Carrossel brasileiro
Mudar é regra no Campeonato brasileiro. É muito difícil ter
o mesmo, ou quase, time durante todo Campeonato. O quanto o time muda,
normalmente está proporcionado à posição que ele vai terminar o campeonato.
Na estreia do Campeonato brasileiro de 2014 contra o Criciúma
para o último jogo do campeonato contra o Atlético-PR, o Palmeiras teve apenas
três jogadores que iniciaram as partidas tanto da estreia quanto a final
(Prass, Lucio e Valdivia). No comando técnico, Gilson Kleina deu lugar a Gareca
e depois a Dorival Jr. Por incrível que pareça Valdivia jogou tanto a primeira,
quanto a última partida do Verdão, mas ao todo foram só 17 jogos. O alviverde
acabou o campeonato em 16º, último antes do rebaixamento.
Já do Corinthians que estreou contra o Galo ao que terminou
o campeonato, sete continuaram titulares e o técnico não mudou. Enquanto Palmeiras
perdeu Alan Kardec, o Corinthians não perdeu nenhum jogador importante e ainda
manteve Mano durante todo o campeonato, acabou em 4º.
O Bi-campeão Cruzeiro teve a mesma base em 2013 e 2014. Time
com mesma ideia de jogo, mesmo técnico, jogadores, tudo funcionando e campeão. Marcelo
Oliveira ainda é o técnico do Cruzeiro e o que está mais tempo dirigindo um clube no Brasil,
mas o elenco não é mais o mesmo, perdeu suas principais peças para o exterior.
Estamos entrando na segunda rodada e até agora já temos dois
técnicos demitidos: Felipão e Drubscky. O São Paulo daqui a pouco vai estrear
técnico novo, e junto com Grêmio e Fluminense vão começar a montar um time.
Com a janela do meio do ano é possível que vários times se
modifiquem bastante. O Corinthians já alegou que pretende diminuir em mais de
15% sua folha salarial. Devem sair jogadores importantes, que farão falta, mas
precisam sair. O São Paulo precisa de mudanças, que o novo técnico fará no
elenco. O Santos já vai perder Robinho na Copa América e talvez perca pro
restante da temporada.
Os times vão mudar, naquele troca-troca que acontece todo
ano, o “carrossel brasileiro”. No fim, os times que acabam achando seu padrão
de jogo e trocando menos são, normalmente, os que acabam ficando na parte de
cima da tabela.
O Atlético-MG tem mostrado um futebol muito bom, tem um
técnico que conhece os jogadores que também se conhecem. É muito cedo para
apontar favorito, ainda mais no brasileiro. Mas com foco total no nacional, lá
pelas rodadas 5 a 7 o Galo deve ser o líder do campeonato. Depois vai acontecer
muita coisa e isso é história pra depois...
Matéria publicada no jornal O Atibaiense no dia 23/05/2015
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