Tempo ao tempo

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Mal começou o ano e já temos vários times que “renasceram”. O Atlético-MG que começou perdendo os dois primeiros jogos da Libertadores ficou taxado como time ultrapassado. Venceu outros três jogos e classificou-se.  

O Internacional que iniciou perdendo para o Strongest por 3x1 na altitude, venceu outros quatro jogos e passou em primeiro no seu grupo. 

O São Paulo então... Sofreu demais, no fim venceu o Timão e ficou só a um ponto do rival (13 pontos para o clube de Itaquera e 12 pra o do Morumbi).

Toda a euforia e festa para o “imbatível” Corinthians não fizeram bem ao alvinegro.  Os últimos jogos mostram que o time não era tudo aquilo que parte de torcida e imprensa previam. Não é imbatível, perdeu na quarta e foi eliminado no último domingo.

É inicio de temporada, os times estão começando a tomar forma agora, então oscilações nas partidas eram previstas. Ninguém “renasceu” ninguém “morreu” nesta temporada, o ano não começou semana passada, mas inicio de temporada, com primeira fase de estadual, enganam muito sobre o desempenho do time no ano.

Sem euforia, sem depressão. Não está tudo bem, nem tudo mal.

Estaduais a marca registrada do nosso futebol

Você pode achar que os campeonatos são ruins (como de fato são), que não valem muito, que isso e que aquilo. Mas não pode negar que é bom demais vencer o seu rival.

Porque o futebol, principalmente o brasileiro é construído através de rivalidade. Como é bom poder “zoar” o amigo no dia seguinte, seja na escola, faculdade, trabalho, na padaria... Faz parte do brasileiro. Quem nunca fez uma aposta em um clássico apostando qualquer coisa?

Já escrevi aqui que os campeonatos estaduais não são bons e que deveriam ser disputados de outra maneira. Deixam a melhor parte por último, às vezes cometendo injustiças, por causa de regulamentos ridículos.

Estaduais que ainda (apesar de tudo que se fazem para destruírem) são a marca registrada do futebol brasileiro. Ainda agradam a torcida brasileira, só fica a ideia de melhora, que há tempos precisa e é urgente. 

Na final do paulista o Palmeiras que surgiu imponente joga contra o Santos, final que não acontece desde 1959. Faz tempo, muito tempo.

Lembrando os paulistas das décadas de 50 e 60. Quando o único que batia de frente com o Santos de Pelé era o Palmeiras de Ademir da Guia.

Matéria publicada no jornal O Atibaiense 25/04/2015.

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