O futebol não é nem melhor nem pior do que antes, é diferente.
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Esses
dias peguei alguns jogos antigos na internet para ver. Em campo Zico, Adílio,
Junior, Leandro, Raí, Müller, Cafu... Como sou muito novo, não tive a
oportunidade de vê-los jogando ao vivo, mas com a ajuda da internet dá para ver
mesmo que 30 anos depois.
Logo de
cara já percebi que a velocidade do jogo era outra, os jogadores tinham e davam
mais espaço. O zagueiro e o atacante jogavam longe um do outro. Era difícil
você ver Baltazar receber algum passe de Figueiredo (Baltazar atacante do
Flamengo e Figueiredo zagueiro do mesmo em 1983).
Por ter mais espaço pra jogar
era mais fácil para Zico driblar um, dois e marcar o gol. O time se dividia
melhor em jogadores de defesa e ataque. Só os laterais que participavam dos
dois setores com mais frequência, exemplo de Júnior e Leandro no Flamengo.
Tinha
jogo com mais de 160 mil torcedores, que não eram bem acomodados e invadiam o
campo com certa frequência. Hoje não pode jogar com a camisa com sangue,
naquele tempo podia jogar com a camisa vermelha de sangue e o jogador machucado
recebia um curativo e um gelo para colocar no ferimento. Jogadores brasileiros exportados eram
pouquíssimos. Tudo isso nos anos 80.
Já nos anos 90, as duas linha de quatro
começaram a ser utilizadas, os times ficaram mais compactos e as defesas
melhores com mais jogadores. Assim surgiu o 4-4-2 que passou a ser muito usado
pelos times. (Não que ele não existisse antes, existia, mas não era usado da
maneira que passou a ser).
Nesta década a “bagunça” dos 80 foi diminuindo e o
número de jogadores brasileiros exportados cresceu.
Com a
chegada dos anos 2000 vieram as novas tecnologias e a globalização. Todo mundo
passou a conhecer melhor o futebol de países estrangeiros e a ideia de jogo
evoluiu mais uma vez.
Uma nova
estratégia de jogo veio com o Barcelona no final da década. O time de Messi comandado
por Guardiola tinha a filosofia de: Diminuir os espaços entre os setores e compactar
ainda mais o time; Tentar recuperar a bola o mais rápido possível e (de
preferência) perto do gol; Acima de tudo ter a bola e procurar espaços para
finalizar.
Por ser
muito difícil de ser aplicada, a teoria de Guardiola não é a mais utilizada. A
maioria dos times hoje preza por fazer uma forte marcação, compactação no
meio-campo, contra-atacar com trocas de passes e velocidade. Como fala Tostão em sua coluna na Folha de S Paulo na última quarta-feira.
Esse
estilo de jogo não é muito utilizado no Brasil, os chutões e chuveirinhos são
maioria por aqui. O nosso futebol perdeu bastante qualidade nesses anos. E a
exportação de jogadores é enorme.
Hoje a “frescura” ganhou muito espaço, seja
ela de jogadores ou dirigentes. Em organização mudou muito, apesar de no Brasil
ainda haver bastante bagunça. Públicos que passem dos 100 mil são muito, muito
raros e o marketing ganhou uma parte enorme no esporte.
O
futebol antigo tem suas qualidades e seus defeitos, o de agora também. Nem
melhor nem pior, diferente.
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