Final de semana digno do Futebol brasileiro.
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Não teve o primor de gênios como Pelé, Garrincha, Zico...
Não teve o Santos de Pelé, O Flamengo de Zico o São Paulo de
Telê.
Não teve jogos com mais de 100 mil em um Maracanã ou
Morumbi.
Não teve nada disso, mas teve estaduais que ainda (apesar de
tudo que se fazem para destruírem ) são a marca registrada do futebol
brasileiro.
Você pode achar que os campeonatos são ruins (como de fato
são), que não valem muito, que isso e que aquilo.
Mas não pode negar que é bom demais vencer o seu rival.
Porque o futebol, principalmente o brasileiro é construído através
de rivalidade. Como é bom poder “zoar” o amigo no dia seguinte, seja na escola,
faculdade, trabalho, na padaria...
Faz parte do brasileiro.
Quem nunca fez uma aposta em um clássico apostando qualquer
coisa?
Já escrevi neste blog, e no Atibaiense que os campeonatos
estaduais não são bons e que deveriam ser disputados de outra maneira.
Deixam a melhor parte por último, às vezes cometendo
injustiças, por causa de regulamentos ridículos.
A imagem final dos estaduais vai ser boa, mas não dá pra
dizer que o campeonato todo foi bom, ignorando o restante dele. Os
campeonatos deveriam ser mais curtos, melhores regulamentados e preparados. Mas
os cartolas não estão nem aí.
Neste final de semana temos a história da valente vitória do
Palmeiras, que tinha o Corinthians engasgado na garganta. Depois de quase cair
na última rodada do brasileiro, montou um novo time e aos poucos vai voltando a
ser Palmeiras.
Conseguiu bater o Corinthians nos pênaltis, com a benção de
São Marcos nas mãos de Prass. Defendendo dois pênaltis recolocando o alviverde
em uma final de paulista que não disputa a 7 anos.
Contra o Santos, final que não acontece desde 1959. Faz
tempo, muito tempo.
Lembrando os paulistas das décadas de 50 e 60. Quando o
único que batia de frente com o Santos de Pelé era o Palmeiras de Ademir da
Guia.
O Santos foi um time que no meio das dividas e perda de
jogadores renasceu.
Na Experiência de Robinho, Ricardo Oliveira e Renato aliada
a juventude de Lucas Lima e Geuvânio.
O Peixe avassalador em paulistas bateu fácil o São Paulo e
está na sua 7ª final seguida.
Não bastassem as emoções de São Paulo, tivemos as de Minas.
Em BH o Cruzeiro enfrentou o Galo no Mineirão. Podia jogar
pelo empate, começou ganhando... E mais uma vez caiu pra o Galo, que com dois gols
de Pratto virou o placar e está na final. Pega a surpreendente Caldense, que
está invicta.
No Rio Grande do Sul o Internacional e o Grêmio venceram.
Farão Gre-nal na final
No Rio teve emoção, mas não foi isso que mais chamou atenção.
No Sábado o Botafogo ganhou nos pênaltis um jogo que havia
vencido com gol irregular e enfrentou um Fluminense sem Fred, porque reclamou
da federação.
Ontem o Vasco venceu o Flamengo com gol em um pênalti bem
duvidoso para o Vasco.
A dupla Fla-flu tem sido a aposição da Ferj, a dupla da
final são os seus dois grandes aliados.
O Carioca é o pior dos principais estaduais e sofreu com uma
falta de credibilidade. Uma pena.
No mais, o domingo foi mesmo digno de futebol brasileiro.
Teremos mais emoção e festa nos próximos finas de semana de estaduais.
Eles ainda agradam a torcida brasileira, só fica a ideia de
melhora, que há tempos precisa e é urgente.
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