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Kobe Bryant, o 24 depois do 23


Na madrugada de ontem para hoje, um gênio do basquete encerrou a carreira. Kobe Bryant aos 37 anos aposentou-se da bola laranja.

Em uma partida contra o Utah Jazz em Los Angeles, pelos Lakers onde sempre jogou, fez uma partida enorme, com 60 pontos - maior pontuação na história de um jogador em uma partida de despedida. 

Pena que o time de Los Angeles esteve longe dos bons tempos, com 16 vitórias acabou em último na conferencia Oeste nesta temporada regular.

A partida foi sensacional, ele acabou dando à vitória de 101 a 96. Sofrendo com muitas lesões nos últimos anos, a partida de ontem fez lembrar o quão bom ele é, e agora, era.

Bryant poderia dar uma de Rogério Ceni e desistir da aposentadoria, não?


Kobe passou a carreira toda sendo comparado com Michael Jordan e não é por menos. Ele via e queria imitar Jordan desde pequeno, ele que sempre foi vidrado em saber mais, evoluir, um perfectionista.

Do Draft de 1996 até hoje foram 20 anos de carreira, o 3° maior cestinha da NBA, com cinco anéis e tendo marcado 81 pontos em uma vez. 

Se ele é o segundo melhor da história ou não, depois de Michael Jordan, pouco importa, mas é o mais parecido. (veja o vídeo)



Ele usava a camisa 8 até que em 2006 mudou para a 24, ninguém nunca soube ao certo o motivo para a troca. Imaginam que seja por já ter usado-a no High School ou por representar trabalho duro, 24 h por dia.

Imagino outra coisa, é o 24 depois do 23 de Michael Jordan, o jogador para seguir o reinado de Mike no basquete. Talvez ao entender quem ele se tornara, acabou mudando para o número seguinte do astro que admirava.

De qualquer maneira é um daqueles caras que passou pelo esporte e deixou um legado. Fará falta.

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Ontem ainda o Golden State Warriors conseguiu bater o recorde do Chicago Bulls na temporada regular vencendo a sua 73° partida. Talvez Stephen Curry - melhor jogador do Golden State - possa ser o próximo dono do basquete, agora é LeBron James depois de Bryant.


Reentendendo o jogo


Todo torcedor ou jornalista esportivo acha que entende de esporte. Sabe o que deve ou não ser feito pelos técnicos e jogadores. É normal. Tostão hoje colunista da Folha de SP é quem melhor descreve o jogo jogado, mas não se considera um entendedor completo do assunto.
“Achava que sabia tudo e que podia explicar tudo o que acontecia em uma partida. Com o tempo, por mais que visse, escutasse e estudasse futebol, percebi que sabia pouco, cada vez menos, e que muitas das análises táticas e técnicas, a que dava tanta importância, tinham pouca ou nenhuma importância“. Disse o campeão do mundo de 1970 à jornalista Célia Chaim.
Ele tem razão, o futebol, os esportes em geral, são movidos por toda técnica tática e também pelo acaso. Você pode conhecer muito, mas não será capaz de adivinhar o resultado do jogo por causa disso, contará com a sorte na hora de acertar o resultado. Mesmo não sendo uma total loteria.
Os conhecimentos são evoluídos no esporte, os técnicos mudam o jogo de futebol, Rinus Michels inventou o “futebol total”, Arrigo Sacchi uma nova maneira de defender e Guardiola, recentemente, implantou o “jogo de posição”. Eles mudaram a fórmula da equação para se chegar a resultados diferentes, mas jogadores também sabem como fazer isso.
Vou usar um exemplo de outro desporte, do basquete, Stephen Curry armador do Golden State Warriors. Quem viu o esporte antes dele tem ideias que ele mudou, conceitos derrubados pelo jogador. Quem não o viu jogar acha uma cesta de três difícil, arriscado demais ficar tentando arremessar bolas de muito longe. Até Curry aparecer. O armador de 1,91m tem “apenas” 288 bolas de três nesta temporada da NBA, nos arremessos acima de 9 pontos tem média de acerto de 28,65% de aproveitamento, o restante da liga tem 7,9% no mesmo lance.
Aproveitamento dos arremessos de Curry
Stephen com pouco esforço, ritmo e muita confiança chega a fazer a cesta de três pontos decisiva, do meio da quadra ao estouro do relógio e trazer a vitória para seu time em um jogo difícil fora de casa. Ele é um ponto fora da curva, joga menos do que Michael Jordan, é mais revolucionário.
Ele está fazendo com que todas as ideias táticas e técnicas mudem a partir de agora, afinal ele faz o que ninguém nunca fez. Pelé mostrou ao mundo em 1970 que era possível fazer um gol do meio de campo pegando o goleiro desprevenido, como Cruyff mostrou ao mundo e Messi copiou a nova maneira de cobrar um simples pênalti.
O esporte evolui de diversas formas e maneiras, ninguém nunca vai poder entendê-lo completamente por causa disso. O futuro não é mais como antes, alias, nunca foi.
Matéria publicada no jornal O Atibaiense no dia 05/03/2016

Terra dos Yankees


Nova Iorque é uma cidade com muita influência esportiva. Times de varias modalidades e centros esportivos. O NY Yankees de beisebol tem uma influência forte na cultura americana, tanto que chamar um nova-iorquino de Yanke é comum

Os Estados Unidos tem uma cultura mais ampla de esporte que o Brasil, enquanto aqui o futebol ocupa mais de 90% das discussões, jornais e vida dos brasileiros. Entre os americanos isso é bem mais dividido. Assim há um grande diversidade de times em cada cidade, que não são clubes, são franquias com donos.

Ny poderia ser uma cidade olímpica, é uma das cidades com mais estádios e eventos esportivos no mundo. Em beisebol o New York Yankees e o Mets; em futebol americano o Ny Giant, o Buffalo Bills e o Jets; em basquete o Ny Knicks e o Brooklyn Nets; em futebol o Red Bull e o Ny City; em hóquei Rangers, entre outros.

Esporte para todos os gostos e tipos de pessoas. Com vários times, temos também vários centros esportivos. O US Open (Tênis) é disputado na cidade, no bairro do Queens, bairro onde também se encontra o Citi Field estádio de beisebol utilizado pelo Mets.

Em Manhattan se encontra o Madison Square Garden, local multi-uso onde além de jogos de basquete do Knicks e dos Nets, são realizadas lutas de boxe, jogos de hóquei e shows são feitos no local. Lugar bem frequentado da cidade.

O Met Life Stadium, o mais novo da cidade, pronto em 2010 ao lado do hoje demolido Giants Stadium, no bairro de East Rutherford podem ser vistos jogos de futebol americano e de soccer, o nosso futebol. O Brasil mesmo, joga lá todos os anos, com sua Seleção da CBF, atua mais lá que aqui.

Você pode achar que esporte não é cultura, mas pense no Rio de Janeiro sem o Maracanã ou São Palo sem o Pacaembu, Buenos Aires sem a Bombonera... Esporte está diretamente ligado com a cultura nova-iorquina como em muitas outras cidades no mundo.



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