.

O Brasil foi tentar atacar, não conseguia e agora levava contra-ataques.

Incapaz de marcar um gol no fraquissimo Paraguai, levou a decisão para os pênaltis.

Veio o flashback da última Copa América, que contra o mesmo Paraguai na mesma quartas de final, o Brasil perdeu todos os pênaltis e foi eliminado.

O Brasil não queria repetir isso e não repetiu.

Foi melhor desta vez, acertou três cobranças de pênaltis, mas perdeu duas e foi eliminado.

Everton Ribeiro e Douglas Costas mandaram as suas cobranças para fora, os paraguaios acertaram quatros e vão enfrentar a Argentina na semifinal.

É um filme que se repete, com muitos clichês. Um filme que todo mundo já viu e sabe que o final é trágico.

São os 7x1 que se somam a essa eliminação e o resultado é: não está certo.

O Brasil é capaz de muito mais. Não pode jogar esse futebol horroroso.

A mudança que já haveria de ter acontecido, ainda não chegou, precisa acontecer se não caduca e vamos para outra Copa podendo sofrer outro vexame.



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