Geração ruim ou desconhecida?

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A geração do Brasil tem sido muito discutida a cada revés da seleção. O tempo todo se bate na mesma tecla dizendo que a geração é ruim com um único craque.

Não está muito longe da verdade, mas os coadjuvantes não são pernas de pau, são até bons jogadores. Só pelo fato de serem desconhecidos  e de jogarem na seleção desorganizada ficam taxados como ruins.

Quando um time joga bem coletivamente, até o jogador que joga mais ou menos vai bem. Porque você acaba exigindo menos do jogador com menos qualidade, assim diminuindo a possibilidade de erro.

O Corinthians campeão do mundo de 2012 tinha uma linha de defensores composta por Alessandro, Chicão, Paulo André e Fabio Santos. Nenhum deles é craque, mas com a ajuda do resto do time montado por Tite, a defesa era o ponto forte do time, que tinha Cássio no gol.

Essa seleção é muito individual, vive de boas jogadas de Neymar e seus coadjuvantes, você acaba exigindo ao máximo dos jogadores.

Neymar acaba ficando muito responsável pelo time, isso parece que o incomoda as vezes como ontem. Quando além de não jogar bem perdeu a cabeça.

O time que foi a campo ontem tinha jogadores que saíram muito cedo ou fizeram a carreira toda no exterior.

Filipe Luís, Fred (que até acharam que era o outro no Allianz Parque), Firmino, Douglas Costa, Fabinho entre outros, são jogadores desconhecidos pelo torcedor comum.
Hulk, Luiz Gustavo, Dante, David Luiz, Fernandinho e Willian que vem ou vinham jogando pela seleção nos últimos anos, só não são mais desconhecidos porque jogaram a última Copa. Eles também tiveram uma carreira ao inverso do passado.

O fato destes jogadores não terem um vinculo com a torcida e conhecimento dos brasileiros, faz com que qualquer jogo ruim pela seleção e já são considerados ruins.

Por isso, muitas vezes, pedem Robinho e Kaka na seleção.

O único que é conhecido por todos é Neymar, pelo sucesso que fez no Brasil pelo Santos, pela seleção brasileira e agora pelo Barcelona. O caminho dele é mais parecido como foram de Romário, Rivaldo e Ronaldo.

Voltando ao passado, a seleção de 82 tinha jogadores conhecidos pelo Brasil todo.
Waldir Peres, Serginho e Oscar pelos são-paulinos, Leandro, Júnior e Zico pelos flamenguistas, Luisinho, Toninho Cerezo e Éder pelos atleticanos, Sócrates pelos corintianos e Falcão pelos colorados. Eram as principais regiões do futebol brasileiro representadas naquele time.

Tudo bem, eu apelei para o grande time do Telê, mas isso vale para 90 também.

Taffarel, Dunga e Mauro Galvão tiveram ligação com o Internacional, Jorginho e Mozer com o Flamengo, Ricardo Gomes e Branco com o Fluminense, Alemão com o Botafogo, Valdo com o Grêmio, Careca e Müller com o São Paulo.

Por mais que não fosse ídolos em seus clubes eram conhecidos pelos torcedores brasileiros, mesmo alguns jogando na Alemanha, Itália, Portugal ou Espanha na época.

Hoje fica difícil quando boa parte do time amadurece na Ucrânia, China ou mesmo em clubes menores de países como Inglaterra, Itália e Espanha. 

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