O tempo passa, o tempo voa...


Felipão não é um lixo, um velho gagá, que não sabe nada de futebol e que não sabe montar times.

Tenho um respeito enorme por Felipão, mas parece que seu estilo de treino, de jogo e “paizão” caducou. Nem suas piadas tem mais graça.

Campeão do Mundo em 2002 pela seleção brasileira, Campeão da Libertadores de 1999 pelo Palmeiras, Libertadores de 1994 pelo Grêmio, 4º lugar na Copa de 2006 com Portugal, Copa do Brasil com Criciúma, Palmeiras e Grêmio.

Felipão ganhou vários títulos e adquiriu respeito na sua carreira. Foi parar no Chelsea em 2008.

A sua ideia de jogo e estilo “paizão” não coloram em Londres, pouco mais de meia temporada e foi embora.

Passou pelo Uzbequistão treinando o Bunyodkor até 2010 e voltou para o Brasil treinar o Palmeiras.

De bom no Palmeiras foi a Copa do Brasil. Um time que tinha na sua ideia de jogo, avançar “jardas” ganhando faltas no campo de ataque e através dos pés de ouro de Marcos Assunção decidir os jogos. Na defesa era falta técnica. Isso, somados há um pouco de sorte, fizeram o Verdão campeão da Copa do Brasil em 2012.

Um pouco depois, ele perdeu o grupo, Marcos Assunção se machucou e antes que o Verdão se afundasse na Serie B, Luis Felipe deu no pé.

De repente, no dia 28 de novembro de 2012, Mano caiu e Felipão resurgiu na seleção brasileira.

De cara a experiência dele e os métodos arcaicos pareciam surtir efeito na perdida seleção.

O time brasileiro ganhou uma cara e a Copa das Confederações em 2013.

O Brasil voltou a acreditar na seleção e em Felipão até que...

Veio a Copa e você já sabe: 7x1.

Um time sem meio campo, sem alternativas no ataque, jogadores mal escalados e convocados, métodos de treinamento ultrapassados... E tudo que não funcionou naquele time e que foi dito.

Veio então o Grêmio, time de suas origens, resgata-lo depois do naufrágio da Copa.

Ficou um tempo, tentou, mas não rolou. Ontem foi demitido.

Parece que o tempo passou para Felipão como passa pra todo mundo. O futebol evoluiu, ele não.

Ele sempre foi mais o cara da conversa de fechar um grupo, muitas vezes na intuição. Nunca foi muito fã de táticas, estudos avançados sobre times, treinamento sofisticados. Ele vem de uma geração de técnicos que tem sido passada pra trás.

Luis Felipe está com 66 anos, rico, com muita história no futebol. Chegou a hora de aproveitar a vida.

Felipão sempre será o técnico do penta e nunca vai deixar de ser o do 7x1 também


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