"A" vitória palmeirense, com um toque de São Marcos

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Os nervos a flor da pele, domingo de clássico, o Corinthians x Palmeiras decidindo a semifinal do Paulista.

Números a favor do timão. Melhor time da primeira fase, jogando em casa, invicto no ano e há tempos no seu estádio. Fora a fila palmeirense em jogos contra o rival, 9 jogos sem vencer, desde 2011.

O Palmeiras jogava sem sua defesa titular, Wellington improvisado na lateral esquerda recebia ajuda de Arouca pra defender . Os corintianos sabiam e atacavam bastante pela direita.

Rafael Marques ficava aberto pela direita e entrava na área. Valdivia era o jogadro mais avançado pelo meio, mas não o centroavante.

O time corintiano já não tinha Guerrero com Dengue, nem Emerson suspenso, Elias e Renato Augusto, por preferia de Tite, começaram no banco.

O jogo que começará muito nervoso, aos poucos foi fluindo.

O Palmeiras chegando, Dudu avançando bastante em cima de Fagner. O verdão, avançando “jardas”, conseguiu um escanteio.

A defesa corintiana dormiu no lance, Danilo ficou totalmente perdido. A bola rebateu, ficou perfeita para Victor Ramos chutar e abrir o placar em Itaquera com 14 minutos.

Naquele estante o Palmeiras se classificava, quebrava a invencibilidade do timão no ano e em Itaquera. Encerrava também a fila de não vencer o timão.

Com vantagem o alviverde fazia pressão na saída de bola, dava vários chutes buscando o contra-atacante. Em uma delas a bola chegava a Gabriel, mas o juiz Thiago Peixoto ignorou a vantagem e marcou falta para o alviverde.

O Palmeiras era perigoso e a bola ficava mais com o Timão.

Aos 33 minutos de jogo, Danilo, que jogava muito mal e não fazia nada na partida, surgiu na área palmeirense e empatou o jogo. Do jeito dele, sem aparecer, decidiu mais uma vez.

Como todo lance de bola parada o time que toma o gol falha, neste lance não foi diferente.

O Palmeiras sentiu, vem na cabeça a fila, a invencibilidade do timão, a ideia “será que vamos perder de novo?”.

Chutões palmeirenses para inibir o ataque corintiano, o medo do sofrer um gol aumentava no Palmeiras.

O medo virou realidade, Mendoza, que infernizou a zaga alviverde hoje, arrancou, ninguém foi em cima e mandou um chute certeiro no canto do gol. A virada.

Então acabou o primeiro tempo, a torcida palmeirense mais pessimista já angustiada imaginando mais uma derrota para o timão. A corintiana feliz da vida.

No intervalo, Oswaldo previa um recuou do Corinthians, e precisava de mais posse de bola, colocou Cleiton Xavier e tirou Lucas. Gabriel foi para lateral.

O Palmeiras foi chegando, atacando, tinha a missão de furar a defesa corintiana. Não dá pra dizer que o Tite armou um ônibus na frente da defesa, mas erra quase isso.

Só Mendoza corria, e muito, pra tentar um gol.

As jogadas palmeirenses começavam a surtir efeito.

Era uma bola cruzada que Cleiton Xavier passava perto, um chute de Dudu que Cássio defendia e a bola batia na trave...

“Ah, o gol não vai sair mesmo” pensava aquele torcedor pessimista e desacreditado de tantos anos de vacas magras.

O Timão começava a sentir o cansaço de jogos seguidos.

Jadson foi sacado para a entrada de Renato Augusto.

Aos 20 minutos do 2º tempo, Vagner Love cabeceou para boa defesa de Prass. Em umas das poucas chegadas do timão no segundo tempo

Oswaldo tirou Valdivia e colocou Gabriel Jesus. O meia chileno, que mesmo fazendo uma partida apagada, achou que não deveria sair, ficou nervoso e não cumprimentou o técnico palmeirense.

Vai entender esse aí, viu.

Kelvin também entrou no lugar de Wellington, colocando o time de vez no ataque.

Com 25’, Vagner Love também sai no Corinthians para a entrada de Elias.

Com 29 minutos, o Palmeiras abusou da defesa corintiana na bola aérea. Gabriel Jesus mandou um cruzamento perfeito na segunda trave, Rafael Marques apareceu para colocar a cabeça e empatar. 
A defesa corintiana mais uma vez falhará na bola aérea, o Verdão conseguia o gol tão necessário.

Com mais 15 minutos de jogo, os times todos modificados, por cansaço e por circunstâncias do jogo, buscavam o gol da vitória com e ao mesmo tempo tinham medo de sofrer esse gol.

Petros entrava no meio de campo, Bruno Henrique saia.

Nos minutos finais era tudo direto, chutão e carrinho pra tirar a bola. Pressa e afobação pra tentar coloca-lá no gol.

Nada de gol e que venham os pênaltis.

Cássio x Prass.

Robinho foi o palmeirense escolhido para iniciar as cobranças.

Ele colocou a bola na cal, olho no goleiro e bola na lua.

Errava o primeiro pênalti o Palmeiras.

Fabio Santos, Renato Augusto, Fagner, Ralf marcaram na sequência do Corinthians. Rafael Marques, Victor Ramos, Cleiton Xavier e Dudu no Palmeiras.

Elias na bola e a chance de eliminar o Verdão. Ele correu pra bola, chutou no canto direito, mesmo de Marcelinho em 2000, e bola na mão de Prass como na de Marcos.

Vamos para as alternadas.

Kelvin marca, Gil também. Jackson faz pelo Palmeiras e bola no pé de Petros.

O camisa 40 tinha a responsabilidade foi na bola e Prass como São Marcos pegou o pênalti derradeiro, levando o Verdão a final.

Depois de 7 anos (última final em 2008) o Palmeiras volta a uma final de Paulista, muita festa com a torcida em Itaquera.

O Palmeiras ainda não venceu o rival, que também continua invicto e seque a um bom tempo sem perder em casa.

Mas tá fora do paulista, eliminado invicto. Resta a Libertadores.

Foi uma vitória maiuscula do Palmeiras.

Esse foi a melhor vitória do Palmeiras desde a semifinal da Libertadores em 2000. Quando o Corinthians também era favorito e também perdeu nos pênaltis.

Essa vitória recupera o amor próprio palmeirense, trás a ideia de novos tempos no clube para espantar de vez a fase de Vacas Magras.

Verdão na final.




Jogadores
Notas
12
Cássio
5.5
23
Fagner
4.5
28
Felipe
5.0
4
Gil
5.5
6
Fabio Santos
4.5
5
Ralf
5.5
18
Bruno Henrique
5.5
20
Danilo
6.0
10
Jadson
6.0
30
Mendoza
7.5
29
Vagner Love
5.5
8
Renato Augusto
5.0
7
Elias
5.0
40
Petros
3.5

Tite
5.0

Média do time
5.3





Jogadores
Notas
1
Prass
8.0
32
Lucas
5.0
3
Victor Ramos
7.0
26
Jackson
6.0
34
Wellington
5.5
18
Gabriel
6.0
5
Arouca
6.0
27
Robinho
4.0
10
Valdivia
4.5
7
Dudu
6.0
19
Rafael Marques
7.0
8
Cleiton Xavier
6.0
33
Gabriel Jesus
5.0
29
Kelvin
5.5

Oswaldo Oliveira
6.0

Média do time
5.8
Melhor jogador: Rafael Marques, 

Fernando Prass o herói.


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