Competitividade
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O termo “time competitivo” é bastante usado no futebol.
Seria aquele time que dificulta os jogos, um time difícil de perder. Mas que
normalmente joga pelo resultado.
Quem defende Dunga na seleção diz que “ele monta um time
competitivo” para comprovar sua tese. Isso até é verdade, mas de uma seleção
brasileira tem que se exigir muito mais que isso. A Austrália é competitiva, a Costa Rica é
competitiva, o Brasil precisa ser mais.
Não basta ter um time que apenas vença, que apenas jogue pelo
empate quando o mesmo lhe dá vantagem. É preciso que o time encante, fascine,
faça você gostar de vê-lo jogar. É disso que vive o futebol e de que sempre
viveu a seleção brasileira.
Não dá para aplaudir vitória da seleção brasileira em
amistosos, isso já mostrou que esse otimismo não leva a nada.
Em outros casos, não se pode exigir um futebol que encante. Os times mais fracos que “apelam” para o jogo
de resultado são, neste caso, compreensíveis.
Um time que não vinha sendo muito competitivo era o Palmeiras.
Ainda não havia mostrado a que veio neste ano depois de tantas contratações.
Mas na última quarta-feira, o Palmeiras conseguiu uma vitória que há tempos acontecia,
deu uma tranquilidade e confiança enorme ao clube. Encerrou o jejum de não
vencer clássicos e aumentou a pressão no São Paulo.
O Palmeiras mostrou que está forte, depois dessa vitória o
time pode achar o seu caminho, se tornar não só um time competitivo como bom de
ver jogar. O tempo dirá.
Já o São Paulo ainda é um time estranho, que parece não ter
um poder de reação em momentos difíceis. É um time que parece às vezes nem
competir, nem estar tentando vencer o adversário. Essa derrota deixa as coisas
complicadas no Morumbi e aumenta a pressão para uma vitória na próxima
quarta-feira contra o San Lorenzo.
O São Paulo precisa melhorar e ter pelo menos um time
competitivo.
Matéria publicada no jornal O Atibainese no dia 28 /03/2015
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