E o Corinthians parou...


O corintiano compareceu em peso em Itaquera. Sabia que a partida era difícil, depois dos 2x0 em Assunção e apareceu para apoiar.

Faixas, rojões, festa quase argentina em São Paulo.

Corinthians precisava atacar, pressionar o Guarani (Par) e vencer por pelo menos 2x0 para levar aos pênaltis, nesta oitavas de final da Libertadores.

Vantagem boa dos paraguaios que não tinham vergonha nenhuma de se defender até o fim. E jogar pela “uma bola”.

O timão começou tentando chegar devagar. Usava os laterais para iniciar as jogadas como de praxe. O Guarani fechava os espaços e não ligava que o Corinthians ficasse com a bola. Fechava-se por todos os lados, sem dar nenhum pontapé nem chutão segurava as pontas.

Depois da metade do segundo tempo, as jogadas corintianas começaram a encaixar e as chances começaram a aparecer. Nos últimos 10 minutos da etapa inicial, teve a melhor chance do jogo com Guerrero.

O Timão até pressionou, abusou dos cruzamentos, chutou algumas vezes e tinha dificuldade enorme de chegar ao gol.

Os contra-ataques paraguaios existiam, mas erram poucos.

No intervalo Tite colocou Mendoza e Danilo, Saíram Malcom e Felipe que sentiam a pressão do jogo.

Sete minutos, Fabio Santos levantou o pé nas alturas e acertou Santander.  Foi para o chuveiro mais cedo, começava a noite de terror corintiana.

O timão não conseguia chegar, começou a se desesperar e perder a cabeça.

A cada minuto que passava a apreensão ficava maior. Os paraguaios fazendo tudo direitinho, defendendo, sem fazer faltas nem cera, perfeito.

A torcida ainda gritava, apoiava o time.

Com 24 minutos de jogo, Jadson também perdeu a cabeça. Acertou um tapa no rosto do adversário e deu adeus a partida com o 2º amarelo.

Então o time desabou de vez e não acreditava mais na classificação. Cabisbaixos os jogadores do Corinthians se sentiam impotentes naquela situação.

O timão entrou em parafuso no final do jogo, ainda sofreu o gol paraguaio para acabar com o que faltava ao Corinthians que era a invencibilidade em casa que durava 32 jogos.

Fim de jogo: Corinthians eliminado, perdendo a invencibilidade em Itaquera, atrasando salários, jogadores em fim de contrato, vexame. Enfim não restou nada ao timão. Pode haver uma reformulação no clube.

O Corinthians tem jogadores melhores do goleiro ao ponta esquerda, mais tradição e investimento que o Guarani.

Mas fez tudo errado, não fez nenhum gol e teve dois jogadores expulsos. Além do frango de Cássio.

É quase um Tolima versão 2015, tem suas diferenças e semelhanças. No total mais semelhanças.

A eliminação precoce do Corinthians na oitavas de final da Libertadores serve de lição pra muita gente.  Fizeram o Corinthians chegar ao topo antes da hora, isso parece ter atrapalhado os próprios jogadores.

Hoje ainda tiveram os outros brasileiros jogando nos confrontos entre eles.

Jogos que não vi, mas sei que o São Paulo perdeu nos pênaltis para o Cruzeiro por 4x3.

Partida que foi o oposto do Morumbi, quando o São Paulo jogou e o Cruzeiro defendeu, 1x0 para os mandantes. Hoje no oposto o 1x0 (gol de Damião) que levou a decisão para os pênaltis. Rogério Ceni até pegou dois e fez o seu. Mas os são-paulinos perderam três (Souza, Luis Fabiano e Lucão) assim eliminando o São Paulo na oitavas de final.

Sei também que o Internacional, depois de empatar no horto em 2x2 com o Galo venceu no Beira-Rio por 3x1. Golaços de Valdivia e D’Alessandro. Classificação do agora melhor time do Brasil para as quartas de final.

Agora são dois brasileiros na Libertadores.  


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