Mostrando postagens com marcador China. Mostrar todas as postagens

Não se engane com a China


Cheio de dinheiro e gastando como madames no shopping os times chineses levaram meio Brasil para o Oriente. De Elkeson a Renato Augusto, de Luis Fabiano a Ricardo Goulart levam quase qualquer um prometendo riqueza ao escolhido. Corinthians, Cruzeiro, São Paulo, Santos e outros times sofrem com isso, mas não é só por aqui que eles tem gastado.

Nesta semana Gervinho deixou a Roma e foi para o Hebei Fortune por 15 milhões de euros, e Ramires virou a maior negociação da história chinesa por 25 milhões de libras. 

Eles gostam de levar bons jogadores e os levam. Isso não quer dizer que seja hora de passar a analisar o futebol chines, nem de parar em um domingo de madrugada ou manhã para ver o Chineizão.

Luxemburgo com Tianjin Quanjian fazendo pré-temporada aqui em Atibaia mostra um pouco do futebol de lá. Com Luis Fabiano, Jadson e Geuvânio e um bando de chineses fez jogos preparatórios, perdeu todos. Primeiro para o XV de Piracicaba por 2x1, depois para o Bragantino por 4x0, então pelo Taubaté de 4x2 e ontem levou 5x1 do Vitória.



Ter três bons jogadores, não craques, no meio de outros oito pernas de pau que conhecem pouco de futebol não faz do seu time bom.

O Guangzhou Evergrande de Felipão já é melhor. Se o de Luxa está na segunda divisão da China o do técnico ex-Grêmio ganhou a Champions da Asia e jogou o Mundial contra o Barcelona. Já tem um futebol melhor, ainda sim fraco.

Não se engane, o futebol chinês tem dinheiro e não muito mais que isso.

Pré-temporada acabando, como iniciam o ano os times?


Com a pré-temporada chegando ao fim, contratações também, fica a sensação que os times regrediram em relação ao ano passado. A China levou os craques do campeão brasileiro e mais uma penca de jogadores enfraquecendo os campeonatos. 

Tiveram as chegadas de novos sul-americanos, Mancuello no Flamengo pode ser o cara do novo meio de campo rubro-negro. Agora dirigido por Muricy o carioca tenta arrumar o time que não é competitivos há anos. A defesa será o maior desafio do ex-são-paulino na gávea.

Falando no São Paulo, lá chegaram Lugano e Calleri. Um chegou pelo que fez no passado e carinho que tem da torcida. O outro é pouco conhecido, mas habilidoso e com um futuro promissor. É um jogador que melhora o nível técnico da equipe. Lugano é mais pelo lado da liderança. Comandado por Edgardo Bauza, técnico que costuma armar bem suas defesas, o futuro do tricolor é uma incógnita. O elenco é curto, só que agora, sem tanta turbulência nos bastidores o clube pode funcionar melhor este ano.


São Paulo em amistoso contra o Cerro 
Coisa que será difícil ao Corinthians. Depois de perder 5 titulares Tite terá outra missão complicada. Marlone e Willians chegaram e podem ser titulares. Com características diferentes o time não será mais o mesmo. Sem seus dois melhores jogadores do ano passado (e do Campeonato Brasileiro) fica difícil repetir o segundo semestre de 2015. Pelos amistosos da Florida cup dá impressão que o time ainda será organizado, mesmo com o desmanche o time não virou ruim.

No Palmeiras não chegaram 30 reforços, como ano passado, foram oito. Em sua segunda temporada com mais dinheiro, o Verdão trouxe jogadores para compor o elenco e encher ainda mais o time de opções. Grupos muito grandes às vezes dão problemas, Guardiola prefere elencos menores. Em algumas posições existem muitos jogadores, como na de volante, sendo que falta um meia e um lateral-esquerdo. Pelos amistosos parece que a defesa melhorou com Edu Dracena. A saída de bola seque ruim, Jean pode melhorar isto, mas aí é mais trabalho do treinador, Marcelo Oliveira teve pré-temporada e agora terá de fazer o time além de vencer jogar bem. O Palmeiras precisa subir um patamar.

Um time que aparenta ter um bom ano é o Galo. Com a base do time vice-campeão o Atlético de Aguirre no comando - técnico que conhece a Libertadores, levando o Peñarol na final de 2011 e o Internacional na semifinal do ano passado - pode fazer uma boa Libertadores. O Grêmio tem o mesmo técnico e base do time 3° colocado do BR-15, com um futebol de bola no chão, de troca de passes com Roger pode ser também um time forte.

Times montados e futebol Xing Ling


“A China nos ferrou” esta foi a frase de Tite depois de estrear na temporada pela Florida Cup com derrota contra o Galo. Sem a dupla base Jadson/Renato Augusto e mais um par de titulares que saíram não só para o Oriente, o grupo é outro. Assim como o Cruzeiro bi-brasileiro foi, o Timão está desmontado. Com dinheiro os chineses vem e levam quem querem, como o Japão já fez, o mundo árabe também e nem por isso viraram ligas poderosas. A China é uma potência Olímpica, mas não sabe jogar bola, são ruins, o time de Luxa – Tianjin Quanjian—perdeu para o XV de Piracicaba no último sábado e tomou quatro do Bragantino na quarta-feira aqui em Atibaia.
Os mais antigos vão dizer que antes os times jogavam dez anos junto. O que não é verdade. Veja em um exemplo simples com o Santos de Pelé. Gilmar, Lima, Mauro e Dalvo; Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Este time está ponta da língua de muitos torcedores até hoje, mesmo esses 11 jogadores só terem iniciado 10 partidas juntos. Na nostalgia e nas conversas sobre o time de Pelé—dono do futebol brasileiro de 1960 a 1969—esta escalação, a do melhor time, foi a que marcou.
O time começou com: Laércio, Dalmo, Mauro e Zé Carlos; Zito e Calvet, Sormani, Mengalvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Que dirigidos por Lula venceram o campeonato Paulista de 1960. E acabou mais ou menos no 1000° gol do Pelé, quando entraram em campo contra o Vasco pelo Santos: Agnaldo, Carlos Alberto Torres, Ramos, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Lima; Manoel Maria, Edu, Pelé e Abel. Do primeiro ao último time, só um nome se repetiu, o de Pelé.
É interessante olhar para o passado e ver que as coisas se repetem hoje. Atualmente o time dominante é o Barcelona, que nos últimos 10 anos venceu quatro Ligas dos Campeões de 2006 a 2015. Do primeiro ao último time campeão só um nome se repetiu, Iniesta. Entrou durante o jogo de 2006 e foi titular em 2015 como havia sido em 2009 e 2011 nas outras duas conquistas. Messi também fazia parte daquele primeiro Barça, não jogou a final. Se considerar de 2009 para 2015, com a revolução de Guardiola e o início de uma nova forma de jogar, o número aumenta para cinco jogadores nos dois jogos.
A continuidade de jogadores é importante, mas sempre havendo evoluções na ideia de jogo, esquema e de jogadores, ou o time para no tempo. Hoje nenhum time no Brasil dura mais de três temporadas com a mesma estrutura, talvez fosse hora de trocar de estratégia.
Com pouco poder para segurar jogadores os times brasileiros poderiam se espelhar nos portugueses. Eles sabem que não tem muito dinheiro e vão perder seus destaques para os grandes centros, então montam times com as vendas bem remuneradas de seus craques lapidados da base e da América latina. No Porto: Hulk, James Rodrígues, Falcao, Jackson Martínez, Danilo, Quaresma, Casemiro, Pepe são exemplos. Sempre montando um novo time e tentando manter a qualidade. O time não vira uma superpotência, mas sobrevive bem com bons times. Já que ninguém consegue manter, talvez a saída fosse negociar bem. O que também não é o ideal.
Matéria publicada no jornal O Atibaiense em 23/01/16

Página inicial Postagens mais antigas