Zito, uma parte do futebol brasileiro

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Ontem morreu um dos jogadores do Hal da fama do futebol brasileiro e mundial.

José Ely de Miranda, aos 82 anos, o Zito.

Muita gente não sabe, mas ele foi tetracampeão mundial. Duas vezes pela seleção e duas pelos Santos. Sempre na geração dos craques do Santos de Pelé na década de 50 e 60.
Campeão das Copas de 58 e 62, com direito a gol na final no Chile em 62.

Zito não era o jogador mais técnico do time, mas era jogador mais próximo do técnico no time. Lula( técnico daquele Santos que jogara) deixava o comandar o time dentro de campo a sua maneira. Falava grosso com que precisasse em campo, e ai de quem reclamasse.

Chamando por “gerente” entre o jogadores, sempre mostrou um jogo muito serio e, sem ser desleal, era ótimo na marcação.

Ele está na história do melhor Santos e em duas das melhores seleções brasileiras, foi volante dos times jogando entre a defesa e o meio, acabou fazendo alguns gols pela carreira. Pelo Santos, único time que jogou depois do Taubaté, foram 727 jogos, com 57 gols ao longo de 15 anos na Vila Belmiro. Aposentou-se em (1967).

Depois de encerrar a carreira, ainda trabalhando no Santos, só que desta vez na base, foi um dos responsáveis na criação das gerações Robinho/Diego e Neymar/Ganso.

Um cara que faz tudo isso pelo futebol não pode ficar esquecido, mas tenho certeza que muita gente está conhecendo ele agora.

E nesta de fazer homenagem a todo mundo que morre em redes sociais, vai ter muita gente homenageando Zito, sem saber quem foi de verdade.

Muita gente que gosta de futebol hoje, não conhece a história do futebol, do futebol brasileiro. Que é composta de muitos craques, de muitos times, de gerações e gerações de craques. Muitas delas são melhores que as atuais, para não dizer todas, Zito jogaria fácil neste time de Dunga hoje.

No passado do nosso futebol existem histórias deliciosas, times incríveis, muita coisa melhor do que é hoje.

Mas prepotentes e/ou ignorantes deixam o passado do futebol de lado e pensam apenas no que viveram. Esquecem que quem não conhece seu passado está condenado a repeti-lo. Isso não vale só para o futebol.

Zito morreu neste domingo, aos 82 anos. Não pude vê-lo jogar, o que é uma pena, mas sabendo que foi, sei que perdi a chance de ver um grande jogador e conhecer uma grande pessoa.

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