O que acontece com a seleção?


Acompanhar a seleção brasileira após 2006 tem sido complicado. Seja para torcedores ou qualquer um que se envolva com a seleção brasileira. Vivendo em regimes de Ricardo Teixeira/Marin/ Nero a seleção cada vez mais é o “time da CBF”: Amistosos nos EUA, Inglaterra e China, no Brasil quase nunca; Jogadores que cada vez mais são desconhecidos pela maioria da população; Escalações que mudam e mudam, com vários técnicos tendo os mesmos resultados medíocres; Não bastasse tudo isso, tem a corrupção da CBF e os 7x1.

É muita coisa, tudo isso faz o torcedor se encher da seleção e ficar muitas vezes sem vontade de torcer para esse time, que nem o representa mais. Se ao menos, tivesse uma cara de seleção brasileira, uma identificação com os brasileiros... Todos sentem os jogadores também, relação entre eles e torcida fica distante.

Muita gente bate na tecla que a geração não é boa, com cabeças de bagres e um único craque, Neymar. Mas não é uma absoluta verdade, até temos bons jogadores, não como já tivemos em bons tempos (que são sempre os lembrados). Com uma boa organização, em todos os sentidos, podemos tirar bom futebol dessa seleção.

Só que sempre caímos nos mesmos lugares comuns, na hora da mudança seque o mesmo caminho, tanto que Dunga está de volta. Com Felipão foram alguns bons resultados (em amistosos) e uma conquista na Copa das Confederações, para colocar o Brasil como favorito na Copa passada. O povo e os jogadores, iludidos, se enchem de confiança e dá no que dá. 

Essa seleção de agora, teve os mesmos bons resultados em amistosos que Felipão teve, quando chegou a Copa América, precisou de dois jogos para comprovar que mesmo com outro técnico e outros coadjuvantes, o time seque o mesmo.

Não é legal dizer que um time depende só de um jogador. Não é bom para os outros jogadores, para o técnico, para o time e nem para o tal. Mas não dá pra dizer outra coisa do Neymar no Brasil. Não chega a ser Portugal com Cristiano Ronaldo, que tem sido muito falado por aí. O Brasil tem melhores coadjuvantes, uma história amplamente maior que ainda pesa, caso contrário, a atual situação seria considerada normal.

De qualquer maneira, Neymar é o reflexo do time, quando ela não está calibrado ou não joga, fica um time sem pé nem cabeça, perdidinho. Essa de “samba de uma nota só” não funciona. O certo seria fazer um bom time, com Neymar para decidir. Os problemas são muitos e variados, que vão além do campo.

Precisamos arrumar o futebol e sair do lugar, não ficar rodando em volta. Sem enganar, sem lugares comuns e desculpinhas. Já está mais do que na hora.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense dia 20/06/2015

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