Política do leite sem café.
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Desde 1925, quando o São Paulo não existia e o Palmeiras era
Palestra Itália, (dizem até que a bola era quadrada) que os grandes paulistas
terminam um ano sem títulos. Minas ao contrário manda no futebol brasileiro.
O São Paulo foi o time que fez o ano mais digno. Terminou em
2º no campeonato e chegou a ameaçar o Cruzeiro com seu “quarteto mágico”. Nas
Copas foi um fracasso, parou na Penapolense no Paulista, Bragantino na Copa do
Brasil e o Atlético Nacional, da Colômbia na Sul-americana. Com o ano passado
brigando para não cair esse ano é aceitável. Mas com o investimento que tem,
ano que vem tem que ser campeão.
O Corinthians tinha que se reciclar, trouxe Mano para isso.
No começo levou 5x1 e caiu fora na primeira fase do Paulista. Na Copa do
Brasil, ameaçou que chegaria à semifinal e parou no “Galo doido”. No Brasileiro
perdeu muito ponto para time no meio da tabela, mas garantiu sua vaga na
Libertadores. Ano que vem não terá Mano como técnico e o presidente não será
Mário Gobbi. O futuro do timão é misterioso.
O Santos teve um ótimo começo de ano. Empolgou os torcedores
com o time do paulista que fez 5x1 no Corinthians e chegou a final. Só que
perdeu para o Ituano e seguiu o resto do ano tentando se acertar. Trocou de
técnico e amargurou o caro Damião boa parte da temporada na reserva.
Já o Palmeiras é o
pior dos paulistas. Vindo da Serie B o verdão tinha até um time razoável. Mas perdeu, Alan Kardec e Henrique, e passou
a contratar vários jogadores. Encheu o elenco de quantidade, mas sem qualidade,
muito jogador medíocre. Valdivia é o único diferente e passa a maior parte do
ano machucado ou na Disney.
Tudo isso levou a duas trocas de treinadores e a
possibilidade de queda amanhã. Contra o Atlético-PR no Allianz Parque o
Palmeiras joga sua vida no campeonato. O time acabou de voltar da Serie B,
outra queda seguida seria desastroso.
Matéria publicada no jornal O Atibaiense de hoje.
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