Ghiggia com um só gesto, calou o Brasil por anos
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Uma
pessoa, que era pouco conhecida entre os brasileiros, enfrentou a
seleção brasileira ampla favorita na final da Copa de 50.
No
Maracanã naquele 16 de julho de 1950, um jogador uruguaio marcou o
gol mais importante da história do Uruguai, que entristeceu mais os
brasileiros que Zidane e os 7 gols da Alemanha.
Talvez
só Paolo Rossi tenha chegado perto do que ele fez. Só que o italiano
precisou fazer 3 gols.
Ele,
o Ghiggia, fez só um. O 2º na vitória uruguaia por 2x1, capaz de
calar o Maracanã e o Brasil inteiro. Em um época em que ainda
eramos virgens em mundial do qual somos pentacampeões.
Ele
criou a “síndrome de vira lata” que só acabou em 58 e 62 com
Pelé, Garrincha e Cia.
Fez
um país inteiro, covardemente pegar no pé de Brabosa até o dia em
que morreu. Só o 7x1 da Alemanha foi capaz de deixar Barbosa em paz.
Ghiggia,
no dia em que completa 65 anos daquele fatídico dia em que ele fez
um gol para a eternidade, se foi, aos 88 anos. O último entre os
uruguaios que jogaram aquele jogo, nessas coincidências da vida.
Ele
pode não ter sido
o melhor jogador uruguaio, não ter sido um craque, mas o que ele fez
ninguém mais fez.
Ou
como
ele mesmo disse uma vez “Só três pessoas na história conseguiram
calar o Maracanã com um só gesto: o Papa, Frank Sinatra e eu”.
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