Esperava mais do Internacional e de Tite
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Na
última quarta-feira o Internacional tomou um vareio de bola do
mexicano Tigres e deu adeus a Libertadores. Assim teremos mais uma
final sem brasileiros. Com
isso, de
novo vem a cabeça a pergunta:
A
quantas anda o futebol brasileiro? Na seleção o assunto já está
até saturado e o que acontece nos clubes, claro, reflete na seleção.
Na
Libertadores é nítido uma melhor tática dos adversários contra
times brasileiros. Sejam eles argentinos, uruguaios, paraguaios e até
mesmo mexicanos. O Inter perdeu também na tática contra o Tigres,
mesmo o técnico Diego Aguirre sendo uruguaio e já ter chegado a
final da Libertadores de 2011 com o Peñarol. Qual a diferença deste
Internacional para o Penãrol de 2011 que perdeu para o Santos de
Neymar, Ganso, Danilo e Muricy? O que tem aquele time do Peñarol que
é capaz de eliminar o próprio Internacional nas oitavas e o
Velez na semifinal, que esse time colorado não tem?
Não
é querer ser
chato e querer rebaixar os times brasileiros, mas cabe a reflexão
em busca de uma melhora.
Afinal
um time como o Corinthians,
que
tem todo o seu esquema preparado para se
defender
e conta com um ataque de Vagner Love (em baixa), Rildo, Mendoza e
Macolm (inexperiente) consegue dividir a liderança do campeonato.
Claro,
o time é bom, eficiente e
competitivo. Tem uma defesa muito forte, que consiste em um trabalho
muito bom de posicionamento e retomada de bola imediata. Entretanto,
não dá pra dizer que o time joga bonito e que dê gosto ver o time
jogar. E ao citar isso, vale lembrar que Tite, bem cotado para ser
técnico da seleção após o 7x1, depois de passar
um ano sabático
estudando
continua o mesmo, com pequenas mudanças. Ainda tem um time que se
defende muito bem, mas seque
sendo pragmático
e fazendo poucos gols. Do Tite que todos conhecemos,
sabemos que estuda e gosta de futebol esperamos mais.
O
que o time dele tem de ajuda na defesa, Atlético-MG e Palmeiras têm
no ataque. Dos 22 gols do verdão no brasileiro, 20 tiveram
assistências, o Galo tem mais, 22 gols com assistências.
Finalizações são os primeiros também, o Galo com 86 e o Palmeiras
com 83 arremates. Isso tudo ajuda a mostrar que o trabalho coletivo
sempre ajuda na hora do time jogar, em um campeonato com times que
tem elencos bem parecidos, quem joga melhor coletivamente chega mais
longe, seja na defesa ou ataque.
Nosso
futebol seque sendo medíocre,
na segunda divisão do que vemos no mundo. De qualquer maneira não
podemos ir tão mal como nas últimas Libertadores. Dá para fazer
bem melhor.
Matéria publicada no jornal O Atibaiense dia 25/07/2015
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