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Palmeiras em Atibaia (de novo)

Com Rafael Sprengel

Sempre quando o Palmeiras tem a oportunidade de ir para Atibaia vai. Depois de empatar com o Flamengo na 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, voltou ao retiro no interior. Cuca afirmou a vinda estava definida antes mesmo do confronto diante do Fla. 

A parada no interior vai servir para oxigenar um pouco o time para o último jogo da sequência difícil no BR-16 - no sábado enfrenta o Corinthians.



Antes de começar as atividades o treinador palmeirense bateu um longo papo com o elenco, durou cerca de meia hora.

Depois os titulares fizeram uma corridinha pelo campo para aquecer, e no restante assistiram os reservas no jogo de três toques em campo reduzido. Cleiton Xavier e Rafael Marques foram os únicos que jogaram ontem a fazer parte do joguinho.

Prass estava presenta e fez um treino físico em separado do grupo.



Moisés era o assunto do dia, ele ficou conversando um bom tempo com Cuca e participou da coletiva após o treino.

Falou sobre a importância de Atibaia para os jogadores, ressaltou a alimentação e o descanso.

O arremesso de bolas na área no lateral também esteve em pauta. O jogador que se considera volante, disse que Cuca viu o lançamento dele em uma partida no campeonato e gostou do que viu, a partir daí passou a treinar o jogada. (ouça a coletiva completa).



Disse que a jogada é mérito do treinador, que treina algumas jogadas arremessando a bola na área, quando o resto do time treina o posicionamento, dando importância a segunda bola.

Há quem não goste desse tipo de jogada - acredito ser valida, porém não pode ser uma dependência- , porém ela tem sido eficiente para o Palmeiras, já foram quatro gols neste tipo de jogada durante a competição. 



O Palmeiras fica em Atibaia até amanhã a tarde, quando viaja para a São Paulo onde enfrentará o Corinthians no sábado.

Entrevista com Cadu do S.C.Atibaia

Com Lucas Seixas
Cadu é o segundo da esquerda para a direita (foto de Mario Gonçalves)

Cadu é jogador do S.C.Atibaia, já atuou pelo Red Bull, disputou cinco paulistas e duas copinhas. Atacante pelo lado esquerdo do campo é do estilo disciplinado, como ele mesmo diz. Aos 18 anos sonha em jogar nos EUA e crescer na carreira.
Cadu em ação contra o Goiânia (foto de Mario Gonçalves)

Aos 18 anos, como projeta seu futuro no esporte?
Cadu: Acho que no Brasil já deu o que tinha que dar, meus planos agora são de ir para os EUA jogar por uma universidade. Lá eu posso fazer os dois, estudar e jogar futebol em um bom nível com uma estrutura muito boa tanto para o esporte quanto para os estudos. Tendo ainda uma boa chance de ir jogar na MLS, sendo que se o futebol não der certo eu estudarei em uma boa universidade.

Como avalia a tua participação na Copa SP e a do time?
Cadu: Acho que a minha participação individual foi boa, fiz o que foi pedido e me dediquei ao máximo a esse campeonato. A da equipe também foi boa, foram três jogos em cinco dias onde mesmo com um desgaste muito grande nossa equipe dominou os jogos, criou mais chances e jogou melhor em todas as partidas. Infelizmente em detalhes nós não conseguimos fazer os gols e como consequência fomos eliminados na primeira fase da competição.

Como você se descreveria como jogador?
Cadu: Me descreveria sendo disciplinado, sempre indo aos treinos, evitando as coisas que podem atrapalhar o meu desenvolvimento como jogador, sejam baladas, bebidas ou outras coisas que não ajudam em nada um jogador, pelo contrário, apenas acabam com o atleta. Busco sempre melhorar.

Por onde já passou em sua carreira, para onde já foi por causa do futebol?
Cadu: Joguei pelo Atibaia e um ano pelo Red Bull. Pelo Red Bull já fui jogar um campeonato na Áustria, onde ficamos em segundo lugar perdendo nos pênaltis, além de outros bons campeonatos como o Campeonato Paulista (cinco pelo Atibaia e um pelo Red Bull) e duas copinhas (Atibaia).

Você tem algum motivo especial para usar a camisa 8?
Cadu: Não, a camisa foi uma escolha do treinador, não tem nenhum motivo em especial.


Como funciona a estrutura do S.C.Atibaia? Roupas, chuteiras, comida, trasporte….
Cadu: É uma boa estrutura que consegue acomodar bem os jogadores que vem de longe e tem de ficar alojados. A roupa, comida e transporte são por conta do clube, já as chuteiras são por conta do jogador. Mas é um espaço muito bom, onde os jogadores conseguem ficar tranquilos e se preparar bem.

Você acompanha futebol? Lê jornais, acompanha notícias, estuda jogadas, esquemas…. Ou gosta mesmo é de jogar?
Cadu: Gosto de assistir todos os jogos, de todos os campeonatos. Em relação as notícias eu gosto de ver o mercado, contratações e etc. Além disso, como sou atacante, gosto de ver vídeos de grandes atacantes, isso me ajuda um pouco. Mas no final eu prefiro só jogar mesmo.

Entrevista com Mario Gonçalves

Com Rafael Sprengel



Mario Gonçalves é colecionador de camisas de futebol - tem mais de 730 camisas de times do mundo todo - mora em Atibaia e a paixão por futebol o fez virar fotógrafo do S.C.Atibaia. Aos 20 anos, sonha em ser jornalista e trabalhar na área que gosta, no esporte. Acima um vídeo com os melhores momentos da entrevista, abaixo a íntegra da entrevista escrita e depois ele conta a história de algumas camisas da coleção.



De onde veio a paixão pelas camisas, pelo futebol e quando começou a coleção?

Mario: Desde pequeno fui apaixonado por futebol, toda criança brinca com bonecos de super-heróis, carrinhos... E desde pequeno quis brincar de futebol de botão, de mini craque... Uma paixão que vem desde pequeno. Para colecionar, sério mesmo, lá pelos nove, dez anos de idade. E vem até hoje, está aí uns 10 anos. É um hobby que distrai muito e uma coisa que sou apaixonado.

Quanto o Esporte mexe com à emoção das pessoas?

Mario: Mexe muito, o esporte tem coisas que só ele traz isso [emoção] para a pessoa. eu sou um louco por futebol, fim de semana pra mim é ir ver jogo, não importa se é em Leme ou Santos, eu tenho que assistir algum jogo. E não é um só não, é o fim de semana inteiro fazendo agenda pra ver jogo, do sub-15 ao profissional.

Quanto vale um jogo visto de perto, do estádio?

Mario: Pra mim, um jogo no estádio vale mais que mil na TV. Assistir no estádio é uma coisa completamente diferente, porque você tá ali, sente a paixão, a torcida... Totalmente diferente de assistir na TV. É outra experiência do torcedor, é como se fosse uma droga, você não consegue largar, é incrível, uma coisa que motiva, o mundo inteiro é apaixonado por futebol.

Sobre o futuro no futebol

Mario: Eu tiro foto do S.C. Atibaia e acompanho desde 2011, desde que eu era pequeno - agora tenho 20 anos de idade - sempre acompanhei o time de tirar foto, porque ninguém tirava foto. O clube viu e gostou falou 'Poxa cara!', e é uma história que vai se perdendo se você não grava estes momentos. A partir daí, junto com o clube. eu ia aos jogos, os estádios e comecei a fotografar. Meu pensamento é fazer jornalismo esportivo, que é minha paixão. 

Qual a importância da imprensa no esporte?

Mario: É muito importante, tem um papel que tem de ser muito profissional nessa parte, muito profissional mesmo, um errinho você muda tudo, tem de ser muito competente e cuidadoso, é complicado. Mas a imprensa é muito importante, desde um clube da série A até um clube da 4ª divisão do paulista.

Futebol é arte?

Mario: O futebol é o profissional, mas se você fala do futebol arte... Da finta, das jogadas bonitas, sim, o legal do futebol é isso, a magia de driblar de um futebol alegre. O futebol brasileiro tinha muito disso, vamos ver se essa nova geração vai proporcionar isso pro futebol brasileiro.

Você se diverte com tudo isso?

Mario: É um hobby, é uma paixão, o futebol como o hobby de colecionar camisa é uma grande paixão, pra mim isso vai muito além de ser remunerado ou não, é uma grande satisfação estar indo em jogo tirar foto, é uma paixão muito legal.



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