Tecnicamente falando


Hoje é muito comum ver técnicos virarem ídolos de clubes. Vários ganham um titulo ou outro e passam a ser estrelas, endeusados ao extremo. Ou passam toda a culpa da derrota do vexame a ele. Principalmente no Brasil. Existem vários tipos: os paizões, os professores Pardais, os boleiros, os estudiosos, os professores...

Tite é técnico estudioso, educado, bem articulado e já mostrou ser campeão. Quando foi campeão da Libertadores e do Mundial, teve os seus jogadores comprando as suas ideias, se concentrado e deu no que deu.

No ano seguinte, em 2013, não foi à mesma coisa. O time acomodou-se depois de chegar ao topo e passou a ser um time muitas vezes com excesso de confiança e frio. Os resultados desse ano fizeram Tite sair do timão.

Teve seu ano sabático, estudou e voltou ao Corinthians. Os jogadores compraram suas ideias, se concentraram e deu no que deu. Invicto no ano inicio do ano, 1º lugar do grupo na Libertadores e virou “o melhor time do Brasil”. Chegou ao topo.

Então veio o excesso de confiança, o time voltou a ficar frio. E vieram eliminação no paulista, quebra de invencibilidade, eliminação da Libertadores com o quebra de invencibilidade em casa. Filme repetido, mas desta vez um sem ganhar nada. Parte de imprensa e torcida supervalorizaram o time, e isso fez mal. Isso tem a ver com os 7x1.

Na Europa Luis Enrique em seu primeiro ano de casa, chega a final da Liga dos campeões, tem o título espanhol e da Copa do Rei próximos. Teve problemas com Messi e Cia no inicio, depois o time encaixou.

O Barcelona atropela todo mundo, tem um time que mescla posse de bola com verticalidade e poder ofensivo do trio MSN (Messi, Suárez e Neymar) no ataque. O time joga assim por causa de Luis Enrique, ou por causa dos jogadores que tem na equipe? Um pouco dos dois mais por causa dos jogadores. Só o fato de ter Messi faz com que o time, não importa do jeito que jogue, possa vencer a qualquer momento.

Para entrar na discussão “Messi ou Maradona?” arrisco dizer que na bola, no par ou impar, o Messi é melhor. Mas no coração do argentino Maradona sempre será maior.

Do outro lado deste duelo tem o Guardiola pelo Bayern. Foi eliminado pela segunda vez consecutiva na semifinal da Liga dos Campeões. Nem por isso ele deixa ser bom e admirável por prezar pelo bom futebol. Na outra semifinal, a Juventus comprou a ideia de Allegri e bateu o Real Madrid.

Técnicos são importantes até a bola começar a rolar. Lá dentro da cancha que manda são os jogadores. Que às vezes ouvem seus técnicos, às vezes não. E não quer dizer que quando ouvem funciona, muitas vezes estão errados.

Matéria publica no jornal O Atibaiense no dia 16/05/2015.

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