Calma torcida corintiana
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Flamengo de Zico: Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior;
Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Técnicos: Claudio Coutinho e Carpegiani.
São Paulo de Telê: Zetti; Vítor, Adílson, Ronaldão e Ronaldo
Luís; Pintado, Toninho Cerezo, Raí e Cafu; Müller e Palhinha. Técnico: Telê
Santana.
Milan do Arrigo Sachi: Galli; Maldini, Baresi, Costacurta e
Tassotti; Colombo, Donadoni, Ancelotti e Rijkaard; Gullit e Van Basten.
Técnico: Arrigo Sacchi.
Corinthians de Tite em 2015: Cassio, Fagner, Felipe, Gil e
Fabio Santos; Ralf, Elias, Renato Augusto, Jadson e Emerson; Guerrero. Técnico:
Tite
Compare Jogador por jogador, time por time e títulos os três
primeiro times com o atual Corinthians. Verá que a diferença é absurda.
Na última quarta-feira durante a transmissão da Globo do
jogo entre Corinthians 4x0 Danubio, Casagrande disse.
“Vou dar minha cara à tapa, vai ter muita opinião contrária,
achando que (o que vou dizer) é absurdo. Não estou comparando quem está com a
camisa, mas o jeito de jogar. As últimas vezes que vi um time jogar desse jeito
foi aquele Flamengo do início dos anos 1980, foi o da Democracia do Corinthians,
o Milan do Arrigo Sachi, o São Paulo do Telê”.
Respeito o Casagrande como comentarista e principalmente
como jogador, mas não dá pra comparar o atual time do Corinthians com esses.
Nem dá para colocar a Democracia corintiana no mesmo patamar do Flamengo do
Zico e do São Paulo do Telê. O time da Democracia é muito mais pelo que fez
fora, do que dentro de campo.
É preciso ter muito calma na hora de avaliar os times. O
timão está jogando bem? Está, claro que está, mas menos. Sem “oba-oba”.
O “oba-oba” principalmente em Flamengo, Corinthians e na
seleção brasileira muitas vezes acaba virando em decepção.
Quantas vezes já não vimos times arrancarem nos primeiros
meses de estaduais, Libertadores e depois acabarem em nada.
O Corinthians não ganhou nada ainda, pode ser que ganha tudo,
mas por enquanto muita calma nessa hora.
E por mais que esse time chegue a ser campeão de tudo, não
vai chegar ao nível desses times históricos citados por Casagrande. A realidade
do futebol brasileiro é outra hoje.
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