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Ser técnico é entender o jogo e tornar a vitória mais plausível


Pep Guardiola ficou muito incomodado após perder por 4x0 para o Barcelona e escrevi neste espaço que até os gênios tem seus dias de estúpidos no futebol. Em duas semanas tudo mudou em Manchester.

Quem acompanha Pep minimamente, sabe o quanto o treinador é obstinado pela vitória e por superar seus desafios, não fosse provavelmente ainda seria técnico do Barcelona. Ele deve ter visto muitas vezes o tape do jogo no Camp Nou, rabiscado em seu caderninho as possibilidades de encontrar a maneira certa para derrotar o adversário.

Em busca de novidade não se contentou em passar um vídeo motivacional, dizer para ralar o traseiro no chão, comer grama ou usar os familiares chorando – isso por mais patético que possa parecer, muitas vezes funciona.  Ele mudou completamente a maneira do time jogar. Primeiro começou com Agüero de centroavante, De Bruyne jogou aberto pelo lado esquerdo no 4-1-4-1. Segundo, foi mais reativo, teve menos posse de bola (40% x 60%), roubou a bola no ataque, asfixiou a defesa do Barça com muita gente pressionando. Deixou de lado as preferencias dele, adaptou-se ao jogo, entendeu a superioridade técnica do rival e fez com que o trio MSN (Messi, Suárez e Neymar) participasse o mínimo do jogo. Venceu.

Técnico bom é aquele que entende a necessidade de cada jogo, que é capaz de encontrar alternativas, mudar a maneira de a equipe jogar para fazê-la jogar bem e vencer. Guardiola é isso, estuda e traz novidades as equipes, nem sempre consegue o resultado, mas quase sempre joga bem.

Marcelo Oliveira é, claramente, copeiro. Chega a sua quinta final de Copa do Brasil em seis anos, venceu a do ano passado e ainda dois Campeonato Brasileiros. Mas não diria que é um dos melhores técnicos brasileiros e não gostaria de tê-lo no meu time. Não o acho má pessoa, pelo contrário, até acredito que isso seja o diferencial dele, a maioria dos jogadores gosta dele, consegue pilhar o elenco em jogos grandes. Porém não encontra alternativas, não mostra evoluções táticas ou técnicas.

Ano passado virou o ano com o título da Copa do Brasil e a missão de fazer o time trabalharem melhorar a bola e jogar melhor. Não consegui, mostrou pouco repertório e foi parar no Galo. Lá trabalha com um elenco formidável, Robinho e Pratto colocaram o Atlético na final da Copa do Brasil, mas não encontra alternativas para compactar mais a equipe e faze-la tomar menos gols.

Já acompanhei alguns treinos do Marcelo Oliveira, era algo bem simples com um coletivo no final em que aparecia para dar instruções. Pedia para o time tocar mais a bola, mas não explicava exatamente como, nem passava exercício deste tipo, os treinos de Luxemburgo eram parecidos. Por nunca mudar a equipe não fechava os treinos, não precisava, adivinhar a escalação do Palmeiras era muito fácil, hoje é um pouco mais difícil porque o elenco do Galo tem “brigas” maiores por posição.

Isso tudo mostra que nem sempre o técnico que vence é o melhor, muitas vezes ele tá no lugar certo com o time certo. Outras vezes ele faz o time ser o certo. Esta é a diferença.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 05/11/2016

Champions com os mesmos favoritos


Começa a Liga dos Campeões amanhã, o maior torneio de clubes do mundo, com os melhores jogadores, maior publicidade, organização, cifras e tudo o que envolve grandes eventos.

Favoritos? Os de sempre: Barcelona, Real Madrid e Bayern de Munique. Estes são os últimos quatro campeões, que ganharam seis das últimas 10 ligas.

Na Champions Legue você pensa que o campeão será o trio ou um inglês, porque a última vez que não foi assim foi em 2010 com a Internazionale de Mourinho.

Na Libertadores é mais difícil apontar os favoritos, uma final como Atlético Nacional e Independente dell Vale a poucos meses, não estava nos prognósticos da maioria das pessoas, o que é bom.

Os favoritos serem sempre os mesmos ocorre porque os principais clubes do mundo não alteram tantos os elencos de temporada a temporada - além claro do poder monetário dos três. O Barcelona é o mesmo campeão de 2015, o Bayern  ainda tem oito dos titulares de 2013 e o Real é o mesmo do ano passado.

Apesar de mundo gente dizer que antigamente os jogadores ficavam 10 anos no time e hoje não ficam nem um, as grandes potencias europeias não perdem jogadores toda hora. Isso só vale para o Brasil

Pois afinal, poque diabos Messi sairia do Barcelona para jogar em outro time, onde ganharia tanto quanto ganha? Teria de ser algo muito bom, uma mudança de ares para tentar ganhar títulos em outros campeonatos como gosta de fazer Ibrahimovic.

Se para Messi não é uma boa mudar, imagine para jogadores como Daniel Alves. Ele só saiu da Espanha porque não o queriam mais lá.

Um jogador nestas três potencias só sai se não se adaptar ao clube – aí entra a questão técnica, tática e de ambiente – , se arrumar confusão com alguém ou for aventureiro. Caso contrário fica lá mesmo.

Como um cara que trabalha em uma das principais multinacionais e se dá bem por lá. Ele fica.



No passado os craques brasileiros ficavam mais tempo nos clubes, não vou nem falar de Pelé e Garrincha, mas de Ademir da Guia e Rivellino, craques da década de 70.

Como Ademir não ia para um Real Madrid da vida ele ficava no Palmeiras mesmo. Nenhum outro clube do país poderia oferecer um salário muito melhor, então, como gostava do alviverde, ficava por lá mesmo. Riva só saiu do Corinthians porque não o queriam mais.



Portanto é assim, amanhã começa outra Champions League, os favoritos são os três, correm por fora: Atlético de Madrid por sua defesa, a Juventus pela consistência e investimento, e o Manchester City por Guardiola.

A Champions tem este ponto negativo, mas vale lembrar que os trio nunca se enfrentou na final, portanto a chance de outro clube poder ficar com a taça no último dia pode continuar existindo.

Tudo azul


Era nítido a divisão de filosofia de jogo e a rivalidade que se estabeleceu em Manchester no lado vermelho x azul.

Hoje pelo clássico da cidade no Old Trafford na Premier League se viu um estilo contra o outro, José Mourinho x Pep Guardiola.

Pep armou o time no 4-1-4-1, com mudança entre os laterais que vinha usando, foi de Kolarov na esquerda e Sagna na direita. No ataque o time ficava com os extremos (Nolito e Sterling) abrindo espaço nas laterais, Silva e De Bruyne na criação e Ihenacho enfiado entre os zagueiros. Fernandinho tinha o papel importante de fechar a linha de passe em direção a Rooney.

Mourinho fez mais alterações do que o imaginado, Lingard foi titular no lugar de Martial, além de Mkhitarian no lugar de Mata. O desajeitado e maldoso Fellaini além de Pogba na volancia.



Em campo o que se viu foi o City muito melhor em campo, trocando passes, com vantagem numérica e levando perigo a zaga vermelha. Bravo dava mais passes que Rooney. Era o jogo de posição levando ampla vantagem.

Os blues saíram na frente, mas em uma jogada diferente da característica guardiolista. Chutão de Kolarov, casquinha de Ihenacho deixando De Bruyne, após falha de Blind, cara a cara com De Gea para abrir o placar.

Em pleno Old Trafford o City mandava, Guardiola fazia graça com a bola após ela sair de campo e Rooney não gostava.

O domínio dos visitantes levou ao segundo gol. Troca de passe do goleiro até De Bruyne finalizar sem angulo na trave e no rebote Ihenacho fazer 2x0.

Estava fácil, só dava blues, porém uma falha de Bravo mudou o jogo. Cruzamento na área, rebatida do goleiro e Ibrahimovic aproveitou para fazer 2x1.

O United voltava ao jogo.



Isso já era no final do primeiro tempo e para a segunda etapa Mourinho mexeu bem na equipe. Colocou Herrera na volancia e passou Pogba para o meio de campo, mandando Rooney para a direita. Entrou tambem Rashford no lugar de Lingard.

O Manchester City sentiu a pressão de Old Trafford e errou alguns passes na defesa, deu margem para o vermelhos empatarem.

Pep reagiu colocando Fernando no lugar de Ihenacho. Assim De Bruyne virou o centroavante.



O jogo voltou a ficar mais para o City que chegou a acertar a trave com o Zico loiro, De Bruyne, melhor em campo.

No final o abafa no Fergie Time não resultou em gol, e ainda se viu ,pasmem, uma caneta de Fernandinho em Pogba.




O lado azul levou a melhor no primeiro clássico de Manchester, Mourinho levou a pior outra vez e o primeiro tempo do City foi algo de sensacional, jogo eficiente além do conceito do jogo de posição.

Não foi só no papel, nem só no jogo de posição, o primeiro gol foi mais ao estilo Galo doido de Cuca.



Prancheta #2: jogo de xadrez de Manchester


"Garry Kasparov balançou a cabeça enquanto terminava o prato de salada. Usou as mesmas palavras pela terceira vez: “É impossível”. Já falava com um tom de irritação na voz. Pep Guardiola insistia em lhe perguntar as razões pelas quais considerava ser impossível competir com o jovem mestre Magnus Carlsen, o mais promissor enxadrista do momento."

Assim começa o livro Pep confidencial de Martí Perarnau, traduzido pelo editora Grande área para o Brasil. Um papo entre um dos maiores treinadores do mundo com um dos maiores enxadristas (jogador de xadrez) que já existiu.

Neste sábado Manchester United e Manchester City fazem o clássico da cidade pela Premier League, e o ingrediente principal do confronto é o duelo José Mourinho x Pep Guardiola. Este início do livro tudo a ver com o jogo e com o que os treinadores se tornaram no meio do futebol. 

O termo jogo de xadrez para uma partida de futebol nem é algo tão novo, mas o conceito de treinadores estrelas sim. Dos antigos há os Rinus Michels da vida, os Telês Santanas e entre outros. Há também os Cruyfs e Beckenbauers, mas este foram grandes jogadores, então são ídolos de antes de dirigir os clubes.


Com Pep Guardiola e José Mourinho é diferente, são estrelas, tem os nomes cantados pelas torcidas, cachecóis, camisas, antes mesmo de ganharam um único título pelo clube, já assumiram as equipes com estrelas. 

O diferencial é que eles representam uma ideologia, um estilo de jogo com que cada um se identifica e torna algo como um politica de estado, quase como se um fizesse ser time ser de esquerda ou de direita. O de Guardiola mais ofensivo, complexo, com longa troca de passes, o jogo de posição. O de Mourinho mais defensivo, simples, o jogo reativo. Não há certo nem errado, apenas conceitos de jogo.

O estilo de Mou é mais pragmático, requer menos tempo de trabalho porém é muito eficiente. O maior problema do português é por vezes desgastar muito seus jogadores e perder o time - aconteceu há pouco no Chelsea. Pep também tem alguns problemas de relacionamento com jogadores do clube dele, Yaya Toure e a prova disso, é um personagem mais "legal" do que o mal-humorado Mourinho.

Já fizeram vários duelos memoráveis entre Barcelona x Real Madrid, além do Barça e Internazionale de 2010. Agora são rivais da mesma cidade.
Ainda há coisas no time de Pep para evoluir em seu estilo de jogo, menos no de Mourinho
Além da rivalidade dos treinadores existe a longa rivalidade dos clubes na cidade, o United que sempre batia no rival enfraquecido viu-o crescer e bater de frente, ganhar campeonato e até fazer 6x1 no Old Trafford. 

Um jogo com muitas estrelas, Ibrahimovic, Pogba e Rooney de um lado, Bravo, de Bruyne e Silva do outro.

Na Premier League ambos tem 100 % de aproveitamento e são dois dos favoritos ao título.

Amanhã não há favoritos, o United tem a vantagem de jogar em casa e de contar com todos os jogadores, o City não pode escalar Agüero, machucado. No maior campeonato do mundo no momento - mais rico também - , o clássico com a maior ansiedade na atualidade.

Tem tudo para ser um grande jogo, ingredientes não faltam.


Manchester United x Manchester City

Sábado, 10/09/2016, 8:30
Premier League, 4° rodada, Old Trafford

Manchester United: (4-2-3-1) De Gea, Valencia, Bailly, Blind e Shaw; Fellaini e Pogba; Mata, Rooney e Martial; Ibrahimovic. José Mourinho.

Manchester City: (4-1-4-1) Bravo, Zabaleta, Stones, Otamendi e Clichy; Fernadinho; Sterling, De Bruyne, Silva e Nolito; Ihenacho. Pep Guardiola.


Pep começa a dar nova cara ao City


Guardiola chama atenção por tudo o que faz no futebol.

No prólogo da era Pep, estreia da Premier League contra o Sunderland, mostrou muitas mudanças na equipe.

Pep usou o 4-1-4-1, que só sem matinha este desenho no momento defensivo
Começando pelo goleiro, Hart, criticado na seleção inglesa, sendo acusado de falhar em um dos gols da Islândia, ficou no banco. Caballero mais experiente e melhor com a bola no pé foi o preferido.

Na zaga, o jovem e recém contratado Stones, e a surpresa do lateral-esquerdo Kolarov no lugar de Otamendi. Laterais Sagna e Clichy, no momento ofensivo fechavam pelo meio, viravam quase que volantes, deixavam as laterais do campo para os pontas. Lahm e Alaba faziam semelhante no Bayern.

Pep não gostou de Luiz Gustavo ao chegar no Bayern - o brasileiro foi para o Wolfsburg - já ao chegar no City gostou de Fernandinho. Hoje foi o único volante volante no 4-1-4-1. Na frente do brasileiro, De Bruyne e SIlva foram os meias.

Nolito estreou na ponta esquerda e Sterling ficou do outro lado. Agüero foi o centroavante. 


No momento ofensivo Clichy virava quase que um volante
pela esquerda, Fernandinho dava segurança na defesa.

Jogando em casa, com boa posse de bola, linhas altas o Manchester City mandou em todo o primeiro tempo, abriu o placar com Agüero batendo pênalti sofrido por Sterling. Poderia ter feito mais tendo em vista o pouco poder ofensivo do outro lado.

No segundo tempo o Sunderland cresceu na partida e empatou com Defoe (aquele), aproveitando a defesa atrapalhado com Kolarov e Cia.

O City ainda conseguiu arrancar a vitória, quando Navas, que entrou no segundo tempo, cruzou e McNair fez contra.

A partida era fácil, jogo para ganhar os três pontos. Está missão o City cumpriu, mas a de encantar ainda não.

É muito, muito cedo para qualquer, qualquer prognostico. A partida serviu para mostrar como algumas ideias não funcionaram muito bem.

Pep Guardiola deverá quebrar um pouco a cabeça, a defesa precisa ser mais solida, o meio mais participativo e o ataque perigoso. Com o tempo é normal que melhore.

Real passa e teremos outra final madrilenha


No Santiago Bernabéu. com o torcida mais vibrante que na maioria dos jogos, o Real Madrid foi empurrado pelos espanhóis. Na Champions o Real havia jogado cinco vezes em casa, vencido as cinco com 18 gols marcados e nenhum sofrido.

Por ter empatado na ida em 0x0 teria de conquistar a vitória e conseguiu. A sexta, novamente sem sofrer gol, mas tendo marcado apenas um.

O gol saiu com Bale, bem nesta final de temporada tem sido importantíssimo para o crescimento do time, ele bateu forte de direita na bola em um chute ou cruzamento pro gol. Importante mesmo é que a bola entrou após desviar em Fernandinho. O juiz deu contra.



Cristiano Ronaldo voltou da lesão, mas não estava 100%, por isso apareceu pouco no primeiro tempo. Na melhor chance apareceu parando no ar - como Dadá Maravilha - e cabeceou para fora. 

No segundo tempo ele conseguiu aparecer melhor, principalmente após a entrada de Vázquez, quando passou a jogar de nove. Teve algumas chances, mas não marcou.

Alias, só mandou para dentro do gol em lance de cruzamento na área, o português deu uma cortada na bola. Bizarro.



No geral não foi um grande jogo. O Real Madrid foi melhor até porque contou com fraca atuação do City. Mesmo assim ele ainda assustou os donos de casa. Mandou uma bola na trave com Fernandinho no primeiro tempo e apareceu algumas vezes perto do final da partida.

O que fica do jogo é que os merengues passaram por ter jogadores melhores, os dois jogos, tanto em Londres como em Madri foram parecidos e o gol da classificação saiu de maneira pouco usual.

O City chegou a semi, mas sem jogar muito bola, poderia até chegar a próxima fase, porém sem brilho. Guardiola chega no clube para tentar conquistar esta taça que não conseguiu com o Bayern. Ambos pararam na mesma fase ente ano.



A final da Liga dos Campeões de 2016 é uma reedição da de 2014, clássico de Madrid, agora na Itália.

O Real Madrid é uma equipe que mescla posse de bola com contra-ataques, velocidade, usa bem o jogo aéreo e conta com a capacidade fora do normal de marcar gols de Cristiano Ronaldo. 

Para enfrentar o Atlético de Madrid, destemido dos grandes, com a melhor defesa do mundo e a raça absurda dos meninos de Simeone, não terá vida fácil. Mas pratica um jogo diferente de Barça e Bayern.

Em Milão o Atlético tentará a pela primeira vez vencer a taça da Champions, na revanche contra o rival em busca do 11° troféu.

Real joga melhor, mesmo sem Ronaldo, e para em Hart

Antes do começar o jogo Cristiano Ronaldo apareceu no gramado, de terno com olhar meio distante e desanimado. Ronaldo estava fora da semifinal da Champions pelo Real Madrid contra o Manchester City, veria o jogo do banco de reservas, mas sem condição nem de entrar em campo. 



A lesão na coxa foi pior do que o imaginado, parecia para toda a imprensa que o gajo jogaria hoje. Lucas Vazquez entrou em seu lugar, sem mexer no esquema.




Também antes do jogo uma das imagens mais bonitas desta Liga dos Campeões. A torcida dos citizens - fria muitas vezes - fez uma festa muito bonita no Etihad Stadium ao som de "Hey jude" e com bandeirinhas formaram um mosaico com a palavra "City". O momento seguiu com a já tradicional vaia ao hino da Champions.

A festa tem muito a ver com o momento do clube, jogando sua primeira partida de semifinal da competição europeia. Até por isso os jogadores sentiram isso no primeiro tempo e pouco atacaram, arriscaram pouco. De Bruyne foi que mais tentou, Agüero pouco participou.

No Real a ansiedade pela semi não existia, afinal é a sexta seguida em 28 no total do clube, mas por estar jogando fora de casa, e sem a coragem e imodéstia absoluta de Ronaldo a equipe também se arriscava pouco. 

Não eram defensivos, nem ofensivos, fizeram pouco e o placar não podia ser outro se não 0x0 na etapa inicial.



Para o Segundo tempo, Benzema, longe de estar 100%, deixou a equipe. Jesé entrou no lugar dele e Vázquez trocou de lado com Bale, assim o galês ficou jogando pela esquerda como jogava na Inglaterra nos tempos de Tottenham.

Aos poucos o Real Madrid foi se impondo em campo, as mudanças de Zidane surtiram efeito o meio de campo de Madri passou a tomar conta das jogadas e levar perigo ao gol do City.

Os ingleses foram sentido a pressão e se encolhendo em campo. Com a linha de quatro atrás mais os volantes brasileiros Fernando e Fernandinho, dificultavam a entrada na área do merengues.

A alternativa foi chutar de fora da área e usar a bola área - jogada fortíssima da equipe.



A primeira chance de gol do jogo foi com Sergio Ramos cabeceando para a defesa de Hart, depois de escanteio. O goleiro inglês foi bem neste lance como em outros na partida. Ele ainda fez uma boa defesa em nova cabeçada em escanteio, agora de Casemiro. 

Teve também cabeçada de Jesé no travessão e uma defesa absurda, corajosa a queima roupa em chute de Pepe cara a cara com o gol, depois de outro escanteio.

O Real Madrid era evidentemente melhor em campo, não marcara o gol por ter C Ronaldo apenas assistindo o jogo. Ou talvez não, difícil dizer se faria gol hoje, mas ajudaria muito.

No Manchester Pellegrini não foi capaz de fazer a equipe envolver o adversário. Conseguia fazer melhor enquanto Silva esteve em campo, mas saiu machucado, entrou Iheanacho. Acabou o jogo com jogadores rápidos ofensivos e outros marcadores, o único a trabalhar a bola era De Bruyne.

No fim ele quase acabou dando a vitória a sua equipe. Em uma jogada pela esquerda sofreu uma falta e ele mesmo a cobrou para boa defesa de Navas. 


Não teve jeito o placar ficou zerado.


O resultado é melhor para o Real Madrid, que se mostrou mais equipe em campo e empatou na Inglaterra. Em casa, provavelmente com Ronaldo, precisará vencer o que parece o natural depois da partida de hoje.

Ao City só uma grande e surpreendente partida no Santiago Bernabéu colocará a equipe na final. Falta casca e qualidade à equipe.

Porém os gol fora de casa pode ser a saída.

Possível final de gigantes inédita na Champions


Todo ano colocamos Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique como favoritos pelo título da Liga dos Campeões. Um deles esteve nas últimas sete finais, mas a final nunca é entre eles, alias, nunca foi.

Há quase todo ano, um clube forte, porém não favorito, acaba aparecendo na final. Ano passado houve a Juventus, no outro Atlético de Madrid, Borussia Dortmund, Chelsea, Internazionale... Às vezes acabam levando a taça.

Com um gigante de cada lado é possível a "superfinal", mas a final quase sempre tem uma surpresa, City ou Atlético seriam.


Manchester City x Real Madrid


Enfrentaram-se na Champions de 2012, com vitória espanhola em casa e empate na Inglaterra. Os clubes cairam no mesmo grupo com Ajax e Borussia Dortmund. O City ficou em último e o Real passou e acabou sendo eliminado para o Dortmund na semi.

Com Zidane o Real Madrid tem sido um time mais organizado e cresceu na temporada, porém segue inconstante e mal como visitante. C Ronaldo está inspirado nesta edição e já conta com 16 gols, sempre um ponto de desiquilibrio.

O Manchester City não faz a temporada que gostaria, em 4° na Premier League e eliminado nas Copas, mas vai além de onde imaginara na Champions. Com Pellegrini na sombra de Guardiola o time chegou a inédita semifinal. O técnico, alias, reencontra o Real onde já foi treinador sem muito sucesso.


De Bruyne voltou de lesão e com ele o time é diferente, porém longe de uma grande equipe e confiável.

Palpite: São duas equipes que viveram (e vivem) momentos de altos e baixos na temporada, o Real Madrid vai decidir no Santiago Bernabéu, além de ser melhor. Portanto o favorito.


Atlético de Madrid x Bayern de Munique


Na reedição de 1973/74 da Copa da Europa, antiga Champions, Atlético x Bayern fizeram a final, vencida pelos alemães.

Agora fazem a semifinal, com estilo de jogo opostos, novamente Simeone enfrenta um time com "jogo de posição", que gosta de ter a bola. Superou o Barcelona e o sistema defensivo do Atlético será necessário outra vez.

Pep Guardiola "fugiu" do City e vai ter de passar pelo jogo colchonero para chegar a final - ainda não disputou pelo Bayern. Conhecedor do esporte e analista do jogo, cabe a Pep achar uma maneira de passar pela equipe capaz de vencer qualquer uma com sua filosofia. Nas oitavas precisou usar uma espécie de "Muricybol" para eliminar a Juventus, vamos ver como será agora.

Palpite: Acredito no Bayern de Munique pela força do elenco, este ano sofrendo menos com lesão a está altura da temporada, capacidade de mudar estilos durante partidas e imposição de jogo. Mas quem elimina o Barça pode eliminar qualquer um, até ser campeão.



Houve também o sorteio da Liga Europa, colocando frente a frente Liverpool x Villarreal e Shakhtar x Sevilla.

Depois de eliminar o Borussia Dortmund da maneira que foi, com varias reviravoltas e gol da classificação no fim, um 4x3 em Anfield, o time de Liverpool aparece como favorito.

Porém o Sevilla é o atual bi-campeão e adora vencer está competição. 

São os favoritos para fazer a final.

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Vale também dar um destaque aos espanhóis, dos sete nas competições europeias quatro estão na semifinais ( dois em cada competição) e os eliminados, foram por compatriotas. Ou seja, não é só Barcelona e Real Madrid, tanto que o azul-grená já está eliminado.

CR7 classifica Real; City vence e vai à semi inédita


Na ida o Real Madrid foi surpreendido pelo alemães e sofreu 2x0 em boa atuação do Wolfsburg anulando as jogadas merengues.

Hoje precisava da "remontada" (como chamam os espanhóis), apreensiva e ao mesmo tempo confiante a torcida em Madri recepcionou o time com festa no Santiago Bernabéu.



Então diante do desafio Cristiano Ronaldo disse: "Calma, eu estou aqui". 

Fez um, dois, três gols, os que o Real precisava para avançar a semifinal. 

O primeiro no oportunismo, depois de cabeça e para fechar um gol de falta, passando pelo meio da barreira. Não foi uma das melhores partidas do português pelo clube, mas foi decisivo ao extremo.

Em 10 jogos nesta Liga dos Campeões ele já fez 16 gols, deu quatro assistências. Na Liga de 2013/14 fez 17 gols e foi campeão. Já são 92 gols da Champions com o hat-trick de hoje.

Vai fazer gol assim no inferno! Ronaldo é um atacante completo, sabe tudo de gol.

Movimentação do gajo durante os 90 minutos
Destaque também para Carvajal e Casemiro. O brasileiro tomando conta da defesa, cortando contragolpes rivais, sempre bem colocado e entendendo bem o jogo. O espanhol responsável por criar muitas jogadas ofensivas aparecendo como elemento surpresa. Deu assistência no primeiro gol e o escanteio do segundo foi gerado por ele, muito melhor que Danilo - titular na Alemanha.

Hoje o Wolfsburg fez uma partida mais para as possibilidades do time, ainda viu o melhor jogador do elenco sair machucado na etapa inicial. Estão fora, mas pela partida de ida valeu.



No fim a "remontada" veio e Zidane pode ficar tranquilo por um tempo, não viu seu trabalho ser jogado fora pelos alemães. A equipe dele usou a cabeça hoje e graças a Cristiano esta na sexta semifinal seguida.



Manchester City x PSG fizeram um jogo de virgens em semifinal, e assim como na partida de ida colecionaram erros.

Agüero - bom cobrador - perdeu um pênalti no primeiro tempo mandando a bola pra fora. Penal por causa de erro grotesco de Aurier, Trapp precisou fazer a penalidade após passe errado do francês.

No ataque o Paris conseguiu fazer dois gols, anulados e mesmo chegando a 75% de posse de bola em alguns momentos do jogo, decepcionou. Com o esquema de 3-5-2 de Blanc não fez boa partida.

O City em casa classificava com um 0x0 - o empate de 2x2 dava vantagem pelo saldo de gol -  então mais esperou o PSG do que agrediu.



De Bruyne, de volta, faz a qualidade do Manchester crescer muito, ótimo meio campista tem passes precisos assim como os chutes, inteligente e moderno é o meio-campista que falta ao Brasil.

Foi dele o gol da vitória no segundo tempo, em chute colocado de fora de área.

Nervosos os times deram várias chances aos adversários de avançarem para a semifinal, os franceses chegaram como favoritos, saem decepcionados com o desempenho.

No final das contas Pellegrini, que dará lugar a Guardiola na próxima temporada, levou o clube onde nunca havia chegado na Champions. 

Heynkes foi campeão com o Bayern antes de dar lugar a Pep.

Será que a pressão do espanhol faz bem ao grupo atual ou é só uma coincidência?


Números do footstats

Wolfsburg surpreende Real, PSG x City empatam em "jogo de churrasco"


Já é histórica a freguesia do Real Madrid para times alemães, mas contra o Wolfsburg era amplo favorito, por todas as estrelas que tem, "favoritaço".

É, só isso não resolve nada antes de jogo se na hora dele não jogar bola e ao final do primeiro tempo tempo, o Real que havia batido o Barça no sábado perdia de 2x0 (Rodriguez e Arnold).

O time de Zidane não jogou bem e foi dominado pelos Lobos, comandados por Draxler. Perdeu por dois, poderia ter sido mais, como poderia ter sido menos caso o gol de Ronaldo não tivesse sido anulado.

O madrilenos foram surpreendidos e terão de jogar muita bola no Bernabeu para conseguir a virada por pelo menos três gols de diferença. Caso seja eliminado, todo o crédito de Zidane, conquistado no clássico, cai por terra.

Agora contra alemães em 61 partidas em torneios continentais, os madridistas conseguiram vencer em 28 oportunidades, perdendo 23 vezes. Em terras germânicas foram 31 jogos com cinco vitórias, tendo perdido 20 jogos. Com eliminações recente para Bayern de Munique e Borussia Dortmund. 



Na França, um jogo repleto de erros de ambos ficou em 2x2 entre PSG e Manchester City.

De Bruyne abriu o placar em erro de Matuidi, Ibra empatou em erro grotesco de Fernando, Rabiot em erro da defesa do City e Fernandinho aproveitou falha de Aurrier e Thiago Silva, completando assim o placar.


Jogo de Champions, "gols de churrasco".

O empate é ótimo para os ingleses, podendo decidir em Manchester contra o PSG sem David Luiz nem Matuidi, ambos suspensos. O cartão do brasileiro aconteceu aos (pasmem) 12 segundos.


Todos os confrontos seguem abertos nas quartas de final da Champions.

Os oito amados e sonhadores da Europa

Sempre gostei dos grupos da morte, dos confronto complicados de cara nas oitavas como foi Bayern x Juve. Principalmente em competições como a Champions, quando há times bem melhores que outros. Com estes confrontos você tem imprevisibilidade desde o início.

Agora nas quartas a tendência seria essa, mas não funciona tanto assim.

Este ano você pode ter os quatro melhores times do mundo na semifinal, estes são os favoritos que vou listar a baixo.

Os times à direita decidem em casa.


Barcelona x Atlético de Madrid

Confronto de clubes que se conhecem bem, os espanhóis não são grandes rivais, mas com o forte crescimento do Atlético de Madrid na disputa de grandes títulos entre ambos criou-se uma rivalidade recente entre estes jogadores.

O Atlético foi o último time a eliminar o catalão da competição, o atual campeão foi eliminado pelos colchoneros em 2013/14. Empate de 1x1 no Camp Nou e 1x0 no Vicente Calderón. Golaço de Diego na partida de ida, em um ano do Barça de transição, sem Suárez, nem Luis Enrique, mas com Neymar.

Neste campeonato espanhol o clube do MSN leva a vantagem sobre o Atléti, oito pontos a frente tem tudo para ser campeão. Com o melhor ataque da La Liga 84 gols tem no rival desta semifinal a melhor defesa das principais ligas europeias, sofreu apenas 12 gols.

Duelo ataque x defesa, tática x talento, força x arte. Simeone entende bem o jogo do adversário e mesmo tendo perdido as duas no campeonato espanhol complicou em ambas.

Palpite: Barcelona é favorito, seria quase contra todos, o talento quase sempre leva a melhor. O Atlético é um time capaz de vencer todos e ser eliminado por todos que permanecem na competição, mas neste caso, é azarão.


PSG x Manchester City

Novos ricos em busca da ascensão na Champions, o motivo para gastar, contratar e focar. O motivo de obsessão é a competição para ambos.

Os franceses em um dos melhores times desta geração usam o talento brasileiro, aliados à Ibrahimovic - possivelmente última temporada dele no clube - e técnica do grande Di Maria - descartado na Inglaterra, jogará outra vez no país após eliminar o Chelsea e jogar muita bola. Campeão francês com antecedência foca totalmente na competição.

Mal no Inglês o City, espera por Guardiola e está na pior fase da temporada. Apesar de ter ganho a Copa da Liga inglesa (Capital One), é incapaz de vencer o Norwich na Premier League.

Por vezes é um time desmotivado, desinteressado, corre pouco, cria pouco e deixa o jogo acontecer. Fez isso na volta contra o Dínamo de Kiev e ficou no empate de 0x0 no Etihad. Pellegrini tem um grande elenco com Agüero, Yaya Touré, Silva, Kompany, De Bruyne - deve jogar a partida de volta, está machucado - mas não corresponde até por isso uma troca de comando.

O Manchester é virgem nesta fase, teve sorte na oitavas e pintou pela primeira vez nas quartas, agora é osso duro.

Palpite: PSG é favorito, acredito que possa até golear em Paris, pode ser campeão, o segundo frânces. O City terá de jogar como não jogou nesta temporada;


Wolfsburg x Real Madrid

Sorte: Você vai enfrentar um clube alemão, não é o Bayern nem o Dortmund. De Bruyne não joga mais lá, o time tem bons jogadores e contra-ataque. Pelos adversários possíveis, o melhor.

Em um jogo de tabuleiro esta teria sido a carta que o Real Madrid teria tirado no "Sorte ou Revés". Com Zidane o clube melhorou em relação ao de Rafa Benítez, Mesmo assim ainda sofre problemas defensivos, não encontrou um meio-campo definitivo e tem dificuldade nos jogos fora de casa.

Pegar uma das super potências poderia significar uma eliminação, como não pegou o time terá mais tempo para focar na competição, única com chance de título neste restante de temporada.

C Ronaldo já soma 90 gols na história da competição e com 13 nesta, tem tudo para fazer mais gols e distanciar ainda mais na artilharia.

Palpite: Real Madrid, não precisa nem explicar muito o porquê.


Bayern Munique x Benfica

Depois de sofrer até o fim, as duras penas, mudando até de filosofia, apelando para "chuveirinhos", o time de Guardiola bateu a Juventus nas oitavas, com dois gols na prorrogação.

Assim como o Real Madrid, pegou a carta "sorte".

Este Benfica é bom, com Jonas artilheiro de Portugal e da chuteira de ouro (28 gols), o time de Rui Vitória pode fazer um jogo duro em Lisboa, como fez o Porto ano passado ao vencer esta equipe do Bayern por 3x1 - depois levou 6x1 em Munique.

Mas longe de ser o time bicampeão com Eusébio, o clube português nunca venceu o alemão, são seis jogos com quatro vitórias alemãs e dois empates.

Palpite: Bayern é muito favorito, com possíveis goleadas.


Na Liga Europa o grande jogo é Borussia Dortmund x Liverpool, rencontro de Klopp com seu ex-clube. Grande jogo.

A presença de Athletic Bilbao, Sevilla e Villareal, com os espanhóis da Champions, colocam seis clubes do país entre os 16 das competições europeias. 

Não é só Real e Barça na Espanha.

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