Um Nacional fora e outro dentro

Depois do São Paulo avançar, hoje foi a vez do Boca Junior avançar eliminando o Nacional e o Atlético Nacional passar pelo Rosário Central. O primeiro passou nos pênaltis, o segundo em um jogaço.


O Boca sofreu muito em La Bombonera, inciou o jogo perdendo com um gol contra de Cata Díaz - saiu depois de um cruzamento rasteiro na área, o zagueiro foi tirar o perigo e empurrou no gol - e teve de buscar o gol durante o resto da partida.

No Uruguai o Boca saiu na frente e sofreu o empate, assim o jogo ficou no 1x1, por isso os argentinos precisavam marcar pelo menos um gol para levar para o penais.

A noite estava difícil para os xeneizes, Tévez não se destacava em campo, o Nacional fazia outro jogo duro. Só que a pressão da torcida junto ao time acabou se transformando no tento importante de Pavon. O atacante tirou a camisa na comemoração e foi expulso ao receber o segundo cartão amarelo.

Teve pênaltis. Então Orion foi "San Orion", defendeu três pênaltis e classificou o Boca para sua 14ª semifinal de Libertadores.

O Nacional foi até onde conseguiu com seu pragmatismo, hoje sucumbiu a força dos bosteiros e tudo o que representam. Dentro e fora da cancha.

O Boca Juniors vive na competição, o futebol não é brilhante, mas nunca pode-se duvidar deles, ainda mais por ter Tévez por lá.



No Atanasio Girardo aconteceu uma partida daquelas.

Com dois times bons de bola, que gostam de por a bola no chão, usam jogadas ensaiadas em bolas paradas e não são pragmáticos.

A partida começou com o Rosário que já vencera na Argentina por 1x0 abrir o placar com Marco Rubén. Gol de pênalti, mal marcado.

O Atlético Nacional teria de fazer três gols para avançar. Em casa o time aos poucos foi encaixado seu jogo, que funcionou de vez quando Berrío entrou no lugar de Pérez ainda na etapa inicial. Reinaldo Rueda (técnico do Nacional) é meio Osorio e o substituto dele também.

Em jogada do jogador vindo do banco a bola foi para na rede no final da etapa inicial. Torres marcou o gol deu esperança para a etapa final.

Em cinco minutos do segundo tempo o segundo gol colombiano com Guerra - jogando muita bola - aproveitando falha de Donatti.

O placar ainda era do Rosário, mas nada de jogo feio por parte dos argentinos. O Central não consegue ser pragmático, tentava o gol atacava ainda e corria riscos também por causa disso.

A partida foi chegando ao fim e nem parecia jogo de Libertadores - brincadeira, adoro a competição, só não gosto do esteriótipo.

O tempo foi passando o Atlético contava com quatro atacantes, pressionava, a pressão subiu e foi possível ver as famosas "cenas lamentáveis". Estava ficando com cara da competição.


Aos 48, depois de Burgos ter sido expulso no Central, Rubén e Cervi perderam a chance de matar o jogo. No minuto seguinte Berrío desviou em gol após bola na área naquela confusão de final de jogo.

O gol da classificação, da confusão, da Libertadores. A bola balançou o barbante, o autor do gol provocou o goleiro Sosa e foi agredido por Musto. O personagem da partida acabou expulso.

Acabou super Libertadores.

Partida sensacional, de dois grandes times, poderia ter sido final, o Rosário joga muita bola. O São Paulo irá enfrentar o Atlético Nacional e deverá sofrer a beça.

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