BR-16 #15: outra rodada verde


Para abrir três pontos na frente do segundo colocado, o Palmeiras precisou vencer onde não vencia desde 1997, o Internacional no Beira-Rio.



Três coisas chamam atenção no Palmeiras.

Primeiro: a blitz do porco nos minutos iniciais dos jogos. Com oito gols no primeiros 15' é o time no campeonato que mais fez gols nos minutos iniciais. Nesse quesito tem muito o peso do treinador, em passar ao jogadores exatamente o que se deve fazer no início da peleja.


Segundo: Thiago Santos. Na frente da zaga é quem dá a segurança ao meio de campo e rouba várias bolas - oito desarmes nesta partida do Beira-Rio. 


Terceiro: A nova maneira de atuar fora de casa. Com 24 desarmes juntando toda a equipe, foi a partida em que o Palmeiras mais roubou a bola no campeonato, se tornou um time diferente fora de casa, que depois de abrir o placar no início, adorou a ideia de contra-atacar no restante do jogo - teve chances de ampliar.


No Internacional Falcão não pode ser só o ídolo que escala o time e traz torcida, precisa ser mais que isso. Sem pegar no pé dele agora, só mais para frente. 


Barrios parece fora dos planos de Cuca, então Erik ou Leandro Almeida brigam pela vaga de Jesus
O alviverde agora fica sem Gabriel Jesus e Fernando Prass, rumo a Rio 16, por até seis jogos. Cuca terá de quebrar a cabeça para arrumar outro esquema, que não terá exatamente as mesmas características. O quanto farão falta é difícil dizer, o time precisa jogar sem eles para sabermos.




No clássico paulista, o Corinthians era favorito, tão favorito, que ficou perigoso.

O São Paulo se mostrou um time forte fisicamente e bem encaixado na defesa, depois da eliminação da Libertadores e conseguiu um empate digno. O Tricolor está se remontando e se não ir bem no Brasileiro, pode ir bem na Copa do Brasil, é um time por vezes bem difícil de ser batido. Cueva jogou muito.


Primeira não derrota são-paulina em Itaquera.



O Corinthians dos bons resultados e partidas razoáveis, foi apenas razoável. Marcou um ponto e viu o Palmeiras abrir três de vantagem na sua frente com a vitória. Há certo exagero no clube quando se vaia Cristovão ao substituir Marquinhos Gabriel - tudo bem, todos devem ter escalado ele no cartola fc -, estão vendo o lado meio vazio do copo.




O Grêmio fez uma boa partida contra o esporte na Ilha do Retiro, mesmo assim, por estranho que possa parecer o 4x2 na vitória pernambucana não foi injusto - tudo bem, o juiz poderia não ter dado o pênalti que originou o quarto gol.

O tricolor foi o time de bom toque de bola de sempre, mas a defesa matou o resto do time. Sofrer quatro gols já é complicado e o pior problema deles e a forma com que saíram: bola parada. Em 15 jogos disputados, a equipe de Roger Machado sofreu 42% dos 19 gols  assim. Não é demérito tomar gols assim, mas é preciso corrigir rapidamente.



No clássico carioca, Flamengo e Botafogo na Ilha do Governador, foi uma partida cheia de gols, de um rubro-negro melhor tecnicamente, mas meio morto em alguns momentos. O alvinegro pelo contrário, pode faltar técnica, mas é um time vivíssimo.

Por isso o 3x1 flamenguista virou  o 3x3 ao final dos 90' minutos.


No Cruzeiro vai tudo uma merda. Uma merda porque o time não vai bem e Riscos fala merda, do time que não é merda coisa nenhum - porém ficou no ar se a merda é o time ou a situação.

Enfim, as vitórias não vem e Paulo Bento sofre para achar o time no Brasil.

Foram 31 gols, 15 mil de média de público, com quatro empates e duas vitórias de visitantes.

Uma rodada verde, como tem sido a maioria delas no campeonato até agora.

Estatísticas: Footstats

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